MILITARIZAÇÃO E REGIME MILITAR

MILITARIZAÇÃO E REGIME MILITAR

João Melo e Sousa Bentivi

Tenho que me estender nessa matéria e peço paciência aos leitores, mas tudo decorre do fato de que a esquerdopatia comunopetista é capaz de emburrecer até aos inteligentes.

Tenho duas pessoas da minha mais profunda amizade, ambas com mestrado e doutorado, que foram capazes de afirmar algumas preciosidades, tais como: “o senhor que brigou contra a ditadura, está a favor da volta do regime militar”? “Com a nomeação de tantos ministros militares teremos a militarização do governo”. Existiram outras afirmações que guardavam o mesmo grau de desinformação, por isso bastam essas.

Como os militares avançam na esplanada, diga-se de passagem, para o bem do Brasil, resolvi escrever sobre o fato.

Vivi o Regime Militar e fui ativista, desde a minha adolescência, na luta, primordialmente, por minha liberdade de expressão. Não me arrependi e faria tudo de novo.

Porém a minha seriedade não impede de reconhecer que em 1964 o Brasil tinha dois caminhos, somente: um golpe militar ou uma ditadura de esquerda, nos moldes cubanos. Coube a Deus nos livrar do modelo cubano, bem visível na catástrofe venezuelana. Não haveria similaridade entre o Mal. Castelo Branco, com qualquer seguidor de Che Guevara.

É necessário reconhecer que o Regime Militar, pecador contumaz na liberdade de expressão, foi um dos momentos marcantes de inclusão social e, quando a esquerda bandida diz que só com o PT os pobres tiveram oportunidade, digo e repito, são patológicos mentirosos.

Na minha Turma de Medicina, quase a metade provinha de famílias pobres. Fui um perfeito exemplo do “milagre brasileiro” do Regime Militar: em janeiro de 1972 saía da Feira do João Paulo, para a Faculdade de Medicina e em abril de 1973 era proprietário de um fusca novo, fruto do meu trabalho. Isso era e foi o “milagre brasileiro”.

A infraestrutura brasileira em sua maior proporção foi criada no Regime Militar e os militares, ao contrário do PT bandido, nunca desejaram se perpetuar no poder, tanto que houve um planejamento de saída, chamado de abertura, capitaneado por um gênio, chamado Golbery do Couto e Silva.

Deu certo. Exilados voltaram, estabeleceu-se a anistia, as eleições foram livres e surgiu a Constituição Cidadã, sustentáculo e fiadora da nossa democracia.

Os governos petistas trouxeram ao poder a mesma ideologia golpista de antes de 1964 e agora com sofisticação: queriam se perpetuar no poder. Só que as armas não seriam fuzis e baionetas, mas a simples e deslavada corrupção.

Um plano foi traçado tendo por base a experiência corruptiva em muitas prefeituras. O resultado demonstra a diferença entre o Regime Militar e os esquerdopatas que assumiram o poder. Os cinco generais que presidiram o Brasil se foram e sobre eles não paira uma acusação qualquer de corrupção, inclusive todos, excetuando Castelo Branco, que morreu cedo e de maneira trágica, tiveram dificuldades financeiras no final da vida.

Em contrário, o PT, em menos de 16 anos de poder, teve todos os seus líderes ou presos, ou processados. Ladrões.

E o risco da volta do Regime Militar, como pregam os esquerdopatas? Caso seja somente ignorância, perdôo, mas em regra, se trata de malandragem ideológica destrutiva.

Em verdade, cada militar que assume um posto no governo dificulta a vida dos profissionais da corrupção e esses são muitos, em todas as tribos, mas a esquerda é um exuberante viveiro de corruptos.

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *