ENTREGANDO O BASTÃO, NA FAMÍLIA BENTIVI

ENTREGANDO O BASTÃO, NA FAMÍLIA BENTIVI

João Melo e Sousa Bentivi

Os vícios são diferentes e múltiplos e, muitas vezes, é impossível não ser viciado e isso, em regra, não é uma virtude. Fato tão real que há, sempre, a vontade de não se confessar os vícios. Mas poderia ser virtude. E o que dizer da vaidade? Dentro da ortodoxia bíblica é o caminho da queda.

Vou confessar: tenho vícios e sou vaidoso. A história pode ser enfadonha e vou resumir.

Sou fruto de uma numerosa família, família Bentivi, cujo patriarca, Manoel Chaves Ferreira Bentivi , deixou alguns legados, dentro os quais, trabalho, inteligência, seriedade, honestidade e formação cristã, a tal ponto que hoje, nos milhares de Bentivis existentes, não há um só, um só mesmo, que não tenha sido evangelizado, que não conheça as sagradas letras e, a bem da verdade, não existe um só Bentivi analfabeto, desde  a primeira metade do século passado.

Nasci com esse legado e nem imaginava, na minha infância, o tamanho da responsabilidade. Foi bom não imaginar e, quando me dei conta disso, pela graça de Deus, tinha traçado uma pequena e difícil estrada: fui o primeiro Bentivi a concluir um curso superior, o primeiro médico, o primeiro jornalista, o primeiro advogado, o primeiro a ter um veículo automotor, o primeiro a ser professor universitário, o primeiro a fazer uma viagem internacional, o primeiro a concluir um doutorado, etc.

No enfoque da medicina, um capítulo especial, Melissa Fernanda, sobrinha, seguiu meus passos, Janaina, minha filha, também e, como o pai, otorrinolaringologista, Marilia, Helen, Jeane. Ufa, perdi a relação de sobrinhos na medicina, entre médicos e acadêmicos, ultrapassamos dezenas.

Hoje, só na seara acadêmica, perdemos a estatística de formaturas, especializações, mestrados e doutorados, como diz a Bíblia, em referência a Abraão, contamos isso, como contamos os grãos de areia da praia.

Tudo isso pode ter relevância, mas a que mais me orgulha é manter a dignidade e o padrão de comportamento herdado do meu avô, decerto me viciei em ser pioneiro, mas o meu maior vício é ser um Bentivi, a propósito, ser um Bentivi é gostar de sorrir e gostar de cantar. A música e o sorriso nos acompanha.

Não significa ausência de problemas e dificuldades, essas são inevitáveis, mas no alvorecer de minha adolescência, fiz uma trova, que representa um resumo, na vida de cada Bentivi: “Se sempre estou sorrindo/ Nem sempre estou a gozar/ Às vezes o meu sorriso/ Transmite o meu chorar.

Mas qual o objetivo dessa mensagem, aqui escrita? Primeiro referendar a minha santa vaidade de ser da família Bentivi e ser credor de uma herança de valor incalculável, muito mais que ouro e prata e, o segundo objetivo é, também, exponencial: confessar que perdi o bastão do pioneirismo e dou graças a Deus.

Explico. Hoje, uma de minhas filhas, Daiane Rose Bentivi, foi oficialmente matriculada, em um PÓS-DOUTORADO, na Universidade Federal da Bahia. É a mais absoluta felicidade de ser pai da primeira Bentivi pós-doutora.

Dou a mais inteira liberdade para todos que acharem esse fato de somenos importância, isso não causa nenhum incômodo ao coração desse velho pai, mas, nesse momento, sonhando, também, com um pós-doutorado, sou absolutamente feliz por estar estimulado a seguir os passos de minha filha Daiane, primeira pós-doutora, com a grife, desculpem, com o nome BENTIVI.

 

PROCURA-SE O CABO E O SOLDADO

PROCURA-SE O CABO E O SOLDADO

João Melo e Sousa Bentivi

Na minha última postagem, no meu blog, questionei se o tal STF poderia piorar e respondi: vai piorar. Estou afirmando a mais absoluta certeza. Os últimos movimentos da tal suprema corte confirmam. O pior nunca é alcançado.

Não se trata mais da sanha legislativa de quem tem a função primária de julgar e legisla; não se trata mais da vaidade descomunal amparada na nulidade jurídica de alguns, que não para de crescer; não se trata mais  de defesas ideológicas de quem deveria ser isento e teima em ser partidário. Não, a coisa é pior, os indicativos mostram que esse “supremo”, a cada instante, se desveste até da hipocrisia e assume a sua mais cruel faceta: favorecer no crime.

O objetivo de destruir a Lava Jato é o mais explícito.

A vontade de soltar o facínora Luiz Inácio nem é mais camuflada, é clara. A vontade de acabar a prisão de bandidos, após a segunda instância, só não se efetivou, até agora, pela pressão popular. A obsessão de acabar com qualquer hipótese de fiscalização sobre o próprio “supremo”, gerou a mais absurda e descarada inconstitucionalidade: o tal “supremo” instaura inquéritos, investiga (não sei como), produz provas e julga.

O pior: quem julgará as inconstitucionalidades do tal “supremo”? Deus ou belzebu? Pelas diabruras, essa turma de togados está mais para belzebu e bastante longe do Criador.

O Eduardo Bolsonaro, há pouco, ganhou muitas pedradas, quando, ao se referir ao tal “supremo”, disse que para fechá-lo, só necessitaria de um cabo e de um soldado, sem mesmo um jipe.

Eu mesmo achei a declaração descabida e forte, mas me penitencio e quero parabenizar o rapaz por tão interessante vaticínio. Um verdadeiro profeta,  bem a frente do seu tempo, quem sabe, um jovem Nostradamus, na linha do Equador.

O mais fácil, nesse caso, é o jipe, pois há milhões de patriotas que podem doá-lo. A questão, para a definição escatológica da premonição, é identificar o cabo e o soldado. Aí, com uma dor no peito, exclamo: que saudade de um cabo e de um soldado!

Tenho dito.

O ERRO MONUMENTAL DE BOLSONARO

O ERRO MONUMENTAL DE BOLSONARO

João Melo e Sousa Bentivi

Apesar de achar que Bolsonaro devia falar menos, pois trabalhando está, até demais, quero criticá-lo com veemência. Explico.

Há muito, as relações do Brasil com os americanos não eram tão amistosas, mas entraram nos eixos, incluindo o acerto da nomeação do filho Eduardo, para a embaixada americana. Essa embaixada é um covil de esquerdopatas e esse rapaz tem a patriótica missão de desinfetá-la. Não vai ser fácil, mas possível é.

As  relações comerciais serão implementadas e o aumento de transações e trocas entre os dois países aumentará. Bem aí está a falha de Bolsonaro, poderia ter proposto uma simples troca, um pequeno escambo: trocar a Suprema Corte Americana, pelo nosso glorioso STF.

As  diferenças entre as duas são absurdas e dá para fazer, no mínimo, uma monografia. Uma das maiores é a verborragia ministerial do STF. Esses caras não sabem ficar calado, falam de processos antes do julgamento e opinam descaradamente.

Jogaram no lixo a máxima do direito de que “juiz fala nos autos”. Falam até no sanitário e, nesse caso, há uma perfeita consonância, entre o que falam e aquilo que é expulso.

Para não perder tempo, peço para qualquer brasileiro imaginar um sujeito com as qualidades jurídicas de um Toffoli, que foi reprovado duas vezes em concurso para juiz de primeiro grau, presidindo a corte americana. Pensem se um ministro americano carregaria a sua esposa para uma viagem qualquer, com as despesas pagas pelo contribuinte.

Isso é tão absurdo, que nenhum americano cogitaria essa hipótese, mas aqui é realidade. Um sujeito com as esquisitices de um Marco Aurélio seria o que nos padrões jurídicos americanos? Lewandowski palestraria para qual plateia, na América?

Os exemplos poderiam ser exaustivos e Bolsonaro deveria ter proposto isso, mesmo sabendo que o velho Trump, ainda que denominado de louco, jamais cometeria essa sandice.

Deixo o devaneio e volto a triste realidade: esse STF que temos  é patrimônio nosso, queiramos ou não, construído por uma estranha conjunção planetária de erros e incompetência.

Tem chance de continuar ruim? Mais que chance, com certeza, vai  piorar. A dúvida é outra: até quando a democracia aguentará esse STF?

Tenho dito.