TOFFOLI É MUITO CORAJOSO

TOFFOLI É MUITO CORAJOSO

João Melo e Sousa Bentivi

Duas frases iniciais:

“ Um bom motor da coragem é a ignorância” e “ Se queres demitir, promova”.

Acho o ministro Toffoli um homem corajoso demais. A história é singular e conhecida nacionalmente. Um homem que tentou ser um simples juiz de primeiro grau, com absoluto sucesso: foi reprovado.  Teve uma militância advocatícia, creio, comum e se notabilizou profissionalmente em locais não tão bem recomendáveis: advogado do PT e assessor do  conhecidíssimo José Dirceu.

De repente, sim, de repente, foi guindado a ministro da mais alta corte, o STF e, mesmo sendo “esse” STF, de não boa imagem, imagino a aflição interior do senhor Toffoli, quando foi escolhido. Ainda que existam dezenas de assessores para preparar peças jurídicas, mesmo assim, não seria fácil desempenhar as funções a contento.

A Bíblia diz que assim como uma noite chama outra noite, um abismo chama outro abismo. Toffoli cai exatamente na tal Segunda Turma e, entre as suas companhia orientadoras, estavam, nada mais e nada menos, Lewandowski e o insuperável Gilmar. Ninguém tem dúvida do quilate dessas influências e as suas relevantes consequências.

Eis que algo faltava para acontecer e aconteceu. O rodizio natural tomou Toffoli e o guindou a presidência do STF. Agora, o ex-reprovado para a magistratura era o maior de todos os magistrados. Pronto.

Volto para a segunda frase. O sujeito é um bom porteiro da loja, é o melhor de todos os porteiros, de repente e promovido a vendedor. Sai-se um bom vendedor, mais não o melhor.

Quando chega coordenador de turno, as cagadas começam a aparecer, até que, ao ser promovido a gerente, faz tanta besteira que a demissão se torna natural. Não há demissão de ministro de tribunais.

A qualidade do ministro Toffoli se mostrou exacerbada nesses últimos episódios de censura a liberdade de expressão e o consequente  estupro a ordem jurídica e constitucional da pátria, com o tal inquérito cala boca.

É evidente que não irá prosperar e irão dar uma decisão apaziguadora e hipócrita para resolver a cagada, entretanto limpar simplesmente a merda, não tira o fedor. Continuará fedendo.

Muito há por vir, a dúvida é a qualidade do que virá, mas fica, aqui, a minha admiração com a coragem do ministro Toffoli.

É, deveras, um homem muito corajoso.

CEM DIAS

CEM DIAS (João Melo e Sousa Bentivi)

Causou uma grande celeuma a tal prestação de contas, do início governo Bolsonaro. Os adversários, como não poderiam deixar de ser, espinafraram e não viram nenhuma realização. Deram nota zero, com restrições.

Os bolsonaristas e o governo, por definição, cantaram loas e boas: os cem dias foram de absoluto sucesso, ainda que determinadas propostas tivessem que ser desfiadas, para parirem mais propostas, até chegar a um número cabalístico, salvo engano, trinta.

Uma discussão pouco inteligente, passional, burra. O governo decerto perdeu tempo com coisas adjetivas, inexperiência nas interlocuções internas e externas, incluindo algumas colocações do próprio Bolsonaro, mas somente com as propostas do Guedes e do Moro, já pode se considerar acima de qualquer administração petista. Bastaria que o tal Congresso não mutilasse esses dois projetos e o Brasil estará com um pé bem fincado, em um glorioso futuro.

Entretanto, muito mais que projetos, medidas e políticas que deveriam ou foram implantadas, o que mais diferencia, para o bem do Brasil, para o bem de todos nós, é que ninguém viu nenhum ladrão no governo Bolsonaro.

Ao contrário das administrações esquerdo-petralhas, onde os larápios se amontoavam, a cântaros, na atual esplanada, parece não haver lugar para gatunos.

Simplesmente por isso, esquecendo quaisquer outros argumentos, posso dizer que foi um sucesso os cem primeiros dias do governo Bolsonaro.

Que continue assim, bem diferente do passado, um governo sem ladrões!

Tenho dito.

ELOGIE A QUEM VOCÊ NÃO AMA

ELOGIE A QUEM VOCÊ NÃO AMA

João Melo e Sousa Bentivi

A vida em sociedade se torna cada vez mais difícil e, no circuito familiar, não é diferente. A noção mais comum é que os problemas de relacionamento se devem ao cometimento de erros. Isso é verdade, porém não é a explicação única.

Há inúmeras desavenças e crises que não se estribaram em falhas, mas, muito mais, no desconhecimento ou, pior, no não reconhecimento dos acertos.

Basta focar no micromundo dos casais e perguntar: há quanto tempo, o seu esposos ou esposa, companheiro, ou qualquer denominação que o valha, não ouviu um elogio de sua parte? Em regra, faz tanto tempo, que esse tempo está no mais profundo esquecimento, ou nunca existiu esse fato.

Sim, há casais que convivem dezenas de anos e chegam a morte, sem que em uma única oportunidade alguém ouvisse um “muito obrigado”, “você é espetacular”, “você é importante no meu viver”, etc. etc.

Por outro lado, se perguntasse para qualquer casal, qual foi a última reclamação, por serem tantas, a dificuldade seria determinar a última. O pior é que, na maioria das vezes, a reclamação é atávica, repetida, e cujo efeito nunca será a correção, mas a simples e danosa aporrinhação no relacionamento.

As reclamações repetidas são fontes de imutáveis contendas, conflitos e desenlaces e nunca se viu nenhuma felicidade baseada em reclamações.

O mesmo se dá com os filhos. Pais há que só se manifestam se os filhos tiverem boas notas escolares, em contrário, reclamações e corte de privilégios. Será que o único fator importante, em um filho, é o rendimento escolar? Nada mais vale?

Do outro lado, há pais que sonharam a vida inteira com um abraço ou um beijo dos filhos, eivados de espontaneidade. Morreram sem tê-los. Agradecimentos só aparecem se vierem na cauda de presentes materiais, como celulares, computadores, automóveis e similares.

Conheço um pai, pra lá de empolgado, com uma grande inserção científica e cultural, que o maior desejo e felicidade do seu coração seria receber elogios e afagos dos seus filhos, já que sua esposa não é dada a elogios. Não obteve até agora. Essas práticas não ocorrem se não forem costumeiras. Não foram.

Outro aspecto diz respeito a vaidade.  Muito comum dizer-se que quem gosta de elogios é um vaidoso e alguns colocam a vaidade como sinônimo de pecado (não está no decálogo). Há múltiplas formas de ser vaidoso e a vaidade pode, inclusive, ser construtiva para o indivíduo e para o mundo. A premissa é que a vaidade não prejudique a outros, que você não prejudique a ninguém. Sendo assim, seja vaidoso.

Voltemos aos casais. De repente, o argumento fidelidade sobrepuja a todos os outros argumentos. Quem disse que a fidelidade, sozinha, determina um lar feliz? Conheço centenas, milhares de casais que tiveram infidelidades, no decorrer do percurso, e obedeceram o “até que a morte os separe”. Inclusive porque tem um argumento bem maior que a fidelidade, santo, denominado perdão.

Jamais admitirei que a fidelidade conjugal não importa, pois nunca defenderei uma assertiva antibíblica. O que enfatizo é que somente ela não constrói um lar feliz. Piora muito, quando a fidelidade se transforma em moeda de barganha: eu sou fiel!!!!

Ser fiel não decorre do reconhecimento de outrens, mas de uma determinação interior e a fidelidade de alguém não está determinada pela fidelidade do outro. É decisão pessoalíssima.

No casamento ou acasalamento, a espontaneidade tem que ser maior que a obrigatoriedade. Dentro dessa espontaneidade está o reconhecimento de que a sua fidelidade não obriga a ninguém ser fiel e é primariamente, repito, uma decisão pessoal. Alguém ser fiel, somente se o outro o for é comércio, troca, escambo, simplesmente isso e nada mais.

O título desse arrazoado foi ELOGIE A QUEM VOCÊ NÃO AMA. Fi-lo para provocar. A ideia cristã é fazer o bem, indistintamente, para todos e essa ideia tem que ser perseguida, mas se você não consegue fazer o bem para os que estão na sua proximidade, notadamente para a sua família, como fará com os outros mais distantes?

Assim, ame os seus, elogie os seus, acaricie os seus, abrace os seus, beije os seus e farás um bom treinamento para fazer isso com o mundo e, claro, com os inimigos.

Não falei eu, falou a Bíblia.

EM DEFESA DO SUPREMO

EM DEFESA DO SUPREMO

João Melo e Sousa Bentivi

Foi tudo bonito demais, para não dizer execrável. Todos os poderes, sindicatos, classe produtiva, empresários, padres, pastores, macumbeiros, ateus, tudo em defesa do STF. Faltaram, talvez, representantes das milícias e dos comandos carcerários.

O mote parece lindo, à primeira vista: DEFESA DO STF.

Ah, estava presente uma coisa denominada OAB Nacional, que não me representa.

Parei, pensei e perguntei-me: será que a Suprema Corte Americana necessitaria ou aceitaria uma sessão de desagravo, de apoio, solidariedade de quem quer que seja? Ganhou um doce, quem responder, jamais.

Outras perguntas são mais incomodantes: um STF que necessita sessão de desagravo, apoio, solidariedade é, de fato, um STF? Pode ser considerado como um verdadeiro tribunal constitucional? Quem precisa dessas artimanhas de apoio tem autoridade moral e institucional para dar a última palavra?

Não preciso responder. Mas volto para a Suprema Corte Americana. Seria possível um ministro americano ser um próspero empresário jurídico, às expensas do poder e influência do cargo? Seria possível um ministro americano ser um sujeito reprovado mais de uma vez em concurso de início de carreira na magistratura? Seria possível um ministro americano ser nomeado, porque sua genitora era amiga da esposa de um presidente americano? Seria possível um ministro americano ser especialista em soltar bandidos, principalmente do seu círculo de amizade?

Esse STF não necessita de nenhum fake para ser caracterizado, pois muitas de suas condutas, por definição, são fakes, já que não se coadunam com uma postura correta de uma corte constitucional.

A rigor, os onze ministros do STF não constituem um tribunal. São um ajuntamento de togas, onde o saber jurídico e comedimento falecem junto a uma desmedida vaidade, que impunemente campeia, para não dizer muito mais. Ilhas jurídicas que jamais constituirão um arquipélago.

Legislam a torto e a direito, mas como não foram constitucionalmente gestados para legislar, o torto prepondera e o direito fenece.

Quem está sujando a imagem do STF não são as redes sociais bandidas, mas a desconfiança generalizada do povo brasileiro. Um exemplo é avassalador: as manobras para a soltura de um criminoso, bandido, julgado em múltiplas instâncias, chamado Luiz Inácio.

Por tudo que conheço desse STF, o criminoso Luiz Inácio está prestes a sair do xilindró. Será um dos poucos momentos em que o STF fará justiça, ainda que na contramão do bom senso, da ética e da seriedade. Juntos com Luiz Inácio sairão quase 200 mil criminosos, de todas as estirpes.

O cidadão brasileiro correto ficará em luto. Uma festa para quem gosta de criminoso. O tal PT gosta.

Tenho dito.

ISRAEL, POR QUÊ?

ISRAEL, POR QUÊ?

João Melo e Sousa Bentivi

Está causando um terrível burburinho a ida do presidente Bolsonaro a Israel e, antes, aos Estados Unidos. Burburinho inexplicável.

Tivemos quase vinte anos de um maldito bolivarianismo e o governo brasileiro fez alianças com o que havia de pior no mundo, no qual o tal Chaves e essa ignomínia chamado Maduro são exemplos insofismáveis., sem esquecer os criminosos da dinastia Castro.

Bolsonaro, por sua vez, cumpre de maneira indelével as promessas de campanha e o alinhamento aos americanos e aos judeus está dentro desse ideário, explicitado durante o embate eleitoral.

Não podendo chamar o novo governo de ladrão, como os anteriores, que de fato eram, a horda esquerdistóide parte para ataques periféricos e de medíocre raciocínio. Analiso alguns:

“O acordo com Israel poderá trazer terroristas árabes para atacarem o Brasil”. Ora, se acordo com Israel tiver como mérito o medo do terrorismo árabe, bem faz o presidente não se submeter a esse tipo pusilânime de chantagem. A soberania se perfaz de várias maneiras e essa é uma delas.

“O acordo com Israel vai impedir a venda de frangos e outros produtos para os árabes”. De novo, uma chantagem. Um país que se submeta a outro ou a outrens somente para vender frango, não pode ser um país sério, do mesmo modo que chantagear com o argumento de “não compro mais o teu frango”, também seria uma cafajestagem diplomática. De novo acerta Bolsonaro.

“Um presidente não pode se alinhar tão firmemente com a direita (leia-se Netanyahu e Trump)”. Esse argumento não inteligente é próprio dos doentes de esquerda, chamados esquerdopatas.

Quando os governos petistas se alinharam com o lixo mundial, incluindo um salvo conduto a um bandido, chamdo Cesare Battisti, os cidadãos brasileiros sérios se sentiram ofendidos e incomodados, mas não afirmaram que o alinhamento não poderia ocorrer. Agora, a lógica se inverte. Os cidadãos sérios estão alegres e felizes, os outros, não tão sérios, infelizes, manter-se-ão incomodados.

Lei da vida. Tenho dito.

MILITARIZAÇÃO E REGIME MILITAR

MILITARIZAÇÃO E REGIME MILITAR

João Melo e Sousa Bentivi

Tenho que me estender nessa matéria e peço paciência aos leitores, mas tudo decorre do fato de que a esquerdopatia comunopetista é capaz de emburrecer até aos inteligentes.

Tenho duas pessoas da minha mais profunda amizade, ambas com mestrado e doutorado, que foram capazes de afirmar algumas preciosidades, tais como: “o senhor que brigou contra a ditadura, está a favor da volta do regime militar”? “Com a nomeação de tantos ministros militares teremos a militarização do governo”. Existiram outras afirmações que guardavam o mesmo grau de desinformação, por isso bastam essas.

Como os militares avançam na esplanada, diga-se de passagem, para o bem do Brasil, resolvi escrever sobre o fato.

Vivi o Regime Militar e fui ativista, desde a minha adolescência, na luta, primordialmente, por minha liberdade de expressão. Não me arrependi e faria tudo de novo.

Porém a minha seriedade não impede de reconhecer que em 1964 o Brasil tinha dois caminhos, somente: um golpe militar ou uma ditadura de esquerda, nos moldes cubanos. Coube a Deus nos livrar do modelo cubano, bem visível na catástrofe venezuelana. Não haveria similaridade entre o Mal. Castelo Branco, com qualquer seguidor de Che Guevara.

É necessário reconhecer que o Regime Militar, pecador contumaz na liberdade de expressão, foi um dos momentos marcantes de inclusão social e, quando a esquerda bandida diz que só com o PT os pobres tiveram oportunidade, digo e repito, são patológicos mentirosos.

Na minha Turma de Medicina, quase a metade provinha de famílias pobres. Fui um perfeito exemplo do “milagre brasileiro” do Regime Militar: em janeiro de 1972 saía da Feira do João Paulo, para a Faculdade de Medicina e em abril de 1973 era proprietário de um fusca novo, fruto do meu trabalho. Isso era e foi o “milagre brasileiro”.

A infraestrutura brasileira em sua maior proporção foi criada no Regime Militar e os militares, ao contrário do PT bandido, nunca desejaram se perpetuar no poder, tanto que houve um planejamento de saída, chamado de abertura, capitaneado por um gênio, chamado Golbery do Couto e Silva.

Deu certo. Exilados voltaram, estabeleceu-se a anistia, as eleições foram livres e surgiu a Constituição Cidadã, sustentáculo e fiadora da nossa democracia.

Os governos petistas trouxeram ao poder a mesma ideologia golpista de antes de 1964 e agora com sofisticação: queriam se perpetuar no poder. Só que as armas não seriam fuzis e baionetas, mas a simples e deslavada corrupção.

Um plano foi traçado tendo por base a experiência corruptiva em muitas prefeituras. O resultado demonstra a diferença entre o Regime Militar e os esquerdopatas que assumiram o poder. Os cinco generais que presidiram o Brasil se foram e sobre eles não paira uma acusação qualquer de corrupção, inclusive todos, excetuando Castelo Branco, que morreu cedo e de maneira trágica, tiveram dificuldades financeiras no final da vida.

Em contrário, o PT, em menos de 16 anos de poder, teve todos os seus líderes ou presos, ou processados. Ladrões.

E o risco da volta do Regime Militar, como pregam os esquerdopatas? Caso seja somente ignorância, perdôo, mas em regra, se trata de malandragem ideológica destrutiva.

Em verdade, cada militar que assume um posto no governo dificulta a vida dos profissionais da corrupção e esses são muitos, em todas as tribos, mas a esquerda é um exuberante viveiro de corruptos.

 

 

FOI-SE UM PASTOR E FOI-SE UM AMIGO

FOI-SE UM PASTOR E FOI-SE UM AMIGO

João Melo e Sousa Bentivi

Era de pequena estatura e poderia passar despercebido na multidão, mas sintetizava como ninguém a costumeira frase: nos pequenos frascos, as melhores essências. Trato do pastor Oséas Barbosa de Lima que, nesse final de semana, achou de deixar os limites desse planeta, para adentrar em lugares mais especiais, à disposição dos verdadeiros servos do Altíssimo.

Nascido em 12.09.37, filho de Renato Barbosa de Lima e Emilia Maria das Dores Lima, dos rincões do Nordeste aportou em terras maranhenses, onde fincou as suas maiores raízes. Casado com Estelina Ataide Lima e brindado com um casal de filhos: Arely Ataide de Lima, psicóloga, e Arly Ataide de Lima, ministro do evangelho.

Foi ordenado pastor, em 1962, pela ordem de Ministros Batista da Convenção Brasileira e pastoreou muitas igrejas: Primeira Igreja Batista de Natal,  Igreja Batista de Mossoró, Igreja Batista em Lagoa Seca e, finalmente, Igreja Batista Nacional do Bom Milagre, de 1970 a 2019.

O seu trabalho missionário é vasto e pode resumido: pioneiro do trabalho Batista Nacional no Maranhão, Piauí, Pará e toda Amazônia Legal; fundador e diretor do IBAM (Instituto Bíblico da Amazônia, em São Luís); fundador, diretor e professor do SETEBAN (Seminário Teológico Batista Nacional); participante ativo e fundador da ALBAMA (Aliança Batista Missionária da Amazônia), CIBANORTE (Convenção das Igrejas Batistas Nacionais do Piauí, Maranhão, Pará e Amapá), CIBAMAPI ( Convenção das Igrejas Batistas Nacionais do Maranhão e Piauí), CBN-PI (Convenção Batista Nacional do Piauí) e CBN-MA (Convenção Batista Nacional do Maranhão).

Convivi com ele e congreguei-me no seu redil por mais de vinte anos e pude aprender e entender, com ele, o que era e o que é ser, de fato, um pastor.

Tinha a firmeza doutrinária, sem que com isso fosse um intransigente ditador da fé e sabia, como ninguém, conhecer as diversidades, divergência e incompreensões da mente humana.

Repito por ser deveras importante: foi o pioneiro da renovação batista em toda região Norte e Nordeste, em um momento que pentecostalismo era entendido como patrimônio exclusivo das Assembleias de Deus e renovação espiritual uma verdadeira apostasia para os credos tradicionais, notadamente os batistas. Como Moisés, enfrentou um povo de dura cerviz.

Não desistiu e a exuberância da obra mostra a aprovação dos homens e, acima de tudo, a aprovação de Deus. Abriu trabalhos mundo afora e, somente no Maranhão, são muito poucas as cidades sem um trabalho Batista Nacional.

Entretanto um detalhe mostra toda a diferença. Na contramão da tantos líderes alhures e algures, Oséas não era patrimonialista, não tinha sede nem de poder e nem de dinheiro. Colocava o fruto do seu trabalho e de sua família em função da obra missionária. Não fez fortuna usando a fé de crentes e incautos, mas amealhou um vasto tesouro nos céus.

A todas as igrejas, muitas centenas, que saíram do ventre da Igreja Batista Nacional do Bom Milagre, Oséas deu a liberdade de se tornarem independentes e crescerem de maneira livre. Nunca foi e nunca desejou ser tutor de ninguém.

A humildade também era sua marca e a humildade carrega sempre algo chamado obediência e, apesar de sua liderança, nunca pleiteou ser o escritor dos destinos de ninguém, obedecia às determinações com disciplina castrense.

Por outro lado uma aptidão sobressaia: tinha bons ouvidos para ouvir aos outros e tinha bom discernimento para entender aquilo que ouvia. Sou um perfeito exemplo disso.

A primeira vez que conversei com Oséas foi interessante. Não o conhecia e nem me lembrava que existia uma Igreja Batista nacional do Bom Milagre. Estava afastado de minha igreja-mãe e, em um momento de aflição espiritual, queria voltar. Ao tentar voltar para a então minha igreja, um determinado pastor recebeu-me a bordoadas e apresentou-me tantas restrições e penitências que me pareceram insuportáveis.

Meio sem rumo, parei em frente a Igreja Batista nacional do Bom Milagre, em um domingo de manhã e entro. Era cedo, quase não havia ninguém ainda, na Escola Dominical, e lá estava Oséas. Ela não me conhecia, eu não o conhecia e nem lhe disse quem eu era. Sem delongas, disse-lhe: estou afastado de minha igreja e quero me reconciliar, o senhor me aceita?

Foi tudo muito simples. Respondeu-me: sim, Jesus aceita todos os seus filhos e você é um dos seus filhos. Ajoelhei-me, orou por mim e voltava a congregar-me. Repito, foi tudo muito simples. Mas a simplicidade decorria de estar falando com um verdadeiro pastor e um verdadeiro pastor jamais expulsa, mas acolhe. Oséas era um verdadeiro pastor.

FALTAM ALGEMAS E SOBRAM OS OUTROS

FALTAM ALGEMAS E SOBRAM OS OUTROS

João Melo e Sousa Bentivi

Não queria ser Jair Bolsonaro. Tem sido fiel ao discurso de campanha, principalmente em favor de uma “nova política”, abjurando o toma lá, dá cá, premiando a competência em todos os escalões.

Esperava-se que a renovação facilitaria um novo momento político. Ledo engano. A renovação de caras não significa renovação de comportamentos e o Congresso, salvo exceções de praxe, continua o mesmo. Vergonhoso.

Capitaneando a achaque explícito, está um tal Rodrigo Maia, escorregadio, tergiversando e escondendo as armadilhas em jogo de palavras, manobra para tudo continuar como antes, no quartel de Abrantes.

O mantra é imoral: o presidente tem que negociar. O que seria, realmente, negociar no linguajar desses cretinos? Seria o desejo de melhorar o Brasil? Seria o combate a corrupção, pelos poderes da República? Seria a saúde orçamentária da nação, sem a qual não haverá o crescimento e progresso?

Nada disso. Negociar, no linguajar dessa horda, são emendas parlamentares de resultados duvidosos, não votar uma legislação mais dura com o crime, são nomeações de amigos e apaniguados, facilidades para o desvio de recursos, etc.

Para que não pairem dúvidas, a aprovação da PEC da imposição da execução do orçamento pelo governo federal não tem um til de patriotismo e representa um verdadeiro achaque, à luz do dia, à frente de todos, com o aplauso de grande parte da imprensa.

A partir de agora o futuro é incerto, ou o presidente capitula e se entrega, ou resiste. Não é fácil resistir, inclusive porque a resistência pressupõe uma absoluta unidade dos seus aliados e o exército de Bolsonaro, há mais de três meses bate cabeça e dá trombadas.

Tenho tristeza, pelo meu Brasil e, repito, não queria ser Jair Bolsonaro.

O DISCURSO TOSCO DA CANHOTA

DISCURSO TOSCO DA CANHOTA

João Melo e Sousa Beentivi

Ligo a TV e vejo uma psicanalista sendo entrevistada. Menos de um minuto e já descubro ser a senhora do grupo do canhotismo, da esquerda. Essa observação é simplíssima: o raciocínio tosco da senhora.

Entre tantas impropriedades assacadas, na entrevista, destaco duas.

A primeira, quando desqualifica a ministra Damares e o apresentador questionou-a sobre o papel político administrativo de Dylma, Marta Suplicy e Erundina. A senhora não teve resposta convincente. O entrevistador poderia ainda se lembrar de outros desastres, como Benedita da Silva, Ieda Crusius. Não lembrou.

Para aquela senhora entrevistada, defeito somente com Damares.

O segundo destaque foi a vereadora carioca vilmente assassinada.

A entrevistada destacou os motivos relevantes que proporcionaram e causaram o homicídio: Marielle era pobre, negra, lésbica, dos movimentos populares e mulher. Caberia uma pergunta: se Marielle fosse rica, loura, hetero, da comunidade evangélica e homem, o crime seria menor? Menos importante? Menos relevante?

Tenho solidariedade e estou entre aqueles que desejam ver os assassinos de Marielle exemplarmente punidos, mas esse meu desejo e desejo de milhões de brasileiros não pode estar baseado no fato de Marielle ter sido pobre, negra, lésbica, dos movimentos populares e mulher.

A punição exemplar decorre do fato mais importante: A MORTE DO SER HUMANO QUE EM VIDA CHAMOU-SE DE MARIELLE.

Tentar obscurecer o SER HUMANO por essas qualificações de viés ideológico é um desserviço para a própria ideologia e faz o raciocínio ser parcial e tosco. Um simples exemplo. Caso eu entenda que uma mulher que chega ao poder representa um avanço social, só pelo fato de ser mulher, o Maranhão seria o melhor exemplo de feminismo para o mundo, na pessoa da senhora Roseana Sarney.

Essa senhora é uma campeã da vontade popular. Foi, nada mais nada menos, deputada federal, primeira governadora de um estado do Brasil, quatro vezes governadora, quase candidata a presidência da República.

Caso tivesse o olhar tosco daquela senhora entrevistada, diria que Roseana Sarney, politicamente, brilhou mais que a Princesa Isabel e é o melhor exemplo do poder feminino na política e na sociedade brasileira.

Como não tenho essa toscosidade esquerdista de raciocínio, não acho isso. Na conjuntura do poder político, o X e o Y estão atrás de outras conveniências.

Quanto a vereadora carioca, oro para que os culpados paguem exemplarmente, não porque ela tivesse as qualidades aqui já elencadas, mas porque, acima de qualquer coisa, era um ser humano, irmã de todos nós, provinda do mesmo pai: Deus.

APRENDI A SER FILHO

APRENDI A SER FILHO

João Melo e Sousa Bentivi

Há pouco tempo escrevi um poema: NÃO APRENDI A SER PAI. Autobiográfico, sim, apesar dos meus filhos não terem concordado com ele. Agora, volvo-me contrariamente à visão do poema e vejo-me na belíssima condição de filho e, perscrutando o passado, com lentes críticas, tenho convicção em afirmar: APRENDI A SER FILHO.

Nessa matéria, propositalmente, usarei o sujeito no singular e no plural e isso decorre por estar nos meus pensamentos a minha irmã, professora Zefinha Bentivi, que certamente comunga com todos os termos aqui expostos.

Fui filho nos velhos moldes e isso talvez tenha facilitado a minha performance. Tive pai, mãe, irmão, avós, tios, primos, padrinho e madrinha. Tive tudo.

Família humilde, mas jamais na miséria. Casa, roupa, calçado e alimentação jamais faltaram e algumas marcas foram fundamentais: obediência, respeito, honestidade e temor a Deus.

Materialmente, meus filhos receberam muito mais que eu e meus irmãos, mas asseguro que nunca houve em nós a mínima sensação da falta de alguma coisa. De outro modo, meus pais jamais ponderaram que necessitavam receber de nós algo material; a exigência e desejo de todos da família era a nossa vitória e felicidade. Vitória e felicidade tinham perfeita sinonimização com o sucesso estudantil e profissional. Ocorreu.

O que fiz para meus pais e por meus pais? Muito pouco pelo tanto que fizeram por mim, mas, inclusive, mudamos de classe social. Contudo, por mais que fizéssemos materialmente, algo estava muito acima disso: honrar os valores que em mim, em nós, eles implantaram.

Qualquer descaminho nosso, qualquer afirmação nossa, qualquer postura nossa nunca deveria criar constrangimento ou desgosto a eles. Os dois estão na eternidade e creio que fomos vencedores nesse intento.

O filho ser vitorioso é desejável, mas depois de tantas posturas de alguns filhos aqui e acolá, acho que, muitas vezes, a melhor postura de um filho é não atrapalhar os pais.

Em alguns casos específicos, não atrapalhar o seu pai.