TOFFOLI É MUITO CORAJOSO

TOFFOLI É MUITO CORAJOSO

João Melo e Sousa Bentivi

Duas frases iniciais:

“ Um bom motor da coragem é a ignorância” e “ Se queres demitir, promova”.

Acho o ministro Toffoli um homem corajoso demais. A história é singular e conhecida nacionalmente. Um homem que tentou ser um simples juiz de primeiro grau, com absoluto sucesso: foi reprovado.  Teve uma militância advocatícia, creio, comum e se notabilizou profissionalmente em locais não tão bem recomendáveis: advogado do PT e assessor do  conhecidíssimo José Dirceu.

De repente, sim, de repente, foi guindado a ministro da mais alta corte, o STF e, mesmo sendo “esse” STF, de não boa imagem, imagino a aflição interior do senhor Toffoli, quando foi escolhido. Ainda que existam dezenas de assessores para preparar peças jurídicas, mesmo assim, não seria fácil desempenhar as funções a contento.

A Bíblia diz que assim como uma noite chama outra noite, um abismo chama outro abismo. Toffoli cai exatamente na tal Segunda Turma e, entre as suas companhia orientadoras, estavam, nada mais e nada menos, Lewandowski e o insuperável Gilmar. Ninguém tem dúvida do quilate dessas influências e as suas relevantes consequências.

Eis que algo faltava para acontecer e aconteceu. O rodizio natural tomou Toffoli e o guindou a presidência do STF. Agora, o ex-reprovado para a magistratura era o maior de todos os magistrados. Pronto.

Volto para a segunda frase. O sujeito é um bom porteiro da loja, é o melhor de todos os porteiros, de repente e promovido a vendedor. Sai-se um bom vendedor, mais não o melhor.

Quando chega coordenador de turno, as cagadas começam a aparecer, até que, ao ser promovido a gerente, faz tanta besteira que a demissão se torna natural. Não há demissão de ministro de tribunais.

A qualidade do ministro Toffoli se mostrou exacerbada nesses últimos episódios de censura a liberdade de expressão e o consequente  estupro a ordem jurídica e constitucional da pátria, com o tal inquérito cala boca.

É evidente que não irá prosperar e irão dar uma decisão apaziguadora e hipócrita para resolver a cagada, entretanto limpar simplesmente a merda, não tira o fedor. Continuará fedendo.

Muito há por vir, a dúvida é a qualidade do que virá, mas fica, aqui, a minha admiração com a coragem do ministro Toffoli.

É, deveras, um homem muito corajoso.

CEM DIAS

CEM DIAS (João Melo e Sousa Bentivi)

Causou uma grande celeuma a tal prestação de contas, do início governo Bolsonaro. Os adversários, como não poderiam deixar de ser, espinafraram e não viram nenhuma realização. Deram nota zero, com restrições.

Os bolsonaristas e o governo, por definição, cantaram loas e boas: os cem dias foram de absoluto sucesso, ainda que determinadas propostas tivessem que ser desfiadas, para parirem mais propostas, até chegar a um número cabalístico, salvo engano, trinta.

Uma discussão pouco inteligente, passional, burra. O governo decerto perdeu tempo com coisas adjetivas, inexperiência nas interlocuções internas e externas, incluindo algumas colocações do próprio Bolsonaro, mas somente com as propostas do Guedes e do Moro, já pode se considerar acima de qualquer administração petista. Bastaria que o tal Congresso não mutilasse esses dois projetos e o Brasil estará com um pé bem fincado, em um glorioso futuro.

Entretanto, muito mais que projetos, medidas e políticas que deveriam ou foram implantadas, o que mais diferencia, para o bem do Brasil, para o bem de todos nós, é que ninguém viu nenhum ladrão no governo Bolsonaro.

Ao contrário das administrações esquerdo-petralhas, onde os larápios se amontoavam, a cântaros, na atual esplanada, parece não haver lugar para gatunos.

Simplesmente por isso, esquecendo quaisquer outros argumentos, posso dizer que foi um sucesso os cem primeiros dias do governo Bolsonaro.

Que continue assim, bem diferente do passado, um governo sem ladrões!

Tenho dito.

ELOGIE A QUEM VOCÊ NÃO AMA

ELOGIE A QUEM VOCÊ NÃO AMA

João Melo e Sousa Bentivi

A vida em sociedade se torna cada vez mais difícil e, no circuito familiar, não é diferente. A noção mais comum é que os problemas de relacionamento se devem ao cometimento de erros. Isso é verdade, porém não é a explicação única.

Há inúmeras desavenças e crises que não se estribaram em falhas, mas, muito mais, no desconhecimento ou, pior, no não reconhecimento dos acertos.

Basta focar no micromundo dos casais e perguntar: há quanto tempo, o seu esposos ou esposa, companheiro, ou qualquer denominação que o valha, não ouviu um elogio de sua parte? Em regra, faz tanto tempo, que esse tempo está no mais profundo esquecimento, ou nunca existiu esse fato.

Sim, há casais que convivem dezenas de anos e chegam a morte, sem que em uma única oportunidade alguém ouvisse um “muito obrigado”, “você é espetacular”, “você é importante no meu viver”, etc. etc.

Por outro lado, se perguntasse para qualquer casal, qual foi a última reclamação, por serem tantas, a dificuldade seria determinar a última. O pior é que, na maioria das vezes, a reclamação é atávica, repetida, e cujo efeito nunca será a correção, mas a simples e danosa aporrinhação no relacionamento.

As reclamações repetidas são fontes de imutáveis contendas, conflitos e desenlaces e nunca se viu nenhuma felicidade baseada em reclamações.

O mesmo se dá com os filhos. Pais há que só se manifestam se os filhos tiverem boas notas escolares, em contrário, reclamações e corte de privilégios. Será que o único fator importante, em um filho, é o rendimento escolar? Nada mais vale?

Do outro lado, há pais que sonharam a vida inteira com um abraço ou um beijo dos filhos, eivados de espontaneidade. Morreram sem tê-los. Agradecimentos só aparecem se vierem na cauda de presentes materiais, como celulares, computadores, automóveis e similares.

Conheço um pai, pra lá de empolgado, com uma grande inserção científica e cultural, que o maior desejo e felicidade do seu coração seria receber elogios e afagos dos seus filhos, já que sua esposa não é dada a elogios. Não obteve até agora. Essas práticas não ocorrem se não forem costumeiras. Não foram.

Outro aspecto diz respeito a vaidade.  Muito comum dizer-se que quem gosta de elogios é um vaidoso e alguns colocam a vaidade como sinônimo de pecado (não está no decálogo). Há múltiplas formas de ser vaidoso e a vaidade pode, inclusive, ser construtiva para o indivíduo e para o mundo. A premissa é que a vaidade não prejudique a outros, que você não prejudique a ninguém. Sendo assim, seja vaidoso.

Voltemos aos casais. De repente, o argumento fidelidade sobrepuja a todos os outros argumentos. Quem disse que a fidelidade, sozinha, determina um lar feliz? Conheço centenas, milhares de casais que tiveram infidelidades, no decorrer do percurso, e obedeceram o “até que a morte os separe”. Inclusive porque tem um argumento bem maior que a fidelidade, santo, denominado perdão.

Jamais admitirei que a fidelidade conjugal não importa, pois nunca defenderei uma assertiva antibíblica. O que enfatizo é que somente ela não constrói um lar feliz. Piora muito, quando a fidelidade se transforma em moeda de barganha: eu sou fiel!!!!

Ser fiel não decorre do reconhecimento de outrens, mas de uma determinação interior e a fidelidade de alguém não está determinada pela fidelidade do outro. É decisão pessoalíssima.

No casamento ou acasalamento, a espontaneidade tem que ser maior que a obrigatoriedade. Dentro dessa espontaneidade está o reconhecimento de que a sua fidelidade não obriga a ninguém ser fiel e é primariamente, repito, uma decisão pessoal. Alguém ser fiel, somente se o outro o for é comércio, troca, escambo, simplesmente isso e nada mais.

O título desse arrazoado foi ELOGIE A QUEM VOCÊ NÃO AMA. Fi-lo para provocar. A ideia cristã é fazer o bem, indistintamente, para todos e essa ideia tem que ser perseguida, mas se você não consegue fazer o bem para os que estão na sua proximidade, notadamente para a sua família, como fará com os outros mais distantes?

Assim, ame os seus, elogie os seus, acaricie os seus, abrace os seus, beije os seus e farás um bom treinamento para fazer isso com o mundo e, claro, com os inimigos.

Não falei eu, falou a Bíblia.

EM DEFESA DO SUPREMO

EM DEFESA DO SUPREMO

João Melo e Sousa Bentivi

Foi tudo bonito demais, para não dizer execrável. Todos os poderes, sindicatos, classe produtiva, empresários, padres, pastores, macumbeiros, ateus, tudo em defesa do STF. Faltaram, talvez, representantes das milícias e dos comandos carcerários.

O mote parece lindo, à primeira vista: DEFESA DO STF.

Ah, estava presente uma coisa denominada OAB Nacional, que não me representa.

Parei, pensei e perguntei-me: será que a Suprema Corte Americana necessitaria ou aceitaria uma sessão de desagravo, de apoio, solidariedade de quem quer que seja? Ganhou um doce, quem responder, jamais.

Outras perguntas são mais incomodantes: um STF que necessita sessão de desagravo, apoio, solidariedade é, de fato, um STF? Pode ser considerado como um verdadeiro tribunal constitucional? Quem precisa dessas artimanhas de apoio tem autoridade moral e institucional para dar a última palavra?

Não preciso responder. Mas volto para a Suprema Corte Americana. Seria possível um ministro americano ser um próspero empresário jurídico, às expensas do poder e influência do cargo? Seria possível um ministro americano ser um sujeito reprovado mais de uma vez em concurso de início de carreira na magistratura? Seria possível um ministro americano ser nomeado, porque sua genitora era amiga da esposa de um presidente americano? Seria possível um ministro americano ser especialista em soltar bandidos, principalmente do seu círculo de amizade?

Esse STF não necessita de nenhum fake para ser caracterizado, pois muitas de suas condutas, por definição, são fakes, já que não se coadunam com uma postura correta de uma corte constitucional.

A rigor, os onze ministros do STF não constituem um tribunal. São um ajuntamento de togas, onde o saber jurídico e comedimento falecem junto a uma desmedida vaidade, que impunemente campeia, para não dizer muito mais. Ilhas jurídicas que jamais constituirão um arquipélago.

Legislam a torto e a direito, mas como não foram constitucionalmente gestados para legislar, o torto prepondera e o direito fenece.

Quem está sujando a imagem do STF não são as redes sociais bandidas, mas a desconfiança generalizada do povo brasileiro. Um exemplo é avassalador: as manobras para a soltura de um criminoso, bandido, julgado em múltiplas instâncias, chamado Luiz Inácio.

Por tudo que conheço desse STF, o criminoso Luiz Inácio está prestes a sair do xilindró. Será um dos poucos momentos em que o STF fará justiça, ainda que na contramão do bom senso, da ética e da seriedade. Juntos com Luiz Inácio sairão quase 200 mil criminosos, de todas as estirpes.

O cidadão brasileiro correto ficará em luto. Uma festa para quem gosta de criminoso. O tal PT gosta.

Tenho dito.

ISRAEL, POR QUÊ?

ISRAEL, POR QUÊ?

João Melo e Sousa Bentivi

Está causando um terrível burburinho a ida do presidente Bolsonaro a Israel e, antes, aos Estados Unidos. Burburinho inexplicável.

Tivemos quase vinte anos de um maldito bolivarianismo e o governo brasileiro fez alianças com o que havia de pior no mundo, no qual o tal Chaves e essa ignomínia chamado Maduro são exemplos insofismáveis., sem esquecer os criminosos da dinastia Castro.

Bolsonaro, por sua vez, cumpre de maneira indelével as promessas de campanha e o alinhamento aos americanos e aos judeus está dentro desse ideário, explicitado durante o embate eleitoral.

Não podendo chamar o novo governo de ladrão, como os anteriores, que de fato eram, a horda esquerdistóide parte para ataques periféricos e de medíocre raciocínio. Analiso alguns:

“O acordo com Israel poderá trazer terroristas árabes para atacarem o Brasil”. Ora, se acordo com Israel tiver como mérito o medo do terrorismo árabe, bem faz o presidente não se submeter a esse tipo pusilânime de chantagem. A soberania se perfaz de várias maneiras e essa é uma delas.

“O acordo com Israel vai impedir a venda de frangos e outros produtos para os árabes”. De novo, uma chantagem. Um país que se submeta a outro ou a outrens somente para vender frango, não pode ser um país sério, do mesmo modo que chantagear com o argumento de “não compro mais o teu frango”, também seria uma cafajestagem diplomática. De novo acerta Bolsonaro.

“Um presidente não pode se alinhar tão firmemente com a direita (leia-se Netanyahu e Trump)”. Esse argumento não inteligente é próprio dos doentes de esquerda, chamados esquerdopatas.

Quando os governos petistas se alinharam com o lixo mundial, incluindo um salvo conduto a um bandido, chamdo Cesare Battisti, os cidadãos brasileiros sérios se sentiram ofendidos e incomodados, mas não afirmaram que o alinhamento não poderia ocorrer. Agora, a lógica se inverte. Os cidadãos sérios estão alegres e felizes, os outros, não tão sérios, infelizes, manter-se-ão incomodados.

Lei da vida. Tenho dito.