SUBESTIMAR O DINO É BURRICE

SUBESTIMAR O DINO É BURRICE

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Essa matéria estou escrevendo somente para mim e espero que ninguém leia, inclusive porque ninguém pediu a minha opinião e, melhor ainda, nunca vendi a minha opinião. Simples: ninguém pediu e eu não quero dar.

Tentarei ser o mais imparcial que eu puder e do mesmo modo que ninguém solicitou a minha opinião, não tenho nenhuma informação privilegiada de nenhuma dessas novas lideranças políticas do Maranhão. A minha desimportância me envolve em uma sacrossanta paz.

O Dino tem formação jurídica, política, acadêmica e muita esperteza. Quando deixou a toga o fez dentro da absoluta segurança de que seria eleito, independente do caráter ético de sua campanha, inclusive alguém pode apontar suspeitas de incorreções, mas um detalhe é o fundamental: a campanha foi aprovada pela Justiça Eleitoral. Correta, lídima e honesta. Pronto.

Na reeleição da senhora Roseana, em 2010, o pole-position da oposição era o Jackson e Dino tinha certeza de que o adversário real era o Jackson: não teve nem pena, nem ética e nem dó do velho líder. Muitos acham que essa traição antecipou a sua viagem para eternidade.

Em 2014, tudo conspirava para a felicidade do Dino e, nesse particular, o seu melhor aliado foi a Roseana: governo pífio, aliados descontentes e, numa crueldade, Roseana deixou o Lobinho em uma solidão tamanha, que até hoje o Lobinho não encontrou o caminho de casa. A traição ao Lobinho e a vitória de Dino são vasos comunicantes que dependeram da senhora Roseana.

Pelo sim, ou pelo não, o governo Dino deu um presentaço para a agora ex-governadora: disse para o mundo que o governo da senhora Roseana foi bom, correto e honesto. Roseana tem nota dez, no parâmetro ficha limpa. Dou um doce para quem encontrar uma só vírgula que demonstre uma só inconformidade ou reclamação do Dino, quer com a senhora Roseana, quer com o seu pai, o senador Sarney.

O único que recebeu perseguição foi o Ricardo Murad. Estranho, não é? Como o Ricardo era só um secretário, por que somente ele foi perseguido? Dá até a impressão de que Dino e Roseana nunca foram adversários, mas aliados, desde a primeira infância. Impressão boba, decerto.

Chega-se a 2018 e a oposição ao Dino se prepara para o pleito. Dino, então, exercita toda esperteza política. O seu exército amestrado colocou todas as armadilhas no meio das oposições e ocorreu o que Dino sonhou e programou: ele apontou e determinou o adversário dos seus sonhos. Roseana.

Sabia Dino que, se não tivesse um terceiro nome viável, ele estaria concorrendo, não contra Roseana, porém contra um adversário fictício: o sarneisismo. Informo aos descuidados e inocentes que o sarneisismo, como força hegemônica, morreu com a senhora Roseana, em 2014, e, a propósito, quero informar que um maranhense, em 2006, em uma conversa com o senador Sarney, em Brasilia, vaticinou essa realidade: João Melo e Sousa Bentivi. O senador está vivo para confirmar.

Estamos em 2022, os personagens estão postos e os principais nominarei, outros não. São eles: Dino, a oposição e Bolsonaro. Bolsonaro estuda o Maranhão com microscópio e o Maranhão é um dos seus maiores objetivos.

Dino, agora o mais importante aluno do senador Sarney, está cumprindo a lição: dividir a oposição para reinar e, caso consiga, terá, pelo menos, mais 20 anos de domínio absoluto. Esperteza não lhe falta.

A oposição tem todas as potencialidades, mas tem excesso de vaidade e pouca inteligência. Peço desculpas a mim mesmo, e para a minha seriedade, por não ter coragem de dizer tudo o que penso da oposição e não é pela oposição que faço isso, mas simplesmente pela minha coerência: não posso fazer o jogo do inimigo.

E o Bolsonaro? Fará o quê? São milhões de eleitores bolsonaristas, esperando quem lhes aponte o caminho. São dezenas de possíveis lideranças, mas não há nenhum comando aglutinador (espero, do fundo do meu coração, estar enganado e falando bobagem). A história da humanidade mostra que nunca um exército, sem comando, ganhou uma guerra. Pode até ganhar uma ou outra batalha.

O exército dinista (há, há, há: esquerdista tem raiva da palavra exército) tem comando e obediência, assim, ou a oposição tem juízo, ou o Dino será o novo imperador gonçalvino.

Na política, como dizia mamãe, estou por fora, como bolso de blusa, tanto que nem sei se ainda darei minha opinião, sobre a política maranhense e, como disse, no início, espero que ninguém leia este arrazoado.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

OS PASTORES E O MEC

OS PASTORES E O MEC

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Há poucos dias, a notícia mais retumbante, no Brasil, foi a suposta relação desonesta, entre o MEC e os pastores evangélicos. Foi uma festa de uma imprensa nefasta, partidos de esquerda, com as bênçãos do próprio satanás. Explicarei.

Poucas pessoas conviveram com tantos pastores, quanto eu, em mais de 60 anos de vida cristã e posso afirmar que o fato de ser pastor não transforma ninguém em anjo. Os pastores são homens e, como tal, devem ser tratados e compreendidos. A característica maior de um pastor é que ele maneja a palavra de Deus e por mais que ele tenha falhas, a palavra de Deus não tem falhas. Deus vela por sua palavra.

A notícia foi bombástica: os pastores estavam cobrando propina em barras de ouro! Várias análises.

Em sendo verdade, seriam corruptos bobos e inexperientes. A corrupção profissional recebe em paraísos fiscais ou em dinheiro vivo, basta lembrar de um ladrão esquerdistas, chamado Gedel, com mais de 50 milhões, ao vivo, em notas.

Os pastores exerciam algum cargo na administração federal? Não. Há alguma prova, além de uns poucos depoimentos, do recebimento de algum favor? Não. Há alguma imagem, em vídeo ou foto, que comprove a denúncia? Não. Há alguma gravação de voz comprovante do crime? Não.

Até esse momento, tudo está no campo do disse-me-disse e a prova do fato criminoso, basilar do direito penal, necas de catibiriba. Não sou advogado de defesa de ninguém, mas esse caso tem semelhanças absoluta com a acusação da corrupção, na compra de vacinas, em um escárnio parlamentar, denominado de CPI da pandemia, no qual chegamos na corrupção impossível: corrupção sem a contrapartida do dinheiro, aliás, sem nenhum dinheiro.

Dos dois pastores acusados conheço somente um: o pastor Gilmar Santos. Sou amigo dele e de toda a sua família e sou testemunha ocular daquilo que Deus fez em sua vida e da obra portentosa e vitoriosa que esse mesmo Deus colocou em suas mãos.

Um homem com as qualidades do pastor Gilmar Santos deveria, em um ambiente de mínima correção ética, merecer, de início, o benefício da dúvida, mas não foi assim: colocado foi na cova dos leões. A razão da agressão, na Babilônia, com o profeta Daniel, se repete, nesse caso, no MEC. A diferença está no número e na qualidade dos leões: os leões contra Daniel eram somente leões, porém os leões contra Gilmar são outros e de diferentes raças, mas todos com o mesmo pai. Satanás.

A imprensa tradicional, anticristã e esquerdista, entrou em crise de euforia. Os partidos de esquerda em orgasmos ideológicos, tentaram uma CPI e os blogs da militância esquerdopata completaram o coral do escárnio. Tudo isso é compreensível, afinal, satanás pode até se fantasiar de anjo de luz, mas continuará sendo o rei das trevas.

Entretanto um fato me incomodou bastante: o comportamento de alguns líderes evangélicos no episódio. Não vi nenhum padre que tivesse criticado o pastor Gilmar, mas muitos pastores, levados por sentimentos, muitas vezes escusos, aproveitaram, sem pena e sem dó.

Um velho ministro, amigo meu, dizia: os maiores inimigos de um pastor são satanás ou um outro pastor. Davi sabia disso e em 1 Crônicas 21:13, afirmou: Estou em grande angústia; caia eu, pois, nas mãos do Senhor, porque mui grande são as suas misericórdias; mas que eu não caia nas mãos dos homens. Davi era sábio.

Poderia mostrar várias declarações infelizes, mas uma me chamou a atenção. O presidente de uma das maiores convenções do Brasil soltou uma nota oficial cretina, que não mostrava a fraqueza de um Pilatos, mas evidenciava  a maldade de um Herodes. Sem ninguém lhe pedir ou lhe perguntar, informou em documento oficial: o pastor Gilmar Santos não faz parte da nossa convenção!!!

Mesmo que Gilmar fosse culpado, Jesus aprovaria esse comportamento indigno desse pastor? Essa nota significa assim: esse pastor Gilmar não vale nada, não é da nossa convenção, nossa convenção só tem pastores santos e corretos e não temos nada com isso. Esse ministro é, nada mais, nada menos, que um fariseu cruel e cretino.

Finalmente, um detalhe: essa acusação está sendo investigada, desde o ano passado, pelo próprio governo Bolsonaro. Não tenho bola de cristal, até porque crente não crê nesse tipo de argumento, mas continuarei acreditando na seriedade e justeza do meu amigo e meu pastor Gilmar Santos.

Alguém perguntaria: e se for provada a sua culpa? Respondo: continuarei amando o pastor Gilmar e orando para Deus manter o seu ministério. A igreja só é igreja, só é a noiva de Jesus, porque ela é maior que as nossas falhas. Simples e bíblico.

Estamos com você, querido pastor Gilmar Santos.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

 

 

UMA ESTRELA CHAMADA ROSEANA

UMA ESTRELA CHAMADA ROSEANA

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Não sei quantos anos tenho, na atividade jornalística, mas iniciei, ainda na adolescência, em um jornal da mocidade das Assembleias de Deus, depois, como médico residente e ativista político, no RJ, fundei um jornal, na Associação do Hospital IASERJ, O RESIDERJ, que foi sucesso absoluto.

Voltando para São Luís, em 82, prestei vestibular e formei-me, em jornalismo, em 86 e transformei-me em um dos principais jornalistas, do segmento oposição ao sarneisismo, aliás, seguramente fui o principal (raríssimo exemplo de não fazer acordos espúrios e outras concupiscências) e, se alguém duvidar, perguntem para o senador Sarney ou para a senhora Roseana.

Dito isso, elimino qualquer suspeita de que eu esteja adulando a senhora Roseana, até porque nunca fiz e nem faria parte da gentalha vagabunda da imprensa, que vende suas consciências e suas canetas, na feira da vagabundagem da comunicação. A bem da verdade, os vagabundos do jornalismo são tantos, que desconfio serem oriundos do processo de geração espontânea.

Mas a senhora Roseana é, queira-se ou não, a maior estrela do pleito estadual de 22. A trajetória não deixa a menor dúvida, senão vejamos.

Em 2006, era pré-candidato a governador do Maranhão, por ingerência de um grandiosíssimo amigo, tive uma conversa de quase um dia inteiro, com o senador Sarney, em Brasília. Foi interessante. O senador, conhecedor de homens com e sem caráter, certificou-se que falava com alguém de caráter. E eu, também um bom avaliador de interlocutores, certifiquei-me, nessa conversa, da genialidade política do senador e das razões porque ele dominava e dirigia tantos escroques, alguns ainda vivos, entre nós.

No instante da minha despedida, ele disse-me: posso fazer uma última pergunta? Aquiesci: o que o senhor acha de minha filha Roseana? Respondi-lhe: o seu maior bem e o seu maior mal. Não vou delinear o que disse, mas, tal qual um profeta, toda a minha previsão se cumpriu, até 2014. Depois disso veio o Dino.

A senhora Roseana, no início do governo Dino, estava em baixa, situação tão difícil, que recorreu a um autoexílio e afastou-se do Maranhão e muitos decretaram o seu fim político. Absoluto engano. Entre aquele momento e o hoje ocorreriam muitos detalhes, sendo o maior a administração Flávio Dino.

Sou muito questionado por praticamente não falar do e sobre o Dino. Quero explicar. Não tenho e não conheço um verdadeiro grupo político organizado na oposição ao governador, por outro lado, ao ser independente, não tenho e nunca recebi solidariedade na política, não sou candidato a coisa nenhuma, não tenho problemas de sobrevivência, filhos criados, esposa inteligente e linda, a sogra me chamando de filho… que diabos buscaria no esgoto da política?

Ademais, uma pessoa que amo em demasia, que tenho dificuldades para dizer-lhe não, muito amiga do governador, certa feita fez-me um pedido, quase em contrição: por favor não ataque o Flávio, com a tua caneta ferina. Creio que atendi, pois não tendo chefe de minhas ações, faço delas o que bem entender e atendo a quem bem eu quiser.

Mas voltemos para a senhora Roseana. Do exilio para a glória foram menos de oito anos. Pouco a pouco, sem ninguém se dar conta, Roseana voltou do esquecimento ao afago. Hoje, por onde ela passa, é abraçada e dá autógrafos e, de repente, a cada pesquisa, uma verdade se apresenta: é a maior líder popular, na atualidade maranhense.

A situação é confortabilíssima, é pole e qualquer campanha majoritária e para deputada, sem sair de casa, será a mais votada e carregará uma penca de muitos sem votos. Para voltar a ser governadora ou ser alçada a senadora, bastaria somente uma boa costura partidária e nada mais.

Um exemplo que vai deixar muitos irritados: caso o Bolsonaro fizesse uma aliança com o Sarney, ela escolheria entre o senado, ou o quinto mandato de governadora e “babau-cachimbo-de-pau”.

Algum leitor curioso e inteligente (meus leitores não são beócios, pois beócio não consegue me entender, tampouco me ler) perguntaria: o que fez Roseana para voltar com esse sucesso? Tentarei resumir a explicação.

Primeiro, o seu pai, que em contrário de muitos políticos, sempre soube valorizar os seus aliados. Os aliados do seu pai são seus aliados. As falsas possíveis lideranças da atualidade do Maranhão não possuem a qualidade do Sarney e a primeira coisa que fazem, ao serem alçados ao poder, é darem as costas aos correligionários, muitas vezes desprezando até mesmo uma simples troca de palavras. Normalmente, essas pessoas não alçarão voos maiores.

Segundo, tudo o que apareceu, na política, após Roseana, é desprovido de carisma e repleto de arrogância e prepotência, nisso inclui o ter ou não ter a “cara de povo”. Roseana, apesar de ser da elite, tem cara de povo, basta vê-la nas ruas e festejos na Madre de Deus: cara e cheiro de povo.

Terceiro, o seu sucessor no governo, que os incautos e imbecis apontavam como o algoz do sarneisismo, é o maior impulsionador da Roseana. Nunca foi antisarneisista, até por natureza genética e, aos olhos de todos nós, voltou a ser aluno qualificado do senador Sarney, desde simples dúvidas políticas, até para investidura em sodalícios acadêmicos.

O povo, por sapiência empírica, entende isso muito bem.

Para melhorar, ainda mais, a performance roseanista, basta somente se lembrar de uma bandeira, propalada a quatro cantos, como sinônimo de um novo Maranhão, um tal MAIS IDH. Alguém aí, que me lê, poderia ajudar e me informar, por onde diabo anda esse desgraçado MAIS IDH? Ele é uma farsa tão evidente, que o o próprio criador do slogan, faz questão de dele não lembrar.

Por último, last but nost least, Roseana está tão à vontade, que pode se dar ao luxo de desempatar, com o seu apoio, a vaga do senado ou do governo.

Finalmente, mesmo, uma conversa de mesa de bar. Estava na conveniência do posto do Eduardo, na Ponta D`Areia, onde vicejam muitos desocupados, como eu, e perguntaram-me: qual a obra política mais importante, do atual governo do Maranhão? Tasquei, na bucha: a redenção político-eleitoral da senhora Roseana.

Pontos para a solidariedade do governador Dino, para com o senador Sarney: favor com favor se paga.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

 

 

O SUPREMO ESTÁ CERTO

O SUPREMO ESTÁ CERTO

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Antes que algum bolsonarista se zangue, eu explico: disse certo, mas não disse correto. Algumas cabecinhas tontas não entenderão que posso diferencias, ouvir de escutar, ver de olhar e certo de correto. Ninguém muda a qualidade dos neurônios, nem Deus, que pode tudo!

Uma dificuldade inicial paira sobre todos os brasileiros: o que se pode dizer a respeito do STF, que não seja um ato criminoso? Só é permitido elogiar? Criticar é crime? Vou tentar não me tornar um criminoso.

Ser ministro do STF requer conduta ilibada e notável saber jurídico. Não tenho nenhum motivo (e se tivesse não diria) de desconfiar da honorabilidade dos nossos ministros, entretanto não guardo a mesma convicção, quanto ao “notável saber jurídico” e, resguardo-me defensivamente: não há no ordenamento brasileiro o “crime da dúvida”.

Alguém afirmou que a melhor maneira de se perder a participação de um leão, em um espetáculo circense, é deixá-lo saborear um pedacinho de carne humana, quentinha. A partir desse dia, o leãozinho nunca mais se acostumará com a carne gelada do frigorífico. No Brasil ocorreu algo semelhante.

Tudo ia às mil maravilhas e ninguém dava bolas para o STF e até as derrapadas, como a manutenção dos direitos políticos da Dilmanta, passaram, sem muita contestação. Mas, de repente, o cataclisma: Jair Messias Bolsonaro. Era mais que um perigo, era a desarrumação do status quo e um perigo para todos os esquemas.

O diabo era que o sujeito foi catapultado por quase 60 milhões de votos e precisava de alguém para freia-lo. Quem? Impossível encontrar: o PT exangue moralmente, o PSDB em declínio, o “centrão” doido por uma sinecura, os outros partidos, do espectro esquerdopata, sem voto e sem peso popular. Era uma situação desesperadora. Mas havia uma solução: o STF.

As medidas extralegais do STF somam-se às centenas, talvez milhares, mas seguem uma lógica interessante: testam o ambiente democrático, a partir de pequenos episódios, até alguns relevantes. O diabo é que ninguém conseguirá determinar o the end. Um exemplo.

Um dia, uma garota chamada Sara, foi presa, acusada e de terrorismo, por soltar fogos de artifício, em noite de lua, em direção ao prédio do STF. Deu certo. Depois o preso já foi um deputado federal, com o desprezo da imunidade parlamentar, esse deputado, agora, é um deputado perineal, ou seja, representa aquela região, entre o ponto I e o ponto O, que não participa dos momentos de diversão. Ninguém sabe se o Daniel Silveira é deputado ou se é um alienígena.

Bob Jeff é um caso especial. Idoso, presidente de partido, sem foro especial foi julgado como tal, apenado por uma só caneta e ninguém sabe a data do fim do seu martírio.

Mas o presidente Bolsonaro é o melhor exemplo da anomia jurídica. Não pode nomear um simples diretor da PF, todas as suas ações administrativas são questionadas, é esculhambado acintosamente por qualquer esquerdopata, discurso de ódio contra ele são incontáveis, reuniões privadas são publicizadas, um inferno. Isso é somente um resumo.

Alguém acha que essa história vai parar? Que o leão que saboreou o arbítrio, de repente muda de opinião e se torna democrata? Pior, ainda, se alguém reclama do ministro Barroso, nas ações do TSE, coloque as barbas de molho, virá Alexandre e ele vai presidir as eleições.

O STF está certo, tomou todas essas medidas e foi obedecido, não tem o menor cabimento parar essa caminhada, agora. Como o homem mais honesto do Brasil, alcunhado de Lula, não consegue se encontrar com o povo, tudo indica que precisará concorrer sozinho, no próximo pleito, desse ano, ou as urnas adquirirão vontade própria.

Com tristeza, muita tristeza, desconfio que o STF ou TSE (que é a mesma coisa) impedirão o Bolsonaro de concorrer e a receita é fácil: quem pode restituir os direitos políticos de um ladrão, pode suprimir esses mesmos direitos de um honesto. Simples, assim. Basta uma acusação de campanha antecipada, por um P espúrio qualquer, como o PSOL, um inquérito presidido por um delegado específico e uma canetada ministerial monocrática.

Algum bolsonarista, mais inocente, poderá ficar falando mal de mim. Não, não fique assim. O STF tem, de fato, muito poder, tanto que todos que falam sobre esse assunto, o fazem pisando em ovos. É medo, muito medo.

Já me perguntaram sobre as atitudes que Bolsonaro poderia tomar. A minha resposta foi simples: isso não é problema para a minha manifestação, nem pública e nem em privado. Não faço parte de nenhuma estrutura bolsonarista, não tenho pretensão mais para a vida pública e, a cada dia, me convenço que não tenho nada a ganhar opinando em assuntos tão controversos.

O bom senso e minha esposa me orientam para cair fora dessa bola dividida. Mas vou dar uma dica para o Bolsonaro: peça orientação para o Renan Calheiros. Novo espanto, se acalmem.

Renan foi o único cara que desobedeceu ao STF e ficou por isso mesmo, vai ver que se o Renan fosse ministro do Bolsonaro, poderia contar o segredo para o Bolsonaro. Não consigo nem imaginar qual seria esse segredo.

Mas que há, isso há.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

BOLSONARO NUNCA TEM FALTA DE INIMIGOS

BOLSONARO NUNCA TEM FALTA DE INIMIGOS

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Não é fácil a situação política do presidente Bolsonaro e já afirmei inúmeras vezes que, se alguém não crer em milagre, deve observar o presidente e crerá.

Um simples exemplo. Nunca um presidente foi tão perseguido e conseguiu mante tamanha popularidade, a ponto que os resultados das “pesquisas” não convencem ninguém, principalmente os institutos, que sabem da farsa, mais que nós.

E os apoiadores do Bolsonaro? Aqui não falarei do povo, esse está com o presidente e basta alguém imaginar o sete de setembro ou ver uma imagem do “data-rua”. Não há dúvida, a depender do povo, Bolsonaro é imbatível. Falo de outros apoiadores, falo daqueles que se dizem ativistas, políticos e projetos de políticos e vejo, nesse particular, o nó da questão e falarei da minha visão relativa ao meu estado, o meu Maranhão.

Qual a liderança política bolsonarista do Maranhão? Caso você responda sim, acrescento: O povo do Maranhão sabe disso? Essa hipotética liderança aglutinaria todos os bolsonaristas no pleito que se aproxima? Essa liderança teria possibilidade de êxito, nas eleições majoritárias ao governo do Maranhão ou ao Senado? Qual a perspectiva de os bolsonaristas conquistarem um substancial número de cadeiras para a Câmara Federal? O mesmo se diga para a Assembleia Legislativa?

Alguns fatos, porém, não deixam dúvidas. Contra o Bolsonaro estão, desde o vetusto Sarney, até o dente de leite da creche dinista, aliás, Sarney e Dino, como se dizia na minha Pedreiras, são farinha do mesmo saco e cachaça da mesma pipa. Contra o presidente Bolsonaro se transformam na mesma pessoa, uma consubstanciação.

A imprensa, salvo uns pouco blogs, com o do Linhares, os outros, alguns ficam na confortabilidade do não comprometimento e a maioria segue a regra costumeira da imprensa: fiéis para com a subserviência, rendendo louvores aos leões. A tal grande imprensa nem se fala, submetida à inanição de verbas públicas, forma o maior cartel de indignidades, contra o presidente.

E os bolsonaristas? Eis aí o nó górdio da questão. Que o povo apoia o presidente, repito, é um fato, mas precisaria de um exército para transformar o povo em força eleitoral. Os bolsonaristas não formataram, nem de longe, a ideia de um exército, para enfrentar uma batalha. No máximo são um bando, sem estratégia, sem liderança e sem futuro.

Mas em um aspecto são imbatíveis: anões políticos pousando de gigantes. Um anão nunca será um gigante, morrerá anão. A vaidade, porém, é gigantesca.

Tenho conversado com muitos e é comum, até mesmo do nada, apresentarem selfs com o presidente ou com os filhos do presidente. Às vezes reforçam a noção de intimidade, deixando claro que falam com o núcleo palaciano a qualquer hora.

Babacas. Caso tivessem esse poder todo os cargos federais do Maranhão estariam com os bolsonaristas. Salvo engano, somente dois cargos federais são ocupados por bolsonaristas. Que prestígio e esse? Fotografia é boa se retratar uma paixão sexual. Política, babacas, se faz com poder. Simples, assim.

Ainda reverberam um outro motivo de suas fúteis importâncias, a tal rede social. Fulano é um forte político, tem 100 mil seguidores. Acho isso importante, mas política é outra coisa. Caso seguidores fosse o único e mais importante capital político, um tal Vitar ou uma tal Annita já estariam, no mínimo, no parlamento federal.

O fato é tão gritante que, a essa altura, já deveriam ter um mínimo de definição partidária e definição partidária vem junto com participação nas instâncias de um partido, ainda que seja um partido nanico.

Para piorar mais o que já está ruim, esses pigmeus políticos são plenos em ciúmes. Tenho um amigo, com uma história política interessante e que não mais deseja se candidatar a nada, mas é bolsonarista de quatro costados, que se encontrou comigo e confessou, aliás, desabafou: puta que pariu, Bentivi, tenho tentado participar de algum grupo dos bolsonaristas, mas há uma barreira invisível e intransponível.

Uma pergunta que não quer calar: quantos bolsonaristas maranhenses sofrem esse mesmo problema? Que querem participar e não encontram espaço? Não tenho resposta, mas tenho certeza que são milhares, na mesma situação.

Enquanto isso, no outro lado, poderá haver até disputa entre eles, mas no varejo, pois no atacado são coesos contra o presidente.

Assim, o meu sonho é que as reais e as falsas lideranças bolsonaristas criem juízo e possam construir um exército, à altura das necessidades de nossa pátria e, relativo à minha pessoa, nada muda, acostumei-me a ser um guerrilheiro solitário, em defesa do presidente Bolsonaro, mas se existir uma tropa, melhor ainda.

O que não sei é até quando manterei essa atitude coerente, pois, em realidade, de quando em vez estou ficando de saco cheio com bolsonaristas e, até mesmo, com o presidente. Caso ouvisse um pessoal da minha própria família e que se preocupa comigo, já estaria fora da trincheira.

Mas continuo firme, sem saber determinar, porém, até quando.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

EMOÇÃO NA UNIVERSIDADE CEUMA

EMOÇÃO NA UNIVERSIDADE CEUMA

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

O CEUMA está na minha história e serei breve nessa consideração. Após duas graduações na UFMA (Medicina e Jornalismo), resolvi fazer Direito, também na UFMA. Aprovado no vestibular, por descuido, não me matriculei no tempo hábil e, quando quis recorrer, descobri que um grande amigo entrara em minha vaga. Desisti. Decepcionado prestei vestibular no CEUMA e concluí o curso de Direito.

Mas impregnado pela burrice esquerdista de minha juventude, não tinha apreço por faculdade pública, por outro lado, desde que fui alijado criminosamente em um concurso na UFMA, a decepção foi tanta, que abdiquei da carreira universitária.

De repente, um telefonema e a minha ex-aluna e amiga Eleusina convida-me para fazer parte do grupo inicial da Medicina, do CEUMA. Resisti bastante, porém a insistência venceu-me.

Primeira reunião e bastou pouco tempo para a minha conversão ao método PBL, amor à primeira vista e o resultado não tardou: fui o primeiro nome selecionado e nem me dei conta que me transformava, quase casualmente, no decano do curso.

Nasceu, então, um rosário de emoções. Mais de uma dezena de homenagens, incluindo o recorde de paraninfadas, conclusão da maior pesquisa da história da Medicina Maranhense, o livro IMORTAIS DA MEDICINA, ver nascer vários otorrinolaringologistas, que comigo deram os primeiros passos, entre tantos acontecimentos.

Entrementes, o CEUMA curou-me da decepção da UFMA e me deu estímulo interior para acumular múltiplas especializações e pós-graduações, incluindo o meu doutorado em Gestão Empresarial, na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal) e, atualmente, em conclusão de um mestrado em Meio Ambiente, aqui, nessa universidade.

Esse breve resumo demonstra que o CEUMA foi, para mim, uma fonte de inesgotável alegria e, antes que alguma mente rasa entenda ser essa afirmação fruto da doença bajulação, informo que nunca aceitei, tampouco aceitarei, qualquer convite, para qualquer cargo de relevância na instituição, até porque exerço, ao meu critério, o cargo mais relevante de todos, no processo educativo: ser um simples professor.  Aliás, creio que nasci professor.

Mas não perco de vista, como cristão, a finitude das coisas animadas e inanimadas, como, por exemplo, eu e o CEUMA. Escrevi e ainda não publiquei algo com o nome: MEU ÚLTIMO SEMESTRE. Farei um resumio.

Digo que, ao iniciar cada semestre nessa instituição, sempre o faço como se ele fosse o último e  a explicação é racional. Eu posso ser chamado, nesse ínterim, para morar com Deus, o Ceuma pode resolver dispensar meus préstimos, eu posso não mais querer ou não mais ser capaz de proporcionar meus préstimos, por exemplo.

Qualquer que seja a hipótese factível não mudará dois aspectos: a finitude das coisas e a minha eterna gratidão para com essa instituição. Ponto final.

Como justificativa desse arrazoado reportar-me-ei para um evento inédito, singular mesmo, ocorrido na última quarta-feira, nessa universidade: a I MOSTRA DE LITERATURA, ARTES E MÚSICA DAS HUMANIDADES MÉDICAS DA UNIVERSIDADE CEUMA.

Não compareceu o público esperado, lamento, não pelo não comparecimento, mas por tudo que os ausentes perderam de beleza e emoção e, mais ainda, de fazerem parte daquele momento histórico. Foi a largada do que denominamos NÚCLEO DE LITERATURA, ARTES E MÚSICAS DAS HUMANIDADES MÉDICAS.

Por mais que quiséssemos as palavras jamais retratariam a emoção e os sentimentos, por melhores que sejam pronunciadas ou escritas, mas cumpre-me fazer o registro do momento áureo desse evento: a homenagem póstuma a nossa colega, amiga, médica competente e humana e professora da Universidade CEUMA, Talita de Paula.

A presença de seus pais, Thompson e Lila e as lições que nos deram arrancaram lágrimas voluptuosas de muitos olhos, assim como inesquecível a exposição de fotografias. Não dá para esquecer, nunca será esquecido.

Creio que teremos novos eventos e creio, muito mais ainda, que mais corações serão tocados. No mais rápido tempo possível apresentaremos o delineamento e caminhos propostos para o núcleo, que, é bom que se diga, não tem similar em nenhuma Faculdade de Medicina do Brasil, até porque nasce na Faculdade de Medicina da Universidade CEUMA, mas se propõe a integrar todos os cursos, incluindo professores e funcionários.

Finalmente compartilhar para todos uma singela homenagem ao anjo denominado Talita, na forma de um despretensioso soneto, entregue a seus pais.

TALITA “IN MEMORIAN”

 

Não posso te acordar, querida filha,

Desse teu sono angelical de eternidade

Mas aguento conviver nessa longa trilha

Ainda que repleta de tanta saudade

 

Ontem foste simples embrião fecundado

E à primeira luz, um dia chorou,

E foi crescendo, juntinho, ao meu lado

Que nem percebi, quando a adultice chegou

 

Porém de inoportuno, partiste sem aviso

Sem ao menos um momento de despedida

Para, abraçando-te, os teus lindos olhos admirar

 

Agora restam lagrimas mui sofridas

Que correm em meu rosto como caudaloso rio

Sinal desse amor eterno, que jamais terminará.

São Luís, 09/11/21.

João Melo e Sousa Bentivi

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

UM ESTRANHO MARANHÃO

UM ESTRANHO MARANHÃO

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Faltando menos de um ano para a eleição estadual, o quadro político do Maranhão se destaca, não pelas certezas, mas pelas interrogações. Em todos os lados.

Um enigma é o governador, a multiplicidade no seu arraial poderia sugerir uma vasta ciência política, uma mente brilhante, que jogando com vários nomes, teria, na algibeira, a solução para negociar todas as vaidades e seguir compacto, para a vitória. Não creio assim.

Basta imaginar essa hipotética cena: Brandão no governo, desistindo da postulação eleitoral e apoiando Weverton ou Camarão. Ou então, em uma cadeia de rádios e TV, Dino Weverton, Brandão e Camarão para Dino dizer: o meu candidato é Camarão e, nesse momento, Weverton e Brandão, emocionados, juram fidelidade a Camarão e seguem felizes para a vitória.

Mais ainda, quem tem certeza de que Dino renunciará? Em nível nacional, Dino é quase nada, visto ninguém acenar para ele a possibilidade de uma vice-presidência, inclusive entendo, na perspectiva atual, que Dino só seria aceito como vice de Marina Silva. Muito mais ainda: Dino senador ou deputado federal?

No lado dito bolsonarista, vejo a burrice mais evidente e reflito. Independente de qualquer liderança maranhense, o Bolsonaro tem mais de 40% de admiradores, no Maranhão e esses admiradores bolsonaristas, em tese, votarão contra o time do governador.

O diabo é visualizar o time do presidente e explico. Facilmente conhecemos os bolsonaristas, basta tirar a turma vinculada ao Palácio dos Leões e outros esquerdopatas, a multidão que sobra é bolsonarista. Tudo isso é bonito, mas sobra uma dificuldade: multidão amorfa é ideal para acompanhar trio elétrico, mas nunca ganhará uma eleição.

Para os bolsonaristas e simpatizantes fazerem frente ao time do governador, precisam de articulação, comando, organicidade e liderança. Simples, mas ainda inexistente e o tempo não ajuda aos desorganizados da política.

A rigor, pelos últimos acontecimentos, a única liderança que, de fato, se contrapõe ao governador é o deputado Josimar e as atitudes do governador demonstram fielmente.

A ação policial contra o deputado e sua esposa mostram, de maneira clara, que alguém está incomodando. Esse alguém é Josimar.

Nem preciso entrar no mérito. No mundo da política há estranhas conexões entre os entes estatais. Só para recordar. O governador queria, no ano passado, decretar um lockdown e assim sacanear (na visão dele) o Bolsonaro. Não teve coragem. De repente uma casualidade e bota casualidade nisso. Um promotor pediu, um juiz canetou, a polícia fez cumprir e foi instalado o nefasto lockdown.

Não conheço a estatística de quantas pessoas foram salvas por essa medida, mas tenho certeza que, depois desse lockdown diabólico, o vírus chinês se espalhou mais rapidamente pelo interior do Maranhão, principalmente pela Baixada Maranhense.

Voltando ao deputado Josimar. A ação policial foi totalmente descabida e sem respaldo jurídico, tanto que foi devidamente anulada e bem aí está o nó da questão.

Qualquer estudante de direito saberia que essa ação jurídico-policial carecia de base, inclusive constitucional, mas foi realizada e cumpriu os seus objetivos adredemente traçados. A imprensa bandida deu cobertura e fez a devida repercussão

Entretanto a anulação do feita e quase não foi noticiada. Repito, o objetivo já tinha sido alcançado: desgastar o projeto político do deputado acusado.

Alguém me perguntaria: qual a razão de tudo isso? Respondo. Somente esse fato demonstra o peso eleitoral do deputado Josimar, se ele terá êxito nas suas ações políticas, não sei responder, mas que ele leva medo e preocupação para os palacianos eu não tenho a menor dúvida.

Para os bolsonaristas, creio está aí uma boa dica: Bolsonaro necessita, urgentemente, de aliados com valor político e eleitoral, no Maranhão e o deputado Josimar, comprovadamente, carrega esses valores.

Como simples analistas ficarei atento.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

 

O CASO JOSIMAR

O CASO JOSIMAR

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Não conheço o deputado Josimar de Maranhãozinho, tampouco a sua esposa e creio que, caso os encontre em meio a uma multidão, não os reconheceria, mas acompanho as coisas políticas do Maranhão e não poderia, evidente, não analisar o fenômeno político que ele representa.

O Maranhão político é feudal e vale muito as questões de grupos e famílias politicamente estruturadas, o que pode representar a facilitação da vida pública ou a inviabilização política de alguém.

Exemplos não faltam. Qual os argumentos que fizeram a senhora Roseana ter tanto sucesso político? Suas qualidades intelectuais? Articulação ideológica? Nada disso, caso ele tivesse nascido na COHAB e em vez de Sarney tivesse um sobrenome qualquer, talvez nunca adentrasse aos Leões.

Nas esquerdas tem o exemplo Conceição Andrade, inicialmente uma jovem advogada das classes populares e, um dia, foi ungida como princesa das esquerdas, com o compromisso de ser obediente e subserviente aos comandos superiores.

Fez-se prefeita e ousou desobedecer, não deu outra, de uma “Margareth Thatcher tupiniquin”, tornou-se o “vírus da traição” e nunca mais levantou voo.

O deputado Josimar, de cara, tem um fator singular: não pertence a nenhum grupo, quer de esquerda ou de direita. É o perfeito self made man. Por outro lado, creio que só cresceu porque as turmas hegemônicas, quer de esquerda ou de direita não se aperceberam do fato, já que ele vicejou, inicialmente, por pequenos municípios. Ao notarem o fato era um fato consumado.

Parece, de longe, a mim, ser de grande esperteza política, e um exímio cumpridor de acordos, tanto que manteve uma aliança com o comunista Dino e obviamente desfrutou dos frutos dessa aliança, sem, contudo, se transformar em um subserviente aos moldes de Elisiane Gama. Manteve-se somente e simplesmente Josimar.

De repente ações policiais espetaculares e espetaculosas e essa última me chamou a atenção: foi determinada por forças estaduais, que seguem a orientação do governador comunista Flávio Dino, exatamente no momento que, ao que tudo indica, Josimar caminhará um caminho diverso ao volumoso governador maranhense, com grande chance de se perfilar ao lado de Bolsonaro.

Isso decreta uma sentença de morte

Conheço os comunistas desde Marx e sei que construir não é a prática dessa gente, destruir é a regra, amar eles não possuem nenhuma vivência, desconhecem os tempos verbais desse verbo, porém no odiar e perseguir ninguém os iguala.

O comunista dos Leões tem formação comunista exemplar do berço e sonha ser comparado, no futuro, com outro maranhense notável, que por anos pousou de conservador, mas a história mostra que nunca esqueceu os seus tempos de esquerda, na Bossa Nova da UDN (os mais velhos sabem do que estou falando).

E darei um exemplo de assassinato político e eleitoral de adversários (poderia dar outros).

Pleito acirrado para o governo do Maranhão, 1994, Cafeteira praticamente eleito, às vésperas da eleição a Rede Mirante noticia que Cafeteira havia assassinado o tal Reis Pacheco. A partir desse momento, o Maranhão inteiro acreditou ser o Cafeteira um cruel mandante de um crime vil. Cafeteira tentou desmentir no último dia, mas teve um pequeno problema: a Mirante desligou os transmissores.

Mesmo assim, ainda foi preciso uma rapinagem no TRE e a senhora Roseana “ganhou” por uma diferença mínima de 18 mil votos.

O tempo passa, mas o gênio dessa peripécia está vivo e ainda é ouvido e um dos alunos mais aplicados  transita em meio aos leões.

Não faço juízo de valor, mas recorro a minha experiência de mundo, de médico, de perito, de jornalista e de advogado penalista, entre tantas outras, para desconfiar, já que o STF, que criou o crime das fakes, ainda não teve a ousadia de criar o crime da desconfiança, sou livre, pelo menos, para desconfiar.

Mas toda sacanagem política só é perfeita se tiver jornalistas safados, outro fato me chamou a atenção. Como está posto, no episódio foi apreendida uma arma, e nas empresas havia cheques e dinheiro: tudo foi colocado como se fossem provas de um crime ou crimes.

Boa sacanagem. Portar arma, ter cheque e dinheiro só será crime se a arma não tiver o regular registro e os cheques e dinheiro serem de origem criminosa. Ninguém se preocupou com isso, pois a ideia é, primeiro, criminalizar, segundo, destruir uma reputação, terceiro liquidar politicamente o acusado e, depois, se tudo for mentira, arquiva-se o feito, mas a pessoa já estará definitivamente lesada e agredida.

Repito, finalmente, não conheço e nunca troquei uma só palavra com o deputado Josimar e sua esposa, mas conhecendo o Maranhão e suas malandragens dá para desconfiar que mais que uma ação policial, está em curso mais uma tentativa de assassinato político de alguém.

Como o horizonte para o governador se torna cada vez mais nebuloso, aviso aos seus adversários que o jogo será cada vez mais brutal contra quaisquer possíveis adversários.

O tempo, às vezes, é o senhor da razão, porém nem sempre o é.

Tenho dito

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

 

BOLSONARO ESTADISTA

BOLSONARO ESTADISTA

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

O título dessa matéria tem vários efeitos, incluindo pruridos pudendos intensos, em região posterior. Faz bem, já é um dos objetivos que alcanço. Vamos ao principal.

O 7 de setembro bombou e eu pude ver gente de todos os tipos e cores e quando eu penso que a esquerdalha nos chamava de fascistas, trago dois exemplos de fascistas perigosos: dona Raimundinha, amiga dos meus velhos tempos de adolescência, com mais de 80 anos, enrolada em uma bandeira nacional e Sofia, linda loira de 2 anos, a cara do avô, fardada de verde-amarelo. Sofia é minha neta.

A imprensa bandida engoliu na marra: não dá para negar os milhões que foram às ruas.

De repente a decepção: Bolsonaro não deu um murro na mesa e não quebrou vidraças. Muito pelo contrário, dá uma mensagem em nível de benção de Arão. A decepção minha e de milhões tem explicação científica: a burrice é sempre mais apressada e não dá bolas para a razão. Basta raciocinar. Raciocinei.

Bolsonaro tinha e tem, em mãos, todos os elementos e argumentos, quer jurídicos ou logísticos, para muitas medidas, inclusive para fazer a volta imediata da constitucionalidade perdida, mas isso seria com um custo alto, terrível e o Brasil teria que arcar.

Os inimigos da pátria sabem disso muito bem, estão desesperados, sem saídas e, em não tendo saídas, procuram o caos. Bolsonaro, estadista, não descarta o caos, mas trabalhará para, se isso for inevitável, que o seu ônus  não seja debitado em sua conta pessoal e política.

Não posso dizer o teor das conversas com Temer et caterva, mas posso afirmar que ao fazer um discurso apaziguador, Bolsonaro simplesmente jogou no colo do STF uma bomba. O Brasil e o mundo irão acompanhar não as ações e palavras do Bolsonaro, porém todos acompanharão os movimentos do STF, Câmara e Senado.

As medidas de força, se em um determinado momento forem necessárias, serão postas e todos sabem disso. O que não se sabe (pelo menos eu não sei), ainda, é se os outros atores da querela cumprirão seus scripts.

Bolsonaro teve outro lucro. Uma parte dos brasileiros que durante muito tempo engoliu o discurso bandido da esquerda, de que o presidente era um sujeito belicoso, nesse episódio entende o erro dessa percepção e entende que, apesar de declarações, às vezes, inconvenientes, o presidente é, acima de tudo, sincero e não radical. Ponto para Bolsonaro e aumento de percentuais de apoio.

Os bolsonaristas  e conservadores mais radicais, que no primeiro momento se rebelaram, começam a entender os nós do novelo e um fato é relevante, com cara amarrado, ou encrespada seguirão o presidente, mais ou menos como aquele episódio em que Jesus, após dá uma dura lição nos discípulos, perguntou: vocês querem me abandonar? São Pedro respondeu por todos: para quem iremos nós, pois tu tens as palavras de vida eterna.

O exemplo serve como luva. Para quem é cristão, que defende os valores familiares e as pautas da seriedade, que não compactua com a corrupção, que não sonha com uma ditadura de esquerda, etc. etc., quer goste ou não goste, a única opção é o Messias, aliás, Jair Messias.

Essa é uma das explicações do sucesso do presidente, a ponto de muitos chamá-lo de mito. Entrementes, um sujeito nonodáctilo, para ir à praia, com a sua namorada, precisa de guarnição policial e quando se encontra com sete pessoas, recebe vaias de seis.

Uma última observação. Eu não desejaria, jamais, ter um adversário como Bolsonaro. Aprendeu a falar com o povão, a ponto de dizer palavrão e não perder voto de fundamentalista religioso. E é muito favorecido por seus adversários. Três exemplos.

As ações do STF contra o presidente, assim como o perdão jurídico ao Lula agregaram apoio ao presidente e foram desastrosos para a imagem do STF, basta alguém fazer uma pesquisa formal ou informal, com uma única pergunta: você ama o STF?

O segundo exemplo é o próprio Lula. Perdeu, definitivamente, o status de líder popular e carismático. Desde 2007, salvo engano, não consegue ir às ruas. Porém a presença de Lula no cenário elimina o surgimento de qualquer nova liderança na esquerda, e aniquila a tal “terceira via”. Sabe quem ri e se lambuza de satisfação com isso? Bolsonaro.

Terceiro, a CPI do covid.  Um fiasco. Já foi da cloroquina, da ivermectina, da vacina, da Copa América, do Pazzuello, da Nise, do futebol, do vazamento de sigilos e outras coisas mais (nunca encontrou o Gabas!). Porém não consegue encontrar falha no governo, está engolindo o sucesso da Vacinação, a diminuição da pandemia e tem uma acusação que será anedota histórica. Afirmará que o governo Bolsonaro é corrupto, sem que nenhuma pessoa tenha recebido um único centavo de corrupção.

Mais ou menos bêbado sem álcool, lombrado sem maconha ou assassino sem cadáver. É ou não é para gargalhar.

Mas o pior é pior ainda. Uma CPI cujo trio representativo é Omar, Randolfe e Renan, caso acusasse Al Capone, Al Capone seria inocentado.

Caso alguém de mim discorde, observe a tristeza da esquerda com a nota do Bolsonaro, alguns choram até agora, nada demais, estão treinando para chorar em 2022.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

 

JOYCE COM CHEIRO DE PASTELÃO

JOYCE COM CHEIRO DE PASTELÃO

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

É interessante esse caso da deputada Joyce pela falta de explicações lógicas que esclareçam as avarias sofridas em seu robusto corpanzil. Até então, o grande feito político da parlamentar seria o seu comportamento ingrato e traidor, relativo ao presidente Bolsonaro, principal artífice de sua eleição.

Guindada a liderança do governo mostrou o seu caráter, ou melhor a falta dele e suas desqualificações  de postura e raciocínios: uma Dilma Roussef mais jovem. Agora, nesse caso, pode estar chegando ao seu fim político ou ao ocaso do sucesso de quem nunca teve os insumos para tê-lo.

A minha análise é teórica, baseada em algumas declarações que vi na imprensa, portanto sem nenhuma comprovação documental, porém estribada em 20 anos de médico legista, outros tantos de advogado criminalista, bem como professor de Medicina Legal.

Houve lesão corporal, sim, portanto alguém que sofreu severas contusões, a deputada. Nesse caso, duas atitudes seriam fundamentais: a perícia do local do suposto crime e o imediato exame de corpo de delito. Pelo que li, não ocorreu.

Pelo relato da vítima, tudo aconteceu em uma suíte e no apartamento só havia duas pessoas, a deputada e o seu marido, exímio roncador noturno, dormindo em outro cômodo, inclusive para não incomodar o “sono leve” de sua esposa (palavras do esposo). Tudo um pouco estranho aos meus conceitos maritais. Caso passe a semana longe da mulher amada, no final de semana do aconchego a lógica é ficar juntinho, mas isso não tem importância pericial.

Supondo-se que a agressão teria sido feita por um terceiro, surge algumas indagações: quem seria o terceiro? E por onde teria entrado? A negativa da entrada do terceiro levaria a duas suposições: um espírito diabólico teria entrado com o fenômeno poltergeist e dado uma sova na moça, ou que não havendo terceiro, só houve o segundo e o segundo é o esposo. Uma simples conjectura.

Há mais inexplicações.

Nas palavras da robusta senhora, houve um atentado e ela acordou em um lago de sangue. A primeira providência seria acionar a polícia, procurar atendimento médico, exame de corpo de delito, isolamento da cena do crime, exame pericial imediato do outro personagem da cena do crime, o esposo, pois, independente do robusto amor que supostamente os une, por estar na cena do crime, o esposo teria já o epíteto de suspeito a ser investigado. Não houve nada disso.

Em casos semelhantes, o corpo de delito pode, às vezes, determinar o tipo de instrumento que produziu a lesão, a gravidade e o tempo em que aconteceu o episódio, assim, quanto mais cedo se faça o exame pericial, mais precisas são as informações para o esclarecimento do crime.

Mas o esposo da senhora disse que dormia longe do aconchego do amor, por roncar e a senhora deputada ter um sono leve. Algo não está batendo nessa informação. Pela história contada pela deputada, depois de pegar tantas porradas, só acordou em uma poça de sangue. Pelas palavras do esposo, ela teria sono leve, pela história da deputada e pelas múltiplas lesões, ela, que pegou repetidas bordoadas, não tem sono leve, mas dorme mais que urso polar na hibernação.

Tem um mentiroso ou dois mentirosos nesse angu.  Alguém com dois neurônios funcionantes acreditaria que uma pessoa pegasse um monte de bordoadas, com dente arrancado, feridas profundas e não acordasse durante a sova? Conta outra, Hasselman.

Outras indagações sobram.

E por que a deputada procurou atendimento hospitalar, não imediatamente após o suposto atentado e quando o fez, informou um nome fictício? Como parlamentar inteligente, por que em vez da PF ou Polícia Civil, com maior expertise em crimes, foi procurar a Polícia Legislativa? Por que a portentosa deputada se recusou a fazer o exame toxicológico? As diferentes lesões afirmam, por exemplo, que não se trata de uma simples queda da cama, como e quem colocou a deputada em uma poça de sangue? As roupas e cobertas da cama estavam em que estado? Ensanguentadas? Rasgadas? A deputada foi agredida deitada? Em que posição estava deitada? O agressor estava em que posição, em frente, à direita, à esquerda? O agressor seria destro ou canhoto? As fotos mostram que as agressões foram maiormente faiciais, mas, segundo ela, tem uma “rótula trincada” (palavras dela!!!!), seria um murro ou um chute na rótula? Caso estivesse deitada no leito castiço do amor, como alguém daria um chute na rótula de outro alguém deitada na cama? As lesões sofridas pela deputada não se explicariam melhor em um cenário diferente do seu apartamento, como, por exemplo, uma briga de bar ou de uma festa clandestina, ou acidente automobilístico? Perguntas muitas, dúvidas imensas e nem uma resposta.

Sem ter em mãos o inquérito policial, e com tantas indagações, fica temerário fazer juízo de valor definitivo, mas a história da deputada, para mim, é tão verdadeira, quanto uma nota de três reais.

Resta a investigação policial. Caso sejam diligentes facilmente descobrirão a  farsa, mas se tiverem a competência dos investigadores do Adélio, a verdadeira jamais triunfará. Infelizmente.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.