O EVANGÉLICO E A GESTÃO PÚBLICA

Quando se tratar de qualquer assunto sobre evangélicos, tenho autoridade intelectual, moral e até genética para tratar do assunto. Sou terceira geração de uma família de assembleianos, que já está chegando aos cem anos de conversão. Creio que já ultrapassamos, há muito, os mil “Bentivis” e estamos próximos da décima geração. Na condição de liderança familiar, ouso afirmar que não existe um só Bentivi sem conhecer o evangelho e, no máximo, ele não é congregado.

Essa introdução a faço para adentrar em uma areia movediça, chamada evangélico e gestão pública. É assunto para livros e aqui nesse blog irei abordá-lo muitas vezes, porém hoje quero voltar-me para duas prefeituras, administradas por evangélicos: Rio de Janeiro e São Luís. Ah! Areia movediça porque posso estar arrumando uma bela confusão com alguns fundamentalistas. Nada demais, quanto mais fundamentalista, mais irracional. Não vão mudar: continuarão fundamentalistas.

O foco é o mesmo. Crivela suprimiu metade da verba do carnaval e Holanda parece querer distância de um cabra chamado São João. Está certo? Errado? Vejamos alguns argumentos.

O administrador público jamais deve se comportar como líder religioso. Na hora em que essas duas facetas se misturam, teremos regime dos aiatolás (Irã), Estado Islâmico, ou coisa semelhante. Caso alguém, em um regime democrático e plural, como o nosso, deseje impor sua religiosidade, deveria, inicialmente, durante a campanha eleitoral, avisar ao povo dessa decisão administrativa.

Imaginem Crivela, no debate eleitoral, afirmando que o carnaval carioca teria restrições administrativas. Ou Holanda, no programa da boieira Helena Leite, informando que boi só é bom no açougue e que dançar boi seria pecado. Vou repetir, Crivela pode odiar o carnaval e Holanda nunca ter assoviado uma toada, mas como prefeitos possuem o dever de tratar, tanto carnaval, como boi, através da ótica administrativa e jamais pelas lentes da religiosidade, mas se tivesses feito essas restrições, durante a campanha, certamente não teriam logrado êxito.

Quando os fariseus vagabundos quiseram sacanear, o Mestre disse a frase lapidar, que muitos administradores evangélicos teimam em não entender: dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. (Mt 22:21, Mc 12:17 e Lc 20:25)

Nos três textos, Jesus pergunta: de quem é a efígie e a inscrição na moeda? Responderam: de César. Perguntaria ao Crivela: de quem é o carnaval, da Igreja Universal ou da cidade do Rio? Ao Holanda, de quem é o Bumba-meu-boi, da cultura maranhense ou da Igreja Batista? Até Deus diria que, respectivamente, são do povo do Rio de Janeiro e do povo maranhense.

O voto nas urnas não transforma ninguém em líder religioso, mas em líder popular. Eleger-se com votos teístas, ateus, machistas, feministas, gays, inteligentes, ignorantes, educados, grossos e etc obrigam o eleito a olhar de igual modo a todos os segmentos e isso não implica que o governante vá concordar com as práticas de cada grupo. Não. A Bíblia diz que cada um dará conta de si mesmo a Deus. Essa Bíblia continua valendo.

Essas atitudes de políticos evangélicos impondo convicções religiosas, em atitudes de governo, é a mesma dos islâmicos radicais ao me tratar como um “infiel”. Esses, podem me matar, aqueles, suprimem os meus direitos. Ambos são igualmente usurpadores. Mas há uma diferença, os islâmicos, em regra, chegam ao poder pela força e os nossos radicais religiosos chegam ao poder pelo voto, mesclado com engano, disfarce e mentira. São mais abjetos.

Finalmente, um lembrete, a verba do carnaval e o repasse para as brincadeiras juninas não estão elencadas em nenhum versículo da Bíblia, com a descrição de pecado, afinal, no “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo, como a si mesmo” não há nenhuma referência contra o carnaval ou contra o Bumba-meu-boi.

FAST NEWS 1:

Permitam-me uma grosseria: essa viagem do Temer foi uma merda! Fedor pra todo lado. Primeiro, inconveniente. O mundo pegando fogo no quintal e o sujeito procurando bombeiro na Rússia e Noruega.

Segundo, o show de amadorismo. Um Itamaraty abastecido de neófitos foi um espetáculo de deprimências e até o banquete, boca livre, não tinha convidados. Na Rússia, Temer foi recebido por funcionário do segundo escalão, na Noruega, pegou um pito em escala global, só faltou aquela senhora dar umas palmadas no tal Temer e esse Temer, trocando tudo, tropeçando nas ideias, só faltou trocar as palavras na velha frase “obra de arte do mestre Picaço”.

Espero que ele não viaje mais e, se o fizer, que seja para a Papuda.

DOIS DESASTRES

DOIS DESASTRES

Não sei se esse título é o mais apropriado. Poderia ser dois insuportáveis, dois metastáticos, dois mal intencionados, mas serão desastres. Trato dos senhores Rodrigo Janot e Fernando Henrique Cardoso, doravante cognominados de DESASTRE 1 e DESASTRE 2, respectivamente.

DESASTRE 1:

Esse sujeito faz um grande mal para a seriedade da justiça brasileira, quando usa o seu cargo de maneira política e discriminatória, acobertado por uma bandeira inexorável denominada Operação Lava Jato.

Ao seu bel prazer, quando quer condenar alguém, o faz com a serenidade de Airton Senna, mas quando quer proteger alguém, se torna um aprendiz de Rubinho Barrichello.

O caso Eduardo Cunha foi o ápice da celeridade. Não que eu apoie esse tal Eduardo, pois apesar de ter torcido para ele não ser bandido, está muito bem na cadeia. Como tenho afirmada, ao contrário dessa cambada de deformados esquerdistas, não possuo nenhum bandido de estimação.

O caso Renan Calheiros é a face mais paradigmática da preguiça do DESASTRE 1. O Calheiros tem mais de uma dezena de inquéritos e nenhum anda. Nenhum mesmo. A continuar nessa velocidade, em pouco tempo, Calheiros estará envolvido no belo instituto da prescrição. Para o DESASTRE 1, há bandidos e bandidos e uns são mais desiguais que outros.

DESASTRE 1 tem agora uma ideia fixa: Michel Temer. Alguém me perguntará: você é defensor do Temer? Respondo por reflexo e certeza: não. Acho que o Temer não vale, a exemplo da cúpula do PT, o que o gato enterra. Vocês sabem bem o que o gato enterra! Mas a quem interessa esse açodamento, essa pressa, essa urgência em apear o Temer do Planalto? Resolverá em que a situação caótica do Brasil? Do ponto de vista da segurança das instituições, de nada serviria a eliminação do senhor Temer, a não ser para a sanha demolidora das esquerdas, no quanto pior, melhor.

O caso Temer guarda outros ingredientes. Uma acusação criminal não é uma brincadeira de criança, sempre será relevante e não pode estar eivada de nenhuma dúvida. A prova principal, conforme exaustivamente noticiado, decorre da delação premiada dos bandidos Batistas. Aí está o problema.

Sobre essa delação paira uma dúvida fundamental: é lícita ou ilícita. Isso não é preciosismo ou hipocrisia jurídica, é segurança jurídica necessária para o bem de todos nós e segurança social. Caso uma prova ilícita seja aceita contra o presidente da república, qualquer prova ilícita poderá ser aceita, contra qualquer pessoa. É isso que queremos? Quem se beneficiará dessa roleta russa judicial? A despeito de condenar o Temer, não se pode deixar toda sociedade brasileira em polvorosa.

Uma prova que está sinda sendo periciada não pode ser a base de um inquérito, tampouco de uma condenação. Mesmo que a perícia diga que a prova não sofreu nenhuma adulteração técnica, deverá ser colocada ao crivo do contraditório e, assim, validade, servirá para instrução criminal.

Não bastasse isso, o mundo inteiro foi avisado: DESASTRE 1 oferecerá denúncia contra o presidente Temer. Esse anúncio antecipado não guarda inocência alguma. É uma maneira de proporcionar um desgaste a conta-gotas, uma hemorragia sem limites, com o objetivo de inviabilizar a administração brasileira, vítima maior não do Temer, mas dessa quadrilha esquerdistóide, capitaneada pelo PT.

Que o Temer é também um criminoso, não tenho a menor dúvida. Que deve responder por seus crimes, também não tenho dúvida. Mas tem que ser dado a ele todas as garantias legais e processuais. A pressas e açodamento de DESASTRE 1 não contribui para a justiça do caso em per si e da justiça social, que é o mais importante.

DESASTRE 1 continuará DESASTRE 1, graças a Deus que virá setembro e, nunca mais, Rodrigo Janot, aliás, DESASTRE 1, será Procurador da República, mas uma sombra continua no firmamento: essa coisa é candidata ao governo de Minas Gerais.

DESASTRE 2: Esse é meu velho conhecido e fui vereador de São Luís pelo PSDB, quando ele veio ao Maranhão. O grupo que liderava, dentro do partido, fazia oposição cerrada ao sarneisismo. Então esse DESASTRE 2 enviou seu lugar-tenente Sergio Mota para me dar um recado: o presidente FHC (DESASTRE 2) não deseja a presença de vocês na sua chegada e no seu palanque. Dito e certo, foi hóspede da mansão do Calhau.

Durante o escândalo do mensalão, todos sabiam que o chefe da quadrilha era o Lula. Foi desse cretinudo a tese de que Lula deveria ficar fora, pois perderia a reeleição. O resultado custou caro ao Brasil, pois o Lula foi reeleito e ainda ganhamos uma Dilma de brinde.

Depois de defender o Temer, agora volta a tese da renúncia do presidente e consequente eleição indireta. Essa ideia é patriótica? Nunca. O DESASTRE 2 simplesmente quer e trabalha para ser eleito presidente, pela via indireta. Somente esse fato desmoraliza a tese por ele defendida. Vade retro satanás.

IMPERMEABILIDADE DIABÓLICA

IMPERMEABILIDADE DIABÓLICA

A questão ambiental da cidade de São Luís, com certeza, entre todas, é a mais preocupante. Quando fui diretor do IMCA, hoje Secretaria de Meio Ambiente, sonhei e lutei pela mudança do status quo. Tive avanços e muitas decepções.

O governo do qual fazia parte não tinha uma veia ambientalista sequer, mas mesmo assim, com todas as intempéries, conseguimos, após três plenárias, apresentar a primeira proposta de um Código Ambiental, para nossa cidade, que veio a ser realidade anos depois.

Durante a Conferência Mundial de Meio Ambiente em Johannesburg, África do Sul, levamos um inventário de nossa maior problemática ambiental, o rio Anil. Apresentamos para centenas de organismos internacionais, com destaque para a Yale University e para a Universidade de Pretória.

A Universidade de Pretória mandou um dos seus cientistas para mostrar um ambicioso processo de despoluição de pântanos e tanto a Lagoa da Jansen, quanto o rio Anil estão na condição de pântanos. Quanto a Yale, a universidade americana, por seu reitor, assinou comigo um protocolo de intenções que colocaria a cidade de São Luís como escala na preparação de seus alunos, em meio ambiente. Dependia somente do prefeito da cidade tomar um avião e assinar o acordo. Ele nunca conseguiu embarcar, eu me afastei do cargo e o antigo IMCA, agora Secretaria Municipal de Meio Ambiente, voltou para a inércia, para mantém a sua perfeita constância administrativa: não faz nada.

Essa introdução, a faço, devido uma preocupação que a cada dia se torna, em mim, angústia: a impermeabilização do solo de São Luís.

Evidente que o desenvolvimento, com avenidas e construções de todo tipo, obrigatoriamente promoverá a impermeabilização, por asfalto ou cimento. O problema é que, sem política ambiental, não existe critérios e aí está o perigo: o descontrole sem retorno.

A construção civil é um monstro com dupla face, ao mesmo tempo que emprega, destrói. Esse Programa Minha Casa Minha Vida não respeitou nada, em meio ambiente, até nascentes foram incorporadas. Como estamos em uma ilha, a cada dia, o que resta de terra livre sofre ameaça e fica cada vez mais difícil resistir a tentação da especulação imobiliária.

As maiores vítimas somos todos nós e as maiores investidas são contra os clubes e associações. Alguns desapareceram sem direito a velório ou missa, como o antigo Clube Jaguarema. Outros como o Lítero, por decisões de colegiados, se foram e outros, como o antigo Cassino, nem sei porque morreu. A Associação dos Funcionários do SIOGE, foi-se embora. Esses são exemplos de dezenas de associações e clubes que já feneceram.

A questão é que cada um desses entes, ao morrerem, levam uma área verde, de lazer e de recarga hídrica. Na semana passada conversei com o presidente de um clube histórico e tradicional de São Luís, que está em negociação com uma construtora, que construirá um grande condomínio. Dizia ele, doutor é impossível manter essa estrutura. O IPTU é impagável, as despesas administrativas enormes, para ter uma música ao vivo, pagamos um tal ECAD, a piscina nos obriga a pagar uma taxa do Corpo de Bombeiros e os associados, com dificuldade para manter o clube, sonham com a venda, para receber uma ponta.

O que tem a ver esse fato com a nossa prefeitura? Muito. O poder público deveria ter políticas que estimulassem não somente os clubes, mas cada cidadão que resolvesse manter o verde em cada residência, por exemplo.

Assim, a cada dia o problema se avoluma e a solução não aparece. Você, leitor, acredita que vai mudar, nos próximos trẽs anos, pelo menos?

Caso acredite, peço que me traga um gorro de Papai Noel, lá da Lapônia.

TEMER TREME?

TEMER TREME?

Impossível para qualquer ser humano normal vaticinar com certeza as respostas para o futuro de nossa pátria. Aliás, os jornalistas políticos estão no limite, quase em estafa, dada a velocidade de acontecimentos. Tudo pode ficar velho em segundos e, quando falamos em corruptos, já há corruptos esquecidos, em pleno ostracismo e alguns, que no passado, foram tidos como mega corruptos, tornam-se tombadinhas, ladrões de balas, em jardim de infância.

O velho Maluf, do alto dos seus 80 anos, parece com aquele ladrão inglês, do assalto do trem pagador, Donald Biggs, que não oferecia perigo para coisa alguma e terminou morrendo na Inglaterra. O juiz Lalau, no passado que no passado foi famoso, hoje, em prisão domiciliar, espera a morte. Poderia receber perdão e a advogada Georgina Fernandes, do escândalo do INSS, comparativamente, é uma simples noviça rebelde do crime, tanto que está, segundo contam, regenerada.

Torci desastradamente pela queda da tal Dylma e, mesmo sabendo que esse PMDB estava podre, pelo bem do Brasil, torci pelo Temer. Torcida não apaga erros de ninguém e ao contrário dessa turba esquerdopata, eu não tenho bandido de estimação. Desejo, ardentemente, que todos paguem o que devem ao Brasil.

Mas em uma análise fria, acho que o Temer tem mais a responder que dona Dylma, no dizer do meu velho amigo, ex-deputado Carlos Guterres, são farinha do mesmo saco e cachaça da mesma pipa.

Nesse momento em que escrevo essa página, Micler Temer, com esposa a tiracolo, está em um jantar de aniversário, mas com certeza a maior comemoração não é a do aniversariante, é a do presidente. O rescaldo desse longo julgamento no TSE, mostra alguma verdades que, doídas ou não, são inapagáveis.

As instituições brasileiras, queira-se ou não, conforme-se ou não, estão funcionando plenamente. A tese da cassação da chapa perdeu, porém o Brasil e o mundo assistiu e resistiu a três dias de Herman Benjamin, um sujeito chato, extremamente competente, com a cara da Luiza Erundina, uma Erundina de cuecas. Mas competente e ardilosamente tentou constranger as opiniões contrárias.

Assistimos, também, a maestria maldosa de um sujeito chamado Gilmar Mendes, um contorcionista jurídico, que tem a capacidade de se afirmar e se desdizer com extrema facilidade e, com habilidade de serpente, deu todas as liberdades às opiniões contrárias, para massacrá-las no “the end”, sem esquecermos a descompostura sofrida pelo nosso conterrâneo, o subprocurador Nicolao Dino

A habilidade política do Temer também merece destaque. Pesam mais acusações e suspeitas sobre Temer que sobre Dylma. A diferença está no apoio parlamentar. Dylma nunca soube como tratar o Congresso, Temer o afaga e conhece a quase todos pelo nome e pelos apelidos: intimidade.

Os procedimentos denominados acordo de leniência e delações ou colaborações premiadas receberam um duro golpe e isso é muito bom para a segurança jurídica, sem a qual não há democracia. Caso alguém me pergunte se creio na honestidade de Temer, eu respondo que, para mim, Temer, Lula, Aécio, Dylma, Lindemberg, Gleise, Cabral e outros tantos são parte da marginalidade de nível superior, entretanto, na hora em que um tribunal validar uma prova ilícita, contra quem quer que for, foi-se embora a segurança jurídica e com ela a democracia.

Um desse muitos ignorantes que pululam em nossa convivência poderia objetar: o senhor está defendendo os corruptos. Como isso não é verdade, nem perderia o meu tempo em explicações. O problema é outro. Delação premiada nunca deverá ser aceita como verdade absoluta. Para o bem de todos nós deverá ser exposta ao contraditório, deve vir acompanhada de outras provas que mostrem, reforcem e comprovem a veracidade.

A validação de uma delação premiada jamais poderá ser validade pelo entendimento subjetivo de promotores e/ou juízes. Essa turma (promotores e juízes) já possuem poderes quase celestiais e necessitam de freios, para o bem de nós, cidadãos comuns.

As causas mais comuns para as ditaduras são parlamentos frágeis e executivo ou judiciário hipertrofiados. No Brasil, caminhamos para uma ditadura. A primeira parte está conclusa. O nosso parlamento ou está sujo ou amedrontado. A segunda parte refere-se ao executivo: está na UTI. A terceira é uma enorme preocupação: o judiciário.

Sozinhos, em condições normais, juízes representam naturalmente um poder sem medida. Investigar o judiciário é ação de extremo perigo, inclusive porque quem julga um juiz é outro. Ademais, a grande punição do judiciário é a aposentadoria. Justiça sem freios, repito, é ditadura sem um ditador, mas com milhares espalahsdos mundo a fora.

Mas pode piorar. Piorou. Assiste-se um ingrediente mais assustador: a sanha justiceira do ministério público. Dalagnoll é mais famoso que Zezé de Camargo. O problema é a personalidade e o poder de Dalagnoll, que de tão marcante, é acometido de chiliques quando é contrariado.

Não aceitar opiniões em contrário é próprio das ditaduras. Caminhamos para uma ditadura e não é militar. Repito.

Ah! O título dessa matéria é: Temer treme? Acho que sim, mas de uma absoluta alegria.

FAST NEWS: O DIA DOS NAMORADOS

Será segunda-feira, mas está sendo comemorado, há muito. Um dia, de fato, especial. Mas o que seria, mesmo, namorar? Beijar, se agarrar, se amassar? Fazer amor? Creio que pode ser tudo isso, nada disso ou tudo com isso, desde que exista um ingrediente chamado emoção.

O namoro envolve visão pouco racional do mundo, envolve perda teórica de tempo, para ganhar um tempo sem obrigações utilitárias. Envolve se alegrar com conversas ingênuas e desimportantes, pois a importância nunca está no assunto da conversa, porém na própria conversa. Namorar é sorrir sem motivo e até chorar por nada.

Casamento só tem a ver com namoro, se o namoro perdurar no casamento. De igual modo namorar não é sinônimo de fazer amor, que nos meus tempos de Pedreiras se dizia fazer saliência. Fazer saliência, inclusive, é notório entre racionais e irracionais.

Namorar anda muito mais próximo da paixão que do sexo e se alguém estiver pensando em namorar ou namorando, acredite, o namoro tem um grande referencial. Referencial simples, mas extremamente importante: beijar.

Sem beijo, e beijo na boca, aguado, demorado e, lambido não há namoro.

Vamos beijar, galera.

O CRIME COMPENSA

O CRIME COMPENSA

Desde criança tenho ouvido que o crime não compensa. Acreditei piamente na veracidade da afirmação, principalmente porque por minhas convicções religiosas, sempre acreditei que a vida criminosa guardava ou aguardava duas punições, uma terrena e outra espiritual. Começo a desacreditar, infelizmente.

Ainda creio na justiça divina, pois se não cresce estaria perdido. Não quero me perder. Porem a justiça terrena está em apuros, aliás, sempre esteve. Recompensa ou o castigo contra o fato criminoso, aqui na terra, principalmente se a terra é brasileira, deixa margem para sérios questionamentos e, depois da delação ou colaboração premiada, não há questionamento, há certeza: o crime compensa.

Essa recompensa da atividade criminosa guarda um viés de desigualdade que, creio, fere um dos princípios do estado democrático: tratamento igualitário a todos. Tratarei desse aspecto mais adiante.

Todo crime merece uma pena que possa retribuir o mal causado e possa educar a outros para que não se cometam mais as mesmas arbitrariedades. É a recompensa e a prevenção. Os juízes são experientes na tal dosimetria da pena, ou seja, a pena mais justa para o caso em espécie, até porque, entende-se não haver dois crimes iguais. Podem estar descrito no mesmo tipo penal, mas nunca serão iguais.

E o que se dizer da gravidade dos crimes. Qual o mais grave? Parece fácil, quando se compara uma lesão corporal leve a um homicídio, mas se nos pedissem a comparação de um homicídio e o ladrão da merenda escolar, fica mais difícil. Para complicar mais, um matricídio e a corrupção na saúde?

Nos dois casos estamos comparando delitos individuais contra delitos que atingem uma coletividade. Todos nós somos preparados a nos incomodar contra os crimes contra uma pessoa específica e não contra o coletivo. Acho um absurdo.

Os criminosos da saúde, da educação, do saneamento, da infraestrutura cometem crimes hediondos, embora a lei assim não os mencione. A pessoa que morre na fila de espera da radioterapia ou da quimioterapia tem a sua morte classificada de mistanásia, ou seja, morte miserável. O criminoso, o corrupto responsável por ela, na maior parte das vezes nem chegará aos tribunais.

Esse entendimento leniente, da própria sociedade, entendo ser um combustível para a criminalidade de colarinho branco, a ponto dessa mesma sociedade chamar de besta e de burro quem não aproveita as oportunidades, ainda que ilícitas, para se dar bem.

O clímax da impunidade se observa agora e pelas mãos de quem deveria zelar para que as coisas se dessem em contrário: o Supremo Tribunal Federal.

Ninguém que se afirme sério é contra a colaboração premiada. Ela já rendeu e renderá frutos. O que e inaceitável é a delação premiada premiar o bandido com uma absolvição sumária.

O delator Sérgio Machado não foi preso: cumpre férias em uma mansão à beira do mar, com todas as regalias. Os irmãos da JF, irmão Batista, foram absolvidos e levaram com eles outros comparsas com o mesmo prêmio.

Quem mais prejudicou a pátria, os irmãos Batista ou Fernadinho Beira Mar? Beira Mar não mereceria uma delação premiada? Cá com meus botões, vejo nessa relação de bandidos, Beira Mar e irmãos Batista, que alguém está injustiçado. Beira Mar, ainda que continue a dirigir a atividade criminosa, está na prisão, os irmãos Batistas, continuam criminosos, mas passeiam em iate da mil maravilhas.

Igualmente criminosos, entretanto tratados de maneira diferente pela mesma justiça: a justiça brasileira. Isso está certo?

Você, leitor, tire suas conclusões e responda.

FAST NEWS:

O PT e companhia fizeram um encontro, em São Paulo. Esse encontro, congresso ou qualquer coisa que o valha se fez em local inapropriado: poderia ser feito em uma penitenciária. Não foi.

Faltaram alguns expoentes petistas, como José Direu, João Vaccari, Delúbio, Palocci e outros assemelhados, ou seja bandidos devidamente apenados e presos. Mas não faltaram Lula, Lindember e Gleise, por exemplo. Expoentes de mesmo quilate.

Para não afirmarem que sou intransigente, a presidência do tal PT ficou com a senhora Gleise Hoffman, uma senhora processada pela justiça, junto com o seu marido, o que demonstra que casal unido pode significar união de bandidos. Haveria retrato melhor para definir essa organização denominada PT?

Para dirimir e exterminar qualquer questionamento em contrário, deixo uma pergunta: Zé Dirceu, Vaccari e Palocci ainda fazem parte do PT? Alguém teve coragem de expulsá-los do partido? Haveria alguém, no partido, com coragem de propor a suas expulsões ou desfiliação? Alguém, nesse PT, poderia propor, pelo menos, uma nota de repúdio contra esses três bandidos?

Perguntaria mais: essa cambada petista e assemelhada, que sai às ruas, com o fora Temer, por que não dá um pio contra esses três marginais petistas presos? E essa turma do PSOL, PCB ou PC do B, por exemplo, que bate certeira no marginal Aécio Neves, por que nunca se pronuncia contra a quadrilha petista trancafiada? Tampouco contra os petistas que serão trancafiados, mas cujos delitos estão devidamente comprovados?

Esse comportamento esquizofrênico esquerdistóide desmoraliza essa esquerda brasileira definitivamente e como a direita sofre dos mesmos males, pergunto a você, leitor: haverá luz, no fim do túnel?

Como o túnel é longo demais, mais uma vez o infindável Lula ganha o prêmio “master cara de pau”: declarou-se inocente e a plateia quase entra em orgasmo. Diálogos entre iguais, sem a presença de alguns mais iguais ainda, trato, por exemplo das ausências de Zé Direu, Vaccari e Palocci.

Como esses três bandidos poderiam figurar no encontro petista, sem nenhuma dúvida o encontro petista poderia ser na residência desses três marginais: na penitenciária. Isso ainda ocorrerá e o momento próprio será quando o Lula se tornar hóspede diferenciado do Sergio Moro.

Não demorará. Aguardem.