PERDE MENGÃO

PERDE, MENGÃO.

João Melo e Sousa Bentivi

Antes que  você me confunda como adepto de algum outro grupo minoritário, reafirmo que sou Flamengo há 37 gerações, aliás, acho que Adão e Eva constituíram o primeiro casal rubro-negro da história.

Essa matéria diz respeito a outro fato: ao desespero de um pai flamenguista. Relatarei o drama.

O pai, bom pai, comprou uma camisa do Gabigol para o filho. A criança, emocionada, de joelhos, olhos plenos de lágrimas, agradece e faz um único pedido para o amado pai.

“Meu pai querido, me prometa que eu posso usar essa camisa e sou vou tirá-la, quando o Flamengo perder uma partida”.

O pai, homem de pouca fé, acostumado com coisitas costumeiras como Palmeiras, Corínthians, ou outro pé-duro semelhante, aquiesceu ao pedido filial. Assim, ser ter a dimensão exata do fato, esse pai adentrou em um problema paternal e sanitário: O Flamengo, rodada a rodada, jogo a jogo, não perde e o garoto não tira a camisa. São quatro meses de ininterruptas vitórias.

O menino está fedendo, camisa se rasgando, micose pelo corpo e tudo já lhe foi prometido e ele não aceitou trocar de roupa;  o pai, a mãe, tios e avós não sabem mais o que fazer, pois há 4 meses o Flamengo teima em não perder.

O pai, há poucos dias, procurou apoio nas rádios e redes sociais. É rubro-negro, decerto, mas o coração de pai está falando mais alto, foi a terreiro de macumba, sessão espirita e igreja evangélica, rádios e redes sociais, com um pedido inusitado: PERDE FLAMENGO!

Meu coração é flamenguista, mas sei como pode um pai sofrer e estou sofrendo com esse desesperado pai, por isso fiz a minha parte: mandei um email para o Mister, solicitando uma derrota do MENGÃO.

Acho que não serei atendido e o drama daquele menino, agora um fedorento garoto, está longe de terminar, mas como a fé remove montanhas, não custa nada desejar, por um ato de fé e piedade cristã: PERDE, MENGÃO.

A droga é que a minha fé está muito longe de um grão de mostarda e o garoto vai continuar fedendo, certamente, por muito tempo.

A propósito, acabou a sacanagem do “cheirinho” e como não há mais adversários nas Américas: te segura Liverpool.

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