O CAMINHO DO PSDB

O PSDB já tem serviços prestados ao povo do Maranhão. Foram muitos. Alguns estão no partido desde os primórdios, sem arredar o pé, como Jaime Santana, Afonso Salgado, Sebastião Madeira  e Júlio Simões. Outros, como eu e o senador Roberto Rocha, pelas contingências naturais da política, andamos noutros ares e voltamos ao lar, para contribuir, somar e construir. Muitos outros se achegaram a nós, como os nossos deputados Waldyr Maranhão, José Reinaldo e Alexandre Almeida.

A ideia central é simples: um forte PSDB para o bem do Maranhão. E não estava fora de tempo. Basta verificar a desmoralização desse partido em tempo recente, quando, para saborear uma farofa chamada vice-governadoria, deixou de ser um partido e transformou-se em um almoxarifado fedorento do Palácio dos Leões.

Porém mudou. Sebastião Madeira e Roberto Rocha, com dificuldades enormes, quase intransponíveis, conseguiram trazer o PSDB à tona e ao respeito perdido.  Hoje constitui-se um ator relevante e respeitável no pleito que se aproxima.

A reação contra foi previsível e, acima de tudo, até criminosa. As notícias falsas tentaram torpedear o nosso pré-candidato. De onde vieram? Foram espontâneas? Será que se originaram na Casa Branca, no Vaticano ou nos Leões. Com dois neurônios funcionando, se chega a  essa resposta. Todos nós temos acima de dois neurônios.

Foi-se mais além. O PSDB, em nome de um projeto maior para o Maranhão, transformou-se no abrigo dos magoados e traídos. São muitos, mas me refiro, especialmente, aos deputados Waldyr Maranhão e José Reinaldo. Não me cumpre, porém, nominar o/os seu(s) traidor(es), mas que foram escorchados, maltratados e traídos, isso o foram.

O que foi pedido para eles e para cada um de nós que entramos ou voltamos para o PSDB? Praticamente nada, pois o ideário do partido, para o Maranhão, está muito além de ideologismos e questiúnculas pessoais. Todo bom maranhense deveria pensar com e como pensa o PSDB.

Uma premissa, porém, é a chave do sucesso e ninguém pode desconhecê-la ou descurá-la: TEMOS CANDIDATO A GOVERNADOR.

Nenhum de nós tem dúvida de que as lideranças maiores desse partido são Roberto Rocha e Sebastião Madeira e, muito mais ainda, que o senador Roberto Rocha é o nosso pré-candidato a governador. Caso existam dúvidas, se resumem a dupla postulante ao senado, com três postulações e somente duas vagas. Essa disputa senatorial demonstra a vitalidade do PSDB. E aquele não escolhido sem dúvida compreenderá essa decisão.

Assim, não resta dúvida da nossa possibilidade de êxito. Os nossos adversários sabem disso e os nossos correligionários possuem o dever e a obrigação de saber. O verbo saber, nesse particular, rima com obediência, bom senso, inteligência, nativismo e gratidão. Não sei dizer qual o substantivo mais importante, mas acho bem bonita e agradável a palavra gratidão.

O REI ESTÁ NU

A greve dos caminhoneiros foi interessante para se entender o momento brasileiro e algumas características de nossa sociedade. O grande ator, ou que deveria ser o grande ator, o governo, debaixo de uma fragilidade política e destruição moral, demorou a reagir e negociou como amador: cedeu tudo e não barganhou nada.

Os donos de postos, com exceções necessárias, representantes da falta de caráter nacional, demonstraram que são semelhantes ao tráfico. Esses vendem drogas e aqueles mexem criminosamente no registro de preço de suas bombas. Iguais.

E os caminhoneiros? Devagar, essa palavra designa uma massa amorfa, onde se misturam elementos diferentes: caminhoneiros autônomos e grandes empresários das transportadoras. A única coisa comum é o caminhão.

Exatamente por isso que o “rei está nu”. A farsa de que a greve foi um movimento democrático, uma reação espontânea pelo custo do combustível, morreu cedo. A greve foi um movimente absolutamente profissional e programado, no qual a sociedade foi a grande perdedora. A malandragem empresarial apresentou-se no seu melhor papel: malandro.

Tenho esperança que a Polícia Federal clareará tudo e eles pagarão por seus crimes. Infelizmente esses inquéritos não chegarão ao juiz Sérgio Moro, a imagem mais definida da segurança na aplicação das leis. Uma pena.

E o apoio popular? Inicialmente, todos os gestados nas esquerdas, como eu, temos o princípio de apoiar greves. Contudo quando a consciência crítica sobrepuja a imbecilidade, entendemos que há greves e greves, ou seja, devem ser analisadas cada uma de per si.

A pauta das reivindicações é muito mais favorável aos patrões, que aos autônomos e o maior de todos os perigos será que nós, contribuintes paguemos a conta. A PETROBRÁS, quase liquidada pela sanha criminosa petista, não pode assumir esse magistral prejuízo. É bom ninguém esquecer que essa empresa tem acionistas, que empregaram seus recursos em ações e que não possuem o menor dever de contribuir com a política econômica do Brasil.

Sim, repergunto, e o apoio popular, não foi relevante? Foi, sim, mas merece uma análise. Uma parte desse apoio decorre da existência desse execrável Temer. Tudo que cheira a Temer o povo não gosta. O segundo grupo do apoio popular passa pela simples concepção de que qualquer redução de preço é coisa boa. Entende-se.

O terceiro grupo de apoio são as viúvas derrotadas da esquerda ignara e nociva. Essa turma que adora o Lula, que fala em golpe, que ama os execráveis Castros e o diabólico Maduro, entre tantas outras traquinagens, completam a multidão do apoio popular dessa greve.

E o senhor, seu João Bentivi, de que lado está? Seguramente ao lado do Brasil e nunca ao lado desse esquerda nociva, que tentou destruir a nação

DINO E O MITO DA FÊNIX

É evidente que pesquisas não representam a realidade das eleições. Pesquisas e eleições são fotos de determinado momento e, como se dão em momentos distintos, as fotos podem não ser as mesmas. As eleições maranhenses merecerão a minha análise.

Há três anos, o governador Dino era tão marcante que nem adversários tinha, até porque uma grande parte dos adversários sucumbiram na subserviência, apavorados com o tacão comunista. E que tacão!

O que deveria ser o maior partido de oposição, o MDB, se desmilinguiu e vários sarneisistas que receberam o de bom e o de melhor do sarneisismo, converteram-se à foice e martelo, em uma avassaladora cretinice. Um bom exemplo chama-se Gastão.

O PSDB, ganhando a vice, foi pior ainda: tornou-se um satélite, sem luz e sem rumo, do comunismo. O vice, que geralmente tem pouca importância, nesse caso foi sem importância ou importância de nada. É a mesma coisa.

A oposição ficou restrita ao Ricardo Murad, por sua deputada Andrea Murad e mais uns três deputados. Pequena e aguerrida. O governador Dino era o senhor absoluto, ademais, reelegeu o prefeito (um dia posso fazer essa análise).

Três anos se passaram e o governo do Maranhão conseguiu algumas proezas que merecem ser enumeradas.

Construiu a mais notória insatisfação entre aliados. Sim, entre aliados. Tenho conversado com centenas de políticos, com e sem mandato, e as reclamações sobrepujam o Muro das Lamentações, em Jerusalém.

Transformou aliados em adversários, por motivos reles ou inaceitáveis, e cada um desses casos pode merecer uma abordagem: Roberto Rocha, Zé Reinaldo e Waldir Maranhão.

Transformou um jovem deputado, Eduardo Braide, em uma liderança estadual, o que tira o sono de muita gente e, especificamente, do governador Dino.

Mas o maior feito político do governador Dino, fator de insônia e pesadelos, tem nome e sobrenome: Roseana Sarney.

Essa senhora, ao terminar o mandato, auto exilou-se na Flórida, por não ter como passear em São Luís. Nesses três anos, desafio a qualquer pessoa a mostrar uma ação política relevante e importante da ex-governadora. Aparece de vez em quando, uma viagem aqui ou acolá.

Muito pouco? Não sei, mas está bem colocada em qualquer pesquisa. É mérito dela? Pode ser, mas entendo que o maior responsável pela ascensão da senhora Roseana Sarney é o próprio governado Dino e isso o deixa inigualável na história política do Maranhão.

É o “FÊNIX REVERSO”. Ressurge o adversário das cinzas. A mitologia egípcia não conta essa história, mas a realidade maranhense contará.

Esperemos e um lembrete: como falei em pesquisas na introdução dessa matéria, nas próximas postagens tratarei delas.

HABEMUS GOVERNADOR

Nunca houve dúvidas sobre a candidatura do senador Roberto Rocha, ao governo do Maranhão, mas faltava algo: a largada. Houve e foi espetacular.

O presidenciável Geraldo Alckmin passou dois dias memoráveis em nossas plagas. Falou com alunos e professores na Universidade CEUMA, com empresários na FIEMA e com o povo, no Multicenter SEBRAE. Caso houvesse alguma dúvida, não mais há.

A biografia do doutor Alckmin fala por si e vale por muitos discursos. Caso houvesse sobra de  neurônios e bom senso, nessas plagas brasileiras, nem haveria segundo turno. Creio que haverá segundo turno.

O doutor Geraldo Alckmin mostrou um discurso, sério, entendível e propositivo. Não há dúvida que será ouvido e será o protagonista do segundo turno. A dúvida é sobre qual extrema será adversária. Esquerda ou direita? Tanto faz, pois se equivalem.

O senador Roberto Rocha merece uma análise maior. Teve dificuldades na consolidação do partido, pois o governo do Maranhão estava satisfeito com um PSDB satélite, dirigido por bedéis insignificantes. A posição decidida de Sebastião Madeira, Roberto Rocha, auxiliados com a experiência de Clodomir Paz foram definidoras e consolidaram-se com Zé Reinaldo, Alexandre Almeida e Waldir Maranhão. Adversários não mais dormem tranquilos.

O doutor Geraldo Alckmin voltou satisfeito com o que viu, ouviu e sentiu no Maranhão. Roberto Rocha consolida-se e é um nome decididamente viável para o segundo turno. Outras candidaturas estão em gestação e, decerto, virão. O governo, que há dois anos  não vislumbrava nem sinal de adversários, convive, agora, com a incerteza da vitória.

A disputa será acirrada e, em um lugar, será violenta: nas tais redes sociais. Todo cuidado é pouco. Essa esquerda que administrativamente nunca deixa saudades, na mentira e destruição de reputações é inigualável. Tem uma blogosfera, por alguns denominada de esgotosfera, afiada e incansável. Isso é o chamado “milagre das migalhas do governo”.

Do nosso lado, nenhuma inocência. Sabemos o tamanho da caminhada, o grau das dificuldades e a possibilidade da vitória.

Tudo resolvido? Não. Falta uma pequenito detalhe: quem será o nosso vice-governador? Sem pressa. Está a caminho e vai melhorar o nosso plantel.

MOISÉS ABÍLIO

 

No dia 28.04, no espaço AMEI, Livraria do Escritor Maranhense, tivemos o 26° SARAU DE ATHENAS, evento costumeiro da ACADEMIA ATHENIENSE DE LETRAS E ARTES (academia primeira de São Luís).

Mas não foi costumeiro, por um motivo especial: homenageamos a memória do poeta Moisés Abílio, que naquele dia nos deixou de maneira definitiva. Foram momentos de rara grandeza.

Moisés Abílio, menino pobre de São Luís, negro, estudante de escola pública, tinha grandes oportunidades de não dar certo. Deu certo.

Na sua primeira investida poética, o diretor da Escola Modelo o aconselhou a deixar “essa história de poesia” e ser guardador de carros. Desobedeceu e transformou-se em um dos mais laureados poetas maranhenses. Além do mais, coroou-se de milhares de amigos e construiu uma bela família.

Radicou-se em Pedreiras, minha terra natal, e Pedreiras o recebeu como um dos seus filhos, ao ponto de ser um dos fundadores da Academia Pedreirense de Letras e eu, com muito orgulho, também sou dessa academia, pelo convite que me fez o Moisés Abílio.

Na sua poesia, Moisés Abílio cantou os amores, as desilusões, a luta contra a discriminação, a fé, a defesa intransigente do meio ambiente, sua São Luís e sua Pedreiras, transitou por João do Vale e outros vates pedreirenses e pensou no mundo. Foi um poeta universal.

No sarau em sua homenagem, cantamos a alegria, seguindo o conselho dos velhos amigos Nelson Cavaquinho/Cartola, quando falavam de sua Mangueira. A Mangueira de Moisés Abílio é aqui no Maranhão. É o Maranhão:

“Em Mangueira, quando morre um poeta todos choram

Vivo tranquilo em mangueira porque

Sei que alguém há de chorar quando eu morrer

Mas o pranto em Mangueira

É tão diferente

É um pranto sem lenço

Que alegra a gente

Hei de ter um alguém a chorar por mim

Através de um pandeiro ou de um tamborim.”

Na homenagem prestada ao nosso Moisés Abílio só não teve tamborim, mas sobrou poesia.

Receba, poeta Moisés Abílio, as homenagens eternas da ACADEMIA ATHENIENSE DE LETRAS E ARTES (Academia primeira de São Luís)

FOTOS E VÍDEOS DO SARAU DE ATHENAS, EM HOMENAGEM AO POETA MOISÉS ABÍLIO