O DISCURSO TOSCO DA CANHOTA

DISCURSO TOSCO DA CANHOTA

João Melo e Sousa Beentivi

Ligo a TV e vejo uma psicanalista sendo entrevistada. Menos de um minuto e já descubro ser a senhora do grupo do canhotismo, da esquerda. Essa observação é simplíssima: o raciocínio tosco da senhora.

Entre tantas impropriedades assacadas, na entrevista, destaco duas.

A primeira, quando desqualifica a ministra Damares e o apresentador questionou-a sobre o papel político administrativo de Dylma, Marta Suplicy e Erundina. A senhora não teve resposta convincente. O entrevistador poderia ainda se lembrar de outros desastres, como Benedita da Silva, Ieda Crusius. Não lembrou.

Para aquela senhora entrevistada, defeito somente com Damares.

O segundo destaque foi a vereadora carioca vilmente assassinada.

A entrevistada destacou os motivos relevantes que proporcionaram e causaram o homicídio: Marielle era pobre, negra, lésbica, dos movimentos populares e mulher. Caberia uma pergunta: se Marielle fosse rica, loura, hetero, da comunidade evangélica e homem, o crime seria menor? Menos importante? Menos relevante?

Tenho solidariedade e estou entre aqueles que desejam ver os assassinos de Marielle exemplarmente punidos, mas esse meu desejo e desejo de milhões de brasileiros não pode estar baseado no fato de Marielle ter sido pobre, negra, lésbica, dos movimentos populares e mulher.

A punição exemplar decorre do fato mais importante: A MORTE DO SER HUMANO QUE EM VIDA CHAMOU-SE DE MARIELLE.

Tentar obscurecer o SER HUMANO por essas qualificações de viés ideológico é um desserviço para a própria ideologia e faz o raciocínio ser parcial e tosco. Um simples exemplo. Caso eu entenda que uma mulher que chega ao poder representa um avanço social, só pelo fato de ser mulher, o Maranhão seria o melhor exemplo de feminismo para o mundo, na pessoa da senhora Roseana Sarney.

Essa senhora é uma campeã da vontade popular. Foi, nada mais nada menos, deputada federal, primeira governadora de um estado do Brasil, quatro vezes governadora, quase candidata a presidência da República.

Caso tivesse o olhar tosco daquela senhora entrevistada, diria que Roseana Sarney, politicamente, brilhou mais que a Princesa Isabel e é o melhor exemplo do poder feminino na política e na sociedade brasileira.

Como não tenho essa toscosidade esquerdista de raciocínio, não acho isso. Na conjuntura do poder político, o X e o Y estão atrás de outras conveniências.

Quanto a vereadora carioca, oro para que os culpados paguem exemplarmente, não porque ela tivesse as qualidades aqui já elencadas, mas porque, acima de qualquer coisa, era um ser humano, irmã de todos nós, provinda do mesmo pai: Deus.

APRENDI A SER FILHO

APRENDI A SER FILHO

João Melo e Sousa Bentivi

Há pouco tempo escrevi um poema: NÃO APRENDI A SER PAI. Autobiográfico, sim, apesar dos meus filhos não terem concordado com ele. Agora, volvo-me contrariamente à visão do poema e vejo-me na belíssima condição de filho e, perscrutando o passado, com lentes críticas, tenho convicção em afirmar: APRENDI A SER FILHO.

Nessa matéria, propositalmente, usarei o sujeito no singular e no plural e isso decorre por estar nos meus pensamentos a minha irmã, professora Zefinha Bentivi, que certamente comunga com todos os termos aqui expostos.

Fui filho nos velhos moldes e isso talvez tenha facilitado a minha performance. Tive pai, mãe, irmão, avós, tios, primos, padrinho e madrinha. Tive tudo.

Família humilde, mas jamais na miséria. Casa, roupa, calçado e alimentação jamais faltaram e algumas marcas foram fundamentais: obediência, respeito, honestidade e temor a Deus.

Materialmente, meus filhos receberam muito mais que eu e meus irmãos, mas asseguro que nunca houve em nós a mínima sensação da falta de alguma coisa. De outro modo, meus pais jamais ponderaram que necessitavam receber de nós algo material; a exigência e desejo de todos da família era a nossa vitória e felicidade. Vitória e felicidade tinham perfeita sinonimização com o sucesso estudantil e profissional. Ocorreu.

O que fiz para meus pais e por meus pais? Muito pouco pelo tanto que fizeram por mim, mas, inclusive, mudamos de classe social. Contudo, por mais que fizéssemos materialmente, algo estava muito acima disso: honrar os valores que em mim, em nós, eles implantaram.

Qualquer descaminho nosso, qualquer afirmação nossa, qualquer postura nossa nunca deveria criar constrangimento ou desgosto a eles. Os dois estão na eternidade e creio que fomos vencedores nesse intento.

O filho ser vitorioso é desejável, mas depois de tantas posturas de alguns filhos aqui e acolá, acho que, muitas vezes, a melhor postura de um filho é não atrapalhar os pais.

Em alguns casos específicos, não atrapalhar o seu pai.

SAUDADE DA RURAL

SAUDADE DA RURAL

João melo e Sousa Bentivi

O nome era Rural Willys, utilitário das décadas de 50, 60 e 70. Desapareceu e deixou saudades. Era um menino pobre e uma Rural Willys era um sonho.

Tudo mudou e o nome Wyllys mais importante é outro: um determinado sujeito que agora é um ex-deputado. A história do cara é esclarecedora para a lamentável “gran finale” de uma trajetória política.

Antes que um esquerdopata se aventure a querer classificar esse texto de homofóbico, peço que tire o cavalo da chuva, pois entre muitos milhares de pessoas que conheço, uma nunca seria homofóbica: EU. Meus amigos gays são centenas: amam-me e os amo. Pronto e continuo  com a minha convicção heterossexual.

O tal deputado Wyllys chegou ao Congresso Nacional de maneira limpa, pelo voto e com votação expressiva. Os brasileiros que nele votaram tinham um argumento memorável e edificante: o sujeito foi campeão de uma amostragem de imbecilidades e outras coisitas mais, chamado de Big Brother. Como o povo pode aprender, os votos foram diminuindo e, nessa eleição, ficou nas rabadas numéricas. Caso houvesse uma próxima eleição, creio que nem nas rabadas ficaria.

No Congresso nacional não mudou. Continuou Big Brother. O problema é que quem pagou os salários nesses últimos oito anos, não foi a Globo. Foi o povo brasileiro.

Dizendo-se ameaçado, escapuliu e renunciou o mandato. O mandato é exclusivamente do parlamentar? Creio que não. Primeiro, o mandato pertence ao partido e, depois, representa uma outorga do povo para ser representado.

Caso estivesse, de fato ameaçado, teve o ano inteiro todo para desistir de ser candidato.  Por que não fez essa renúncia antes da eleição? Por que ludibriou o seu eleitorado, dizendo que iria representá-los e escafede-se, sem mais  nem menos?

O fato gera uma salada de indagações e, até o momento, nenhuma resposta consistente. Caso Bolsonaro tivesse morrido naquele atentado, o senhor Wyllys estaria renunciando? Evidente que não. Conclui-se, sem o menor esforço, que o insucesso do terrorista Adélio e a vida preservada de Bolsonaro são gatilhos relevantes na fuga desse senhor Wyllys.

Muito falta para ser concluso e esclarecido, inclusive a quitação, por parte do senhor Wyllys que tem que quitar diversas indenizações, derivadas do seu jeito cordato de ser. Mas desconfio que esse Wyllys ainda nos revelará grandes surpresas.

Enquanto isso, revivo minha saudade da Willys. Que fique bem claro: saudade da Rural.

O IMPORTANTE VACCARI

O IMPORTANTE VACCARI
João Melo e Sousa Bentivi
Esse senhor chamado de João Vaccari Neto é excepcional. No crime. Antes de se saber a realidade delitiva da esquerda, não passava de um careca-gordo ou gordo-careca a serviço do PT e de Lula. Nesse tempo, acreditava-se que o PT era um partido político.
A Lava Jato e suas ramificações mostraram a triste e cruenta realidade: O PT é a maior quadrilha política da história mundial.
Temos que reconhecer a importância marginal dessa quadrilha, aliás, ainda partido.
Voltemos ao tal Vaccari. Era um senhor com cara de frade franciscano, discreto, pouco dado a declarações e holofotes. Aparência de um avô carinhoso. Aparência, disse bem. Era somente um bandido na acepção mais correta da palavra.
Entre inquéritos e processos na justiça, o número caminha para os três dígitos e nunca vi nenhum petista, comunista e outros “istas” desqualificados se posicionarem em defesa de Vaccari, dizendo ser ele honesto, ou perseguido pelo Moro. Grande sacanagem com o Vaccari.
Caso o Lula fosse solto, o Vaccari poderia apodrecer na cadeia? Vaccari é ladrão e Lula é uma vítima honesta? Por que não há nenhum habeas corpus do Vaccari, no tal e vergonhoso STF? Nem a destemperada Gleise defendeu Vaccari.
Vaccari é ladrão? Parece que até o PT concorda. Mas eu, defensor dos oprimidos, quero me solidarizar com o Vaccari, nesse seu abandono. Todo mundo conhece o advogado de Lula, mas dou um doce para quem conhecer o advogado do Vaccari. Abandonado e nada mais.
Mando um recado: Vaccari, que és ladrão, és, mas conte com a minha irrestrita solidariedade cristã.
Tenho dito.

A QUEM ALLAN INCOMODA?

Não falo de “qualquer alan ou de um alan qualquer”, falo de Allan Quadros Garces. Essa afirmação não guarda nenhum demérito a ninguém, mas serve para ressaltar que o cidadão, motivo desse artigo, é um ser humano diferente.
O conheço há muitos anos e tivemos a oportunidade de juntos trabalharmos, quer na atividade médica específica, quanto no magistério superior, na medicina, além da convivência pessoal e familiar. Foi e é uma salutar experiência.
Cidadão de respeito, pai de família exemplar, médico competente e professor dedicado, Allan Garces tem as qualidades que merecem ser elogiadas e na pior das hipóteses, se alguém não desejasse reconhecer essas qualidades, pelo menos um silêncio de respeito à verdade.
Não foi o que aconteceu.
Allan Garces nunca se submeteu a pusilanimidade e subserviência e isso lhe rendeu inimigos poderosos e, por serem poderosos, as perseguições se avolumaram.
Demitido tanto da rede se saúde municipal e estadual, Allan não se deixou abater e quando a candidatura do Bolsonaro nem era uma hipótese, transformou-se no maior ícone da direita maranhense, pagando o alto preço por esse posicionamento. Essa posição não guardava nenhum tipo de interesse subalterno, mas a convicção de que teria que haver mudança.
No momento que o deputado Bolsonaro se torna vitorioso, os olhos se voltaram céleres para o Allan. Quando ele é chamado para ser um colaborador da transição, a preocupação e a inveja campearam por inúmeras mentes. As razões são interessantes.
Allan é independente, correto, competente, honesto, trabalhador e não deve favores aos chefes e chefetes de nossa província. A sua importância como principal líder da direita maranhense não foi um milagre, nem indicação: foi trabalho, sangue, suor e lágrima. Sou testemunha.
Allan tem um belo futuro político. Seus mais de 20 mil votos foram seus, sérios, honestos e sem sombras de fraudes e poderio econômico. O incômodo que causa, portanto, tanto é na turma de esquerda, vinculada ao governador Dino, como dentro do seu próprio arraial, no chamado “fogo amigo”, que nada tem de amigo.
A mim, dentro da minha experiência e respeito para com o Allan, só resta torcer para que ele seja reconhecido, nesse novo momento político de nossa pátria. Caso pudesse falar com o presidente Bolsonaro, dir-lhe-ia: presidente, o Allan é um dos seus, trate-o com tal, ou seja, trate-o na altura do seu merecimento.
Isso não é favor, mas o reconhecimento do mérito, uma das diretrizes de novo governo.
A quem Allan incomoda? Não vou nominá-los, mas nãp são bons brasileiros.
Tenho dito.

OS BONS MÉDICOS CUBANOS

OS BONS MÉDICOS CUBANOS

João Melo e Sousa Bentivi

Os médicos cubanos continuam a render notícias e a esquerdopatia reiante não perde tempo. Querem culpar o futuro presidente Bolsonaro. Tudo errado.

Cuba não fez acordo com Bolsonaro, fez com o Brasil e a simples manifestação informal de quem irá assumir um mandato, não pode assumir a formalidade de denúncia de um contrato vigente. Mas há outro aspecto relevante.

Uma parte da imprensa, notadamente os que mamaram nas tetas da corrupção petista, entoam loas e loas de elogios aos excelentes médicos cubanos. Nenhuma inocência e tudo ideológico.

Na realidade estão dizendo que o médico brasileiro não tem o cuidado, humanismo e dedicação de um profissional cubano. Em outras palavras, o Brasil ficará em severas dificuldades com a saúde intempestiva desses profissionais.

Nada disso. Existem bons profissionais cubanos, sim, do mesmo modo que existem excelentes profissionais brasileiros. Ouso dizer, sem medo de dúvidas, que há um fosso científico separando os médicos brasileiros dos cubanos.

Quantos cubanos assumiram uma emergência, no Brasil? Um serviço de clínica especializada? Quantos foram aproveitados pelo Hospital das Clínicas, ou Albert Einstein por exemplo?

Sem querer desqualificados, já encontrei muitos desatinos dos colegas caribenhos, como a prescrição de gotas auriculares em uma terrível otite média aguda, que terminou em uma perfuração de tímpano e transformação em otite média crônica.

Reafirmo que esse exemplo não é para desqualificar ninguém, mas para dizer que cubanos, argentinos ou brasileiros podem errar e  erram.

Escondido, pois, no endeusamento dos cubanos está uma tentativa da defesa do “mais médico” dessa política bandida do PT. Não entramos nessa onda.

A classe médica brasileira vai dar a devida resposta, não para se confrontar ou estabelecer parâmetros comparativos com cubanos, mas porque somos competentes, nesses anos todos, no cuidado com a saúde do nosso povo.