BENDITO TEMER

Gosto de provocar e quando a provocação é contra a esquerda ignara, faz-se em mim um orgasmo jornalístico. Acho que existe em mim um gene da provocação, um tal “ppxpt”. Pensem bem, chamar Michel Temer de bendito, nem dona Marcela tem coragem de chamá-lo e, a essa altura do campeonato, bendizê-lo seria um crasso erro. Para a esquerda um pecado imperdoável.

Acalmem-se, tenho certeza que esse Temer pode ser qualquer coisa, exceto bendito. Creio que o seu passivo moral peemedebista transita, afinado, entre Jucá, Moreira, Eduardo e Gedel. Essa afinação rima com organização criminosa, pelo menos. Mas, por incrível que pareça, esse Temer será glorificado pela história, no futuro, como um estadista, ainda que delinquindo.

Há anos, muitos anos, todos sabemos que o Brasil necessitaria de reformas. Desde o Sarney isso era flagrante. O Sarney, nos dois últimos anos, só tratava em preservar o seu mandato, alvejado por todos os lados e, aí, iniciou-se esse presidencialismo de coalizão, agora chamado, pelo glorioso PSDB, de cooptação.

Parabéns ao PSDB: além de apontar o crime, confessa o crime e continua no crime.

Itamar era transição, FHC teve o avanço do plano real e deppis perdeu-se negociando o segundo mandato. O Lula poderia ter feito a reforma, mas como reformar se estava no projeto bolivariano, maldito, de implantar uma ditadura corporativa de esquerda? Em vez de fazer o que seria correto, enganou os menos favorecidos com benesses mil e instituiu a corrupção como norma. Deixo de analisar a Dylma por questões óbvias: um poste de burrice.

Volte-se ao senhor Temer. Já é parte da história e no capítulo dos recordes: o mais odiado presidente da história brasileira. O velho Sarney não esconde a alegria, alguém o ultrapassou. No pior. Mas surge o não racional: o Temer goza de um confortabilíssimo apoio político. Todos podem colocar ressalvas sobre esse apoio, se foi conseguido com emendas, cargos e outros agrados, porém apoio é apoio e, para ser específico, com Janot ou sem Janot, Temer terminará o mandato.

Outra explicação para o apoio político desfrutado por Temer, seria que o apoio ao Temer seria um apoio entre iguais. Entre iguais, nesse caso, não se trataria de apoio entre santos, mas muito apropriado para ser entre demônios. Nada demais, o PT, há pouco tempo, com tantos demônios, não soube fazer a cooptação das hostes infernais e dona Dylma escafedeu-se, para nunca mais voltar. Incompetência política.

Assim, por qualquer que seja o caminho, o senhor Temer demonstra competência política e o “fora Temer” cada vez mais esvai-se, tanto que está substituído, pouco a pouco, por um “xô Lula”. Fato por demais agradável.

Pois bem, dois fatores se encontram nesse Temer: não possui mais sonhos políticos pessoais e tem convicção de que nunca será amado pelos brasileiros. Essas duas condições se somam e permitem ao Temer fazer as reformas, muitas das quais amargas, porém necessárias e inadiáveis.

Sonho, todos os dias, que ele consiga fazer a reforma de previdência, pois as outras que realizou somente melhorara o Brasil. Fui, por anos, contrário às privatizações. Para não confessar a minha obtusidade, tenho um atenuante: não conhecia o PT. Hoje tenho convicção de que o estado menor rima com vida melhor. Espero que das mais de cem estatais ineficientes, corruptas e inoperantes, consigamos ver a maioria privatizada. Lucro para o Brasil, eliminação de descaminhos e a volta da eficiência.

Por tudo isso, posso afirmar, “fica Temer”, “bendito Temer”, até 31.12.2018. Depois quero que se encontre com Moro. Somente isso.

FAST NEWS 1: A ESPERA DO 100 (esse tópico, fi-lo no sábado, como está dito, e não estava errado infelizmente)

Espero que esteja errado. Escrevo essa matéria na madrugada do sábado e informo o que todos sabem. Foi assassinado o policial carioca de número 98. Nada de criticar o bandido que o assassinou. A minha crítica, a passeata pedindo paz, erigir cruzes nas areias da praia, tudo isso não vale nada, coisa nenhuma e ninguem viu qualquer bandido arrependido depois de uma dessas manifestações.

Explicável. O cabeleireiro tem que cabeleirar; o professor, professorar; o pastor, pastorear; o maconheiro, maconhar e como querer que o profissional do crime pregue o evangelho?

Mais ainda. Coloque-se na condição de um chefe de facção criminosa. Um determinado sargento PM tem a infeliz ideia de prendê-lo. O chefe não gosta e resolve se vingar. Lá de dentro do presídio, com todos os celulares e outros meios à mão, manda uma siples ordem: matem o sargento fulano de tal. Alguém acha que o sargento sobreviverá? Esse sargento fictício seria mais um na lista dos quase cem.

O mais grave é que os policiais mortos, em regra, são bons policiais. Explico. Caso fosse eu um chefão do tráfico, iria exterminar um policial amigo, que trabalha para o tráfico, que dá informações privilegiadas? Nunca, esse policial já não mais é um policial. Faz parte co crime, apesar de fardado. Os policiais eliminados, repito, em regra são bons policiais e a presença deles incomoda. Perdemos policiais, o que já é deplorável e perdemos bons policiais. Muito pior ainda.

O meu inconformismo será interminável. Não é contra o delinquente, é contra essa coisa monstruosa, escrota, hipócrita denominada COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS. Qualquer que seja ela, o desastre é o mesmo. O meu programa de rádio, na Rádio Capital AM, 1180, aos domingos, das 7:30 às 9:00 horas, está aberto para qualquer COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS. Basta me ligar, no 988191530, e acertaremos a data.

FAST NEWS 2: GILMAR, O GRANDE

O foco agora é Gilmar Mendes e, entre tantos pecados apontados, ressalta-se a verborragia. Um juiz deveria falar nada e decidir tudo. Essa regra foi morta, na pátria brasileira, há muito tempo. O atual STF exacerbou aquilo que já era deplorável.

Nunca tivemos um supremo com tantas vaidades e tão poucas qualidades. Esse supremo danou-se, inclusive, a usurpar as funções do Congresso Nacional, com total desfaçatez. Esse supremo, de guardião da constituição, tornou-se um seu agressor. A determinação da prisão de um condenado, antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória é patognomônica das artimanhas inconstitucionais da alta corte.

Voltemos ao senhor Gilmar e ao juiz Bretas. Bretas prende e Gilmar solta. Trinta minutos depois, Bretas solta nova ordem de prisão e imediatamente o Gilmar se insurge. Anula. Dois vaidosos para quem as leis a cidadania o bom senso não possuem a menor importância.

Sem juízo de valor, esse juiz promoveu uma infantil rebeldia e, se eu fosse o Gilmar Mendes faria a mesma coisa. Evidente que a metáfora de que “quem abana o cachorro é o rabo” foi debochada e medíocre. Porem correta.

O pior estava por vir. Chegam novas provas e o juiz Breta, no auge da insolência, manda o ministro tomar as providências. Caso fosse na vida militar, seria insubordinação e o Bretas pegaria uma prisão exemplar. O juiz Breta sabe que a decretação de prisão, nesse caso, é papel dele e nunca do ministro e sabe, melhor ainda, que um juiz singular não pode e nem deve dar ordem a qualquer ministro.

Mas ainda haveria coisa pior. A manifestação de juizes e promotores contra o Gilmar. Sabem eles e sabem todos que essa insubordinação não será acolhida no STF. Tudo não passou de uma pantomina, uma reunião aos moldes petistas para promover o desgaste do tal Gilmar. Burrice. O desgaste não será do Gilmar, mas o é de toda justiça brasileira.

Quem ganha com isso? Não sei, mas com certeza a nação brasileira está somente perdendo.

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