DEZ DIAS DE 2021.

DEZ DIAS DE 2021

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

E 2021 iniciou de maneira frenética. Trump sai e Kamala entra, digo isso porque Biden é um ser inexistente, ou fim de carreira, tanto que o seu nome não rima com o futuro, mas nada muda, os democratas americanos, de hoje, não guardam nenhuma semelhança com os Kennedys, por exemplo, na realidade são psolistas americanos, mais ranzinzas e venenosos que os do Brasil (o que é pior pode piorar). A história de América first acabou, agora o first é a China. O mundo ainda vai chorar.

Pelo Brasil, em alguns aspectos, eu preferia continuar em 2019, com o meu Mengão trucidando todos e ganhando tudo. Desconfio que a urucubaca de 20 entrou com força no 21. Um pesadelo!

Na política nacional tudo tende a piorar para a seriedade, iniciando com quatro ministros do STF que resolveram não gozar férias. Isso é certeza de cagadas e interferências no governo e o presidente Bolsonaro tem a chance de continuar sendo uma perfeita alegoria.

Sim, alegoria, porque de fato a executivo brasileiro não governa,  em plenitude, melhor dizendo, não lhe deixam governar e a oportunidade de o presidente Bolsonaro realmente governar foi perdida, exatamente naquele dia em que obedeceu a um ordenamento espúrio e não manteve a nomeação do dirigente da PF.

Foi a senha que os Toffolis e Alexandres queriam. Resta uma só saída: ou o presidente peita o STF, ou estará se candidatando a ser o Trump brasileiro, em 2022.

Aqui, pelo Maranhão, como em todo Brasil, a novidade foram as posses dos comandos municipais, São Luís em destaque, por sua importância e, muito mais, porque por seu peso específico, a capital é pedra angular na sucessão de 2022.

Com muito prazer estive na campanha vitoriosa do prefeito Braide, contribuindo da melhor maneira e ele, o prefeito, mais que qualquer outra pessoa, sabe das minhas motivações em apoiá-lo, inclusive já tinha feito isso na eleição anterior. Disse-lhe textualmente: meu voto é do convencimento, acho você o melhor candidato. Creio, deveras, que acertei.

Não seria, jamais, um calhorda para, oportunisticamente, fazer elogios ao prefeito que entra e críticas para quele que se foi. A minha análise é política, conceitual, quase impessoal e avessa aos interesses subalternos, mas os dez dias do prefeito Braide mostram uma mudança de postura interessante.

Primeiro. Todo governo tem composições, mas reconheço que as escolhas do prefeito, ainda que correspondam a acordos políticos (e isso é da regra), foi de sua absoluta vontade e discernimento. Esse secretariado tem a sua cara e carrega o seu DNA.

Segundo. Está posta uma meta de performance: 100 dias. Ou seja, a equipe sabe que esse prefeito cobrará resultados e isso pode redundar em eficiência administrativa. Definitivamente não teremos secretários anônimos, pois o pior de todos os gestores é aquele que a população não toma conhecimento de sua presença.

Terceiro. Parece que a conta de luz municipal, de água e cafezinho. está muito e muito mais cara. A informação que tenho é que as reuniões de trabalho adentram a madrugada e, somente isso, já mostra que está se formando uma equipe. Na administração, como no futebol, equipe tem que ter técnico, muito treino, suor e repetição. A resultante é a favor da coletividade.

Quarto. O prefeito deve ter aprendido com aquele adágio popular que afirma “quem engorda o burro é o olho do dono”. Traduzindo: quem faz uma administração eficiente é o olho do gestor, no caso o olho do prefeito. Ele já deve ter recebido centenas de relatórios, mas nenhum relatório pode prescindir da avaliação in loco, na afirmação de um saudoso personagem da TV, “cara/crachá”. Um detalhe não pode ser olvidado, esse comportamento presencial do prefeito tem jeito de se transformar em uma marca de sua administração. Merece parabéns.

Quinto. São mais de 30 colaboradores, mas um se destaca, a escolha da vice Esmênia, como Secretária de Educação. A história do mundo é vasta sobre a figura dos vices e, pela minha observação, do processo, inclusive a primeira análise jornalística sobre a vice foi de minha lavra, posso asseverar o acerto da escolha.

Mas quando a vice é convidada para uma das secretarias mais importantes do governo, isso é uma interessante sinalização. O prefeito quer a certeza de que essa secretaria será bem gerida, que se trata de alguém firmemente envolvida com o setor e que haverá uma absoluta relação de confiança, mais exponencial que com os outros secretários, todos demissíveis ad nutum.

Mas são somente dez dias, muito pouco tempo em relação a quatro anos vindouros e, como espero ultrapassar muitas décadas ainda, quero ter a alegria de continuar analisando a administração do nosso atual prefeito com esses meus olhos de esperança. Sei, perfeitamente, que ele enfrentará dificuldades, mas sei, também, que as dificuldades forjam os grandes líderes.

Que 2021 seja fértil em realizações para essa nova administração e que uma fada encantada possa trazer de volta o Flamengo de Jorge de Jesus, pois esse de agora tem me feito produzir rios de lágrimas de amargura.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

 

E PAPA COMUNISTA, PODE?

E PAPA COMUNISTA, PODE?.

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Há pouco tempo escrevi uma matéria, na qual provei que um sacerdote católico, ou um ministro evangélico possuíam uma absoluta incompatibilidade em ser ministro cristão e esquerdista. Provei, à luz da Bíblia, que a incompatibilidade  se dá, mesmo, entre Cristo e marxismo, os dois não podem conviver em uma mesma pessoa.

Quando criança, nas Assembleias de Deus, conheci  muito bem, um dos principais pontos de discórdia entre católicos e protestantes: São Pedro. Todo cristão sabe que Pedro foi o líder inicial da Igreja Primitiva, entretanto, à época, protestantes abominavam se dizer que Pedro fora o primeiro papa. Hoje essa questão não é relevante.

Mas o papado é o mais proeminente aspecto dogmático do catolicismo e nesses muitos anos a Igreja Católica teve ótimos papas e papas verdadeiramente diabólicos, assunto extenso, que nunca caberia nesse arrazoado.

Há papas exponenciais como Melquíades (311-314), primeiro papa africano, construtor da paz com o Império Romano; Silvestre I (314-335), que estabeleceu o acordo com Constantino e canonizado sem ser mártir; João XXIII (1958-1963), um curto papado e mudou a cara da Igreja, com ponto  alto no Concílio Vaticano II e, finalmente, o papa João Paulo II (1978-2005), que dispensa comentários.

Mas o número de papas diabólicos é grande, com pecados de várias matizes, inclusive a Igreja Católica nega, veementemente, a figura da papisa Joana ou João VIII (855-857), que pariu, afirmam, em uma procissão. Citam-se Sergio III (904-911), amante de prostitutas, assassino de Leão V, de quem se diziam “escravo de todos os vícios”; Bonifácio VIII (1294-1303), entre suas qualidades destacava-se a pedofilia e mereceu destaque no Inferno de Dante Alighieri; Júlio III (1550-1555), que nomeou um amante a cardeal e um bispo insatisfeito escreveu um poema “Elogio a Sodomia”.

Não tratarei, por controverso, o papel do papa Pio XII, que poderia ter sido cúmplice do nazismo ou, também, ter livrado milhares de judeus da morte. Tratarei, sim, de um tal de Jorge Mario Bergoglio, ou Chico, aliás, Francisco. Um mar de dúvidas e apreensões em quem conhece a Bíblia e os evangelhos.

Como professor de Bioética, em tantos anos, ensino aos meus alunos a importância ética do Vaticano e respeito tanto o Vaticano, que já o visitei várias vezes, inclusive em um momento exponencial, quando assisti uma missa rezada por Bento XVI, de quem sou admirador.

Classificava o Vaticano como âncora moral da vida, pois os seus dogmas repercutiam em católicos e não católicos, cristãos e não cristãos, de tal maneira que se concordava ou discordava, mas a âncora era cristã.

A mesma Bíblia que afirma que o amor é irrestrito é também a mesma Bíblia que garante a existência do pecado  e é a mesma Bíblia que não permite que creiamos em uma parte e abdiquemos da crença em outra. A ideologia de gênero, o materialismo e o marxismo não têm guarida no texto sagrado e o papa, por definição, deveria ser o maior defensor do texto santo.

As suas afirmações sobre o criacionismo são frágeis e inseguras e todos podem não acreditar no criacionismo, mas o verdadeiro cristão tem a obrigação de defendê-lo, pois sem a base do criacionismo, do jeito que está no Gênesis, a fé cristã é nula. (1 Cor 15:14)

Porém faltava o descortino da farsa papal, que já se mostrava no amor que esse tal Francisco nutre pelo lixo político mundial: Lula, Dilma, Maduro, os Castros, para ser exemplificativo. Veio a aprovação do aborto na Argentina, verdadeiro presente para os esquerdopatas de todas as etnias.

O farsante papal, que chorou pela queima de uma andiroba, na Amazônia, não dá um pio de inconformismo e reprovação pela morte de milhares de inocentes, na Argentina, sua pátria. Volto para a minha Bíblia, de novo, e vou até concordar que Pedro foi o primeiro papa, mas dizer que esse Chico, aliás, Francisco é um verdadeiro sucessor de São Pedro, vira um sacrilégio.

São Pedro, por exemplo, em momento de questionamento do próprio Jesus, foi taxativo na obediência:  Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna. (Jo 6: 69)

Esse Chico, aliás, Francisco está muito longe de São Pedro, mas semelhante a um tal Herodes. Herodes ordenou a morte dos inocentes, o tal Chico, aliás, Francisco aceita calado, em sua pátria, esse horrendo crime. Comparando os dois, Chico e Herodes, Herodes, por incrível que pareça, merece mais respeito: era enganador, mas não era hipócrita.

Chico é as duas coisas. Lamentável, um nojo. Sem julgamento, Chico, faça, a você mesmo, essa simples pergunta: EM MEU LUGAR, O QUE FARIA JESUS?

Jesus não faria quase nada do que Chico faz. Vade retro, Chico!

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

DINO, QUE RIDÍCULO!

 

DINO, QUE RIDÍCULO!

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Passei muito tempo sem me posicionar sobre o governador Dino, mas confesso ter perdido a paciência, o cabra está cada vez mais insuperável: no mal e no mau.

O cidadão tem méritos, passou em concurso, deu aulas e se elegeu deputado, caindo de helicóptero no Congresso Nacional e eu, na minha ignorância, não tenho a menor ideia da qualidade do combustível dessa nave, cujo comandante foi o ex-governador José Reinaldo.

Com ajuda da história e da falta de administração da Roseana, associadas com golpes sujos assestados contra o doutor Jackson Lago, chegou ao governo e nos encheu de esperanças, inclusive a mim, o guerreiro mais representativo do antisarneisismo.

Foram muitas promessas e a mais expressiva era tirar as cidades maranhenses do mapa da fome, falhou em todas e nessa promessa atingiu, diabolicamente, o ápice: piorou a fome nos lares maranhenses. E não está pior por conta da ação destemida de um tal de Bolsonaro.

Inocentemente sonhei que a sova desmedida que ele pegou, nesse pleito municipal, o teria levado a, pelo menos, a  uma reflexão: dei com os burros n’água, o cara piorou. Fez discursos desconexos, contou basófias desqualificadas, ameaçou antigos aliados e atingiu o clímax da temeridade/burrice: é o ventríloquo de uma outra coisa espúria, chamado de João Doria (que merda, o estrupício é também João).

A questão é a tal vacina chinesa. Claro que a vacina chinesa tem uma qualidade que nenhuma outra vacina tem: a mesma nacionalidade do vírus. Isso pode ser vantagem ou desvantagem, dependendo da ótica do observador. Na minha ótica é desvantagem.

Os países que estão testando essa vacina são China, Turquia, Indonésia e Brasil. Você, caro leitor, sem prejulgamentos ideológicos, acredita em seriedade de dados oriundos da China e da Turquia?  Qual a expertise científica da Turquia e Indonésia, para eu arriscar introduzir, em meu corpo meigo e sem veneno, uma vacina nessas condições?

Esse Doria, está se avacalhando e as pessoas de bom senso, que são a maioria, já estão entendendo que mais que politicagem, pode haver outros interesses subalternos, na postura do infame governador. Alguém poderia informar para essa pústula que vacinação é política nacional, com mais de 40 anos de experiência e que sem o aval da ANVISA torna-se crime.

A Bíblia mostra que às vezes o mal é ação de um só demônio, mas em outras eles se juntam e formam legiões. Dória não ficou só, apareceram cupinchas vários, mas o mais visível e serelepe, até pela protrusidade lipídica, foi o tal Dino.

Lá em Pedreiras, o Dino seria chamado, por dona Varinha, de um “sujeito sem noção”. Ela teria razões. Já é, de longe, o mais achincalhado governador do Brasil, nas redes sociais, a tal ponto que eu mesmo me incomodo, não por ele, mas pelo respeito que tenho, como maranhense, com a instituição GOVERNO DO MARANHÃO.

Chego a formular a hipótese da falta de conselheiros eficientes. O Jackson se acompanhava de um Mauro Bezerra, Aziz Santos e, também, Aderson Lago. João Castelo tinha José Maria de Jesus e Silva e José Burnett. Flávio Dino tem … (que desgrota, diria seu Varão, marido de dona Varinha).

Terminada a reunião do governo com os governadores, Caiado, Casagrande e outros, sem subserviência ao Bolsonaro, diga-se, entenderam os fatos, outros, mesmo inconformados, se calaram. Doria descabelou-se e quase desfigurou o botox, horrível.

Flávio Dino não perdeu tempo, foi hors concours: transformou-se no Doria Júnior e, como toda sacanagem deve ter parceria, adivinhem o parceiro chamado? Não poderia ser outro, o STF. Mas não precisa ser sábio para entender que nem o STF vai entrar nessa bola dividida.

Aí está o fundo do poço para o Dino e eu desejaria evitar isso, pelo amor e respeito que nutro pela a instituição GOVERNO DO MARANHÃO.

O Doria é um fiasco absoluto, mas o governador Dino, por essas atitudes impensadas (alguém lembra do episódio Cola Jesus?), ficará pior que o Doria, será a corruptela do fiasco, um final desmoralizante para quem foi, em um passado distante, um príncipe da Justiça.

O que seria ser a “corruptela de um fiasco”? Deixo a resposta para os universitários.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

BRAIDE, UMA SAÍDA PARA DINO

BRAIDE, UMA SAÍDA PARA DINO

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

A política é sinônimo de guerra, de luta e pode até dar empates, mas a regra é vencidos e vencedores. As eleições desse ano não fugiram a regra.

No Maranhão, não posso qualificar todos os vencedores e nem todos os vencidos, mas há nomes que se destacam, nos dois grupos: Eduardo Braide e Flávio Dino.

No começo da campanha, quando pairavam muitas dúvidas, vaticinei que o Eduardo Braide caminhava para ser um líder popular, em São Luís, nas estaturas comparativas de Cafeteira, João Castelo e Jackson Lago. Fui até criticado por um desses trânsfugas de nenhuma importância, com a caneta a soldo de algumas moedas de prata, tal qual Iscariotes. Não respondo a trânsfugas.

Até agora acertei e está nas mãos de Deus e do próprio Eduardo fazer essa previsão verdadeira e, quem sabe, chegar mais longe que os personagens citados.

Entretanto o governador Dino, nesse momento, transita pelo espinhoso caminho dos derrotados, aliás, o maior derrotado das eleições maranhenses. Nem sei mesmo se ele é o culpado do vexame, mas poderia estar bem melhor, caso tivesse me ouvido. Não ouviu.

O primeiro grande erro do governador foi trazer para a província um aliado desastroso e um inimigo inexistente. O aliado desastroso é Lula. Como alguém de juízo pode, nesse momento, colocar um bandido ao seu lado. Nem ou tronchas de comportamento, tipo Ciro, Manuela, Boulos e outros asnos semelhantes, vinculam suas vidas com esse marginal. Dino e um dos seus acólitos, talvez o mais bobão, o fizeram e se … (mamãe Zima diz: controle essa língua!)

O segundo erro foi querer transformar o presidente Bolsonaro  em um adversário municipal: ou loucura ou burrice. Bolsonaro quando pensa em Dino, pensa no maranhão e em Guaraná Jesus, a nossa mais popular bebida. Nunca pensa em Dino como adversário de coisa alguma, pois para ser adversário do presidente, Dino teria que tirar o Maranhão da miséria (aliás, afundou mais o estado), adquirir estatura de estadista, ter um partido que preste e pelo menos assessores, com inteligência e neurônios funcionantes.

Pelo visto, há carência de neurônios funcionantes em muitas cabeças.

O que eu desejo e estou orando é para Deus influenciar o coração do governador e que ele não cometa um terceiro grande erro: TRANSFORMAR O PREFEITO EDUARDO BRAIDE EM INIMIGO POLÍTICO.

Caso isso aconteça, asseguro que não foi por conta do prefeito Braide. Conheço o prefeito e sei que, pelo bem de São Luís, ele nem tem amores e nem ódios de quem quer que seja e, dentro desse quem quer que seja está o governador Dino. Aproveite, governador, o Braide é uma grande saída. Não para ser um “holandinha” de maior estatura, mas para fazer coisas por São Luís, que melhorarão a sua desgastada imagem, com o povo dessa ilha.

O seu sonhado “serpentário” para 2022 ruiu em 2020. O seu “poder de convencimento” sobre Maranhãozinho, Wewerton, Brandão e outros atores diminui a cada dia, até o dia que não mais existirá. Não perca tempo, telefone para o Braide, seja o estadista, pelo menos tupiniquim, e a sua imagem fisicamente rombuda adquirirá alguma beleza.

Apesar de não nutrir grandes amores por vossa pessoa, também não tenho nenhuma desavença ou querela e o meu espírito direitista, conservador e cristão me manda desejar o bem de todos, mesmo se esse todo é comunista, esquerdista ou qualquer outro desses istas.

Aproveite a chance, ligue e parabenize o prefeito Braide, pois nesse momento é uma das suas poucas saídas. Na pior das hipóteses, diminuirá o vexame da derrota, que está corroendo a sua alma.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

DINO NÃO ENGANA MAIS

DINO NÃO ENGANA MAIS

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

As eleições são acontecimentos importantes, divisores de épocas e significam, mais ou menos, mais que a perspectiva do futuro, uma prestação de contas do passado. O segundo turno, em São Luís, segue essa regra.

Apontará o novo prefeito, mas está mostrando a verdadeira essência do governador do Maranhão, o ex-juiz Flávio Dino. Às vezes, tenho sentimentos não satisfatórios, quando penso na figura de um juiz, que ao se tornar ex, envereda pelo erro, como, por exemplo, o senhor Wytzel e, lógico, até agora, não há nenhum paralelo entre Wytzel e Dino. Peço a Deus que nunca haja, sobretudo na ótica criminal, já que, na gestão da crise, os dois foram arautos do “fique em casa”.

Mas na via administrativa, o posicionamento do senhor Dino é um manual de como não deve se comportar um homem sério, sobretudo se carrega o epíteto de governador e de ex-juiz.

O governador pode ter qualquer aptidão filosófica, ideológica, sexual ou religiosa, mas o GOVERNO está proibido de tê-las. Quando o senhor Dino, pessoalmente ou através de ventríloquos loquazes, ameaça a funcionários, à luz do dia, sem nem mesmo ser hipócrita, só não está em maus lençóis pela cegueira e inaptidão funcional do Ministério Público e Justiça.

O candidato Eduardo Braide é uma força eleitoral? Nem Dino desconhece. O candidato Braide tem os votos bolsonaristas, em São Luís? Tem. Esses votos vieram por pedido de Bolsonaro a qualquer eleitor de São Luís? Não. Mas porque esse governador insiste em dizer que o candidato Braide é candidato do Bolsonaro? Vamos resumir.

A primeira razão do governador Dino tentar pintar o deputado Eduardo Braide, como candidato escolhido por Bolsonaro, decorre de uma de suas características: mentiroso. Repito, o governador mente. Caso ele fosse filho de dona Zima Bentivi estaria com o beiço quebrado, pois mentir, em minha casa, era inadmissível. Que falta uma Zima faz.

Segundo, querer nacionalizar o pleito municipal, em uma fictícia luta ou disputa Dino x Bolsonaro é desonestidade intelectual, por muitos argumentos. A figura adiposa do governador, em nenhum cenário possível ou imaginário é um player, à altura do presidente. Mais ou menos, na minha adolescência e juventude, eu querer namorar com Sonia Braga. Ter consciência da nossa estatura nos livra de sermos ridículos. O governador está, infelizmente.

Terceiro, como bolsonarista que sou e como participante da campanha do deputado Eduardo Braide posso afirmar que nem antes e nem durante, o deputado Eduardo Braide teve um só contato, conversa ou acordo com alguém do clã Bolsonaro. Essa minha afirmação tem fé pública, pois, ao contrário do governador, desafio a qualquer pessoa a provar que eu tenha dito uma mentira, inclusive esse desafio começa pela minha casa, na pessoa de minha esposa e minha sogra.

Quarto, caso queira encontrar um bolsonarista no segundo turno de São Luís, é fácil. Circula pelas redes um vídeo em que um cidadão, por nome Duarte Júnior, afirma a brados: EU SOU DO PARTIDO REPUBLICANOS, PARTIDO 10, PARTIDO DA BASE DO GOVERNO BOLSONARO!!! Tenho certeza de que o governador viu esse vídeo e, o que não se explica é o governador, em vídeo, dizer: O CANDIDATO DO BOLSONARO QUER A PREFEITURA PARA FAZER OPOSIÇÃO!!!

Esse fato me encheu de dúvidas, caso eu fosse dizer as características marcantes da figura do governador Dino, começaria pelas menos importantes, mais ou menos assim: é um sujeito feio, acima do peso, autoritário, prepotente, com um bom discurso, que maneja com regularidade o vernáculo, comunista, marxista, materialista (esses três atributos decorrem do fato de acreditar na coerência comunista do governador), inteligente, focado nos seus objetivos.

E a dúvida, perguntaria alguém? A dúvida é na inteligência do governador, pois se ele está querendo apoiar um candidato não bolsonarista, não pode ser o deputado Duarte Júnior. Pior ainda, deveria esquecer o candidato Duarte Júnior, porque se ontem o Duarte se orgulhava de ser bolsonarista, agora faz de conta que é contra Bolsonaro, amanhã poderá virar as costas para o Dino e passar a ser Wewerton ou Brandão. Agradeça-me por alertá-lo, senhor governador, tenha cuidado governador!

Mas elogiei, sem falsidade e disse que o governador é inteligente, pois ao apontar levianamente que o deputado Braide é o candidato de Bolsonaro, o governador está querendo tirar da carapuça a notícia que já ganhou o Brasil e o mundo: um simples deputado federal derrota o governador comunista do Maranhão.  Até o correligionário do governador, aquele democrata comunista de Coréia do Norte, Kim Jon-um, ficaria decepcionado. Para ser derrotado, em vez do Braide, fica melhor, nacionalmente, ser por Bolsonaro. O governador é inteligente, em alguns casos, reconheço.

Finalizando, certamente o povo de São Luís não enveredará cor essa cantilena comunista, baguncista e imoral e cravará o 19, pois entre tantas razões, o deputado Braide antes de ser contra ou a favor de Dino, contra ou a favor de Bolsonaro, o deputado Braide É A FAVOR DO POVO DE SÃO LUÍS.

Basta, simples assim.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

 

DINO É MAU, CONSTRUIU MAIS UM CADÁVER POLÍTICO

DINO É MAU, CONSTRUIU MAIS UM CADÁVER POLÍTICO

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

O segundo turno da eleição de São Luís está interessante e um personagem se destaca, e tem o nome Dino. Conheço dezenas de Dinos, mas esse é diferente e exuberante em uma qualidade (desqualidade?): é mau, muito mau e não é bom tê-lo como amigo.

Pela Bíblia, há amigo que é mais apegado que irmão (Pv 18:24), mas o amigo Renato Souza (in memoriam) dizia que tem o amigo, o amigo da onça e a própria onça. Nesse particular o Dino é a onça.

O seu candidato in pectoris, do seu partido, vergonhosamente derrotado, fez uma campanha corajosa: despersonalizou-se e assumiu que era uma marionete de uma dupla, não sertaneja, que nada canta, mas farfalha, chamada Lula/Dino. Recebeu a devida reprovação nas urnas.

Mas durante a campanha, esse candidato recebeu acusações violentas, de outro candidato, também da trupe, que resumirei, em palavras mais educadas: você é um bandido sem recuperação, deveria ser retirado do convívio social, pois além de você ser bandido, o seu pai também é bandido. Essa afirmação atinge requintes de crueldade, quando o pai, do então candidato, se encontrava entre a vida e a morte, assestado pelo famoso vírus comunista.

O acusador se chama Duarte Júnior e o bandido, pelas palavras do acusador (e eu não concordo com uma grosseria dessas) é nada mais, nada menos, que o ex-postulante, deputado Rubens Júnior.

Os homens dignos carregam muitas qualidades, porém algumas se destacam: a capacidade de indignação e a defesa dos valores familiares. Eu tive somente uma mãe e somente um pai e nunca fui dado a violências, mas em duas oportunidades tentei fazê-la com as próprias mãos e Deus me livrou de consumar o meu desiderato: um gaiato que se insurgiu contra a minha irmã Zefinha Bentivi e um outro debochado que teve a infeliz ideia de pilheriar com dona Zima Bentivi, a minha santa mãe.

Coisa de homem e os homens não se constroem, eles nascem prontos.

Quando vi a ode de amor e carinho do ex-agredido (sim, o perdão promove esquecimento e o esquecimento anula a agressão kkkkk), para o agressor, tive dúvidas para explicar: submissão humana rasteira ou um milagre de conversão em nome de Cristo?

Logo retirei o nome de Cristo dessa balbúrdia, até porque para alguém ser comunista, mesmo, Cristo não tem a menor importância. FOI SUBMISSÃO! E a pessoa a quem prestam essa obediência tem nome e sobrenome: Flavio Dino.

Agora vocês entenderam quando afirmei que DINO É MAU, repito MUITO MAU.

O episódio a que esse jovem deputado foi submetido enodoa a sua carreira definitivamente, pois se alguém lhe chama de bandido (creio que não o é) e ele não reage, mesmo não o sendo, passa a impressão de que a acusação é verdadeira, mas pode piorar.

Chamar um enfermo grave, em UTI, de bandido, sem que ele possa se defender com um simples monossílabo, é uma crueldade diabólica. Será que o enfermo perdoaria essa agressão? Pelo que o conheço, jamais. Será que o enfermo, ao se recuperar (eu estou orando para isso, por minha amizade com ele), perdoaria ao agressor?

A rigor, estou sendo até injusto com o jovem deputado, que seguramente está sofrendo. A minha inconformação é com esse governador, que deve ter obrigado ao jovem parlamentar a se submeter a tamanha esbórnia. Tudo correlato com o DNA dinista: sacaneou e traiu um Tema, um Zé Reinaldo e, principalmente ao Jackson Lago.

Rubens Júnior foi somente mais um e eu, como analista político já estou fazendo um bolão, para a próxima vítima. Tem uma legião de candidatos a vítima, de relance alguns com muita chance: Brandão, Wewerton, Elisiane, Juscelino, Neto Evangelista, Yglésio, etc. Mais que o amor, a traição não tem limites.

Assim, qualquer pedido eleitoral do deputado Rubens Júnior, nesse segundo turno, carece de seriedade. São Paulo ensinou que as coisas boas se iniciam em casa, com os “domésticos da fé” (Gal 610). A defesa do povo de São Luís se inicia com a defesa do povo de São Luís que mora junto comigo.

Querido deputado Rubens Júnior, não tenho nenhuma convivência com você, mas tenho amizade e respeito por seu pai e, repito, rogo a Deus para que ele se restabeleça, porém aceite um conselho: aprenda a escolher os seus amigos, com cuidado para não optar por amigos da onça, se bem que, a bem da verdade, nesse caso, você escolheu a PRÓPRIA ONÇA.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

ACABOU A FARSA E RESTOU A TRAGÉDIA

ACABOU A FARSA E RESTOU A TRAGÉDIA

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Entendo que o substantivo tragédia está indevido, pois tragédia poderia se referir a uma das veias da arte cênica e melhor seria usar a instrutiva palavra SACANAGEM.

Quando nominei o conjunto de candidatos, com origem palaciana, de CONSÓRCIO SERPENTÁRIO DOS LEÕES, o próprio governador se apressou em negar, mas a negativa dele tem a mesma veracidade de uma nota de três reais e como a minha Bíblia diz que quem não é fiel no pouco, não o será no muito (Lc 16:10), posso dizer, ao senhor governador, que quem mente uma vez já passa a ter o título de mentiroso.

A grande dúvida era saber quem enveredaria por essa tragédia, desculpem, por essa sacanagem leonina, quem formaria, com a regência tosca do governador, O CORAL DOS MENTIROSOS DOS LEÕES? Para a alegria da decência e da seriedade, o coral sonhado por seu Dino se resumirá a um dueto ou, no máximo, um trio desafinado com a seriedade, mas experiente em sacanitudes políticas.

Para a minha alegria, o primeiro a se insurgir foi o meu amigo Yglésio Moysés. Não poderia ser diferente, a genética não diz tudo, mas muito fala e falou. A genética e o nome do deputado Yglésio carimbam a palavra seriedade. Parece que a minha alegria poderá se tornar maior: o deputado Neto Evangelista, por notícias que recebi, também não caminhara na senda do pecado do marxista de plantão. Espero que isso seja verdade.

Como tudo que é ruim pode deixar uma lição, esse episódio, pelo menos clareia muita coisa. Primeiro, o verdadeiro candidato a prefeito, pelas forças da malignidade esquerdista, é o governador Flávio Dino.

Segundo, esse governador deveria aprender com e ter a decência do presidente Bolsonaro. Bolsonaro deu apoio a alguns candidatos, em sua live semanal, mas sem meter nenhuma estrutura do governo, em qualquer candidatura. Um governo em campanha descarada para um candidato é uma atitude criminosa.

Tem explicação. Pelas palavras de um ex-candidato a prefeito, de apelido Júnior, ele e o governador são discípulos de Lula. Desejo ardentemente que esse larápio, de nome Lula, não tenha grande eficiência com seus alunos. Aluno de Lula, se aprender a lição, pode terminar na cadeia. Não desejo isso para ninguém.

Finalmente registrar uma tragédia, que talvez explique as atitudes do senhor Dino: ele vive um inferno astral. O Maranhão, após seis anos de comunismo, caminha impoluto para ser o estado mais miserável do Brasil. O sonho presidencial do governador caminha junto com Marina Silva, um pesadelo e o resultado das eleições municipais, até agora, foi uma sova de galho de goiabeira, nas ancas governamentais. E tudo está muito claro.

Os prefeitos eleitos carregam alguns carimbos: Maranhãozinho, Wewerton Rocha, Juscelino, Fufuca e. principalmente, Carlos Brandão. Quase não se vê alguém com o carimbo Flávio Dino. Caso tire a bunda da cadeira do poder, corre o risco de ficar do tamanho do PC do B. Quase nada!

A situação política do governador é, sem dúvida, desesperadora. Perder em São Luís será a pá de cal e estamos trabalhando para que não falte cal.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

MELHOROU, ERA UM SERPENTÁRIO, FICOU SÓ UMA

MELHOROU, ERA UM SERPENTÁRIO, FICOU SÓ UMA

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Para alguém que enfrentou um SERPENTÁRIO, lutar conta uma só vira refresco, claro que me refiro ao deputado Eduardo Braide e, mesmo sem querer, está implícita uma outra figura, o governador Dino. Esse tentou desqualificar a realidade, revelada por esse escriba, dizendo não haver CONSÓRCIO nenhum, mas não teve êxito em convencer tanto o seu João das Quantas, como também o porteiro do palácio, todos sabem que o governador inventou o CONSÓRCIO SERPENTÁRIO DOS LEÕES, com pavor e medo político do deputado Braide.

Aconteceu a primeira surra e a segunda se aproxima.

E a serpente? A mais importante, da história mundial, apareceu no Jardim do Éden e, de acordo com a Bíblia, representava o próprio Satanás. Evidente é que essa serpente bíblica nada tem a ver com as serpentes reais, lepidosaurias, da ordem Squamata. Mas tudo tem relação com esse processo político da sucessão municipal.

Esses animais, mesmo sem pernas e braços se locomovem com muita facilidade, inclusive tem espécies aquáticas e possuem muitas adaptações, como, por exemplo, mudar de cor, para enganar outros animais e, assim, poder atacá-los, com mais facilidade.

As venenosas possuem uma adaptação terrível: as glândulas e a presas inoculadoras de veneno. Parece um dente qualquer, mas se trata de um dente diabólico, que, a uma simples mordida, pode determinar a morte da presa.

Essas palavras não são simples metáforas para a luta que vai enfrentar o deputado Braide, nesse segundo turno, antes fossem, porque a realidade será bem mais dramática.

O veneno de uma cascavel pode ser neutralizado com um soro, o veneno que pode vir, nessa disputa eleitoral, pode ter tantas composições químicas diabólicas, que necessário será uma verdadeira farmácia para combatê-los.

Imaginemos os venenos a serem usados nesse segundo turno: uso da máquina pública, pressão indigna contra servidores, compra de lideranças corruptas, compra de votos à luz do dia, com o beneplácito de quem deveria coibir esse crime, uso de uma imprensa vagabundo em blogs, rádios e TV, etc. etc.

Você que me lê, me diga: essas ações teriam a orientação de Deus ou a orientação daquela coisa (Satanás), lá do Jardim do Éden? A solução para o caso do Jardim do Éden foi realizada, na pessoa de Jesus, conforme diz a Bíblia.

No caso de São Luís, nesse segundo turno, precisamos de Jesus, sim, para tudo, Incluindo para iluminar as mentes, mostrando a todos que o soro que vai resolver e anular esses diabólicos venenos é o voto consciente, sincero e honesto de cada pessoa dessa cidade. Em outras palavras, o seu voto, caro eleitor e cara eleitora.

Votar 19, Eduardo Braide, é o único soro que anulara o veneno da diabólica serpente.

Ah! Ia me esquecendo, qual é o nome da serpente? Deixo essa resposta para você.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

 

O MELANCÓLICO DEBATE

O MELANCÓLICO DEBATE

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

E houve o último debate? Não, não houve debate e o culpado dessa patacoada é, exatamente, quem não deveria sê-lo: o governador Dino. Os motivos são fáceis de serem entendidos.

Dominando 99% das prefeituras, contando com a obediência absoluta das bancadas estadual e federal, o governador, na mais pueril análise, “nomearia” o prefeito de São Luís e ele achou que poderia fazê-lo: caiu do cavalo é arrebentou o velho cóccix.

Tentou criar e criou o CONSÓRCIO SERPENTÁRIO DOS LEÕES para fustigar um segundo turno, mas tudo caminha para não haver e. se houver, o governador estará absolutamente desgastado e eticamente destruído, pois colocou a estrutura  do governo indevidamente na campanha, repetindo, com deméritos, as praticas vitorinistas e sarneisistas, que gostaríamos de não relembrar e, se há alguma coisa nova, na política do Maranhão, é a idade do governador, pois os seus métodos são típicos do mais tenebroso passado.

Mas a ópera bufa do tal debate teve duas ausências. Uma das ausências decorreu pela ação do covid, em um personagem, talvez aprendiz de Mandetta:  aquele cretino, defensor do “fique em casa”, que saiu do ministério, sem máscaras, sem luvas, sem álcool gel e abraçando a todos, sem nenhum distanciamento. No caso em questão, foi preciso os exames do personagem caírem nas redes sociais, para desmascarar o embuste.

A outra ausência foi a do deputado Braide. Inteligente e necessária ausência. Explico.

O deputado Braide fez muito mal em ter ido a outros debates, pois as pessoas que estavam debatendo com ele, salvo alguns momentos, como a participação inteligente do deputado Yglesio, não eram elas, porque estavam representando um personagem imerso no disfarce das sombras do anonimato, fingindo-se um estadista, cujo epíteto pode ser representado por duas letras, FD.

Sem querer desmerecer a nenhum dos candidatos, todos jovens de grande potencial político, entendo que todos eles fizeram uma grande bobagem em aceitar serem protagonista dessa arrumação dinista, definida como CONSÓRCIO SERPENTÁRIO DOS LEÕES. O desgaste para suas carreiras políticas está absolutamente evidenciado e torço para não haver consequências desastrosas.

Enfim, não houve o último debate e os jovens candidatos poderiam ser mais efetivos, em suas campanhas, se também não tivessem comparecido. Compareceram, uma pena, mas fica a lição: da próxima vez, desconsiderem o governador Dino, procurem um outro conselheiro, inclusive poderiam ter procurado conselho no político mais experiente que esse estado já produziu: José Sarney.

Nada demais, se o governador, estando em dilemas, já foi ao altar sarneisista para pedir preces e orientações, por que vocês não poderiam fazê-lo? Andar os mesmos caminhos do chefe. Quem segue o exemplo do chefe não pode ser chamado de insubordinado e o nosso governador adora os obedientes, independente de ideologias.

Agradeçam a mim, esse humilde escriba, pelo sincero conselho.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

 

A FARSA DOS LEÕES

A FARSA DOS LEÕES

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Mas não é a peça de Ariano Suassuna, na qual o personagem Joaquim Simão era acometido de três incomensuráveis paixões: preguiça, poesia e mulher. Infelizmente não estamos no teatro, mas na dura realidade de nossa amada ilha de São Luís e aí a farsa pode se tornar uma tragédia, com o nome de pleito municipal de 2020.

Teoricamente temos um pleito de múltiplos candidatos e isso, à primeira vista, poderia dizer da pujança democrática da ilha, mas não é, muito pelo contrário, é uma farsa fabricada exatamente pelo inquilino casual dos Leões, o senhor Flavio Dino.

Em verdade, o pleito de São Luís tem só dois lados. Um lado sem engano e sem firula, chamado Eduardo Braide e outro lado de aliados, que se fingem de adversários, mas comem no mesmo cocho e bebem cachaça da mesma pipa. Assim, sem nenhum esforço, você pode até não ver o cocho, tampouco a pipa, pouco importa, basta conhecer o seu proprietário, o governador Dino, para saber e entender porque é o dono do cocho e dono da pipa.

O senhor governador não tem legitimidade para apoiar um candidato a prefeito de São Luís? Claro que tem e isso ninguém discute, o problema é que desde o primeiro momento, a estratégia do governador foi eivada de desonestidade política com cada cidadão de São Luís. Ele, se fosse um governante honesto com o seu povo (não o é), deveria escolher o melhor nome, entre os seus obedientes subordinados, brigar por ele, assumir a carapuça e seria essa conduta por todos nós elogiado.

Mas não foi esse o pensamento e comportamento. O governador, um gigante em adiposidade, é um anão em altruísmo, desde o primeiro momento, a sua ideia fixa não foi o bem de São Luís, mas vencer Eduardo Braide.

Fez um consórcio de nomes, alguns de minha amizade, inclusive familiar, dando a cada um papel definido, inclusive um manual de comportamento, tendo até ensaios de fictícias divergências, tudo para enganar o povo sério e trabalhador, dessa cidade.

Na vida teatral, esse enredo poderia receber diferentes nomes – O DINOFARSA/A FARSADINO – o problema é que você, cidadão de São Luís, não será chamado para comprar um ingresso, para essa trupe de atores de quinta categoria, até porque você poderia comprar ou não esse ingresso e creio que você não compraria. Não jogaria no lixo o seu sofrido dinheiro.

O problema, meu querido eleitor, é que o governador usa, o momento maior da democracia, o momento em que o seu valor é igual a todos, o momento da obrigatoriedade do seu voto, para enganar, mostrando diferentes nomes, mas, em realidade, o nome de cada um deles deveria ser o nome real dos seus papeis. Todos deveriam assumir um só nome: Dino. Quem sabe, Dino 1, Dino 2, Dino 3…

Uma grande burrice e ingratidão desse governador (ingratidão não é novidade, basta conversar com Zé Reinaldo, com doutor Tema, ou qualquer   admirador do ex-governador Jackson Lago). O candidato Eduardo Braide nunca se apresentou como adversário desse governador, sua atuação parlamentar sempre foi de tentar a harmonia com esse governador, sua ação parlamentar tem o foco maranhão/São Luís e, como prefeito, também não terá esse comportamento belicoso, que o governador possui.

O que o candidato Braide tem afirmado e reiterado é que a sua administração só tem um foco: o desenvolvimento e felicidade do povo dessa ilha.

Tenha juízo, senhor governador, esqueça e deixe de perseguir o deputado Braide. Com quase oito anos no comando do Maranhão o senhor afundou muito mais o nosso estado na miséria. Uma boa parte do seu tempo, quando o senhor deveria estar trabalhando e pensando no seu povo, o senhor usou para brigar com Bolsonaro.

Não queira transformar o futuro prefeito Braide em um novo Bolsonaro, para alimentar as suas vaidades. É impossível. Braide é Braide, Bolsonaro é Bolsonaro. O diabo é que, para a desgraça de todos nós, Flavio Dino, não consegue evoluir, continua Flavio Dino.

Volto para você, eleitor. Vamos acabar com essa cantilena, vamos riscar do mapa essa farsa, politicamente desonesta, chamada CONSÓRCIO SERPENTÁRIO DOS LEÕES. Vamos encerrar tudo no dia 15, eliminemos a possibilidade de segundo turno. Quem sabe, isso não dará uma luz na cabeça ditatorial do nosso querido e jovem governador.

No dizer de Júlio César, alea jacta est!

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.