POR QUE MATAR GILMAR?

POR QUE MATAR GILMAR?

João Melo e Sousa Bentivi

A notícia foi bombástica: Janot desejou matar Gilmar Mendes. A partir daí, como de costume, o STF começou a cagar tudo, numa diarreia de falta de senso. Evidente que essa metáfora não tem a pretensão de desmoralizar o sistema digestivo, ainda que com diarreia. Peço desculpas ao sistema digestivo.

A sacanagem do STF entrou em êxtase e os principais personagens (e como há personagens no STF) não poderiam ser outros: Toffoli, Alexandre (que nunca seria o grande) e o inoxidável e inominável Gilmar.

O ambiente propício. O tal Alexandre empurrou o fato para dentro daquele inquérito inconstitucional, saco de merda, em que tudo cabe, confiscaram o celular e as armas de Janot, busca e apreensão nos endereços, medida protetiva e, de tabela, os vagabundos alvejaram a Lava Jato.

Só uma pergunta: qual a relação entre a vontade de Janot matar Gilmar e a Lava Jato. Qualquer imbecil comum diria nenhuma, mas se o imbecil tiver determinada toga, embarcará em um inquérito e ainda tem a desfaçatez de dar entrevista.

Janot cometeu algum delito em pensar tirar a vida de Gilmar? Do ponto de vista jurídico nada, nadica de nada. Na doutrina, isso se chama “cogitação” e nunca será crime.

Todos nós podemos pensar ou já pensamos em praticar um delito (respeito os santos que nunca pensaram). Pensar em matar Gilmar Mendes, tenho certeza que Janot não foi o único e se houvesse uma enquete o número de interessados seria apoteótico.

Qual o melhor meio que Janot teria para matar o tal Gilmar? O próprio Janot disse que andou armado, mas sobram conjecturas.  Caso Janot fosse um radical religioso, poderia apelar para a oração da maldição; fosse um químico, cairia como luva um envenenamento; um muçulmano da Al Qaeda, talvez usasse uma bomba; um pai de santo do ocultismo, quem sabe um sapo cururu no buchão disforme do Gilmar, etc.

E aí o despenteado Alexandre (quem não tem cabelo não usa pente, portanto. despenteado) faria o quê? O quê confiscaria em qualquer das hipóteses suscitadas? Prenderia o terrorista, o pastor, o morubixaba ou o químico? Confiscaria a Bíblia, o Alcorão, as velas e farofas? A vontade plena do meu coração e mandar  essa tríade maléfica para passear em plena PQP.

Voltemos para a pseudoassassinato do tal Gilmar.

Nunca pensei na morte física do Gilmar, mas sonho com o seu funeral jurídico, vendo-o sair expulso do STF e inabilitado eternamente para funções judicantes e vou mais além, dos onze ministros do STF, sonho que, pelo menos seis tenham o mesmo futuro.

Vai acontecer isso? Claro que não, pois tudo dependeria de um Senado de respeito e esse Senado que temos, definitivamente, não o tem, basta ver que nos livramos do Renan Calheiros e, sem outra opção, o Brasil sonhou e perfilhou Alcolumbre.

Foi somente uma mudança de  pesadelo. Alcolumbbre e Renan são siameses do despiste e da hipocrisia e a diferença está somente na massa adiposa excessiva em um  e a idade provecta do outro. Nas desqualidades são absolutamente equivalentes.

E o Gilmar andou perto de morrer? Coisa nenhuma, Janot tem todas as características de um matador de sanduba e a morte,  muitas vezes, não gosta de se misturar com o que não presta.

Enquanto isso, o Brasil continua em prantos.

Tenho dito.