E A GREVE FOI UM FLATO

E A GREVE FOI UM FLATO

Nada melhor que a realidade para comprovar um sonho ou tirar uma dúvida. Foi o que aconteceu com a tal greve geral, marcada para o dia 28.04.2017. De maneira clara, o dia 28.04, de fato existiu, o que não existiu foi a greve Geral.

Fui quase um profissional da greve, no tempo do regime militar e hoje, sem saudosismo, tenho saudades. Das greves. O motivo para todas as nossas ações tinha um nome: democracia. Nunca imaginei que eu, na vetusta idade, iria entender que o regime dos generais, do ponto de vista moral, por exemplo, era canônico em relação a esse endiabrado regime petista. Comparar Castelo Branco com o senhor Lula é tão acintoso, que pode ser uma sacanagem com o velho marechal.

Voltemos para a greve. A marcação para o dia 28 já demonstra que essa turma esquerdopata continua cretina. O brasileiro, com seus senões morais, adora um feriado prolongado, o tal enforcamento de um dia útil e a sexta da pseudo greve caía como luva na rabeira de um feriado. Somente aí estarão milhões de brasileiros ausentes do trabalho e não presentes a tal greve.

Mas como evitar que os brasileiros trabalhem? Era a grande questão, respondida, de novo, pela farsa. Bastava cortar um dos direitos constitucionais mais claros: o direito de ir e vir. Atacaram trens, metrôs, ônibus interditaram estradas, Brasil afora. As pessoas sem transporte de massas não puderam se deslocar. Esses milhões de brasileiros não estavam no trabalho, mas não estavam em greve.

Sabendo do fracasso do movimento grevista, agora estava na hora da violência ser espalhada por todo Brasil. E foi. Depredações, queima de bens públicos e privados, desobediência, enfrentamento contra as forças de segurança e similares. Tudo que a verdadeira democracia abjeta.

O filme ainda não estava completo. Agora chegava o momento da mentira, melhor, de repetir a mentira tantas vezes, que, segundo o ideário nazista, se transformaria em verdade. Uma enganação: mentira será sempre mentira, verdade será sempre verdade e mentiroso será sempre mentiroso.

O mentiroso-mor cuidou de iniciar a falácia, seu Lula. Depois dele a fila de mentirosos não parou de crescer e cada um apresentava um número de supostos participantes da greve, todos na casa dos milhões. Pior, parabenizavam o povo brasileiro pela greve. Sacanagem.

Eu mesmo enfrentei um piquete de vagabundos, em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Maranhão. Não passavam de vinte, atravessaram um carro de som na pista e estava criada a confusão. No Maranhão essas molecagens são tranquilas, o governo do estado é simpático a essa barbaridade, mas em outros locais, com maior seriedade, a vida desses meliantes ideológicos não foi tão fácil.

O resumo dessa tal greve geral foi ótimo para aqueles que pregam um mínimo de seriedade: não houve greve, muito menos geral. Todos que esperavam que a greve fosse uma bomba se decepcionaram. Alguns acham, com benevolência, que foi um traque (pequeno explosivo em um palito de fósforo, na minha infância em Pedreiras) e, sem tanta benevolência, acho que a greve dessa esquerda falida foi um FLATO, daquela espécie silenciosa, que não faz barulho, porém fede e os antigos denominavam-na de bufa.

A greve foi uma bufa.