TuntumTema

Não sou dado a elogios, como cronista político, pois a minha militância em décadas na oposição, sempre me pôs na contramão do poder. Mas sempre me coloquei na perspectiva da verdade e, por isso, muitas vezes sofri ataques, em regra de desqualificados morais e ideológicos.

Há bem pouco tempo, fiz ver, aqui, nesse espaço, o fato de que o ministro Sarney Filho era um político longevo, poderoso, importante e não estava incluso em nenhuma delação da Lava Jato. Alguns vagabundos (e como tem vagabundo) puseram a me achincalhar afirmando que eu tinha feito um acordo com o sarneisismo. Nem mereceram resposta.

Não conhecia Tuntum e terminei por conhecer. A história é simples. Modéstia à parte ou sem modéstia nenhuma, tenho recebido incontáveis convites de prefeituras, para prestar a minha colaboração, como otorrino. A minha família, minha esposa à frente, por cuidado ou amor, não sei, se posicionou contra e foi vencedora, até que apareceu um tal de Tema.

Amigo de longas datas, a amizade consolidou-se quando me tornei professor, no curso de medicina da Universidade Ceuma, de seus três filhos, agora três médicos brilhantes: Rafael, Thalita e Alexandre. Tuntum ganhou.

Nesses tempos por lá, pude entender o porquê da liderança inconteste do prefeito Tema. Não faz nada de extraordinário, faz o que um bom prefeito deve fazer e, como a prateleira de bons prefeitos anda com muitos vazios, o bom prefeito torna-se extraordinário. Tema é extraordinário.

A sua residência, bela residência, não é dele e da população de Tuntum. Ninguém é barrado na entrada e todos podem falar, cara a cara com o prefeito. Mesmo aqueles que se apresentam com o nome oposição, ao contrário de outras plagas, não são retaliados, em nada.

No último dia 12, a festa foi indescritível: aniversário de 62 anos da cidade. O prestígio político foi evidente: governador Flavio Dino e centenas de políticos da região e fora dela testemunharam a seriedade da festa. É evidente que não há festa sem despesas e houve despesas, com a participação e ajuda do governo do Estado. Tudo dentro dos melhores critérios republicanos.

De repente o espírito destruidor de cupim, com objetivos seguramente inconfessáveis, ataca o prefeito Tema, com acusações, tais como atraso de salário e o cachê de Victor e Léo. Ora bolas, uma festa daquela magnitude merecia qualquer nome de sucesso nacional. Um fato registre-se, não sou nem Vcitor e nem Léo, mas dei o meu recado musical e fui muito aplaudido. Sem cachê e em nome da democracia.

O que as línguas maledicentes não disseram, porque não possuem honestidade, nem moral e nem ideológica, foi que o show de Victor e Léo representaram um pingo d`água, em um oceano de realizações. O caro leitor, peço, não se enfade, com o resumo de acontecimentos que ocorreram no dia 12/09 e lamento se a minha memória falhar:

1 – Desfile de Escolas da Rede Pública;
2 – Inauguração da Praça Maria do Artur Gonzaga e Escola Gilza Léda;
3 – Inauguração da Ponte Hélio Araujo , do Asfalto e Reforma da UBS Dr. Antonio Vieira Dias;
4 – Visita ao Centro de Imagem Antonio Jaqueira Cunha;
5 – Reforma e Ampliação da UBS do Bairro Arara;
6 – Inauguração da Escola Dígna – Povoado Placa Violão;
7 – Inauguração do Asfalto – Povoado Cigana;
8 – Inauguração da Escola Municipal – Povoado Mangaba;
9 – Inauguração da Escola Municipal – Pov. Fazenda Alternativa;
10 – Inauguração do Asfalto – Povoado São Miguel;
11 – Inauguração da Escola municipal – Pov. Pacas;
12 – Reinauguração do Estádio Municipal “TEMÃO”
13 – Inauguração da Escola Municipal Raimundo Ferreira Lima;
14 – Assinatura de Ordem de Serviços para construção do Sistema de Abastecimento de Água nos Povoados Cigana, Sempre Verde e Vila Ludgero;
15 – Jogo da Seleção Local e Sampaio Correia
16 – Show de Victor e Léo.

Novamente, dialogando com você, leitor: a parte mais importante da festa foi o show de Victor e Léo? Nunca. A parte mais importante foi a felicidade e alegria do povo de Tuntum, com a mais exemplar administração municipal do Maranhão.

Finalmente, por uma questão de absoluta justiça, cumpre destacar o papel do Governador Flavio Dino, na festa e no sucesso da administração do prefeito Cleomar Tema. Tuntum e seu povo muito devem ao governo do Maranhão. Observei a satisfação plena do governador. Caso ele tivesse algumas dezenas de “Temas” o seu futuro político teria, seguramente, muito mais flores e cada vez menos espinhos.

Finalmente mesmo. Na saúde municipal, nenhum município avançou tanto quanto Tuntum. São dezenas de especialidades, só encontradas na capital e com acesso mais fácil que na capital. Na otorrinolaringologia fornecemos atendimento clínico e cirúrgico, exceto microcirurgia otológica. Nos exames complementares, só não realizamos os potenciais evocados. A otorrinolaringologia pública, de Tuntum é um exemplo a ser seguido.
O Centro de Imagens de Tuntun é um capítulo à parte e ouso dizer que pode ser modelo para outros municípios. Faz tudo e faz muito bem.

Ah! Ia me esquecendo. Essa ordinália que ficou com essa sacanagem sobre Victor e Léo está convidada a discutir Tuntum comigo, no meu programa, na Rádio Capital AM 1180, domingo das 7:30 às 9:00. Basta me ligar 988191530. Como aquele programa da Jovem Pan, vamos botar os “pingos nos iss”.

NÃO HÁ CORRUPTO SOLITÁRIO

Brasil, com a Lava Jato, tem um dos seus maiores divisores de águas da história e acho que só perde para a declaração da independência, por D. Pedro I. Apesar do ceticismo e descrença de muitos, ao final (nem sabemos se haverá final?) submergiremos como uma nação melhor. Creio.

É lugar-comum a afirmação de que a corrupção nasceu juntamente com o Brasil, nos idos de Cabral e, por muitas e muitas vezes, ouvi que a corrupção era resultado da nossa colonização portuguesa. Uma grande mentira e uma maneira de colocarmos em outros, as nossas culpas. Caso o Brasil quisesse aprender com Portugal, deveria ser um país muito sério, pois na nação portuguesa jamais vicejaria uma quadrilha como essas tantas que estão sendo desmascaradas. De Gaulle não diria, nunca, que Portugal não seria um país sério. Sobre o Brasil, afirmou.

Para aqueles de culpam os irmãos portugueses, quero informar que tivemos dois imperadores e sobre eles nunca houve uma linha sequer que apontasse uma só medida corruptiva. Pedro I viajou, deixou o filho aos cuidados de bons brasileiros e Pedro II foi, de fato, um bom brasileiro, um cientista, um estadista, que foi trocado por um tosco militar, denominado Deodoro da Fonseca.

Não há espaço para uma revisão da história dessa república, mas, se tivéssemos a monarquia, nunca teríamos dirigentes da estirpe de um Lula, uma Dylma ou um Temer, entre tantos com iguais desqualidades.

Voltemos ao foco da discussão. A lei brasileira é muito ciosa, no processo penal, no que diz respeito a individualização da culpa. Não pode haver dúvidas sobre a participação e contribuição do réu, no crime e, para ser explícito muito mais, no penal, a morte do réu, por exemplo, extingue a pena, independente da gravidade do ato criminoso.

Na Lava Jato começam a pipocar aqui e acolá, que o fato criminoso ultrapassou o indivíduo e se tornou de natureza grupal e familiar. Veja-se o caso do ex-presidente Lula. Está claro, em muitas de suas declarações, afirma que a finada dona Marisa foi quem praticou o ilícito, de tal forma que sobra uma grande dúvida: dona Marisa escorregou na jaca da corrupção ou esse Lula, além de ladrão, também é um péssimo marido? Particularmente, entendo que nele convivem essas duas qualidades.

Muito antes da Lava Jato, já dizia que uma das poucas coisas que a solidão permite é a masturbação, mas note-se que essa solidão física não é solidão mental. O pensamento, nesse momento de êxtase individual, transita entre seres e imagens que nunca serão ou poderão ser descritas.

O ladrão solitário termina no furto de roupas nos varais, quando se mete a furtar um eletro- doméstico, um fogão, uma geladeira, com certeza precisa de companhia.

Como imaginar que um Gedel, com aqueles 51 milhões encaixados e enmalados, tenha feito essa operação sozinho? Como imaginar que tenha uma só pessoa arrecadado tanto dinheiro? A quadrilha do PT, do PMDB, do PP, por exemplo, era conhecida por todos os políticos, ainda que tivessem um mínimo de inserção política.

Não há segredo na política e nem na corrupção.

Os acordos políticos, sérios ou escusos , são feitos de maneira verbal, tal como a corrupção, venda de drogas e semelhantes. Repito, são feitas sem documentação, mas nunca em segredo: alguém sempre saberá da falcatrua.

Muitos são capazes de esconder a pobreza, mas ninguém esconderá poder e riqueza. Basta somente um olhar crítico e inteligente sobre a vida de um corrupto e o rei, ou melhor, o corrupto estará à mostra. Nas sociedades sérias, o teu vizinho ou o teu colega de serviço é o teu maior vigia.

No Brasil, aqueles que deviam ter olhos de lince para o crime: polícia, órgãos governamentais e ministério público são, em regra, de uma preguiça exasperante. Um exemplo: pou

cos Tribunais de Contas estão sob investigação. Salvo engano, dois tribunais. A pergunta que não quer calar é: os outros TCEs, Brasil a dentro, são mares de honestidade? Com você, leitor e ouvinte, a resposta.

Outro aspecto tem me deixado com inaudito incômodo é essa afirmação costumeira na boca dos esquerdistas, de que a corrupção tem causa na pobreza e baixa escolaridade. Dou um doce de goiaba para quem provar esse disparate.

Era pobre e não poderia ter nascido rico e o que mais conheci foi pobre honesto. O pobre mais honesto que conheci, inclusive, estava muito próximo: meu pai, José Chaves Ferreira Bentivi.

Açougueiro, em Pedreiras, por mais de 40 anos, a sua balança era o INMETRO do mercado. Qualquer dúvida e a pessoa procurava o seu açougue: seu Bentivi, veja se isso é um quilo mesmo? A palavra de papai era lei.

Em nossa casa, raramente era permitido ir para a casa dos outros, ninguém poderia contar histórias ouvidas nas casas alheias (era assim que mamaãe chamava), achar qualquer coisa na rua nem pensar. Tomava-se benção para todos os mais velhos e o olhar de mamãe era um compêndio severo, que todos líamos com extrema facilidade. Numa casa dessa, não haveria lugar para corrupção.

Olhemos agora para os nossos corruptos mais em evidência e fica difícil nominá-los pela abundância de números. Uma pequena amostra: Lula, Aécio, Temer, Gedel, Dylma, Renan, Cabral, Gleise, Collor, etc.

Algum desses teve problema com a escolaridade? Nenhum. Todos são letrados, com curso superior e até pós-graduações, mas empregaram todo esse conhecimento na senda do crime. Mais ainda, as famílias desses corruptos participavam do botim. Uns de maneira escancarada, como a mulher do Sergio Cabral e outros de maneira sorrateira, como os familiares do Eduardo Cunha.

Imagine você, meu ouvinte, ganhando o famoso e suado salário mínimo, chegasse em sua casa com 20 mil reais. Haveria uma explicação alvez. Mas na terceira vez que você chegasse com novos dinheiros, se sua família ficasse calada e passasse a usufruir da bufunfa, sua família seria tão corrupta como você. Em uma família honesta, não sobrevive a desonestidade.

E ninguém chega a desonestidade de maneira casual. Não. É uma determinação interior. Um amigo me afirma que era tão fácil se corromper, que a maioria se corrompeu. Em parte é verdade. E tem até outra verdade, mais cruel, alguns não se corromperam por falta de oportunidade ou convite. É aquele sujeito doidão para trair a esposa, mas a lisura o faz ser fiel. É a fidelidade sem méritos. Existem os corruptos sem méritos: não tiveram chance de se afundar, mas desejavam.

Mas existem os honestos, sim. Não seria falacioso para apontar percentuais, mas quero ser contundente com você eleitor. Nenhum corrupto chegou ao poder por determinação divina, mas pelo teu, pelo meu e pelo nosso voto.

Deixar na mão da justiça o saneamento da corrupção e uma grande irresponsabilidade da sociedade. A sociedade devia se respeitar e escolher melhor.

É difícil, mas não é impossível. Basta querer.

SEXUALIDADE, SIM

CRIANÇA NÃO NAMORA. Esse é o título de uma dessas milhares de mensagens que inundam os zaps, incluso o meu zap e ainda completa que “é preciso dar um basta na sexualização infantil”.

Essa mensagem parece tão simples, tão pura e protetora, mas não é. Constitui-se como uma armadilha, conforme veremos.

Está inserida nesse ideário maluco, dentro do qual está essa diabólica cultura de gênero, dessa esquerda imbecil, seguindo os ditames de um sujeito chamado satanás.

O sexo não é a vida, mas a ciência o coloca como uma das funções da vida vegetativa. Deixem-me explicar. Durante os muitos anos de professor de biologia, eu ensinava que nós tínhamos dois tipos de funções em nosso organismo: as de vida vegetativa e as de vida de relação. As primeiras seriam aquelas que você não pode viver sem as mesmas, como, por exemplo, a circulação e a respiração. As segundas são as que, mesmo importantes, sem elas poderíamos viver, como, por exemplo, visão e audição. Naqueles tempos, não sei agora, os filósofos da biologia entendiam que a função sexual era de vida vegetativa, por defender a preservação da espécie, sem a qual não haveria vida de nenhum modo.

Esse discurso, de que criança não namora, é correto, criança não tem idade para namorar, mas as condições neuropsíquicas do namoro nascem na infância e, em regra, devem se apresentar na adolescência. O aprendizado ou vivência com a sexualidade e igual a todos os outros aprendizados que a vida nos impõe.

A criança precisa de alguém para ensiná-la a se alimentar, a andar, a falar, a se comportar. Alguém a leva para escola, para a praça, para o play ground, para a igreja. Aprende os conceitos fundamentais da vida: bem e mal, bom e mau, grande e pequeno, maior e menor, saboroso ou não, doce e amargo, etc. etc.

Aí, por uma inteligência maligna, não pode saber, entender, determinar-se sobre o sexo? Explicando melhor, aprendemos o que é ser masculino e feminino, na primeira infância e essa lição é a mais fundamental de todas, no quesito sexualidade. A cartilha demoníaca do PT, que era para ser difundida em todas as escolas brasileiras, pregava que até aos 12 anos, meninos e meninas não poderiam afirmar serem meninos ou meninas e, somente ao completarem os 12 anos, deveriam comunicar: eu sou menino ou em sou menina!

O tradicional Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, implantou essa loucura e se escrevia, salvo engano no “o” de menino e no ”a” das meninas, um “x”.

Durma-se com um barulho desse e me digam se não tenho o direito de ter nojo desse PT e companhia. Antes que eu nascesse, a biologia eterna e divina bradou dos altos céus: esse Bentivizinho é menino, é homem, é macho.

Disse outras coisas: vai ser muito bonito, vai nascer pobre e terminará rico, vai ser estudioso, vai ter muitos filhos, vai estudar mais que a maioria do planeta e também vai trabalhar muito mais que seus contemporâneos, vai ser um bom filho e tentará, à exaustão, ser bom pai, bom esposo, bom genro, bom sogro e bom cunhado, vai ser um servo de Deus, vai sofrer na política e gostará, sempre, de algo denominado com o nome de mulher. Sim, de mulher.

Não sei determinar a primeira vez, na minha primeira infância, o momento em que meus olhos se abriram para o sexo oposto (oposto no melhor dos sentidos: na diferença), mas posso dizer, com certeza e minha irmã Zefinha Bentivi é prova viva de que, em todas as brincadeiras de criança, (naquele tempo criança brincava) e, nas brincadeiras, imitava o mundo visível de então, e era comum demais as brincadeiras de marido e mulher. A Zefinha nunca deixei que fosse mulher de ninguém, era sempre a minha filha, portanto eu era sempre o pai e alguém era a minha esposa, na brincadeira.

Estava namorando naquele momento? Nunca, mas estavam criados em mim os conceitos básicos de uma sociedade sadia: pai, mãe, filhos, irmãos, vovô, vovó, tia e tio e etc.

Não conheci ninguém complexado, traumatizado com isso. Até hoje tenho amigos de infância e todos de bem com a vida e com suas opções sexuais, Para algum beócio que queira deturpar o meu pensamento, informo que entre os mais de 7 bilhões de pessoas do mundo, um não pode ser alcunhado de homofóbico: EU. Tenho centenas de amigos gays e alguns considero-os e consideram-me com irmão. Para mim, a opção sexual é uma opção como qualquer outra e como opção você colhe ônus e bônus. Ser médico, ser professor, ser atleta, ser qualquer coisa, viver de algum modo, tudo isso nos proporciona ônus e bônus.

Agora, proibir que um garoto de 10 anos se engrace ou deseje dar um beijo em uma colega, ou em outro do mesmo sexo, é o mesmo que querer proibir a raposa de desejar lamprar uma linda galinácea. Esses desejos se baseiam na biologia eterna. Atrás deles existem um sistema endócrino e um sistema nervoso atuante. As leis, os códigos e as convenções necessárias imporão os limites para facilitar a convivência em sociedade.

O nosso entendimento e racionalidade dirão a todos nós, independente do sexo e opção sexual, o que é lícito ou ilícito, o que ético e não ético, o que é moral, imoral ou amoral. A decisão é de cada um de nós e a sociedade vai aplaudir, coibir ou punir. Nada mais.

A criança come e bebe, o adolescente come e bebe, o adulto come e bebe e o vovô come e bebe. A diferença, por exemplo, é que o bebê gosta de mamadeira, o adulto, churrasco e o vovô, por carência de dentes, pode se tornar fã do gomoso. O alvo e a intensi

dade do desejo se modificam com a idade, porém permanece o desejo. Com o sexo se dá a mesma evolução, nada muda e, como a infância se parece muito com a velhice, informo aos meus correligionários da terceira idade, que a mesma postulação de que criança não namora, às vezes é adaptada aos velhinhos.

Tirando os descaminhos da esquerda, concordo plenamente do dano às nossas crianças do fenômeno da sexualização precoce: é danosa. As causas são múltiplas, mas uma é preponderante e se chama destruição da célula familiar. Os meios de comunicação, Rede Globo à frente, trabalham, de maneira afiada, par destruir a família. A tal “Lei da Palmada” já deixa seu rastro de destruição familiar, as cartilhas e posicionamento ideológico dos profissionais do ensino completam o desastre

Há uma só maneira de combater a sexualização precoce: ensinar para as nossas crianças a sexualidade santa. A sexualidade santa não tem mistérios, está na Bíblia e começa com um simples preceito: Assim Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. (Gn 1:27). Caso alguém queira me contradizer, informo que mude o alvo e invista contra o Comitê Olímpico, pois esse comitê aprendeu com a Bíblia e a segue de maneira literal. Nas olimpíadas as provas são masculinas e femininas. Simples assim.

Por que isso? As olimpíadas e a ciência sabem que tudo depende de um tal cromossomo Y. Quem tem Y é macho e quem não o tem, é fêmea. Opção sexual nada a tem a ver nem com X e nem com Y. Tenho dito.

DUAS VERDADES: UMA GLORIOSA E OUTRA DEMONÍACA

A GLORIOSA:

Sim, são duas verdades absolutamente opostas. A primeira foi parte do noticiário da Rede Globo que, em uma série de reportagens, mostrou a parte meritória de alguns médicos. Parabéns para a Rede Globo e parabéns para os colegas citados.

Preste a completar quarenta anos, no exercício da medicina, ouso dizer para a Rede Globo e para o mundo, que essa reportagem é um minúsculo grão de areia na história da atividade médica, mundo afora, especialmente nesse Brasil continental. Excetuando os centros de excelência científica, a maior parte dos médicos brasileiros são sacerdotes, mesmo, e exercem a sua profissão nos limites impossíveis, até inimagináveis.

Tenho uma atividade médica ampla e tenho uma das maiores clientelas na otorrinolaringologia, além de vários locais em que exerço o meu mister, mas todos que me conhecem sabem que o local em que sou mais feliz, como médico, é, exatamente, o SOCORRÃO I. Hoje coordeno uma equipe de jovens otorrinolaringologistas, entretanto, em alguns momentos, no passado, fiquei sozinho no velho hospital. Nunca houve uma reclamação, nem dos pacientes, nem desse médico.

O que infelicita os médicos nunca foi trabalho. Há pouco, esse tal Ministro da Saúde chamou-nos de “vagabundos”, entre outras afirmações do mesmo quilate. Mereceu a repulsa de todos nós, médicos, e até das entidades que representam a categoria. Essa reação das entidades, achei-as tímidas, mas não objetivo criticá-las.

O que critico com aspereza é a falta de condições dignas de trabalho, a falta de uma carreira para médicos e a falta de um programa efetivo e eficiente de atualização dos médicos. Dadas essas três condições, teríamos a melhor medicina do planeta e a maior satisfação dos nossos irmãos pacientes.

Faço parte da penúltima geração de médicos do Ministério da Saúde, porém o meu cargo, nesse ministério, está com um título horrível: cargo extinto a vagar. Ou seja, na hora em me aposentar ou morrer, esse cargo se acaba e não terá substituição por outro profissional. Os jovens médicos, como a minha filha Janaina Bentivi, ou farão uma previdência privada, ou estarão em péssimos lençóis na terceira idade.

As EBSERGS e todas as outras SERGS, que se multiplicam Brasil afora, possuem a mesma ideologia quanto aos profissionais, principalmente médicos: são boias-frias com prazo estipulado. Passado o tempo contratual disposto, em regra cinco anos, voltarão ao ponto zero e farão novo concurso, que a esse tempo, será mais concorrido e mais difícil. Essa geração e outras à frente, podem até conhecer, mas nunca sentirão o sabor da palavra estabilidade.

As condições de trabalho dignas não sofrem nenhuma contestação, no lado mais deplorável: todos sabem que é exceção. Condições indignas são a regra. Nesse mar de indignidades, são parceiros governo, legislativo, judiciário, Ministério Público e entidades médicas. Os primeiros por não darem bola e o último por reivindicações pífias Quantos hospitais e clínicas, no Brasil, receberiam o selo da dignidade? E no Maranhão? E em São Luís? Salvo uma surpresa cavalar, nenhuma.

O terceiro fator, por mim elencado, recebe nota zero, caso não fosse o esforço individual de cada médico. Agora mesmo, ouvindo as notícias, descubro que os nossos ministros do STF, por exemplo, com um salário que é o ápice do funcionalismo, passam temporadas em cursos de reciclagem. Tudo bem? Não sei, mas esses cursos são sempre nos grandes centros turísticos, em hotéis 7 estrelas, com esticadas em outros paraísos e com diárias gordas e opulentas, sem limites.

Por que ninguém quer fazer um curso de extensão no Iraque, na Síria ou na Coreia do Norte?

A reciclagem do médico é, sempre, extremo sacrifício. Tudo na ponta do lápis, ou melhor, na ponta do cartão. Os cursos são caros, deslocamentos também, despesas robustas e, enquanto estiverem na reciclagem, deixarão de ganhar pelo fruto do seu trabalho. Como disse, médico é boia-fria da saúde, caso não trabalhe, não ganha, caso adoeça, do mesmo modo, caso fique inválido, dependerá da clemência doutrens.

Espero alguém que possa apontar, nos últimos 40 anos, o nome de um médico que fez uma reciclagem, estágio ou coisa similar, dentro de um programa de medicina estadual, municipal ou federal. Claro que não estou falando das titulações ou aprimoramentos dentro das universidades e, nesse caso, o foco é o ensino, pesquisa ou extensão.

Finalizo, alegre com a Rede Globo (em mim isso é exceção) e feliz por saber que caso fossem contadas as histórias do trabalho médico, em um só dia sequer, não haveria papel disponível para o relato de tantas ações meritórias.

A DEMONÍACA:

Tenho tratado, com muita raiva, a desimportância das organizações, dos governos, da sociedade civil, como um todo, com a morte costumeira e anônima dos nossos irmãos, policiais militares, do Rio de Janeiro. Com as tais comissões de direitos humanos, qualquer que seja a sua origem, a minha raiva entremeia-se com nojo. Predomina o nojo.

Até esse momento, foram 100, nesse momento, o 100 pode ser passado, infelizmente. Cada policial abatido tem algumas características insofismáveis: cidadão brasileiro, pagador de impostos, com família, com direitos e com deveres de acordo com a lei. Entretanto, por não causar nenhum impacto, tenho a impressão que ser policial militar determina no cidadão uma outra classe de cidadania: não cidadania ou uma cidadania de segunda classe.

Vamos imaginar que esses 100 mortos fossem do time GLBT e etc; fossem mulheres negras; fossem funcionários do MST; fossem ativistas florestais da Amazônia; fossem vagabundos bolivarianos do Forum de São Paulo…

O mundo teria caído, todas as entidades do Brasil e mundo afora, incluindo a ONU, já teriam sido notificadas, o governo Temer esculhambado até a última gota, a imprensa de esquerda e as redes sociais falando, opinando, reclamando à exaustão, as tais comissões de direitos humanos em protestos e vigílias…

Não houve nada disso, a não ser o choro silencioso e solitário das famílias das vítimas. Ficará nisso, só nisso. Para os vagabundos citados, no parágrafo anterior, o policial é alguma coisa, mas não é humano. Não cabe dentro dos tais direitos humanos. Vergonha!

Uma notícia, contudo, é esclarecedora e doída para qualquer cidadão de bem. Vou transcrevê-la:

‘Comerciante de Caldas Novas terá que pagar indenização para família dos assaltantes mortos. Assim afirma a diretora da Secretaria de Direitos Humanos de Goiás, Carmén Santucci. De acordo com ela, mesmo agindo em legítima defesa, o comerciante tirou a vida de dois jovens que davam sustento às suas famílias”.

Precisa dizer mais alguma coisa? Nesse critério de comissão de direitos humanos, é preferível ser marginal e, ao contrário do direto pátrio (essas comissões são especializadas em ferir o direito), o crime além de compensar gera recompensa do próprio estado.

É ou não é coisa do demônio?