O CRIME COMPENSA

O CRIME COMPENSA

Desde criança tenho ouvido que o crime não compensa. Acreditei piamente na veracidade da afirmação, principalmente porque por minhas convicções religiosas, sempre acreditei que a vida criminosa guardava ou aguardava duas punições, uma terrena e outra espiritual. Começo a desacreditar, infelizmente.

Ainda creio na justiça divina, pois se não cresce estaria perdido. Não quero me perder. Porem a justiça terrena está em apuros, aliás, sempre esteve. Recompensa ou o castigo contra o fato criminoso, aqui na terra, principalmente se a terra é brasileira, deixa margem para sérios questionamentos e, depois da delação ou colaboração premiada, não há questionamento, há certeza: o crime compensa.

Essa recompensa da atividade criminosa guarda um viés de desigualdade que, creio, fere um dos princípios do estado democrático: tratamento igualitário a todos. Tratarei desse aspecto mais adiante.

Todo crime merece uma pena que possa retribuir o mal causado e possa educar a outros para que não se cometam mais as mesmas arbitrariedades. É a recompensa e a prevenção. Os juízes são experientes na tal dosimetria da pena, ou seja, a pena mais justa para o caso em espécie, até porque, entende-se não haver dois crimes iguais. Podem estar descrito no mesmo tipo penal, mas nunca serão iguais.

E o que se dizer da gravidade dos crimes. Qual o mais grave? Parece fácil, quando se compara uma lesão corporal leve a um homicídio, mas se nos pedissem a comparação de um homicídio e o ladrão da merenda escolar, fica mais difícil. Para complicar mais, um matricídio e a corrupção na saúde?

Nos dois casos estamos comparando delitos individuais contra delitos que atingem uma coletividade. Todos nós somos preparados a nos incomodar contra os crimes contra uma pessoa específica e não contra o coletivo. Acho um absurdo.

Os criminosos da saúde, da educação, do saneamento, da infraestrutura cometem crimes hediondos, embora a lei assim não os mencione. A pessoa que morre na fila de espera da radioterapia ou da quimioterapia tem a sua morte classificada de mistanásia, ou seja, morte miserável. O criminoso, o corrupto responsável por ela, na maior parte das vezes nem chegará aos tribunais.

Esse entendimento leniente, da própria sociedade, entendo ser um combustível para a criminalidade de colarinho branco, a ponto dessa mesma sociedade chamar de besta e de burro quem não aproveita as oportunidades, ainda que ilícitas, para se dar bem.

O clímax da impunidade se observa agora e pelas mãos de quem deveria zelar para que as coisas se dessem em contrário: o Supremo Tribunal Federal.

Ninguém que se afirme sério é contra a colaboração premiada. Ela já rendeu e renderá frutos. O que e inaceitável é a delação premiada premiar o bandido com uma absolvição sumária.

O delator Sérgio Machado não foi preso: cumpre férias em uma mansão à beira do mar, com todas as regalias. Os irmãos da JF, irmão Batista, foram absolvidos e levaram com eles outros comparsas com o mesmo prêmio.

Quem mais prejudicou a pátria, os irmãos Batista ou Fernadinho Beira Mar? Beira Mar não mereceria uma delação premiada? Cá com meus botões, vejo nessa relação de bandidos, Beira Mar e irmãos Batista, que alguém está injustiçado. Beira Mar, ainda que continue a dirigir a atividade criminosa, está na prisão, os irmãos Batistas, continuam criminosos, mas passeiam em iate da mil maravilhas.

Igualmente criminosos, entretanto tratados de maneira diferente pela mesma justiça: a justiça brasileira. Isso está certo?

Você, leitor, tire suas conclusões e responda.

FAST NEWS:

O PT e companhia fizeram um encontro, em São Paulo. Esse encontro, congresso ou qualquer coisa que o valha se fez em local inapropriado: poderia ser feito em uma penitenciária. Não foi.

Faltaram alguns expoentes petistas, como José Direu, João Vaccari, Delúbio, Palocci e outros assemelhados, ou seja bandidos devidamente apenados e presos. Mas não faltaram Lula, Lindember e Gleise, por exemplo. Expoentes de mesmo quilate.

Para não afirmarem que sou intransigente, a presidência do tal PT ficou com a senhora Gleise Hoffman, uma senhora processada pela justiça, junto com o seu marido, o que demonstra que casal unido pode significar união de bandidos. Haveria retrato melhor para definir essa organização denominada PT?

Para dirimir e exterminar qualquer questionamento em contrário, deixo uma pergunta: Zé Dirceu, Vaccari e Palocci ainda fazem parte do PT? Alguém teve coragem de expulsá-los do partido? Haveria alguém, no partido, com coragem de propor a suas expulsões ou desfiliação? Alguém, nesse PT, poderia propor, pelo menos, uma nota de repúdio contra esses três bandidos?

Perguntaria mais: essa cambada petista e assemelhada, que sai às ruas, com o fora Temer, por que não dá um pio contra esses três marginais petistas presos? E essa turma do PSOL, PCB ou PC do B, por exemplo, que bate certeira no marginal Aécio Neves, por que nunca se pronuncia contra a quadrilha petista trancafiada? Tampouco contra os petistas que serão trancafiados, mas cujos delitos estão devidamente comprovados?

Esse comportamento esquizofrênico esquerdistóide desmoraliza essa esquerda brasileira definitivamente e como a direita sofre dos mesmos males, pergunto a você, leitor: haverá luz, no fim do túnel?

Como o túnel é longo demais, mais uma vez o infindável Lula ganha o prêmio “master cara de pau”: declarou-se inocente e a plateia quase entra em orgasmo. Diálogos entre iguais, sem a presença de alguns mais iguais ainda, trato, por exemplo das ausências de Zé Direu, Vaccari e Palocci.

Como esses três bandidos poderiam figurar no encontro petista, sem nenhuma dúvida o encontro petista poderia ser na residência desses três marginais: na penitenciária. Isso ainda ocorrerá e o momento próprio será quando o Lula se tornar hóspede diferenciado do Sergio Moro.

Não demorará. Aguardem.

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