PEDREIRAS NOVAMENTE

PEDREIRAS NOVAMENTE

Sexta foi espetacular e, conforme disse na matéria anterior, voltei a minha querida Pedreiras. Não foi viagem de férias, foi de trabalho intenso: coordenar a última mesa do Seminário de Revitalização dos Rios Maranhenses e Suas Nascentes. A ênfase, como não poderia deixar de ser, foi o nosso rio Mearim.

Não é um rio qualquer, começa que o nome é Mearim e não tem outro, só ele. Os seus números são interessantes: a maior bacia do Maranhão, ocupando 29,84% da área total do estado, aproximadamente 99.058 quilômetros quadrados; banha 83 municípios, com população próxima de 2 milhões de habitantes e mede 930 quilômetros de extensão. Como o Itapecuru é um rio genuinamente maranhense.

O seminário contou com a presença do poder público, políticos, sociedade civil organizada e o povo. Eu, lá estava, orgulhosamente na categoria de povo e de filho da cidade.

O evento teve a coordenação do Instituo Cidade Solidária, e Gabinete do senador Roberto Rocha, com a presença da CODEVASF, com o apoio de dezenas de prefeituras, presença de vereadores e, o que mais importa, teve o apoio do povo de Pedreiras e lugares afins, quanto ao rio Mearim.

Um aspecto se sobressaiu: o caráter não partidário e não ideológico do evento. O evento era político, visto não haver salvação nem para o rio Mearim, nem para o Maranhão, nem para o Brasil fora da política. Reafirme-se que as as coisas andam bem melhores, quando não se mistura política com paixões menores e subalternas. O evento procurou fazer essa distinção. Não misturou.

Caso tenha havido algum desconforto, nunca será maior que o objetivo alcançado e, em futuro próximo, será sanado.

Poderia ser melhor? Sim, poderia. Eu ainda procurarei os organizadores para dar-lhes, humildemente, algumas sugestões e uma delas é que esse seminário possa reproduzir-se em micro mundos, tais como associações, igrejas, clube de serviços, maçonaria e escolas, de tal sorte que o debate chegue a cada cidadão. Precisamos de multiplicadores para o assunto revitalização, incluindo todos os segmentos organizados, repito. Precisamos comprometer as lideranças políticas, independente dos partidos a que elas estejam filiadas. Precisamos instar os governos estadual e federal a deixarem a inércia que beira a irresponsabilidade e se comprometerem com a salvação dos recursos hídricos.

Assim, a data de 26.10.17 está gravada na história de Pedreiras e do rio Mearim e não poderia deixar de destacar três pontos: o palestrante do seminário, a prefeitura de Pedreiras e a Faculdade de Educação São Francisco – FAESF.

Não o conhecia e, depois da palestra, lamentei não o tê-lo antes. Trata-se do professor e doutor Antonio Lopes Bonfim Neto, chefe do Departamento de Ciências Agrárias da UEMA – Campus Bacabal. Linguagem simples, fluente, clara e precisa. Todos aprendemos com esse notável professor.

Parodiando o Vaticano, na escolha de um novo papa, poderíamos falar hoje, em Pedreiras, com orgulho: “habemus” prefeito. É verdade. É auspiciosa para a cidade e para todos nós a existência de um jovem político chamado Antonio França. A cidade vive novos dias com essa jovem administração e creio que um dos beneficiados dessa nova postura será o rio Mearim.

O seminário ocorreu nas dependências da Faculdade de Educação São Francisco -FAESF. Poderia se tratar de um fato comum, pois faculdades são milhares e milhares em todo país, mas a FAESF tem algo diferente, tem Aldenora Veloso.

A professora de quase todos nós, da minha geração, empreendeu contra todas as dificuldades e fez um monumento ao ensino e à cultura que mudou e está mudando a vida de milhares de pessoas.

Disse a ela, durante um abraço carinhoso, que Pedreiras, em sua história, teve dois revolucionários educacionais: Monsenhor Gerson Nunes Freire e a professora Aldenora Veloso. O Monsenhor Gerson criou o Ginásio Correa de Araújo, do qual orgulhosamente sou fruto e Aldenora, a FAESF, que está a produzir milhares de frutos.

Que mais poderia dizer? Muito mais, porém resumo: vida longa, minha amada professora.

FAST NEWS ÚNICO:

A sua morte política já foi muitas vezes anunciada, desde a Ditadura Militar, nos primeiros tempos, passando por Cid Carvalho, Cafeteira, Castelo, Collor de Melo, Flávio Dino, até esse momento de desmontagem da política nacional.

Falo com autoridade política, pessoal e moral por ser um dos poucos que nunca estive ao seu lado e não lhe devo favores e nem preciso de coisa alguma.

Falo do senhor José de Ribamar Ferreira de Araújo Costa: José Sarney.

A crise está produzindo cadáveres políticos a cada dia e já não se pode nem contá-los, por serem tantos. Na burrice e ansiedade política do momento, poucos conseguem vislumbrar uma saída. Nesse instante, se torna natural a procura de alguma genialidade e genialidades são raras na vida e na política. Nesse per si, na política, só conheço um gênio vivo: José Sarney.

Para os mal intencionados da imprensa e da vida, afirmo que não estou fazendo nenhum elogio ao comportamento político do senhor José Sarney. Não estou. Estou, porém, informando que não há nenhuma conversa de cúpulas, nesse Brasil da crise, sem a participação e anuência do velho senador.

Vai dar certo? Vai dar em quê? Não sei, não sou adivinho nem dono de bola de cristal. Mas por tudo que vi, no passado, não me surpreenderia com mais uma volta por cima do citado cidadão.

Que esse meu arrazoado bote as barbas no molho de muita gente, mas se quiserem falar mal e criticá-lo (o arrazoado), aceito e respondo: não estou nem aí!

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