PERDE MENGÃO

PERDE, MENGÃO.

João Melo e Sousa Bentivi

Antes que  você me confunda como adepto de algum outro grupo minoritário, reafirmo que sou Flamengo há 37 gerações, aliás, acho que Adão e Eva constituíram o primeiro casal rubro-negro da história.

Essa matéria diz respeito a outro fato: ao desespero de um pai flamenguista. Relatarei o drama.

O pai, bom pai, comprou uma camisa do Gabigol para o filho. A criança, emocionada, de joelhos, olhos plenos de lágrimas, agradece e faz um único pedido para o amado pai.

“Meu pai querido, me prometa que eu posso usar essa camisa e sou vou tirá-la, quando o Flamengo perder uma partida”.

O pai, homem de pouca fé, acostumado com coisitas costumeiras como Palmeiras, Corínthians, ou outro pé-duro semelhante, aquiesceu ao pedido filial. Assim, ser ter a dimensão exata do fato, esse pai adentrou em um problema paternal e sanitário: O Flamengo, rodada a rodada, jogo a jogo, não perde e o garoto não tira a camisa. São quatro meses de ininterruptas vitórias.

O menino está fedendo, camisa se rasgando, micose pelo corpo e tudo já lhe foi prometido e ele não aceitou trocar de roupa;  o pai, a mãe, tios e avós não sabem mais o que fazer, pois há 4 meses o Flamengo teima em não perder.

O pai, há poucos dias, procurou apoio nas rádios e redes sociais. É rubro-negro, decerto, mas o coração de pai está falando mais alto, foi a terreiro de macumba, sessão espirita e igreja evangélica, rádios e redes sociais, com um pedido inusitado: PERDE FLAMENGO!

Meu coração é flamenguista, mas sei como pode um pai sofrer e estou sofrendo com esse desesperado pai, por isso fiz a minha parte: mandei um email para o Mister, solicitando uma derrota do MENGÃO.

Acho que não serei atendido e o drama daquele menino, agora um fedorento garoto, está longe de terminar, mas como a fé remove montanhas, não custa nada desejar, por um ato de fé e piedade cristã: PERDE, MENGÃO.

A droga é que a minha fé está muito longe de um grão de mostarda e o garoto vai continuar fedendo, certamente, por muito tempo.

A propósito, acabou a sacanagem do “cheirinho” e como não há mais adversários nas Américas: te segura Liverpool.

LULA NÃO TEM PALAVRA

LULA NÃO TEM PALAVRA

João Melo e Sousa Bentivi

Colocando a casa em ordem, todo brasileiro honesto e consciente está triste, pois em contrário, ou o sujeito é um desonesto ou um desprovido de raciocínio lógico.

O Lula, pelas diabruras desse insano e incompetente STF (na mais favorável hipótese) está solto, mas continua um simples bandido, aliás, ele não é o único bandido solto e lá pelas bandas de Brasília, os bandidos com liberdade de ir e vir se contam aos milhares.

A dúvida quanto ao Lula é maniqueísta: se ele é mais bandido que cínico ou vice-versa.  Resposta difícil e eu acho que ele hiperboliza essas duas habilidades, daí podermos alcunha-lo, simplesmente, de um bandido cínico ou, quem sabe, um cínico bandido.

Para algazarra de sua horda de esquerdopatas repetiu: sou um inocente. Caramba, quem inocentou o Lula? O STF está, de fato, procurando um meio de inocentá-lo e eu, como advogado, já entendi muito bem e vou explicar.

Ninguém pode anular os milhões devolvidos pela Lava jato, ninguém pode dizer que tantos criminosos que se delataram e delataram outros mentiram, ninguém encontra um til sequer de desonestidade nas condutas do Ministério Público e dos juízes da Lava Jato e nem o próprio Lula acredita na honestidade dele…

Sobra o quê para os  rampeiros do STF para absolver o Lula? A prescrição ou a anulação do processo. A prescrição não é o ideal para um criminoso caminhando para os oitenta anos, então essa bandalha do STF se prepara para anular os processos envolvendo o bandido Lula.

No próximo post vou tratar exclusivamente do STF, mas acho que temos que engrossar o coro para o impeachment de alguns ministros desse tribunal, começando pelo lendário Gilmar e o despreparado jurídico Toffoli.

Por último, o título é LULA NÃO TEM PALAVRA. Sim, se nos referimos a falar a verdade, pois em mentira é pós-graduado. Ele afirmou que só sairia da cadeia se ele fosse inocente, tudo balela, saiu e continua bandido, nada mais. Não tem palavra.

Vamos para a rua lutar.

POR QUE MATAR GILMAR?

POR QUE MATAR GILMAR?

João Melo e Sousa Bentivi

A notícia foi bombástica: Janot desejou matar Gilmar Mendes. A partir daí, como de costume, o STF começou a cagar tudo, numa diarreia de falta de senso. Evidente que essa metáfora não tem a pretensão de desmoralizar o sistema digestivo, ainda que com diarreia. Peço desculpas ao sistema digestivo.

A sacanagem do STF entrou em êxtase e os principais personagens (e como há personagens no STF) não poderiam ser outros: Toffoli, Alexandre (que nunca seria o grande) e o inoxidável e inominável Gilmar.

O ambiente propício. O tal Alexandre empurrou o fato para dentro daquele inquérito inconstitucional, saco de merda, em que tudo cabe, confiscaram o celular e as armas de Janot, busca e apreensão nos endereços, medida protetiva e, de tabela, os vagabundos alvejaram a Lava Jato.

Só uma pergunta: qual a relação entre a vontade de Janot matar Gilmar e a Lava Jato. Qualquer imbecil comum diria nenhuma, mas se o imbecil tiver determinada toga, embarcará em um inquérito e ainda tem a desfaçatez de dar entrevista.

Janot cometeu algum delito em pensar tirar a vida de Gilmar? Do ponto de vista jurídico nada, nadica de nada. Na doutrina, isso se chama “cogitação” e nunca será crime.

Todos nós podemos pensar ou já pensamos em praticar um delito (respeito os santos que nunca pensaram). Pensar em matar Gilmar Mendes, tenho certeza que Janot não foi o único e se houvesse uma enquete o número de interessados seria apoteótico.

Qual o melhor meio que Janot teria para matar o tal Gilmar? O próprio Janot disse que andou armado, mas sobram conjecturas.  Caso Janot fosse um radical religioso, poderia apelar para a oração da maldição; fosse um químico, cairia como luva um envenenamento; um muçulmano da Al Qaeda, talvez usasse uma bomba; um pai de santo do ocultismo, quem sabe um sapo cururu no buchão disforme do Gilmar, etc.

E aí o despenteado Alexandre (quem não tem cabelo não usa pente, portanto. despenteado) faria o quê? O quê confiscaria em qualquer das hipóteses suscitadas? Prenderia o terrorista, o pastor, o morubixaba ou o químico? Confiscaria a Bíblia, o Alcorão, as velas e farofas? A vontade plena do meu coração e mandar  essa tríade maléfica para passear em plena PQP.

Voltemos para a pseudoassassinato do tal Gilmar.

Nunca pensei na morte física do Gilmar, mas sonho com o seu funeral jurídico, vendo-o sair expulso do STF e inabilitado eternamente para funções judicantes e vou mais além, dos onze ministros do STF, sonho que, pelo menos seis tenham o mesmo futuro.

Vai acontecer isso? Claro que não, pois tudo dependeria de um Senado de respeito e esse Senado que temos, definitivamente, não o tem, basta ver que nos livramos do Renan Calheiros e, sem outra opção, o Brasil sonhou e perfilhou Alcolumbre.

Foi somente uma mudança de  pesadelo. Alcolumbbre e Renan são siameses do despiste e da hipocrisia e a diferença está somente na massa adiposa excessiva em um  e a idade provecta do outro. Nas desqualidades são absolutamente equivalentes.

E o Gilmar andou perto de morrer? Coisa nenhuma, Janot tem todas as características de um matador de sanduba e a morte,  muitas vezes, não gosta de se misturar com o que não presta.

Enquanto isso, o Brasil continua em prantos.

Tenho dito.

O STF É O FDP OU O FDP É O STF?

O STF É O FDP OU O FDP É O STF?

JOÃO MELO E SOUSA BENTIVI

Em meu lar, posto em sossego, de repente sinto náuseas exasperantes, procuro a causa, não encontro, mas, de repente, descubro: Dias Toffoli. Esse sujeito estava sendo entrevistado pela insuportável Miriam Leitão. Sim, era uma dose cavalar de indigestão para mim, pacato cidadão da terceira idade.

Nada que ele fala é credível, inclusive a sua investidura padece de todos os motivos para insatisfação. Advogado sofrível na qualidade de operador do Direito, consultor da CUT, assessor  comum na Câmara, reprovado duas vezes em concurso paulista para a magistratura, advogado do PT, assessor do facínora Zé Dirceu, e, de repente, pelas mãos de outro facínora, o Lula, chega ao STF.

Esse currículo, nas malhas do bom senso, obrigaria a qualquer cidadão de bom senso abdicar da indicação e fazer penitências, mas Dias Toffoli não é qualquer cidadão, e, muito menos, de bom senso. É Dias Toffoli e quem nasceu Dias Toffoli, morrerá Dias Toffoli, o diabo, porém, é esse Dias Toffoli presidir a mais alta corte de justiça dessa sofrida pátria. A pátria toffoliza!

Com ele na presidência o STF transformou-se no maior fábrica de insegurança jurídica da história: legisla, decide, faz o que quer, não dá bolas para a sociedade e culminou o desatino com o tal inquérito que pode investigar tudo, investigar todos, constranger a quem quer que seja e, pasmem, sem a anuência e participação do MP, instituir salvaguardas, medidas coercitivas e penas.

O discurso é cretinoso: defesa do STF. O STF não precisa de defesa, quando cumpre suas funções e atribuições com respeito e seriedade. As medidas foram tomadas em defesa de pessoas que temem ser investigadas, dentre elas o tal Toffoli e seu lugar-tenente Gilmar Mendes, incluindo pessoas de suas famílias.

Um alento nos resta, está chegando o momento da prova dos noves e da prova real: soltar o bandido Lula. O sonho tofoliano, acolitado certamente por outros ministros, é soltar o bandido e soltando o bandido master, o Lula, ficará fácil libertar os “minores”. É da regra do direito que quem pode o mais pode o menos.

O que não sei é o tamanho da reação da sociedade. Creio que não será de pouca monta e espero, se necessário, fazer parte dessa revolta, porém como fervoroso cristão, desejo que não ocorra uma revolta.

A Bíblia nos informa que houve um tal de bom ladrão, que na hora H do calvário, mudou de rumo. Tirando a palavra ladrão da metáfora, oro para que nasça desse Toffoli, um outro Toffoli, um bom Toffoli.

Ah! Lembrei-me do Elvis: The impossible dream?

O DIABOLICAMENTE CORRETO

O DIABOLICAMENTE CORRETO

João Melo e Sousa Bentivi

Vivemos o mundo do politicamente correto e, evidentemente,  esse mundo trouxe muitos avanços, mas o meu amado pai, seu José Bentivi, na sua simplicidade, ensinou-me que tudo demais é sobra. Eu afirmo que a exacerbação desse tal politicamente correto está deixando o mundo insuportável.

Acabou-se o direito da gozação, do deboche, da piada, tudo é incorreto e quase tudo se criminalizou a tal ponto que você fica duvidoso em externar as mais simples convicções e preferências.

Na questão de gêneros, caminha-se em uma areia movediça perigosa e eu sinto isso e tenho me policiado, com o cuidado de nunca entrar em nenhuma armadilha. Explico. Sou um hetero convicto e feliz, mas tenho o orgulho de nunca ter feito acepções, em minhas amizades, por critérios sexuais. Tenho incontáveis amigos e amigas do segmento LGBT, alguns, verdadeiros irmãos para mim, os amando e sendo amado.

Mas a questão está mais perigosa a cada dia.

Imaginem um homem público externar, em uma entrevista, uma dessas duas afirmações: a) Adoro as louras; b) Não sei viver sem uma negra.

Poderá ter decretado o fim de sua carreira política e se tornado um pária da rede social. Caso ele seja participante de um cargo qualquer da administração Bolsonaro, por exemplo, será transformado em pó de peido pela sanha da patrulha esquerdopata.

Primeiro será um execrável machista. Essas frases, no ideário esquerdopata de ideologia de gênero, demonstram uma falha inaceitável: como uma homem (palavra muito perigosa) pode ser tão tacanho e atrasado, para desejar somente pessoas do sexo feminino? Para os esquerdopatas de todos os gêneros, uma pessoa para ser avançada não pode se orgulhar de ser somente macho ou somente fêmea, aliás, para um esquerdopata, somente a pronúncia do “macho” e da “fêmea” já soam como um sacrilégio ideológico.

Voltemos ao nosso hipotético homem público. Caso afirmasse adorar as louras, estaria mostrando um abominável racismo com todos os afrodescendentes (eita palavrinha???). Alguém poderia imaginar que a afirmação elogiosa às negras seria uma boa coisa, enganou-se completamente. A preferência exclusiva por negra, no ideário esquerdopata seria uma inaceitável ideia de dominação étnica e racismo sexual.

Uma pergunta que não quer calar: o que dizer, então, para ser bem aceito? Primeiro esquecer essa coisa de hetero, ainda que você seja hetero, deixe uma abertura para uma dúvida e, o mais importante, jamais demonstre esse apreço tão contundente com o sexo oposto. Verbalize frases politicamente corretas, tais como: o amor não tem sexo, entre duas pessoas que se amam tudo é possível, toda mudança é inteligente, não tenha medo de novas experiências, etc.

Poderia dar outros exemplos, mas uma certeza uma verdade é inegável: está difícil  viver nesse mundo diabolicamente correto. Caso seja um convicto hetero e com arraigados valores bíblicos e cristãos, prepare-se para grandes batalhas e enormes dificuldades.

ENTREGANDO O BASTÃO, NA FAMÍLIA BENTIVI

ENTREGANDO O BASTÃO, NA FAMÍLIA BENTIVI

João Melo e Sousa Bentivi

Os vícios são diferentes e múltiplos e, muitas vezes, é impossível não ser viciado e isso, em regra, não é uma virtude. Fato tão real que há, sempre, a vontade de não se confessar os vícios. Mas poderia ser virtude. E o que dizer da vaidade? Dentro da ortodoxia bíblica é o caminho da queda.

Vou confessar: tenho vícios e sou vaidoso. A história pode ser enfadonha e vou resumir.

Sou fruto de uma numerosa família, família Bentivi, cujo patriarca, Manoel Chaves Ferreira Bentivi , deixou alguns legados, dentro os quais, trabalho, inteligência, seriedade, honestidade e formação cristã, a tal ponto que hoje, nos milhares de Bentivis existentes, não há um só, um só mesmo, que não tenha sido evangelizado, que não conheça as sagradas letras e, a bem da verdade, não existe um só Bentivi analfabeto, desde  a primeira metade do século passado.

Nasci com esse legado e nem imaginava, na minha infância, o tamanho da responsabilidade. Foi bom não imaginar e, quando me dei conta disso, pela graça de Deus, tinha traçado uma pequena e difícil estrada: fui o primeiro Bentivi a concluir um curso superior, o primeiro médico, o primeiro jornalista, o primeiro advogado, o primeiro a ter um veículo automotor, o primeiro a ser professor universitário, o primeiro a fazer uma viagem internacional, o primeiro a concluir um doutorado, etc.

No enfoque da medicina, um capítulo especial, Melissa Fernanda, sobrinha, seguiu meus passos, Janaina, minha filha, também e, como o pai, otorrinolaringologista, Marilia, Helen, Jeane. Ufa, perdi a relação de sobrinhos na medicina, entre médicos e acadêmicos, ultrapassamos dezenas.

Hoje, só na seara acadêmica, perdemos a estatística de formaturas, especializações, mestrados e doutorados, como diz a Bíblia, em referência a Abraão, contamos isso, como contamos os grãos de areia da praia.

Tudo isso pode ter relevância, mas a que mais me orgulha é manter a dignidade e o padrão de comportamento herdado do meu avô, decerto me viciei em ser pioneiro, mas o meu maior vício é ser um Bentivi, a propósito, ser um Bentivi é gostar de sorrir e gostar de cantar. A música e o sorriso nos acompanha.

Não significa ausência de problemas e dificuldades, essas são inevitáveis, mas no alvorecer de minha adolescência, fiz uma trova, que representa um resumo, na vida de cada Bentivi: “Se sempre estou sorrindo/ Nem sempre estou a gozar/ Às vezes o meu sorriso/ Transmite o meu chorar.

Mas qual o objetivo dessa mensagem, aqui escrita? Primeiro referendar a minha santa vaidade de ser da família Bentivi e ser credor de uma herança de valor incalculável, muito mais que ouro e prata e, o segundo objetivo é, também, exponencial: confessar que perdi o bastão do pioneirismo e dou graças a Deus.

Explico. Hoje, uma de minhas filhas, Daiane Rose Bentivi, foi oficialmente matriculada, em um PÓS-DOUTORADO, na Universidade Federal da Bahia. É a mais absoluta felicidade de ser pai da primeira Bentivi pós-doutora.

Dou a mais inteira liberdade para todos que acharem esse fato de somenos importância, isso não causa nenhum incômodo ao coração desse velho pai, mas, nesse momento, sonhando, também, com um pós-doutorado, sou absolutamente feliz por estar estimulado a seguir os passos de minha filha Daiane, primeira pós-doutora, com a grife, desculpem, com o nome BENTIVI.

 

PROCURA-SE O CABO E O SOLDADO

PROCURA-SE O CABO E O SOLDADO

João Melo e Sousa Bentivi

Na minha última postagem, no meu blog, questionei se o tal STF poderia piorar e respondi: vai piorar. Estou afirmando a mais absoluta certeza. Os últimos movimentos da tal suprema corte confirmam. O pior nunca é alcançado.

Não se trata mais da sanha legislativa de quem tem a função primária de julgar e legisla; não se trata mais da vaidade descomunal amparada na nulidade jurídica de alguns, que não para de crescer; não se trata mais  de defesas ideológicas de quem deveria ser isento e teima em ser partidário. Não, a coisa é pior, os indicativos mostram que esse “supremo”, a cada instante, se desveste até da hipocrisia e assume a sua mais cruel faceta: favorecer no crime.

O objetivo de destruir a Lava Jato é o mais explícito.

A vontade de soltar o facínora Luiz Inácio nem é mais camuflada, é clara. A vontade de acabar a prisão de bandidos, após a segunda instância, só não se efetivou, até agora, pela pressão popular. A obsessão de acabar com qualquer hipótese de fiscalização sobre o próprio “supremo”, gerou a mais absurda e descarada inconstitucionalidade: o tal “supremo” instaura inquéritos, investiga (não sei como), produz provas e julga.

O pior: quem julgará as inconstitucionalidades do tal “supremo”? Deus ou belzebu? Pelas diabruras, essa turma de togados está mais para belzebu e bastante longe do Criador.

O Eduardo Bolsonaro, há pouco, ganhou muitas pedradas, quando, ao se referir ao tal “supremo”, disse que para fechá-lo, só necessitaria de um cabo e de um soldado, sem mesmo um jipe.

Eu mesmo achei a declaração descabida e forte, mas me penitencio e quero parabenizar o rapaz por tão interessante vaticínio. Um verdadeiro profeta,  bem a frente do seu tempo, quem sabe, um jovem Nostradamus, na linha do Equador.

O mais fácil, nesse caso, é o jipe, pois há milhões de patriotas que podem doá-lo. A questão, para a definição escatológica da premonição, é identificar o cabo e o soldado. Aí, com uma dor no peito, exclamo: que saudade de um cabo e de um soldado!

Tenho dito.

O ERRO MONUMENTAL DE BOLSONARO

O ERRO MONUMENTAL DE BOLSONARO

João Melo e Sousa Bentivi

Apesar de achar que Bolsonaro devia falar menos, pois trabalhando está, até demais, quero criticá-lo com veemência. Explico.

Há muito, as relações do Brasil com os americanos não eram tão amistosas, mas entraram nos eixos, incluindo o acerto da nomeação do filho Eduardo, para a embaixada americana. Essa embaixada é um covil de esquerdopatas e esse rapaz tem a patriótica missão de desinfetá-la. Não vai ser fácil, mas possível é.

As  relações comerciais serão implementadas e o aumento de transações e trocas entre os dois países aumentará. Bem aí está a falha de Bolsonaro, poderia ter proposto uma simples troca, um pequeno escambo: trocar a Suprema Corte Americana, pelo nosso glorioso STF.

As  diferenças entre as duas são absurdas e dá para fazer, no mínimo, uma monografia. Uma das maiores é a verborragia ministerial do STF. Esses caras não sabem ficar calado, falam de processos antes do julgamento e opinam descaradamente.

Jogaram no lixo a máxima do direito de que “juiz fala nos autos”. Falam até no sanitário e, nesse caso, há uma perfeita consonância, entre o que falam e aquilo que é expulso.

Para não perder tempo, peço para qualquer brasileiro imaginar um sujeito com as qualidades jurídicas de um Toffoli, que foi reprovado duas vezes em concurso para juiz de primeiro grau, presidindo a corte americana. Pensem se um ministro americano carregaria a sua esposa para uma viagem qualquer, com as despesas pagas pelo contribuinte.

Isso é tão absurdo, que nenhum americano cogitaria essa hipótese, mas aqui é realidade. Um sujeito com as esquisitices de um Marco Aurélio seria o que nos padrões jurídicos americanos? Lewandowski palestraria para qual plateia, na América?

Os exemplos poderiam ser exaustivos e Bolsonaro deveria ter proposto isso, mesmo sabendo que o velho Trump, ainda que denominado de louco, jamais cometeria essa sandice.

Deixo o devaneio e volto a triste realidade: esse STF que temos  é patrimônio nosso, queiramos ou não, construído por uma estranha conjunção planetária de erros e incompetência.

Tem chance de continuar ruim? Mais que chance, com certeza, vai  piorar. A dúvida é outra: até quando a democracia aguentará esse STF?

Tenho dito.

PARABÉNS PARA DINO E PARA ROSEANA

PARABÉNS PARA DINO E PARA ROSEANA

João Melo e Sousa Bentivi

Confesso que nunca fui muito preocupado com a modéstia e isso me deu muitos problemas. Não morri por isso. Falo isso para dizer que sou o jornalista único, no Maranhão.

Quase 40 anos como cronista, nunca assessorei ninguém, nunca comprei um pão com o dinheiro do jornalismo, sempre estive na luta contra os poderosos, nunca me curvei a ninguém e tampouco devo favores a quem quer que seja e, antes que me esqueça, nunca mudei de lado. Creio e conheço jornalistas independentes, mas nunca mais que eu, no máximo, empatamos.

Assim, como vou elogiar ao governador Dino e a ex-governadora Roseana, deixo patente que deles nada quero e eles não tem nada para me dar. Evento glorioso, com vitória para todos os lados.

O governador Dino foi a principal voz discordante da reforma da previdência, bandeira número 1 do Bolsonaro. Fez bonito, para os esquerdopatas de todas as cores, a ponto de se apresentar como possível opção presidencial, numa atitude oposta, por exemplo, ao governador paulista, João Dória.

O nosso governador, ex-juiz, jurista, ex-deputado federal, agora leitor contumaz da Bíblia e assistente voraz de missas e cultos evangélicos, aliás, o comunista mais cristianizado do planeta, além do preparo intelectual, já carrega até as unções divinas, portanto é um homem deveras preparado para embates materiais e espirituais.

Com esse preparo fica difícil dizer, impossível até, duvidar da genialidade governamental, ou achar que ele cometa um desatino ou protagonize uma burrice.

Entrementes, lá pelo sudeste, tem um governador de nome João Dória, não muito dado a cultos e missas, mas defensor primaz da reforma, ainda que não seja defensor do Bolsonaro.

Um detalhe, entretanto, salta aos olhos: Dória é governador do estado mais rico e poderoso da federação, enquanto Dino é governador de alguma coisa que recebe o nome de Maranhão.

Qual a razão de tão díspares atitudes de Dino e Dória? Respondo: o governador Dino tem razão e a razão tem nome e sobrenome: Roseana Sarney. Sim, Roseana Sarney. Enquanto Dória teve o azar de substituir Alckmin/Márcio França, Dino substituiu Roseana Sarney. Aí está a diferença.

Primeiro, Dino é grato a Roseana. O principal cabo eleitoral dinista em 2014, foi a senhora Roseana. Ela deixou o Lobinho à míngua, entregue à própria sorte e mesmo assim, ele teve 35% dos votos. Caso os Leões tivessem se movimentado, ou seja, a senhora Roseana trabalhado por Lobinho, O Lobinho poderia ser um Lobão e teríamos, pelo menos, disputa. Não houve disputa.

Dona Roseana deixou, entre tantas coisas, para o Dino, todas as promoções da PM, milhares de vagas para concurso, dinheiro em caixa e capacidade de endividamento, que o Dino já exauriu.

O governador Dino não foi ingrato com ela, reconheça-se. Ninguém encontrará, em nenhum discurso do governador, uma vírgula sequer, contra a senhora Roseana. Fala genericamente em oligarquia e só deu porrada no Ricardo Murad, que, diga-se de passagem, nunca foi governador.

Portanto, explicado o enigma da oposição intransigente do governador Dino, contra a reforma da previdência. Recebeu um estado tão bem administrado por dona Roseana, que não precisa dar bolas para as ideias do Paulo Guedes.

Um aviso, eu não estou elogiando, nem Dino e nem a senhora Roseana. Estou dizendo que entre os dois há mais concordâncias, que a nossa vã filosofia pode perscrutar.

Agora que José Sarney adquiriu o status de conselheiro do governador, quem sabe não se aproxima o dia de Roseana ser homenageada, no palácio, pelos bons serviços prestados ao Maranhão, inclusive poderia merecer menção e mocão honrosa: primeira governadora eleita pelo voto popular, no Brasil. Merece ou não merece, amigas feministas?

Esperar, para ver, ou como repetia minha amada mãe, quem viver, verá.

Tenho dito.

VERGONHA DE SER ADVOGADO

VERGONHA DE SER ADVOGADO
João Melo e Sousa Bentivi
As bandalheiras e sacanagens sempre levam vantagem, na mídia, sobre as coisas construtivas e sérias. Exemplo típico é a reforma da previdência e os vazamentos criminosos da lavra de um sujeito chamado Glenn Greenwald.
É fato que esse sujeito cometeu um crime e, mais ainda, em conluio com toda gentalha esquerdopata, basta relembrar que na inquirição que o ministro Moro se submeteu na Câmara Federal, um tal Freixo fez uma pergunta típica de quem sabia antecipadamente o conteúdo de um vazamento futuro. Sabia, sim.
De repente uma notícia bomba: um grupo de 40 advogados, de várias entidades, posicionaram-se para a defesa jurídica do escroto Glenn.
Como se trata de um engodo, cretinice, teriam que ter um comando à altura do absurdo e nada melhor que OAB Nacional, por um tal Santa Cruz e aí está a maior maldade, nunca a “cruz” foi tão vilipendiada, por um só indivíduo e nunca a palavra “santa” foi tão mal empregada, quanto nesse sujeito. Essa “santa cruz” é uma verdadeira merda.
Não sei o que vai acontecer com a nossa resistente pátria, tanto que não mais analiso as coisas, principalmente se elas são oriundas, como, por exemplo, dessa funesta OAB Nacional.
Mas um detalhe não passou sem a minha análise. Havendo 40 advogados para defender bandeiras esquerdistas e, mais ainda, a soltura do marginal Lula, com destruição da Lava Jato, creio que o grupo não está completo, falta o mais famoso causídico dessa laia: o doutor Ali Babá.