PEDREIRAS NOVAMENTE

PEDREIRAS NOVAMENTE

Sexta foi espetacular e, conforme disse na matéria anterior, voltei a minha querida Pedreiras. Não foi viagem de férias, foi de trabalho intenso: coordenar a última mesa do Seminário de Revitalização dos Rios Maranhenses e Suas Nascentes. A ênfase, como não poderia deixar de ser, foi o nosso rio Mearim.

Não é um rio qualquer, começa que o nome é Mearim e não tem outro, só ele. Os seus números são interessantes: a maior bacia do Maranhão, ocupando 29,84% da área total do estado, aproximadamente 99.058 quilômetros quadrados; banha 83 municípios, com população próxima de 2 milhões de habitantes e mede 930 quilômetros de extensão. Como o Itapecuru é um rio genuinamente maranhense.

O seminário contou com a presença do poder público, políticos, sociedade civil organizada e o povo. Eu, lá estava, orgulhosamente na categoria de povo e de filho da cidade.

O evento teve a coordenação do Instituo Cidade Solidária, e Gabinete do senador Roberto Rocha, com a presença da CODEVASF, com o apoio de dezenas de prefeituras, presença de vereadores e, o que mais importa, teve o apoio do povo de Pedreiras e lugares afins, quanto ao rio Mearim.

Um aspecto se sobressaiu: o caráter não partidário e não ideológico do evento. O evento era político, visto não haver salvação nem para o rio Mearim, nem para o Maranhão, nem para o Brasil fora da política. Reafirme-se que as as coisas andam bem melhores, quando não se mistura política com paixões menores e subalternas. O evento procurou fazer essa distinção. Não misturou.

Caso tenha havido algum desconforto, nunca será maior que o objetivo alcançado e, em futuro próximo, será sanado.

Poderia ser melhor? Sim, poderia. Eu ainda procurarei os organizadores para dar-lhes, humildemente, algumas sugestões e uma delas é que esse seminário possa reproduzir-se em micro mundos, tais como associações, igrejas, clube de serviços, maçonaria e escolas, de tal sorte que o debate chegue a cada cidadão. Precisamos de multiplicadores para o assunto revitalização, incluindo todos os segmentos organizados, repito. Precisamos comprometer as lideranças políticas, independente dos partidos a que elas estejam filiadas. Precisamos instar os governos estadual e federal a deixarem a inércia que beira a irresponsabilidade e se comprometerem com a salvação dos recursos hídricos.

Assim, a data de 26.10.17 está gravada na história de Pedreiras e do rio Mearim e não poderia deixar de destacar três pontos: o palestrante do seminário, a prefeitura de Pedreiras e a Faculdade de Educação São Francisco – FAESF.

Não o conhecia e, depois da palestra, lamentei não o tê-lo antes. Trata-se do professor e doutor Antonio Lopes Bonfim Neto, chefe do Departamento de Ciências Agrárias da UEMA – Campus Bacabal. Linguagem simples, fluente, clara e precisa. Todos aprendemos com esse notável professor.

Parodiando o Vaticano, na escolha de um novo papa, poderíamos falar hoje, em Pedreiras, com orgulho: “habemus” prefeito. É verdade. É auspiciosa para a cidade e para todos nós a existência de um jovem político chamado Antonio França. A cidade vive novos dias com essa jovem administração e creio que um dos beneficiados dessa nova postura será o rio Mearim.

O seminário ocorreu nas dependências da Faculdade de Educação São Francisco -FAESF. Poderia se tratar de um fato comum, pois faculdades são milhares e milhares em todo país, mas a FAESF tem algo diferente, tem Aldenora Veloso.

A professora de quase todos nós, da minha geração, empreendeu contra todas as dificuldades e fez um monumento ao ensino e à cultura que mudou e está mudando a vida de milhares de pessoas.

Disse a ela, durante um abraço carinhoso, que Pedreiras, em sua história, teve dois revolucionários educacionais: Monsenhor Gerson Nunes Freire e a professora Aldenora Veloso. O Monsenhor Gerson criou o Ginásio Correa de Araújo, do qual orgulhosamente sou fruto e Aldenora, a FAESF, que está a produzir milhares de frutos.

Que mais poderia dizer? Muito mais, porém resumo: vida longa, minha amada professora.

FAST NEWS ÚNICO:

A sua morte política já foi muitas vezes anunciada, desde a Ditadura Militar, nos primeiros tempos, passando por Cid Carvalho, Cafeteira, Castelo, Collor de Melo, Flávio Dino, até esse momento de desmontagem da política nacional.

Falo com autoridade política, pessoal e moral por ser um dos poucos que nunca estive ao seu lado e não lhe devo favores e nem preciso de coisa alguma.

Falo do senhor José de Ribamar Ferreira de Araújo Costa: José Sarney.

A crise está produzindo cadáveres políticos a cada dia e já não se pode nem contá-los, por serem tantos. Na burrice e ansiedade política do momento, poucos conseguem vislumbrar uma saída. Nesse instante, se torna natural a procura de alguma genialidade e genialidades são raras na vida e na política. Nesse per si, na política, só conheço um gênio vivo: José Sarney.

Para os mal intencionados da imprensa e da vida, afirmo que não estou fazendo nenhum elogio ao comportamento político do senhor José Sarney. Não estou. Estou, porém, informando que não há nenhuma conversa de cúpulas, nesse Brasil da crise, sem a participação e anuência do velho senador.

Vai dar certo? Vai dar em quê? Não sei, não sou adivinho nem dono de bola de cristal. Mas por tudo que vi, no passado, não me surpreenderia com mais uma volta por cima do citado cidadão.

Que esse meu arrazoado bote as barbas no molho de muita gente, mas se quiserem falar mal e criticá-lo (o arrazoado), aceito e respondo: não estou nem aí!

PEDREIRAS EM FESTA

PEDREIRAS EM FESTA

Volto a Pedreiras nessa sexta. O motivo é de relevância absoluta e ultrapassa gerações: o rio Mearim. Esse rio tem importância múltipla, incontável, mais começaria por uma: é parte do imaginário popular dos pedreirenses.

A minha geração teve, no rio Mearim, imensidade de sonhos e pletora de prazeres possíveis. Estou a ver-me em suas margens, atravessando-o a nados, brincando de cangapé (nem sei se hoje alguém sabe o que é isso), levado no banzeiro das águas com a passagem das lanchas de motor, acompanhando os batelões (nem sei se hoje alguém sabe o que é isso) puxados pelas lanchas, entre outas. Às suas margens nasciam muitas espécies vegetais, incluindo erva-cidreira e capim-limão, de cujos chás ninguém prescindiria, então.

As suas águas serviam para o banho e para o alimento. Eram tão limpas que no máximo eram cuadas para retirada de galhos e gravetos, nem sabia eu o que era filtro de água, quanto mais água mineral: as águas do Mearim eram minerais. Sim, pela limpeza.

As gerações de hoje, talvez nunca tenham tocado nas suas águas. A minha geração fazia do Mearim, aos finais de semana, absoluta área de lazer. Naqueles tempos, o único perigo desse rio era afogar um ou outro afoito, culpa do afoito. Agora, praticamente perdeu, pela carência de águas, a capacidade de afogar alguém, mas, infelizmente, pelo destrato e agressões sofridas, tem a capacidade de matar, por contaminação, gerações inteiras.

Que saudades eu tenho do tempo em que o meu rio Mearim produzia afogados.

DIRETAS JÁ

DIRETAS JÁ

Essa palavra de ordem já foi música para os meus ouvidos e bálsamo para o meu coração coração. Bastava três pessoas juntas e se ouvia o “diretas já”. Não era sem razão.

No meu caso, o golpe militar me pegou aos onze anos de idade e vim dar o meu primeiro voto para presidente aos trinta e sete anos. Será que eu não tinha motivos sérios para desejar “diretas já”?

Desde o impedimento da senhora Dilma, tenho ouvido essa cantilena de “fora Temer” e “diretas já”. Antes que seja tarde, informo a gregos e troianos, que não tenho a menor simpatia com Temer e PMDB. O fato de achar o PT um descalabro, uma quadilha, um desastre, não me obriga a torcer nem por Temer e nem pelo PSDB, por exemplo.

E convém frisar que, nesses partidos citados, existem algumas pessoas de bem. Nada demais, é a exceção que confirma a regra: partidos bandidos e de bandidos!

Voltemos para a realidade. A situação já era o caos e, depois da delação dos donos da JBS, o caos anterior virou, pelo menos, purgatório: tostava, mas não queimava. Agora queima.

Como era de se esperar, recrudesceu o barulho do “diretas já”. Não é sem razão e nada é inocente.

Os esquerdopatas agem como se nessa última delação só existisse o Temer. Não caras pálidas. O PT está enfiado até o gogó na bandalheira e somente o Mantega deverá explicar muita coisa e nessas muitas coisas se encontram Dilma e Lula.

“Diretas já” pode receber várias nomenclaturas, mas nenhuma mais apropriada que GOLPE, repito, GOLPE. Não há a menor possibilidade de “diretas já” dentro da normalidade democrática e tudo que fugir da normalidade democrática é GOLPE.

Segundo, não há a menor chance de se fazer “diretas já” sem a aprovação de uma PEC específica para tal. Esse rito levaria um tempo que algum desinformado diria em meses, mas a situação caótica que o PT nos deixou transforma meses em séculos. De sofrimento. Explico: não há tempo para se postergar as reformas. Ou as fazemos agora ou poderá ser tarde demais para fazê-las.

Quando vejo políticos, de cores variadas, dizendo que as reformas devem ser paralisadas, vejo-os como simples traidores da pátria. Essas reformas, com Temer ou sem Temer, deveriam ser votadas e aprovadas agora.

Mas esse pedido de “diretas já” nada tem de canônico ou inocente: está eivado do maior maucaratismo e oportunismo possível. Quando alguém falar oportunismo e maucaratismo sem citar o Luis Inácio Lula da Silva estará cometendo um grande engano.

Nesse momento, só há um nome capaz de ganhar uma eleição direta: Lula. Eleito presidente, não somente ganha a presidẽncia mas o salvo conduto para não ser processado por dezenas de crimes cometidos. Será que esse combalido Brasil merece isso?

Lula na presidência representa algo muito pior: a volta do projeto petista. O Brsail não tem saúde política, econômica e social para aguentar, de novo, esse bando.

Mas o que não presta pode piorar. Dia 18, pela manhã, na Jovem Pan, entrvista pelo professor Vila, o senado Ronaldo Caiado também defendeu o “diretas já”. Quase não acreditei e, rapidamente, entendi. O Caiado, médico conceituado, político sem marcas deletérias é, de fato, reserva política da direita.

Mas, nesse momento, se torna um Lula vestido de azul. Pensa só em si mesmo, sem dar bolas para o Brasil. Quer ser presidente, acredita que será presidente e concorda com os espúrios argumentos petistas. Atitude vergonhosa por uma simples razão: pensar como o PT é uma vergonha.

Você que me lê e você que me ouve pela Rádio Capital AM, 1180, aos domingos, das 7:30 ás 9:00, por favor não faça coro a essa “diretas já”. Respeitemos a constituição, única maneira do Brasil sair da crise

FAST NEWS 1: COMO É GOSTOSO SER DELATOR

Alguém haverá de explicar, no futuro, a história completa da delação premiada. Outro alguém, principalmente se for um idiota ideológico, dirá que a minha afirmação guarda alguma contrariedade com a Lava Jato. Nada disso.

A delação premiada tem sido efetiva na lavagem a limpo dos meandros políticos e empresariais do Brasil. Graças a Deus por isso. Mas a delação premiada tem sido a forma mais eficiente de dar imunidade e impunidade para bandidos.

Chega a ser vergonhoso o desfrute de mordomias desses nababos do crime. O último é de envergonhar ate quem não tem vergonha: os bandidos irmãos Batista e famílias, mais alguns aderentes, viverão livres, em solo americano, rindo de todos nós. E nós?

FAST NEWS 2: FIGURA ESTRANHA ESSE JANOT

Primeiro acho-o de uma chatice insuportável, segundo tem atitudes estranhas. Por exemplo, ele é célere com uns e inapetente com outros.

Eduardo Cunha é bandido? Sim. Devia estar preso? Também, sim. Renan Calheiros é santo? Não. Devia estar livre? Muito e muito mais, não.

O problema é outro. Com o Eduardo Cunha, seu Janot foi de uma rapidez de Airton Senna, o chefe criminoso está na cadeia e muitos anos lhe aguardam por lá. Já o Renan Calheiros possui mais de uma dezena de inquéritos e o único que tem o julgamento mais próximo se refere a uma pensão de um filho, que segundo alguns amigos advogados, que conhecem esse processo, está eivado de falhas e, por ele, Renan jamais será condenado.

Desconfio que os outros processos dormem sob a proteção de Janot e, quem sabe, em vez de prisão de um bandido, aguardam uma prescrição para a impunidade.

FAST NEWS 3: UMA TURMA ESPECIAL

Cumprimentos sinceros para a turma de pós-graduação em Audiologia, da Universidade CEUMA, da qual orgulhosamente faço parte, com um agradecimento especial para a professora Joyce Monte Silva Coelho, professora titular da graduação e pós-graduação da Universidade de Fortaleza, também fonoaudióloga das clínicas OTOS, MONTE SINAI e CENTRO DE OTORRINOLARINGOLOGIA.

Por mim e por meus colegas, obrigado professora.

É O COMEÇO DO FIM?

É O COMEÇO DO FIM?

Estava com uma matéria pronta para postar e, de repente, o tsunami: Michel Temer gravado.

Não é uma gravação de aniversário. Não. O presidente, pela versão de O Globo e repercutida mundo afora, participou diretamente em um ato criminoso. Aceitou a cumplicidade na compra do silêncio do tal Eduardo Cunha.

Fiquei arrasado, não com o Temer ou pelo Temer, mas pelo meu querido e sofrido Brasil. De um lado, suportamos quase 15 anos de um PT bandido, aliado ao tão bandido PMDB, agora estamos com o mesmo PMDB bandido, acompanhado desse desastre chamado PSDB, encarnado na figura do Aécio Neves. Não me refiro a outras siglas porque padecem do mesmo mal.

Mas o Brasil não deve, não pode e nem se sustenta se parar. Não pode parar. O problema é quem poderia ser o timoneiro dessa íngreme travessia.

A Ditadura Militar que tanto mal dela falei, deixou-nos um time de homens, tais como Tancredo Neves, Teotônio Vilela, Sobral Pinto, Barbosa Lima Sobrinho, Pedro Simon, Leonel Brizola, João Amazonas que por mais que tivéssemos divergências, não pairava sobre eles a alcunha de bandidos.

Agora, a cada gravação ou delação aumenta o número de criminosos e ninguém pode prever quem será o último. O grave é que o nosso futuro presidente será escolhido por esse e no meio desse Congresso: não tem solução fora da política.

Vou dormir quase em depressão constitucional, se é que conseguirei dormir.

Boa noite.

O NOME É SÓ MAMÃE

O NOME É SÓ MAMÃE

O nome dela era Zima Melo e Sousa Bentiví, mas para mim era só MAMÃE. Quando abri os olhos, já estava arrodeado de mulheres importantes: vovó Chiquinha, mãe de mamãe, mamãe, minha tia-avó Teresa, filha de minha bisavó Bonifácia, escrava da Lei do Ventre Livre, criada na Casa Grande da fazenda de Afonso Jansen, no Coroatá, porque era filha de uma preta com o feitor da fazenda.

Mas mamãe era a grande liderança, ainda que analfabeta. Pensou na frente de todos e por todos e sem ela, com certeza, eu não teria saído de minha Pedreiras e, seguramente, não estaria redigindo essa matéria para esse blog.

Felizmente para mim e para minha família, naquele tempo a família ainda não tinha sido mortalmente atingida por essa ideologia satânico-esquerdista que nos assola agora. Menino era menino, adulto era adulto, mais velho era mais velho, pai era pai e mãe era mãe. Sim, mãe era mãe.

Não quero com isso canonizar as mães e abstrair seus defeitos. Não. O que quero dizer é que sem essa pedra angular da família, ninguém se irá bem. Na Bíblia não há a instituição formal e cerimonial do casamento, mas está delineada, sem nenhuma dúvida, a unidade social e genética denominada família.

Caso houvesse dúvida, essas extinguem-se com o aparecimento da figura magistral, denominada Abraão: nele se abençoaram todas as famílias da terra.

Quando as ideologias adentram ao lar, usurpando a possibilidade do ensino e da disciplina, e autoridade de pais e mães é usurpada, ficando aos moldes de conselhos tutelares, algo de ruim está acontecendo e algo de pior haverá de acontecer. A Bíblia diz coisas fantásticas, que muitos, notadamente os esquerdopatas, teimam em não analisar e obedecer:

* Gn 3, 20: Chamou o homem a sua mulher Eva, porque era mãe de todos os viventes;

* Ex 20, 12: Honra teu pai e tua mãe para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá;

*Pv 6, 20: Filho meu, guarda os mandamentos de teu pai, e não deixes o ensino de tua mãe;

* Pv 10, 1: O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho louco é a tristeza de sua mãe;

* Pv 15,20: O filho sábio alegra a seu pai, mas o homem insensato despreza a sua mãe;

* Mt 15, 4: Pois Deus ordenou: Honra teu pai e tua mãe, e quem maldisser aseu pai ou a sua mãe, certamente morrerá;

* Ef 6,2-4: Honra a teu pai e a tua mãe – que é o primeiro mandamento com promessa – para que te vás bem, e vivas muito tempo sobre a terra. E vós, pais, não provoqueis a ira de vossos filhos, mas criai-os na disciplina e instrução do senhor.

* Ef 5: 33: Assim, também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a tua mulher, respeite a seu marido.

Finalmente, entendo que todas essas citações são fantásticas para pais e mães, mas a Bíblia, maravilhosa Bíblia premia as mulheres, as mães, com essa pérola poética e espiritual, escrita em Pv 31, 10-31. Leiam. É o epílogo da mulher virtuosa. Começa assim: Mulher virtuosa, quem a achara? Eu achei. Chama-se Jane Rose Cunha Bentiví.

FAST NEWS: A MÃE MAIS ESPECIAL

Não é a minha e nem poderia ser. Posso fazer um elenco de mães especiais, mas essa é a mais especial de todas. Quem afirmou isso não fui eu, foi o anjo Gabriel: Salve, agraciada! O Senhor é contigo. Bendita és tu entre as mulheres. Disse-lhe então o anjo: Maria, não temas, achaste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. (Lc 1, 28, 30 e 31).

O nome dela é Maria, conhecida como virgem Maria ou Maria Santíssima. Qualquer nominata lhe é perfeitamente cabível, porém tem sofrido, no decorrer dos tempos, exageros e ingratidões.

A Igreja Católica pecou pelo exagero. Em muitos momentos de sua história, o culto mariano sobrepujava ao culto cristão. Com a reforma de Lutero, quase numa reação doutrinária, Maria foi relegada a uma posição absolutamente secundária. Outro desastre contra a fé.

Em mais de 60 anos de fé evangélica, posso afirmar que nos cultos se fala mais em Judas Iscariotes que em Maria. De satanás nem se fala, pois tem culto que satanás pontua do começo ao fim. Maria não pode ser tratada como inimiga por uns e como salvadora por outros. As duas hipóteses não fazem bem para o cristianismo.

Duas historinhas para concluir.

Cantava no Coral da UFMA no grupo fundador. De repente aparece a primeira Ave Maria para o grupo: de Arcadelt. Nesse coral se reunia o que havia de melhor nos cantores de São Luís e uma parte era de evangélicos, com boa experiência coral.

Chego ao ensaio e sou chamado para uma severa reunião, cuja pauta era: S os crentes cantariam ou não a Ave Maria. Creio que Deus falou por mim. No momento de profunda discussão disse: alguém aqui irá para o inferno por cantar uma Ave Maria? Terminou o debate.

A segunda história ocorreu na minha penúltima viagem a Portugal. Um amigo meu, ministro evangélico, encontrava-se como missionário na cidade de Viseu e convidou-me a pregar em um culto. Como conheci e entendi a vitalidade católica da nação portuguesa, fiz uma pregação baseada em palavras textuais de Maria Santíssima, exatamente , em Jo 2,5: Sua mãe disse aos serventes: Fazei tudo o que ele vos disser.

Foi bom, tenho convites para pregar, de novo, em Portugal.

ESTÁ PIORANDO

ESTÁ PIORANDO

Situação difícil, principalmente em Brasília e na Lava Jato. O depoimento do ex-presidente Lula, pelo pouco que já vi, mostra um sujeito articulado, lambido e dissimulado, bem preparado para o embate, mas acho que não convenceu a qualquer cidadão de bem. Os petistas e correlatos se convenceram. Fazer o quê?

Os advogados do ex-presidente são de primeira linha, afinal, quem tanto surrupiou dos cofres da nação não seria defendido por qualquer um. É igual a saúde, quem tem vai para o Sírio Libanês ou Albert Einstein, quem não tem pode se conformar com a Unidade Mista Itaqui-Bacanga.

Entretanto, para mim, o fato mais importante da semana, até agora, não se refere propriamente ao ex-presidente Lula, mas a uma figura danosa, enormemente perigosa, chamada de seu Janot, Procurador da República.

Esse cara é um escárnio. Sobram sobre ele, nas palavras do próprio Lula, em um grampo, suspeitas da desonestidade de sua escolha. Ninguém se deu ao trabalho de apurar, afinal, quem deveria apurar teria que ser um membro do MP e o sujeito é o chefe do MP. Tudo como antes no quartel de Abrantes.

O pedido de suspeição contra o ministro Gilmar Mendes, numa arguição estapafúrdia, de que a mulher do ministro o impediria por sua atuação, por ser advogada, em um escritório com múltiplos advogados. O engraçado, para não dizer trágico, é que a filha do tal Janot é advogada da OAS e ODEBRECHT.

A valer os argumentos de impedimento de Gilmar Mendes, defendidos pelo tal Janot, para que o ministro se declare impedido para julgar o Eike Batista, o tal Janot estaria impedido de atuar em toda Lava Jato.

Em resumo, a palavra Janot, para mim, rima poeticamente, com cara de pau.

NO REINO DA INTRANSIGÊNCIA

NO REINO DA INTRANSIGÊNCIA.

É muito difícil o debate de ideias no Brasil de hoje. A discordância e divergência se tornam inimizade e, se inimigos, perdem, em primeiro plano, a capacidade de diálogo e o consenso se torna uma impossibilidade.

Nada melhor para exemplificar que a soltura do ex-ministro José Dirceu. Um pandemônio, onde o maucaratismo se juntou com a ignorância e produziu filhotes de monstros Brasil afora. Ontem entrei nessa onda e me dei mal.

Todos que me acompanham sabem a minha divergência ideológico com o pessoal do PT e, caso eu elogie ou defenda qualquer petista, não se vislumbre qualquer elogio ou defesa da causa petista ou de alguém do PT, creia que as minhas palavras são verdadeiras e desconfortáveis para mim mesmo.

Pois bem. Estava no Shopping Tropical e encontrei um amigo, juiz de direito em atividade e, como não poderia deixar de ser, surgiu a questão José Dirceu. Inocente, disse que a atitude da justiça que o mandou de volta para casa estava correta.

Quase não fecho a boca e a proprietária do estabelecimento, uma grande amiga, pessoa não afeita às lides políticas, interrompe a conversa de maneira inamistosa: não voto mais em ti, pois estás a favor desse corrupto. Tentei explicar e nada. O primeiro dano já sofri, caso me candidate a alguma coisa, a supressão de um voto está determinada.

Esse episódio trouxe-me a reflexões. Continuarei a defender os meus pontos de vista, independente de quaisquer interesses, principalmente se o interesse for meramente eleitoral. Esse blog e meu programa, aos domingos, na Rádio Capital, possuem uma característica principal: a verdade. Porventura se essa não for alcançada, foi culpa, jamais dolo.

A lei brasileira não foi feito com a finalidade de prender ninguém. Foi feito com a ideia primordial de garantir a liberdade. Repito, liberdade. Ser livre é regra e ser preso deve ser exceção, tanto que não há regra para você ser livre e tem normas severas para o instituto do encarceramento de alguém: prisão por condenação criminal, em sentença penal transitada em julgado (não cabe nenhum recurso) e prisões processuais: em flagrante, temporária, preventiva, domiciliar, prisão para extradição e para devedor de alimentos.

A prisão preventiva é a moda, de maneira especial na Lava Jato e as regras, no CPP são claras: garantia da ordem pública, garantia da ordem econômica, conveniência da instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal.

O STF que deveria ser o maior garantidor da CF, tem inovado contra a própria constituição que ele deveria defender, quando determinou que o cidadão seja recolhido às grades, após a sentença do primeiro grau seja ratificada na esfera recursal mais superior. A desculpa é pouco inteligente e não resiste à análise jurídica. Caso o problema seja a pletora de recursos, mude-se a lei, no tocante aos recursos de natureza protelatória. O STF fez o contrário daquilo que a constituição lhe ordena: rasgou a constituição.

Sem nenhum machismo, seria como alguém encontrar seu cônjuge o traindo, no sofá da casa e, como vingança, vendesse o sofá. Em vez de admitir que alguém condenado tem direito a recursos, determina-se a prisão. No caso, os recursos representam o sofá da história contada. A eliminação da via recursal não promove a soberania dos vereditos. Fazem-lhe instrumento de pura vingança. Vingança nunca será justiça.

Voltemos ao José Dirceu. Condenado no mensalão, cumpriu a pena. Pena cumprida sana o delito. Condenado no Petrolão, recurso para o Tribunal Regional. A partir daí, só poderia permanecer em uma prisão preventiva se estivesse enquadrado em qualquer um dos pressupostos do art 312 do CPP. Não estava em nenhum. Não estando, estabelecido está um caso de prisão ilegal. Revogue-se a prisão. A Segunda Turma do STF agiu corretamente.

A partir daí a confusão e desinformação. O povo está desinformado, entende-se, porém a imprensa participar dessa burrice, abjeta-se. Os procuradores, Dalagnoll à frente e o juiz Moro prontificaram-se para azedar o caldo. Da desinformação. O principal argumento é, de fato, uma sacanagem: a liberdade do José Dirceu põe em risco a Lava Jato. Ou Dirceu é grande demais ou a Lava Jato é uma merda.

A Lava Jato está tão consolidada que não há ninguém, ninguém mesmo, capaz de pará-la. Mas é usada, de maneira bandida, para todo tipo de molecagem, desde não mexer nas benesses indevidas de corporações, ou interesses políticos inconfessáveis, que começam a despontar, tais como o desejo do seu Janot em ser governador de Minas e dona Carmem Lúcia sonhar em substituir o Temer, em uma eleição indireta no Congresso Nacional, na vigência da cassação da chapa Dilma-Temer.

Voltemos a José Dirceu. O espetáculo escabroso ainda não tinha terminado. O cara é esculhambado por omde passa e os condôminos, do prédio em que irá morar, revoltados querendo impedi-lo de morar no seu imóvel. Um desastre para a democracia.

O apartamento é um direito, andar na rua, em uma praça, em um bar, em uma igreja, em um motel não pode ser impedido por ninguém. Aliás, a ninguém está dado o direito de obstacular a vida do seu Dirceu. Hoje, o José Dirceu continua preso, mas com prejuízo enorme. Para a lei está solto e esses dias não contam para a detração da pena. Ou seja, parece que está solto, mas está, no mínimo, em prisão domiciliar.

Em resumo, se alguém quiser me botar a carapuça de ser a favor de corruptos e contra a Lava Jato, como dizia o saudoso Renato Sousa: vá comprar um bode. Tenho diferenças enormes e intransponíveis como o PT e companhia, mas essas diferenças jamais me farão um cretino político. Deixo bem claro que divergência não significa ódio. Tenho mutos amigos de esquerda radical e os amo, inclusive, dentro de minha família eles existem aos montes. Repito: os amo.

A Lava Jato é inapagável e será muito mais se se mantiver dentro dos limites constitucionais. Já fez incontáveis acertos e escorregou em tantas vezes. Torço para que não escorregue mais e o Brasil possa, a cada dia, admirar mais e mais a Lava Jato.