DOIS DESASTRES

DOIS DESASTRES

Não sei se esse título é o mais apropriado. Poderia ser dois insuportáveis, dois metastáticos, dois mal intencionados, mas serão desastres. Trato dos senhores Rodrigo Janot e Fernando Henrique Cardoso, doravante cognominados de DESASTRE 1 e DESASTRE 2, respectivamente.

DESASTRE 1:

Esse sujeito faz um grande mal para a seriedade da justiça brasileira, quando usa o seu cargo de maneira política e discriminatória, acobertado por uma bandeira inexorável denominada Operação Lava Jato.

Ao seu bel prazer, quando quer condenar alguém, o faz com a serenidade de Airton Senna, mas quando quer proteger alguém, se torna um aprendiz de Rubinho Barrichello.

O caso Eduardo Cunha foi o ápice da celeridade. Não que eu apoie esse tal Eduardo, pois apesar de ter torcido para ele não ser bandido, está muito bem na cadeia. Como tenho afirmada, ao contrário dessa cambada de deformados esquerdistas, não possuo nenhum bandido de estimação.

O caso Renan Calheiros é a face mais paradigmática da preguiça do DESASTRE 1. O Calheiros tem mais de uma dezena de inquéritos e nenhum anda. Nenhum mesmo. A continuar nessa velocidade, em pouco tempo, Calheiros estará envolvido no belo instituto da prescrição. Para o DESASTRE 1, há bandidos e bandidos e uns são mais desiguais que outros.

DESASTRE 1 tem agora uma ideia fixa: Michel Temer. Alguém me perguntará: você é defensor do Temer? Respondo por reflexo e certeza: não. Acho que o Temer não vale, a exemplo da cúpula do PT, o que o gato enterra. Vocês sabem bem o que o gato enterra! Mas a quem interessa esse açodamento, essa pressa, essa urgência em apear o Temer do Planalto? Resolverá em que a situação caótica do Brasil? Do ponto de vista da segurança das instituições, de nada serviria a eliminação do senhor Temer, a não ser para a sanha demolidora das esquerdas, no quanto pior, melhor.

O caso Temer guarda outros ingredientes. Uma acusação criminal não é uma brincadeira de criança, sempre será relevante e não pode estar eivada de nenhuma dúvida. A prova principal, conforme exaustivamente noticiado, decorre da delação premiada dos bandidos Batistas. Aí está o problema.

Sobre essa delação paira uma dúvida fundamental: é lícita ou ilícita. Isso não é preciosismo ou hipocrisia jurídica, é segurança jurídica necessária para o bem de todos nós e segurança social. Caso uma prova ilícita seja aceita contra o presidente da república, qualquer prova ilícita poderá ser aceita, contra qualquer pessoa. É isso que queremos? Quem se beneficiará dessa roleta russa judicial? A despeito de condenar o Temer, não se pode deixar toda sociedade brasileira em polvorosa.

Uma prova que está sinda sendo periciada não pode ser a base de um inquérito, tampouco de uma condenação. Mesmo que a perícia diga que a prova não sofreu nenhuma adulteração técnica, deverá ser colocada ao crivo do contraditório e, assim, validade, servirá para instrução criminal.

Não bastasse isso, o mundo inteiro foi avisado: DESASTRE 1 oferecerá denúncia contra o presidente Temer. Esse anúncio antecipado não guarda inocência alguma. É uma maneira de proporcionar um desgaste a conta-gotas, uma hemorragia sem limites, com o objetivo de inviabilizar a administração brasileira, vítima maior não do Temer, mas dessa quadrilha esquerdistóide, capitaneada pelo PT.

Que o Temer é também um criminoso, não tenho a menor dúvida. Que deve responder por seus crimes, também não tenho dúvida. Mas tem que ser dado a ele todas as garantias legais e processuais. A pressas e açodamento de DESASTRE 1 não contribui para a justiça do caso em per si e da justiça social, que é o mais importante.

DESASTRE 1 continuará DESASTRE 1, graças a Deus que virá setembro e, nunca mais, Rodrigo Janot, aliás, DESASTRE 1, será Procurador da República, mas uma sombra continua no firmamento: essa coisa é candidata ao governo de Minas Gerais.

DESASTRE 2: Esse é meu velho conhecido e fui vereador de São Luís pelo PSDB, quando ele veio ao Maranhão. O grupo que liderava, dentro do partido, fazia oposição cerrada ao sarneisismo. Então esse DESASTRE 2 enviou seu lugar-tenente Sergio Mota para me dar um recado: o presidente FHC (DESASTRE 2) não deseja a presença de vocês na sua chegada e no seu palanque. Dito e certo, foi hóspede da mansão do Calhau.

Durante o escândalo do mensalão, todos sabiam que o chefe da quadrilha era o Lula. Foi desse cretinudo a tese de que Lula deveria ficar fora, pois perderia a reeleição. O resultado custou caro ao Brasil, pois o Lula foi reeleito e ainda ganhamos uma Dilma de brinde.

Depois de defender o Temer, agora volta a tese da renúncia do presidente e consequente eleição indireta. Essa ideia é patriótica? Nunca. O DESASTRE 2 simplesmente quer e trabalha para ser eleito presidente, pela via indireta. Somente esse fato desmoraliza a tese por ele defendida. Vade retro satanás.

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