FEMINISMO DE BALELA

Alguém poderá me chamar machista e perderá o seu tempo: a minha história de vida não combina com machismo. Muito pelo contrário, do ventre de minha mãe aos dias atuais,vivi sob a batuta de mulheres. Não me aventuro a dizer que isso me dá prazer, mas concluo que me acostumei e sem reclamações.

Por outro lado, tenho feito algumas releituras do meu passado e constatado que fui acometido de umas absurdas burrices, principalmente quando militei (e como militei) nos movimentos de esquerda. Tínhamos um inimigo comum e incontestável, a ditadura militar e só não me transformei em comunista, porque a Bíblia que li, desde os meus primeiros dias, me informou que quem deseja ir para os céus, não pode abraçar uma ideologia ateia. Não abracei, graças a Deus.

Mas fui inebriado pelas bandeiras da esquerda e, somente depois, pude compreender que as bandeiras esquerdistas, quase todas, gozam do privilégio de serem enganosas, falaciosas e mentirosas e também oportunistas. O ideário feminista das esquerdas é tudo isso e muito mais, em oposição, o ideário bíblico feminista é o que há de mais belo. Ainda nesse artigo declinarei sobre a palavra de Deus.

A história é conhecida: a baixa representação feminina. E verdade, não há como negar, mas o problema é a análise. Essa não pode ser tosca e ideologicamente enganadora.

Há poucas mulheres na representação política. Sim, é verdade. Mas esse fato não decorre de uma vontade do povo em não votar nas mulheres, decorre do fato do número de mulheres candidatas ser infinitamente menor que dos homens. Todos dirigentes partidários sabem como é difícil preencher a cota das mulheres. Ter menos mulheres na liderança política, primeiro deixa de ser ideologia e passa a ser matemática e, segundo, só será resolvido politicamente, quando se der às mulheres, condições de igualdade para concorrer. O problema não é gênero, é oportunidade. Vamos inventar uma nova cota?

Mas a sociedade, sem ideologismos baratos, dá a sua resposta. Na enfermagem e serviço social, por exemplo, as mulheres são maioria. A medicina deixou de ser uma carreira masculina e passou a ser de uma maioria de médicas, a minha especialidade, otorrinolaringologia, hoje pode-se afirmar ser uma especialidade feminina e, na fonoaudiologia, os homens são pequenos pontos em um oceano.

Quando esse tal de Temer assumiu, o mundo quase desaba porque não havia uma só mulher no ministério. Eu perguntava: se o ministério é ruim por não ter nenhuma mulher, caso fosse só de mulheres, seria excelente? É evidente que as duas assertivas são imbecilóides. O que faz um ministério bom ou ruim, não é nem menstruação e nem menopausas, mais a qualidade de seus membros, independentes de cor, gênero ou opção sexual.

Tenho visto uns desorientados dizendo que mulheres são minoria. Nunca. As mulheres são estatisticamente maioria e a velhice é absolutamente feminina. O motivo é simples: os homens morrem mais cedo e se aposentam mais tarde, às vezes, depois de mortos. A sociedade machista (concordo que é machista) não se modificará por decreto, mas por conquistas, passo a passo. Conquistas em saltos, só em revoluções.

Um problema grave é a discriminação dentro do feminismo.

Benedita da Silva e Luiza Erundina, por exemplo, foram consagradas como conquista feminina. Concordo. O que o feminismo deixou de reconhecer foi o desastre administrativo dessas duas administrações. A Conceição Andrade foi a prefeita que mais sofreu perseguição (creio que mais do que dona Gardênia) e não vi nenhuma nota de solidariedade das feministas, durante o calvário político da ex-prefeita.

Agora, o caso mais paradigmático: Roseana Sarney. Para o feminismo ser coerente, a senhora Roseana deveria ser a musa do feminismo mundial. Nenhuma mulher conseguiu o que ela conseguiu: quatro vezes governadora, pelo voto popular, e ainda um mandato de deputada federal, de quebra. Nunca vi uma só feminista, dessas esquerdas, entoar louvores para a líder política macroregional, chamada Roseana Sarney.

De novo, para alguns desses bandidos da imprensa, de pena alugada, não estou elogiando a senhora Roseana, estou só constatando um fato histórico. Como o feminismo nunca elogiou a senhora Roseana, me pergunto sempre: será que essa turma não considerava a condição feminina de Roseana? O fato de ter o sobrenome Sarney, tira de Roseana a condição de mulher? Ou essa condição de se elogiar o ser ou não ser liderança feminina é um mero oportunismo ideológico? Com a palavra as lideranças do feminismo daqui e alhures.

Agora, uma provocação. No que melhorou a condição feminina com os governos de Gardênia Gonçalves, Conceição Andrade, Benedita da Silva, Luiza Erundina, Yeda Crusius, Luziane Lins, Roseana Sarney, entre tantas? Essas mulheres citadas, alçaram-se ao poder por serem mulheres? No caso maranhense, Gardênia, Conceição e Roseana chegaram ao poder por serem mulheres, ou por fazerem parte de uma engrenagem política?

Claro que o fato mais importante para essas mulheres citadas, chegarem ao poder, não tem nada a ver com sexo. O STF, agora, e a PGR, em pouco tempo, estarão sobre a batuta de duas mulheres. O que muda esse fato para milhões de mulheres, comuns, de todo Brasil? E essas duas mulheres, Carmem Lúcia e Raquel Dodge estão lá por serem mulheres ou por outros atributos? Caso seja por outros atributos, esses atributos não guardam nenhuma relação com o sexo e o discurso sexista, de que as duas representam as mulheres, vira mera balela e embromação ideológica.

Volto a perguntar a mim mesmo: você é feminista ou machista? Sou feminista, mas nunca por essa cartilha esquerdista ideologicamente falida e diabolicamente comprometida. Sou feminista por causa da Palavra de Deus. Os textos são tão claros que dispensam exegeses e hermenêutica.

No capítulo 31 de Provérbios, algumas frases falam da mulher: mulher virtuosa, quem a achará? Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias de sua vida; força dignidade são os seus vestidos; olha pelo governo de sua casa e não come o pão da preguiça; levantam-se os seus filhos e lhe chamam de bem aventurada. Em Pv 14:1: A mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola,com as própria mãos a derruba.

Foi uma mulher que recebeu a maior bênção de Deus, para toda humanidade. Em Lc 1, 26-38, uma pessoa chamada anjo Gabriel, disse a uma simples mulher, coisas fantásticas: Maria, não temas, achaste graças diante de Deus; Salve, agraciada! O Senhor é contigo, bendita és tu, entre as mulheres; conceberás e darás à luz, um filho. E lhe porás o nome de Jesus. Não existe , na Bíblia, bendito és tu entre os homens.

Finalmente, é bom ouvir São Paulo, tão vilipendiado pelas feministas. Cl 3,19: Vós, maridos, amai as vossas mulheres, e não as trateis asperamente. Ef 5, 25: Vós, maridos, amai as vossas mulheres assim como Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela. Opa! Na minha Bíblia não há nenhum versículo que mande a minha mulher dar a vida por mim! A Bíblia é machista ou feminista? Nem uma coisa e nem outra: é somente palavra de Deus e vou além. Para Deus, essa história de machismo e feminismo nunca existiu. Deus é Deus de todos, igualmente, e isso basta.

FAST NEWS 1:

A pouca inteligência da oposição maranhense é cavalar. Vejam bem nesse episódio do descarte do Nicolao Dino e nomeação da Raquel Dodge. Todos sabem que o senhor José Sarney é um dos homens mais poderosos, politicamente, do Brasil, mesmo sem mandato e, cada vez que se dá ao mesmo um crédito de vitória política, ele se fortalece muito mais.

O doutor Nicolao Dino, pela sua vinculação ao Rodrigo Janot, jamais seria nomeado pelo presidente Temer. Ou seja, com Sarney ou sem Sarney, estava fora adredemente. Pois a oposição, sem ver e nem pra quê, se encarrega em anunciar que o veto ao Nicolao Dino foi feito pelo Sarney.

Sarney, atrás do velho bigode, saboreia a burrice. Sendo dele, ou não dele, a façanha agora é sua. Talvez, sem levantar um dedo, se tornou mais uma vez vitorioso.

FAST NEWS 2: FERNANDO MARQUES

Era uma simples terça-feira, mas não era uma simples terça-feira. Sim. Um nome fazia a diferença: Fernando Marques. Provindo de uma aldeia de Zimbreirinhas, Portugal, aportou em terras do Maranhão e se tornou um perfeito maranhense. Naquele dia, a terça-feira, lançava, no salão de eventos da Grande Loja do Estado do Maranhão, a sua mais nova criação, o livro Saudades, Sonhos e Emoções que Alimentam a Alma.

A sociedade maranhense e maçônica presentes, destacando-se a Grão-Mestre estadual Ubiratan de Castro e o irmão Wellington Azevedo de Sousa, venerável da Benemérita e Augusta e Respeitável Loja Simbólica “Divina Luz”, n° 39 puderam se deleitar com várias manifestações de apreço, respeito e carinho, de muitos convidados, inclusive esse escriba, destacando-se o desvelo da família do homenageado.

Nessa obra, de alcance vasto, o autor passeia por um mundo de saudades, emoções e sentimentos, em tantas páginas, que descreverei algumas pequenas pílulas:

De Eduardo Costa e Leonardo:

Ainda ontem chorei de saudades

Relembrando a carte, sentindo o perfume

Mas que fazer com essa dor que me invade

Mato esse amor ou me mata o ciúme

De Heron Patrício:

A saudade é um passarinho

em teimosa migração…

vem do passado e faz ninho

nos beirais do coração

De Fernando Pessoa:

A cada pancada tua

vibrante no céu aberto

sinto mais longe o passado

sinto a saudade mais perto

Finalmente, o próprio Fernando Marques nos enleva:

ALDEIAS DE SÃO BARTOLOMEU

Ó amadas e, serenas aldeias

Aldeias de São Bartolomeu

Ó minhas noites de lua cheia,

O que é feito de vocês, e eu?

Ó saudade… distante infância pura

Aldeias humildes de gente vidente,

Ó minha eterna lembrança na moldura

tempo de criança, esperança ardente…

Ó berço de paz, aldeias minhas,

De temperança e fé, povo brioso,

Terra mátria, torrão Zimbreirinhas.

Ó povo pacato, de viver espinhoso,

Ó aldeias de Mação, minha casinha,

Meu distante aconchego saudoso.

Estás curioso? Não perca tempo, adquira Saudades, Sonhos e Emoções que Alimentam a Alma.