A PREOCUPAÇÃO NÃO É TEMER

 

A destruição moral da classe política é fato indiscutível. O que não é fato indiscutível, por exemplo, é essa afirmação, repetida a cântaros, de que todo político é ladrão. Sim, tem muitos, até demais, mas todos, não. Quando generalizamos que todos não prestam é pior que dizer que todos são santos. Transformar um bandido em santo é menos danoso que transformar um santo em bandido.

Cá, com meus botões, quando vejo um sujeito acusado dizer que só fala quando tiver conhecimento dos autos, ou que todas as suas declarações já foram confirmadas na justiça, fico com uma certeza, ainda que não provada, de que o sujeito tem culpas no cartório, como se dizia antigamente.

No parágrafo anterior, quero ressaltar, a afirmação “fico com uma certeza, ainda que não provada”. Eu posso ter, você pode ter, todos podem ter, inclusive a justiça pode ter “certeza não provada”. Não cito o Ministério Público porque faz parte da sua essência, do seu DNA, as certezas, provadas ou não provadas, porém a justiça pode até ter “certeza, ainda que não provada”, mas jamais poderá proferir uma sentença, qualquer que seja ela, desprovida de provas.

Esse argumento não defende Temer, Lula ou Dylma. Esse argumento defende o cidadão, a sociedade. Os muitos milhares de juízes, promotores e advogados estão de olho em Brasília, sem sequer dar uma piscada. Caso o presidente Temer julgado pelo STF ou o Lula pelo Moro, recebam condenações sem que as provas irrefutáveis instruam o processo, toda sociedade brasileira, principalmente os homens bons e honestos, estaremos com a possibilidade de prisão, ainda que inocente.

Basta comparar o juiz, o promotor e o cidadão, independente da causa e do nome específico das partes, já existe, de plano, um hipossuficiente: o cidadão. Esse cidadão só contrabalança a equação se for um rico e abastado. Como a maior parte das demandas não se relacionam com ricos e poderosos, a pancada dessa prática vai sobrar para o cidadão comum.

Sabendo disso, o establishment resolveu se unir para se preservar. No caso Aécio Neves, a linha de frente petista desapareceu da rinha. Por que? Ora, o PT, mais que qualquer outro partido, sabe que preservar o Aécio é preservar a sua elite corrupta e também em vias de ser apenada.

O mesmo se dá com o caso Lula. Todos os envolvidos, em menor ou maior grau, com delitos, torcem pelo Lula, como flamenguista torce pelo Flamengo em disputa de título com o Vasco. Caso Lula logre a absolvição, como alguém poderá pensar na condenação de Dylma ou de Temer? Mas se Lula for condenado, haverá uma crise de desespero e intranquilidade, geral, que nem opiáceos daria jeito.

Desse modo, quero repetir, que acho Lula tão igual a Temer, quanto ao Dirceu, quanto Gleise, quanto Vaccari, etc. Desejo que mornam na cadeia, depois de muitos e muitos dias de xilindró, porém desejo muito mais que essas prisões não assassinem, sem o menor constrangimento, o instituto da prova. A simples relativização do conceito de prova já deixará agonizante o instituto da democracia e instituir-se-á um regime fascista, perigoso e terrível, cujo ditador não tem um rosto, mas terá um nome: MP e Judiciário.

Não gostaria de pagar para ver.

FAST NEWS 1: O que você faria?

A violência brasileira atingiu níveis estratosféricos e impensáveis e a pior notícia é que não se vislumbra qualquer solução.

A polícia reclama, e com razão. que prende e a justiça solta. O MP e a Justiça se estribam que cumprem as determinações da lei. As tais comunidades sempre estão acusando a polícia e nunca dizem um til sequer contra os marginais. Os governos, à moda do Rio de Janeiro, estão falidos moral e financeiramente, finalmente, o pessoal esquerdopata que dominam as tais comissões de direitos humanos se constituem como a principal fonte de solidariedade da marginália.

As perguntas são costumeiras: você é a favor da corrupção policial? Nunca, como não sou a favor de nenhum tipo de corrupção, como da política, da justiça, do ministério público, de médicos, de advogados, de pastores, de padres, de porteiros, de vigias, etc.

Umas perguntinhas: a cobertura da imprensa é imparcial, nessa luta de polícia e bandido? O tráfico, que a tudo corrompe, ficou longe da imprensa? Essas comissões de direitos humanos, tão ciosas e compadecidas com o bem estar de marginais, o fazem somente por ato de fé e piedade cristãs?

Não quero e nem vou dar nenhuma resposta. Deixo para você, mas proporei uma situação teórica para reflexão de quem quiser fazê-la. Ninguém é obrigado a isso. Reitero: é uma situação teórica.

Você que me lê e você que me ouve sinta-se na condição de um pai ou de uma mãe, cujo filho seja um sargento da Polícia Militar. Esse sargento hipotético é um militar brioso, vocacionado, honesto, cumpridos dos seus deveres. Incorruptível!

Esse sargento prende um perigoso marginal, já preso muitas vezes e muitas vezes solto e, na delegacia, o marginal diz, acintosamente, como já o fez em outro casos: sargento, vou te matar. O passado desse bandido conta que mais de um militar já teve a vida ceifada por ele.

Volto a você, pai ou mãe hipotéticos, desse hipotético sargento: qual conselho daria para seu filho?

Eu, como amigo desse pai ou dessa mãe hipotéticos, repito, daria uma sugestão: procure a comissão de direitos humanos.

Acho que o sargento teria um futuro promissor: o céu.

FAST NEWS 2: Pedreiras em ebulição

Essa semana será intensa para a minha cidade natal, Pedreiras. Primeiro, teremos a reunião anual dos filhos da terra. Somos muitos milhares que de lá saímos, adentramos outras plagas, fomos perfilhados por outras terras, mas continuamos pedreirenses. A festa, mais uma vez, será inesquecível.

O segundo grande acontecimento será a realização do Quinto Fórum Municipal de Cultura. É a nova cara da cidade, com o prefeito Antonio França e a secretária de Cultura Francinete Braga.

Pedreiras, de fato, vive uma administração diferente e, o melhor, para melhor.

FAST NEWS 3: Merece parabéns a maneira como o prefeito Tema tem administrado essa entidade, chamada FAMEM. Assistimos todos uma versão maranhense de municipalismo impensável em outras eras. Voltarei a esse assunto.

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