JUNTOS, MAIA E ALCOLUMBRE: ALGUMA SACANAGE

JUNTOS, MAIA E ALCOLUMBRE: ALGUMA SACANAGE.

João Melo e Sousa Bentivi

Quando os homens  públicos se reúnem, o pressuposto lógico seria que alguma coisa boa para o povo estaria sendo gestada, mas geralmente o tal pressuposto é negado, principalmente se a reunião é em Brasília. Dessa forma, nas atuais circunstâncias da política brasileira, sempre há uma ponta de desconfiança, quando os homens públicos conversam, mas se esses homens públicos se chamam Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, não há nenhuma ponta de dúvida, porém uma inquestionável certeza: estão armando uma grande sacanage.

O STF, por sua vez, é incomparável em fazer cagadas e fez, há pouco, mais uma traquinagem criminosa, ao suspender a prisão, após a segunda instância e a sociedade brasileira reagiu de maneira decisiva, a ponto de conseguir movimentar as duas casas do Congresso, com a proposição de um projeto de lei e uma PEC, que poderiam voltar as coisas, para o local da correção.

Aí, entrou em cena, às sombras, camuflados como se fossem líderes do bem, dois pústulas políticos, Maia e Alcolumbre, com uma ideia que parece boa: unificar as propostas das duas casas. Uma baita malandragem, para postergar ao máximo a decisão ou mesmo inviabilizá-la..

Estão cumprindo um script traçado a seis mãos, e seis mãos repletas de lodo e imundície, pois se as quatro já seriam medida para nenhum satanás ficar triste, tinham mais duas mãos, que só não afirmo serem piores, porque muitas vezes, a escolha do pior é problemática. As duas mãos de Toffoli. Explico.

Quando Toffoli viu a reação popular contra a traquinagem do STF, tratou logo de anunciar que o assunto poderia ser tratado pelo Congresso e adiantou, de maneira espúria e inadequada, que a prisão após a segunda instância não se tratava de causa pétrea, que poderia ser tratada diretamente pelo Congresso e, pasmem, receberia a concordância do STF.

Esse Toffoli é um ministro que, à sorrelfa, adianta para as partes, de maneira informal, se algo é ou não constitucional, ou seja determina o que esse Congresso deve ou não fazer e esse Congresso faz. Tudo isso se chama união siamesa da sacanage constitucional.

O Senado, então, pela liderança da correta senadora Tebet, aprovou na Comissão de Constituição e Justiça, a alteração no CPP e tudo dependeria do projeto ser mandado para a Câmara, aí entra o pústula Alcolumbre, senta em cima e ninguém sabe quando sairá dos seus sórdidos fundilhos.

Alguém acha que nessa sacanagem ele está só? Engana-se. Bordel de um só, se chama masturbação e tem muita gente com ele, muita gente mesmo, mas dois, com certeza, são preponderantes: Rodrigo Maia e Toffoli.

Essa é a realidade. Um país que tem lideranças do quilate de Maia, Alcolumbre e Toffoli não pode ser um país sério. Não é um país sério.

Rodrigo Janot pensou acionar um gatilho e falhou, para minha decepção, redondamente, como não tenho experiência gatilhau, resta a mim clamar por fogo dos céus para consumir bandidos.

Pedir fogo dos céus não se enquadra no Código Penal: FOGO, SENHOR!