Sinopse

SINOPSE DA VIDA DE JOÃO MELO E SOUSA BENTIVÍ

João Melo e Sousa Bentiví, natural de Pedreiras – Maranhão, fez o Curso Primário no Grupo Escolar Oscar Galvão e Curso Ginasial no Ginásio Corrêa de Araújo, ambos em Pedreiras. No Ginásio Corrêa de Araújo já fazia parte do grêmio e junto ao hoje professor (em Pedreiras) Waldinar Oliveira Lopes, fundou o Clube de Português e o Clube de Matemática, forma de aprofundamento nessas duas disciplinas básicas. Era um menino como qualquer outro, masa curiosidade o fazia diferente, tanto que durante o Curso Ginasial, fazia dois cursos por correspondência (naqueles tempos em que a internet não era nem sonho, havia curso por correspondência): Inglês, pela Escola Mundial e Rádio, Transístores e Eletrônica, pelo Instituto Universal Brasileiro.

Desde os primeiros anos de vida fez parte da Assembleia de Deus, em Pedreiras, e aos 10 anos iniciou sua vida musical como trompetista da Banda de Música de sua igreja. Seu mestre em música era o maestro Francisco Almeida, que, vendo o seu interesse, o convidou a ajudá-lo nos ensaio do coral da igreja e, como demonstrava relevante interesse, aos 12 anos foi-lhe permitido reger o coral.

Aos 14 anos, exatamente em 28 de fevereiro de 1968, na mudança de um amigo de seu pai, senhor Arnold Guedes de Paiva, aproveitando a carona, veio para São Luís e sua mãe, no dia seguinte. O objetivo era o tal Científico. Deu certo. Estudou no Colégio Municipal Luiz Viana, ao mesmo tempo que sobreviveu com dignidade, como camelô da antiga feira do João Paulo, ao lado de sua mãe, dona Zima Melo e Sousa Bentiví e sua querida irmã Zefinha Bentiví.

Um fato relevante: veio fazer o Científico, como afirmado, sem saber que seria o Científico. Todos diziam, no interior: depois do Ginásio, vem o Científico. Em março, não havia mais vagas nos dois colégios públicos de então: Liceu Maranhense e o Colégio Municipal Luiz Viana. Aí, com tamanho problema, a sua mãe, dona Zima Melo e Sousa Bentiví não se deu por derrotada e todos os dias se postava na porta do Luiz Viana, das 7 às 12, pedindo a tal vaga, para todos que entravam no colégio.

Na segunda semana, a pressão moral e desesperadora de dona Zima se tornou insuportável para todos e coube a professora Alda Carvalho a missão de dizer um simples recado, que mudou a vida daquele garoto pobre: “ninguém lhe suporta mais aqui na porta do colégio – mande seu filho amanhã”. Estava aberta a porta do sucesso!

No Luiz Viana, destacou-se como um dos melhores alunos e logo a sua liderança se pronunciou, sendo eleito presidente de um dos grêmios de escola mais importantes na São Luís, de então, o Grêmio Estudantil Professora Antonia Ribeiro da Costa.

Entrementes, desenvolveu uma intensa atividade artística: regente do Coral da Assembleia de Deus da congregação do João Paulo e também do Coral Geral das Assembleias de Deus de São Luís, fez inúmeros madrigais, trios e quartetos evangélicos, destacando-se, nos anos 70 com o Quarteto do Calvário (misto), Quarteto JORAB (masculino), sem esquecer a função de primeiro-trombone da Banda de Música das Assembleias de Deus de São Luís. Nos anos 90, quando era vereador de São Luís, foi impulsionador do movimento gospel, trazendo para São Luís as melhores bandas e os melhores cantores do Brasil, sendo o proprietário do primeiro trio elétrico gospel do Maranhão o TRIO UNIVIDA e da BANDA UNIVIDA, principal banda gospel dos anos 90

No campo de música secular, ainda nos anos 70, foi corista do Coral do Colégio Municipal Luiz Viana e corista-fundador do Coral da UFMA. Destaque-se ainda ter regido, por muito tempo, o Coral da Penitenciária Agrícola de Pedrinhas, o Coral da Cemar e regente-fundador do Coral do Sioge, o primeiro coral de empresa do Maranhão, na administração Jomar Moraes, governo Nunes Freire e, depois, na administração de Francisco Alves Camelo.

Aprovado no vestibular de Medicina da UFMA, desenvolveu uma intensa atividade como professor, iniciando, mesmo antes de passar no vestibular, com aulas particulares de Matemática, Física , Química e Educação Musical e, depois, após aprovação no vestibular de Medicina, de maneira formal, como professor de Ciências da Escola Santa Terezinha.

Daí adentrou no ensino da Biologia tendo sido professor do Colégio Santa Teresa, Colégio Maristas, Colégio Dom Bosco, Colégio Sírius e nos principais cursinhos pré-vestibulares de São Luís: CIPE, José Maria do Amaral, Curso do Professor Pestana, do Professor Alberico Carneiro, Seleção, Atual Vestibulares, Curso DNA, entre outros.

Mudando para o Rio de Janeiro para fazer Residência Médica em Otorrinolaringologia, foi músico da Banda de Música da Assembleia de Deus em São Cristóvão, compositor oficial das Confraternização de Mocidade, corista do principal coro da igreja, o Coral Sinfonia e, mesmo na Residência Médica, não abdicou da sua vida de professor. No Rio de Janeiro foi professor do Curso Martins e do Colégio Lemos de Castro.

Voltando a São Luís, continuou com a vida artística em atividade, sem olvidar uma carreira médica vitoriosa e bem sucedida, que, mais a frente, será delineada. Mas continua a vida artística.

Fundou o Madrigal – PITANGUS VOX – que participou do FEMACO por duas oportunidades. (Pitangus é o pássaro Bem-te-vi, em latim), como Diretor Comercial da UNIMED de São Luís, funda o Coral da UNIMED que participou de mais de uma dezena de FEMACOS e se torna modelo para outros corais de empresa, quando, pela primeira vez no Maranhão, os corista ganharam um pró-labora por sua atividade musical. Ao deixar a direção da empresa, de maneira voluntária, em 2007, a diretoria seguinte teve, como primeira decisão, a extinção do coral.

Nesse mesmo tempo, continuou sua atividade musical de maneira livre, se apresentando em igrejas e inúmeras casa de espetáculos de São Luís sendo, há 4 anos, presidente do Sindicato dos Músicos do Maranhão.

Na atividade médica a proficuidade de sua vida traz dificuldade em se fazer um resumo.

Foi estagiário do ambulatório médico do DER e da OLEAMA, quando acadêmico de Medicina; médico do IPEM e da Secretaria de Saúde do Estado do Maranhão, no início dos anos 80. Depois, aprovado em concurso público, foi médico legista por quase 18 anos, saindo por pedido de demissão voluntária. Aprovado em concurso para o antigo INAMPS, depois transferido para o Ministério da Saúde, goza sua última licença prêmio e, após mais de 30 anos de atividade médica, se aposentará.

Ainda no sacerdócio médico. Por mais de 10 anos foi médico da APAE e fundou a Associação dos Deficientes Auditivos do Maranhão, entidade filantrópica que prestou relevantes serviços aos deficientes auditivos e, ao cerrar suas portas, por falta de apoio governamental, continua sendo uma lacuna até hoje não preenchida.

O sacerdócio não parou, tanto que por quase 30 anos, no Hospital Tarquínio Lopes (Hospital Geral) e por quase 20 anos no Hospital Infantil Juvêncio Mattos exerceu sua atividade de otorrinolaringologista sem vínculo e sem receber nenhum salário, fato praticamente inigualável na história dos médicos do Maranhão.

Hoje é médico otorrinolaringologista no Socorrão I, nas clínicas Paulo VI e Superclínica, bem como em sua clínica particular.

Nas lides médicas, seguramente nenhum médico fez o seu percurso e provavelmente ninguém o fará. Foi monitor por concurso em duas cadeiras, na Faculdade de Medicina: Histologia e Embriologia, com os professores José de Ribamar Waquim e Alfredo Salim Duailibe e de Medicina Tropical, com o professor William Brito. Como atleta, na modalidade atletismo (prova dos 400 metros), participou dos Jogos Universitários de Belém e de Maceió. Também ativista político desde os primórdios, na Faculdade de Medicina, participou ativamente da eleição do primeiro diretório acadêmico autorizado pela Ditadura Militar.

No Rio de Janeiro, no Internato Médico, no Hospital Central da Marinha, foi coordenador do internato. Aprovado para Residência Médica, no Instituto dos Servidores do Estado do Rio de janeiro (IASERJ) fundou a primeira Associação de Médicos Residentes, a Associação do Médicos Residentes do IASERJ, sendo fundador e redator do RESIDERJ (jornal da Residência Médica do IASERJ) e eleito vice-presidente da referida associação. Foi ativista importante das primeiras greves dos médicos residentes, movimentos que, diga-se de passagem, antecederam os movimentos reivindicatórios do ABC paulista.

Voltando para São Luís, foi fundador do Sindicato dos Médicos do Maranhão e o maior ativista médico do Estado, que culminou com a sua prisão, no antigo Quartel Geral da Polícia Militar, durante uma greve geral dos médicos, no governo Luiz Rocha, por quase duas semanas. Foi, por vários mandatos, vice-presidente e depois presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Maranhão (hoje Associação Médica Brasileira). Foi conselheiro do Conselho Regional de Medicina, presidente da SOBRAMES/MA (Sociedade de Médicos Escritores), quando coordenou a primeira Amostra de Arte Médica do Maranhão e lançou a primeira antologia de poesia médica do Maranhão, o livro a ARTE DO SER. Foi fundador e primeiro presidente da UNICRED DE SÃO LUÍS (Cooperativa de Crédito dos Profissionais da Saúde) e, por 18 anos, Diretor Comercial da UNIMED DE SÃO LUÍS, deixando a diretoria, de maneira voluntária, em 2007. A UNIMED DE SÃO LUÍS entrou em falência em 2013

Como executivo de empresa, o diretor comercial João Bentiví deixou a sua marca. Repita-se, a sua saída, de maneira voluntária, teve origem em um entendimento próprio: entendeu que estava há tempo demais na diretoria e que a renovação seria sempre necessária.

Mas o seu legado foi fantástico. Ao entrar na UNIMED DE SÃO LUÍS, essa empresa abrigava-se em uma casinha alugada, na rua da Hortas, menos de 2000 usuários e 4 funcionários. Ao sair da UNIMED DE SÃO LUÍS, em 2007, a empresa era outra: 02 sedes próprias, na Avenida Getúlio Vargas e um prédio de 03 pavimentos, onde até hoje funciona a UNICRED, um estacionamento próprio em uma área de mais de 10.000 m2, um terreno na avenida Carlos Cunha de 22.000 m2 (parte usada pelo governo do estado no Elevado da Via Expressa), um hospital completo, na COHAB, para 70 leitos, incluindo UTI e Unidade de Queimados, com estacionamento para 300 carros e já com a parte ambulatorial em funcionamento e, o mais importante, quase 50.000 usuários. A UNIMED construída por doutor João Bentiví, até 2007, era o plano de saúde mais querido, maior plano e o mais respeitado do Maranhão. O patrimônio da UNIMED DE SÃO LUÍS, incluindo bens, depósitos e marca, superavam, então, muito mais que 300.000.000 de reais.

A atividade política e partidária é parte integrante da vida de João Bentiví. Primeiro suplente de vereador, em 1988, eleito vereador de São Luís, em 1992, foi secretário e vice-presidente da Câmara Municipal, em 1994 foi segundo suplente de deputado federal. Em 1996 foi primeiro suplente de vereador e assumiu o mandado, na licença do vereador titular. De 2005 a 2006, foi presidente do Instituto Municipal de Controle Ambiental (IMCA), hoje Secretaria Municipal de Meio Ambiente de São Luís.

Nesse cargo, após 3 brilhantes plenárias ambientais, com a participação maciça da sociedade, propôs o primeiro anteprojeto de um Código Ambiental para São Luís, infelizmente aprovado muitos anos após; levou a cidade de São Luís para a Conferência Mundial de Meio ambiente, em Johannesburg, África do Sul, mostrando, principalmente, a problemática do Rio Anil e trazendo algumas ideias revolucionárias para despoluição do Rio Anil e Lagoa da Jansen, bem como um convite para o então prefeito Tadeu Palácio para ir aos Estados Unidos para assinar um termo de cooperação em meio ambiente com a YALE University. Ele não foi! Finalmente apresentou ao prefeito um Plano de Ação para a sustentabilidade da ilha. O prefeito não o pôs em prática. Deixou a presidência do IMCA para se candidatar a governador do Maranhão, pelo PRONA, em 2006, fato relevante para a eleição do médico Jackson Lago ao governo do estado.

Na vida artística, nas artes cênicas, sob a orientação dos mestres Tácito Borralho e Domingos Tourinho encenou diversos autos natalinos, como o personagem pastor-guia e participou de uma versão, como ator, da peça Paixão Segundo Nós e antes, sob a regência da maestrina Volga Lena, foi ator na Cantata Natalina Maior Amor. Tem participação em antologia poética da Sobrames da Bahia e da Sobrames do Maranhão, quando, repita-se, lançou o livro A ARTE DO SER.

Fundou a Academia Atheniense de Letras e Artes (Academia primeira de São Luís), sendo o seu primeiro presidente e patrono da cadeira número 1. Membro da Academia Maranhense de Medicina, titular da cadeira 14.

No jornalismo, como dito, formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão, ainda acadêmico já se insurgia em escrever, mas fez a sua estreia no então Jornal de Hoje, dirigido pelo imortal maranhense Américo Azevedo Neto. Daí, protagonizou uma extensa coleção de crônicas em vários aspectos da vida social e cultural, destacando-se como excelente cronista político em centenas de artigos, principalmente no jornal Atos e Fatos e Jornal Pequeno, no qual assinava a coluna política mais lida então, denominada Janela Livre.

Seguramente o jornalista João Bentiví se constituiu como o principal cronista das oposições na luta histórica contra o sarneisismo, incluindo participação intensa no rádio, sendo articulador de um programa radiofônico histórico, na Rádio Capital, o Programa Parlamento, que entre suas figuras marcantes estavam os jornalistas Udes Cruz e Renato Sousa, ambos na eternidade. Ainda foi apresentador, na TV GUARÁ, do programa Janela Livre, durante o ano de 2005.

Tem destaque na vida acadêmica. Formado em Medicina, Jornalismo e Direito, Residência Médica em Otorrinolaringologia, curso de especialização em Medicina Legal, MBA em Gestão de Cooperativas de Crédito, Ciências Criminais e Gestão Ambiental. Como advogado, atua predominantemente no Direito Criminal, principalmente no Tribunal do Júri, tanto em São Luís, como no interior do Maranhão. Tem formação em Auditoria Ambiental e é Doutor em Ciência Empresariais, pela Universidade Fernando Pessoa – Porto – Portugal.

Foi professor-fundador do Curso de Direito da FACEM, cadeira de Biodireito, ministrou, também, a disciplina de Direito Processual Penal. Professor do Curso de Fonoaudiologia da Universidade CEUMA, professor da pós-graduação em Fonoaudiologia do CEST, professor de Medicina Legal e Bioética da Universidade CEUMA e professor-fundador do Curso de Medicina da Universidade CEUMA, sendo o decano desse curso.

Nesse caso, da Medicina da Universidade CEUMA, um detalhe chega ao nível dos recordes. Nas 12 primeiras turmas de médicos da Universidade CEUMA, o professor João Bentiví recebeu 12 homenagens, proferiu 12 aulas da saudade e foi paraninfo em 9 oportunidades, sendo que, em uma das turmas, foi, simultaneamente o proferidor da aula da saudade, um dos homenageados, o paraninfo e o nome da turma.

Nascido em Pedreiras, como já exposto, há 47 anos mora em São Luís e aqui constituiu família próspera. Casado há 30 anos com a advogada jane Rose Cunha Bentiví, é pai de 7 filhos, todos cidadãos dessa cidade.

Hoje está concluindo o segundo doutorado, dessa feita, em Direito, na Universidade Nacional de Mar Del Plata, Argentina. Tem certeza que a sua vida acadêmica, graduações e pós-graduações, por exemplo, está longe de chegar ao fim.

Esse blog, JANELA LIVRE, é um recomeço na vida do jornalista João Melo e Sousa Bentiví.