PARABÉNS PARA DINO E PARA ROSEANA

PARABÉNS PARA DINO E PARA ROSEANA

João Melo e Sousa Bentivi

Confesso que nunca fui muito preocupado com a modéstia e isso me deu muitos problemas. Não morri por isso. Falo isso para dizer que sou o jornalista único, no Maranhão.

Quase 40 anos como cronista, nunca assessorei ninguém, nunca comprei um pão com o dinheiro do jornalismo, sempre estive na luta contra os poderosos, nunca me curvei a ninguém e tampouco devo favores a quem quer que seja e, antes que me esqueça, nunca mudei de lado. Creio e conheço jornalistas independentes, mas nunca mais que eu, no máximo, empatamos.

Assim, como vou elogiar ao governador Dino e a ex-governadora Roseana, deixo patente que deles nada quero e eles não tem nada para me dar. Evento glorioso, com vitória para todos os lados.

O governador Dino foi a principal voz discordante da reforma da previdência, bandeira número 1 do Bolsonaro. Fez bonito, para os esquerdopatas de todas as cores, a ponto de se apresentar como possível opção presidencial, numa atitude oposta, por exemplo, ao governador paulista, João Dória.

O nosso governador, ex-juiz, jurista, ex-deputado federal, agora leitor contumaz da Bíblia e assistente voraz de missas e cultos evangélicos, aliás, o comunista mais cristianizado do planeta, além do preparo intelectual, já carrega até as unções divinas, portanto é um homem deveras preparado para embates materiais e espirituais.

Com esse preparo fica difícil dizer, impossível até, duvidar da genialidade governamental, ou achar que ele cometa um desatino ou protagonize uma burrice.

Entrementes, lá pelo sudeste, tem um governador de nome João Dória, não muito dado a cultos e missas, mas defensor primaz da reforma, ainda que não seja defensor do Bolsonaro.

Um detalhe, entretanto, salta aos olhos: Dória é governador do estado mais rico e poderoso da federação, enquanto Dino é governador de alguma coisa que recebe o nome de Maranhão.

Qual a razão de tão díspares atitudes de Dino e Dória? Respondo: o governador Dino tem razão e a razão tem nome e sobrenome: Roseana Sarney. Sim, Roseana Sarney. Enquanto Dória teve o azar de substituir Alckmin/Márcio França, Dino substituiu Roseana Sarney. Aí está a diferença.

Primeiro, Dino é grato a Roseana. O principal cabo eleitoral dinista em 2014, foi a senhora Roseana. Ela deixou o Lobinho à míngua, entregue à própria sorte e mesmo assim, ele teve 35% dos votos. Caso os Leões tivessem se movimentado, ou seja, a senhora Roseana trabalhado por Lobinho, O Lobinho poderia ser um Lobão e teríamos, pelo menos, disputa. Não houve disputa.

Dona Roseana deixou, entre tantas coisas, para o Dino, todas as promoções da PM, milhares de vagas para concurso, dinheiro em caixa e capacidade de endividamento, que o Dino já exauriu.

O governador Dino não foi ingrato com ela, reconheça-se. Ninguém encontrará, em nenhum discurso do governador, uma vírgula sequer, contra a senhora Roseana. Fala genericamente em oligarquia e só deu porrada no Ricardo Murad, que, diga-se de passagem, nunca foi governador.

Portanto, explicado o enigma da oposição intransigente do governador Dino, contra a reforma da previdência. Recebeu um estado tão bem administrado por dona Roseana, que não precisa dar bolas para as ideias do Paulo Guedes.

Um aviso, eu não estou elogiando, nem Dino e nem a senhora Roseana. Estou dizendo que entre os dois há mais concordâncias, que a nossa vã filosofia pode perscrutar.

Agora que José Sarney adquiriu o status de conselheiro do governador, quem sabe não se aproxima o dia de Roseana ser homenageada, no palácio, pelos bons serviços prestados ao Maranhão, inclusive poderia merecer menção e mocão honrosa: primeira governadora eleita pelo voto popular, no Brasil. Merece ou não merece, amigas feministas?

Esperar, para ver, ou como repetia minha amada mãe, quem viver, verá.

Tenho dito.

VERGONHA DE SER ADVOGADO

VERGONHA DE SER ADVOGADO
João Melo e Sousa Bentivi
As bandalheiras e sacanagens sempre levam vantagem, na mídia, sobre as coisas construtivas e sérias. Exemplo típico é a reforma da previdência e os vazamentos criminosos da lavra de um sujeito chamado Glenn Greenwald.
É fato que esse sujeito cometeu um crime e, mais ainda, em conluio com toda gentalha esquerdopata, basta relembrar que na inquirição que o ministro Moro se submeteu na Câmara Federal, um tal Freixo fez uma pergunta típica de quem sabia antecipadamente o conteúdo de um vazamento futuro. Sabia, sim.
De repente uma notícia bomba: um grupo de 40 advogados, de várias entidades, posicionaram-se para a defesa jurídica do escroto Glenn.
Como se trata de um engodo, cretinice, teriam que ter um comando à altura do absurdo e nada melhor que OAB Nacional, por um tal Santa Cruz e aí está a maior maldade, nunca a “cruz” foi tão vilipendiada, por um só indivíduo e nunca a palavra “santa” foi tão mal empregada, quanto nesse sujeito. Essa “santa cruz” é uma verdadeira merda.
Não sei o que vai acontecer com a nossa resistente pátria, tanto que não mais analiso as coisas, principalmente se elas são oriundas, como, por exemplo, dessa funesta OAB Nacional.
Mas um detalhe não passou sem a minha análise. Havendo 40 advogados para defender bandeiras esquerdistas e, mais ainda, a soltura do marginal Lula, com destruição da Lava Jato, creio que o grupo não está completo, falta o mais famoso causídico dessa laia: o doutor Ali Babá.

FOI UM RATO DE BOTICA?

FOI UM RATO DE BOTICA?

João Melo e Sousa Bentivi

Nunca o crítico e satírico romano Quintus Horatius Flaccus foi tão atual, no Brasil: parturiunt montes nascetur ridiculus mus. “A montanha pariu um rato”. E foi um rato esculhambado, como se dizia em minha Pedreiras, de botica.

Um sujeito americano, Glenn Greenwald, em conluio com a nata da esquerdopatia nacional e internacional, de forma absolutamente criminosa, divulgou supostas conversas do ex-juiz Sergio Moro, com membros do Ministério Público.

Caso alguém ache isso normal, entramos todos na maior e mais espetacular insegurança jurídica. Qualquer bandido (e esse Glenn o é) poderá grampear qualquer cidadão, editar em casa as conversas, e, ao seu bel prazer, destruir qualquer reputação. Evidente que alguns defensores do tal Glenn, incluindo magistrados, só o defendem porque não são possuidores dessa coisinha, tão sagrada para os sérios e honestos, chamada reputação.

Quem não tem reputação não pode perde-la.

A traquinagem tinha objetivos bem definidos: forçar a renúncia do ministro, levar o presidente Bolsonaro a demiti-lo e desmoralizar a Lava Jato. Esses três objetivos, isolados ou juntos, só podem sair da cabeça de um bandido. O problema é que não há bandido solitário pelas bandas da esquerda. A bandidagem é solidária.

Os debates, tanto no Senado, quanto na Câmara serviram muito. Primeiro, mostrou a cara de muitos que no futuro estarão atrás das grades, fazendo companhia ao “nove dedos” e Zé Dirceu. Segundo, serviu para mostrar a firmeza e tranquilidade do ministro Sergio Moro e, terceiro e mais importante, mostrou a diferença entre um homem honesto e uma cambada de futuros presidiários.

E o objetivo inicial dos vagabundos? Nenhum deu certo. O ministro Moro jamais renunciará por essa bobagem, inclusive uma nação inteira foi às ruas para apoiá-lo. O presidente Bolsonaro, que não é tolo, jamais o demitiria por isso e ressalte-se que o ministro Moro saiu fortalecido. Por último, a Lava Jato deixou, há muito, de ser uma força tarefa. A lava Jato é propriedade da sociedade brasileira, é propriedade do Brasil.

Quero contrariar o famoso Quintus Horatius Flaccus: a montanha não pariu um rato. O tal Glenn e seus comparsas igualmente desqualificados prestaram um relevante serviço para a nação brasileira. Fortaleceram o governo da mudança, governo Bolsonaro, consolidaram o ministro Moro e mostraram para os bandidos que a Lava jato é indestrutível.

E o tal Glenn? Continuará como sempre foi, um vagabundo internacional. Em outras plagas estaria sendo processado, no mínimo, expulso. No Brasil existe a leniência com bandidos, basta olhar para Curitiba, ademais, fica difícil encontrar, em outros países, uma Suprema Corte com quilates da qualidade de um  Lewandowski, um Toffoli, ou um Gilmar, quem sabe, na Venezuela, o que comprova a seriedade e gravidade dessa afirmação.

Finalizando, toda essa encenação grotesca e criminosa só fortaleceu o ministro Moro e a Lava Jato e é hora de bandido chorar e se preocupar.

Ah! E os ratos? Não saíram das montanhas, mas são nativos, principalmente, de uma organização criminosa, chamada PT. Alguns estão na cadeia e outros a caminho. Bom para todos nós, bom para o Brasil.