SEXUALIDADE, SIM

CRIANÇA NÃO NAMORA. Esse é o título de uma dessas milhares de mensagens que inundam os zaps, incluso o meu zap e ainda completa que “é preciso dar um basta na sexualização infantil”.

Essa mensagem parece tão simples, tão pura e protetora, mas não é. Constitui-se como uma armadilha, conforme veremos.

Está inserida nesse ideário maluco, dentro do qual está essa diabólica cultura de gênero, dessa esquerda imbecil, seguindo os ditames de um sujeito chamado satanás.

O sexo não é a vida, mas a ciência o coloca como uma das funções da vida vegetativa. Deixem-me explicar. Durante os muitos anos de professor de biologia, eu ensinava que nós tínhamos dois tipos de funções em nosso organismo: as de vida vegetativa e as de vida de relação. As primeiras seriam aquelas que você não pode viver sem as mesmas, como, por exemplo, a circulação e a respiração. As segundas são as que, mesmo importantes, sem elas poderíamos viver, como, por exemplo, visão e audição. Naqueles tempos, não sei agora, os filósofos da biologia entendiam que a função sexual era de vida vegetativa, por defender a preservação da espécie, sem a qual não haveria vida de nenhum modo.

Esse discurso, de que criança não namora, é correto, criança não tem idade para namorar, mas as condições neuropsíquicas do namoro nascem na infância e, em regra, devem se apresentar na adolescência. O aprendizado ou vivência com a sexualidade e igual a todos os outros aprendizados que a vida nos impõe.

A criança precisa de alguém para ensiná-la a se alimentar, a andar, a falar, a se comportar. Alguém a leva para escola, para a praça, para o play ground, para a igreja. Aprende os conceitos fundamentais da vida: bem e mal, bom e mau, grande e pequeno, maior e menor, saboroso ou não, doce e amargo, etc. etc.

Aí, por uma inteligência maligna, não pode saber, entender, determinar-se sobre o sexo? Explicando melhor, aprendemos o que é ser masculino e feminino, na primeira infância e essa lição é a mais fundamental de todas, no quesito sexualidade. A cartilha demoníaca do PT, que era para ser difundida em todas as escolas brasileiras, pregava que até aos 12 anos, meninos e meninas não poderiam afirmar serem meninos ou meninas e, somente ao completarem os 12 anos, deveriam comunicar: eu sou menino ou em sou menina!

O tradicional Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, implantou essa loucura e se escrevia, salvo engano no “o” de menino e no ”a” das meninas, um “x”.

Durma-se com um barulho desse e me digam se não tenho o direito de ter nojo desse PT e companhia. Antes que eu nascesse, a biologia eterna e divina bradou dos altos céus: esse Bentivizinho é menino, é homem, é macho.

Disse outras coisas: vai ser muito bonito, vai nascer pobre e terminará rico, vai ser estudioso, vai ter muitos filhos, vai estudar mais que a maioria do planeta e também vai trabalhar muito mais que seus contemporâneos, vai ser um bom filho e tentará, à exaustão, ser bom pai, bom esposo, bom genro, bom sogro e bom cunhado, vai ser um servo de Deus, vai sofrer na política e gostará, sempre, de algo denominado com o nome de mulher. Sim, de mulher.

Não sei determinar a primeira vez, na minha primeira infância, o momento em que meus olhos se abriram para o sexo oposto (oposto no melhor dos sentidos: na diferença), mas posso dizer, com certeza e minha irmã Zefinha Bentivi é prova viva de que, em todas as brincadeiras de criança, (naquele tempo criança brincava) e, nas brincadeiras, imitava o mundo visível de então, e era comum demais as brincadeiras de marido e mulher. A Zefinha nunca deixei que fosse mulher de ninguém, era sempre a minha filha, portanto eu era sempre o pai e alguém era a minha esposa, na brincadeira.

Estava namorando naquele momento? Nunca, mas estavam criados em mim os conceitos básicos de uma sociedade sadia: pai, mãe, filhos, irmãos, vovô, vovó, tia e tio e etc.

Não conheci ninguém complexado, traumatizado com isso. Até hoje tenho amigos de infância e todos de bem com a vida e com suas opções sexuais, Para algum beócio que queira deturpar o meu pensamento, informo que entre os mais de 7 bilhões de pessoas do mundo, um não pode ser alcunhado de homofóbico: EU. Tenho centenas de amigos gays e alguns considero-os e consideram-me com irmão. Para mim, a opção sexual é uma opção como qualquer outra e como opção você colhe ônus e bônus. Ser médico, ser professor, ser atleta, ser qualquer coisa, viver de algum modo, tudo isso nos proporciona ônus e bônus.

Agora, proibir que um garoto de 10 anos se engrace ou deseje dar um beijo em uma colega, ou em outro do mesmo sexo, é o mesmo que querer proibir a raposa de desejar lamprar uma linda galinácea. Esses desejos se baseiam na biologia eterna. Atrás deles existem um sistema endócrino e um sistema nervoso atuante. As leis, os códigos e as convenções necessárias imporão os limites para facilitar a convivência em sociedade.

O nosso entendimento e racionalidade dirão a todos nós, independente do sexo e opção sexual, o que é lícito ou ilícito, o que ético e não ético, o que é moral, imoral ou amoral. A decisão é de cada um de nós e a sociedade vai aplaudir, coibir ou punir. Nada mais.

A criança come e bebe, o adolescente come e bebe, o adulto come e bebe e o vovô come e bebe. A diferença, por exemplo, é que o bebê gosta de mamadeira, o adulto, churrasco e o vovô, por carência de dentes, pode se tornar fã do gomoso. O alvo e a intensi

dade do desejo se modificam com a idade, porém permanece o desejo. Com o sexo se dá a mesma evolução, nada muda e, como a infância se parece muito com a velhice, informo aos meus correligionários da terceira idade, que a mesma postulação de que criança não namora, às vezes é adaptada aos velhinhos.

Tirando os descaminhos da esquerda, concordo plenamente do dano às nossas crianças do fenômeno da sexualização precoce: é danosa. As causas são múltiplas, mas uma é preponderante e se chama destruição da célula familiar. Os meios de comunicação, Rede Globo à frente, trabalham, de maneira afiada, par destruir a família. A tal “Lei da Palmada” já deixa seu rastro de destruição familiar, as cartilhas e posicionamento ideológico dos profissionais do ensino completam o desastre

Há uma só maneira de combater a sexualização precoce: ensinar para as nossas crianças a sexualidade santa. A sexualidade santa não tem mistérios, está na Bíblia e começa com um simples preceito: Assim Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. (Gn 1:27). Caso alguém queira me contradizer, informo que mude o alvo e invista contra o Comitê Olímpico, pois esse comitê aprendeu com a Bíblia e a segue de maneira literal. Nas olimpíadas as provas são masculinas e femininas. Simples assim.

Por que isso? As olimpíadas e a ciência sabem que tudo depende de um tal cromossomo Y. Quem tem Y é macho e quem não o tem, é fêmea. Opção sexual nada a tem a ver nem com X e nem com Y. Tenho dito.

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