EM DEFESA DO SUPREMO

EM DEFESA DO SUPREMO

João Melo e Sousa Bentivi

Foi tudo bonito demais, para não dizer execrável. Todos os poderes, sindicatos, classe produtiva, empresários, padres, pastores, macumbeiros, ateus, tudo em defesa do STF. Faltaram, talvez, representantes das milícias e dos comandos carcerários.

O mote parece lindo, à primeira vista: DEFESA DO STF.

Ah, estava presente uma coisa denominada OAB Nacional, que não me representa.

Parei, pensei e perguntei-me: será que a Suprema Corte Americana necessitaria ou aceitaria uma sessão de desagravo, de apoio, solidariedade de quem quer que seja? Ganhou um doce, quem responder, jamais.

Outras perguntas são mais incomodantes: um STF que necessita sessão de desagravo, apoio, solidariedade é, de fato, um STF? Pode ser considerado como um verdadeiro tribunal constitucional? Quem precisa dessas artimanhas de apoio tem autoridade moral e institucional para dar a última palavra?

Não preciso responder. Mas volto para a Suprema Corte Americana. Seria possível um ministro americano ser um próspero empresário jurídico, às expensas do poder e influência do cargo? Seria possível um ministro americano ser um sujeito reprovado mais de uma vez em concurso de início de carreira na magistratura? Seria possível um ministro americano ser nomeado, porque sua genitora era amiga da esposa de um presidente americano? Seria possível um ministro americano ser especialista em soltar bandidos, principalmente do seu círculo de amizade?

Esse STF não necessita de nenhum fake para ser caracterizado, pois muitas de suas condutas, por definição, são fakes, já que não se coadunam com uma postura correta de uma corte constitucional.

A rigor, os onze ministros do STF não constituem um tribunal. São um ajuntamento de togas, onde o saber jurídico e comedimento falecem junto a uma desmedida vaidade, que impunemente campeia, para não dizer muito mais. Ilhas jurídicas que jamais constituirão um arquipélago.

Legislam a torto e a direito, mas como não foram constitucionalmente gestados para legislar, o torto prepondera e o direito fenece.

Quem está sujando a imagem do STF não são as redes sociais bandidas, mas a desconfiança generalizada do povo brasileiro. Um exemplo é avassalador: as manobras para a soltura de um criminoso, bandido, julgado em múltiplas instâncias, chamado Luiz Inácio.

Por tudo que conheço desse STF, o criminoso Luiz Inácio está prestes a sair do xilindró. Será um dos poucos momentos em que o STF fará justiça, ainda que na contramão do bom senso, da ética e da seriedade. Juntos com Luiz Inácio sairão quase 200 mil criminosos, de todas as estirpes.

O cidadão brasileiro correto ficará em luto. Uma festa para quem gosta de criminoso. O tal PT gosta.

Tenho dito.

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