TEMER TREME?

TEMER TREME?

Impossível para qualquer ser humano normal vaticinar com certeza as respostas para o futuro de nossa pátria. Aliás, os jornalistas políticos estão no limite, quase em estafa, dada a velocidade de acontecimentos. Tudo pode ficar velho em segundos e, quando falamos em corruptos, já há corruptos esquecidos, em pleno ostracismo e alguns, que no passado, foram tidos como mega corruptos, tornam-se tombadinhas, ladrões de balas, em jardim de infância.

O velho Maluf, do alto dos seus 80 anos, parece com aquele ladrão inglês, do assalto do trem pagador, Donald Biggs, que não oferecia perigo para coisa alguma e terminou morrendo na Inglaterra. O juiz Lalau, no passado que no passado foi famoso, hoje, em prisão domiciliar, espera a morte. Poderia receber perdão e a advogada Georgina Fernandes, do escândalo do INSS, comparativamente, é uma simples noviça rebelde do crime, tanto que está, segundo contam, regenerada.

Torci desastradamente pela queda da tal Dylma e, mesmo sabendo que esse PMDB estava podre, pelo bem do Brasil, torci pelo Temer. Torcida não apaga erros de ninguém e ao contrário dessa turba esquerdopata, eu não tenho bandido de estimação. Desejo, ardentemente, que todos paguem o que devem ao Brasil.

Mas em uma análise fria, acho que o Temer tem mais a responder que dona Dylma, no dizer do meu velho amigo, ex-deputado Carlos Guterres, são farinha do mesmo saco e cachaça da mesma pipa.

Nesse momento em que escrevo essa página, Micler Temer, com esposa a tiracolo, está em um jantar de aniversário, mas com certeza a maior comemoração não é a do aniversariante, é a do presidente. O rescaldo desse longo julgamento no TSE, mostra alguma verdades que, doídas ou não, são inapagáveis.

As instituições brasileiras, queira-se ou não, conforme-se ou não, estão funcionando plenamente. A tese da cassação da chapa perdeu, porém o Brasil e o mundo assistiu e resistiu a três dias de Herman Benjamin, um sujeito chato, extremamente competente, com a cara da Luiza Erundina, uma Erundina de cuecas. Mas competente e ardilosamente tentou constranger as opiniões contrárias.

Assistimos, também, a maestria maldosa de um sujeito chamado Gilmar Mendes, um contorcionista jurídico, que tem a capacidade de se afirmar e se desdizer com extrema facilidade e, com habilidade de serpente, deu todas as liberdades às opiniões contrárias, para massacrá-las no “the end”, sem esquecermos a descompostura sofrida pelo nosso conterrâneo, o subprocurador Nicolao Dino

A habilidade política do Temer também merece destaque. Pesam mais acusações e suspeitas sobre Temer que sobre Dylma. A diferença está no apoio parlamentar. Dylma nunca soube como tratar o Congresso, Temer o afaga e conhece a quase todos pelo nome e pelos apelidos: intimidade.

Os procedimentos denominados acordo de leniência e delações ou colaborações premiadas receberam um duro golpe e isso é muito bom para a segurança jurídica, sem a qual não há democracia. Caso alguém me pergunte se creio na honestidade de Temer, eu respondo que, para mim, Temer, Lula, Aécio, Dylma, Lindemberg, Gleise, Cabral e outros tantos são parte da marginalidade de nível superior, entretanto, na hora em que um tribunal validar uma prova ilícita, contra quem quer que for, foi-se embora a segurança jurídica e com ela a democracia.

Um desse muitos ignorantes que pululam em nossa convivência poderia objetar: o senhor está defendendo os corruptos. Como isso não é verdade, nem perderia o meu tempo em explicações. O problema é outro. Delação premiada nunca deverá ser aceita como verdade absoluta. Para o bem de todos nós deverá ser exposta ao contraditório, deve vir acompanhada de outras provas que mostrem, reforcem e comprovem a veracidade.

A validação de uma delação premiada jamais poderá ser validade pelo entendimento subjetivo de promotores e/ou juízes. Essa turma (promotores e juízes) já possuem poderes quase celestiais e necessitam de freios, para o bem de nós, cidadãos comuns.

As causas mais comuns para as ditaduras são parlamentos frágeis e executivo ou judiciário hipertrofiados. No Brasil, caminhamos para uma ditadura. A primeira parte está conclusa. O nosso parlamento ou está sujo ou amedrontado. A segunda parte refere-se ao executivo: está na UTI. A terceira é uma enorme preocupação: o judiciário.

Sozinhos, em condições normais, juízes representam naturalmente um poder sem medida. Investigar o judiciário é ação de extremo perigo, inclusive porque quem julga um juiz é outro. Ademais, a grande punição do judiciário é a aposentadoria. Justiça sem freios, repito, é ditadura sem um ditador, mas com milhares espalahsdos mundo a fora.

Mas pode piorar. Piorou. Assiste-se um ingrediente mais assustador: a sanha justiceira do ministério público. Dalagnoll é mais famoso que Zezé de Camargo. O problema é a personalidade e o poder de Dalagnoll, que de tão marcante, é acometido de chiliques quando é contrariado.

Não aceitar opiniões em contrário é próprio das ditaduras. Caminhamos para uma ditadura e não é militar. Repito.

Ah! O título dessa matéria é: Temer treme? Acho que sim, mas de uma absoluta alegria.

FAST NEWS: O DIA DOS NAMORADOS

Será segunda-feira, mas está sendo comemorado, há muito. Um dia, de fato, especial. Mas o que seria, mesmo, namorar? Beijar, se agarrar, se amassar? Fazer amor? Creio que pode ser tudo isso, nada disso ou tudo com isso, desde que exista um ingrediente chamado emoção.

O namoro envolve visão pouco racional do mundo, envolve perda teórica de tempo, para ganhar um tempo sem obrigações utilitárias. Envolve se alegrar com conversas ingênuas e desimportantes, pois a importância nunca está no assunto da conversa, porém na própria conversa. Namorar é sorrir sem motivo e até chorar por nada.

Casamento só tem a ver com namoro, se o namoro perdurar no casamento. De igual modo namorar não é sinônimo de fazer amor, que nos meus tempos de Pedreiras se dizia fazer saliência. Fazer saliência, inclusive, é notório entre racionais e irracionais.

Namorar anda muito mais próximo da paixão que do sexo e se alguém estiver pensando em namorar ou namorando, acredite, o namoro tem um grande referencial. Referencial simples, mas extremamente importante: beijar.

Sem beijo, e beijo na boca, aguado, demorado e, lambido não há namoro.

Vamos beijar, galera.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *