MOTIM OU REVOLTA?

MOTIM OU REVOLTA?

João Melo e Sousa Bentivi

A situação é tensa, além da  crise, na PM do Ceará, sabe-se que em quase dez estados brasileiros movimentos semelhantes estão em gestação. Nada novo, já ocorreram em outras oportunidades e, depois, fica o dito por não dito e só que perde, mesmo, é o povo.

A greve da PM é aquilo que não tem nenhum substrato legal, tampouco uma só justificativa e, como os policiais gozam do privilégio da força, incluindo andar armado, transforma-se em um total absurdo.

Além de inconstitucional, cometem crime ínsito no Código Penal Militar e podem estar cometendo mais de um crime.  Tipicamente, motim está capitulado no artigo 149, motim: “Reunirem-se militares e assemelhados: I – agindo contra ordem recebida de superior ou negando-se a cumpri-la; II – recusando obediência a superior, quando estejam agindo sem ordem ou praticando violência; III – assentindo em recusa conjunta de obediência, ou em resistência ou violência, em comum, contra superior; IV – ocupando quartel, fortaleza, arsenal, fábrica ou estabelecimento militar, ou dependência de qualquer deles, hangar, aeródromo ou aeronave, navio ou viatura militar, ou utilizando-se de qualquer daqueles  locais ou meios de transporte, para ação militar, ou prática de violência, em desobediência a ordem superior ou em detrimento da ordem ou da disciplina militar”.

A pena prevista é reclusão, de quatro a oito anos, com aumento de um terço para os cabeças. O agravante é que se houve um concerto preliminar para organizar o motim, cometem outro crime: conspiração, com pena de até cinco anos e, pior, ainda, caso estejam armados, caracteriza-se revolta, com pena de seis a vinte anos.

Alguém tem dúvidas do enquadramento jurídico dos PMs do Ceará? Com certeza, ninguém. A questão que se faz é sobre que motivações originaram o tal movimento. Respostas várias e  a face mais simplória é aumento de salário, mas quero trazer outra vertente de pensamento, que ainda não vi exposta por ninguém.

O crime organizado, milícias inclusas, possuem métodos, condutas, logística e objetivos definidos, dentro de um sistema absolutamente hierarquizado. Ninguém tem dúvidas da proximidade do crime com a classe política, tanto elegendo seus membros, quanto políticos que lhe são simpáticos e favoráveis, o que é a mesma coisa.

Porém o crime quer mais e investe a curto, médio e longo prazo. Onde encontrar um profissional adestrado para o crime? Um bom lugar é recolhê-lo naqueles que passaram nas forças armadas e por uma razão ou outra de fragilidade, aceitam mudar de lado.

Para interferir na Justiça e MP existe o método milenar de procurar um coração afável e receptivo, mas porque não custear jovens do crime para se formarem nas carreiras jurídicas e passarem nos concursos. Um terrível  cavalo de Tróia.

Será se esse movimento é só da PM? Quem me garante que o crime não está estimulando ou dirigindo um movimento tão fora da lei? Caso seja fora da lei o crime e a polícia estão em mesmo patamar, portanto aliados.

São conjecturas que sonho serem mentiras, mas que podem ser absolutas verdades. É uma guerra urbana e, tenho calafrio quando sei que uma parte do efetivo mandado para a resolução do problema é composto por simples recrutas, militares temporários, em regra, inexperientes.

Esses jovens, que vão para o confronto, podem estar enfrentando diferentes adversários: os policiais sublevados, o crime organizado, as  comissões de direitos humanos e a histeria esquerdopata.

Bolsonaro está tentando defendê-los e não sei se vai conseguir, mas isso é outra história. Ainda vou conta-la.

Tenho dito.

EVANGÉLICOS INCOMODAM

EVANGÉLICOS INCOMODAM

João Melo e Sousa Bentivi

A minha família é pioneira das Assembleias de Deus e eu tenho experiência de ser minoria religiosa, fui o primeiro médico de minha igreja, em nosso estado. No Maranhão, daqueles tempos, uma das poucas coisas a nosso favor era o respeito que dispunham os nossos velhos ministros, como Francisco Assis Gomes, Estevam Ângelo de Souza, Adiel Tito de Figueredo, Capitulino Amorim, Faustini, Nelson Amaral, João Crisóstomo, Eliseu Martins e outros.

Tempos mudaram, somos muitos e não quero discutir, aqui, agora, a qualidade do nosso crescimento, mas continuamos perdendo a batalha em alguns locais interessantes: nas universidades, na classe artística e nos meios de comunicação. O inimigo é organizado, competente e está incomodado.

O exemplo mais bem acabado do incômodo tem nome: ministra Damares Alves, de um tal Ministério da  Família, da Mulher e dos Direitos Humanos. Inicialmente, esse ministério sempre foi a menina dos olhos da esquerda, exatamente porque essas bandeiras, quando levantadas pela ótica da esquerda, invariavelmente contrariam a ótica da Bíblia.

No inicio de sua atuação sofreu uma campanha violentíssima e resistiu. Creio que a sua persistência dependeu das orações de milhares e milhares de salvos, em permanente intercessão. Tentaram enxovalhá-la e não deu certo, mas não perdoaram-na. O grande problema da ministra para essa turma esquerdopata é um só: ela não faz parte deles. Em outras palavras, pertence a outro rebanho.

A guerra de novo voltou. A ministra defende uma campanha de orientação para que nossas adolescentes iniciem a sua vida sexual mais tarde, ou seja, com mais maturidade. Está sob fogo cruzado.

A Bíblia não diz para ninguém qual a idade de se iniciar uma vida sexual ativa, mas ensina muito bem que o nosso corpo é morada do Espírito e que temos que ter responsabilidade com ele. A campanha proposta pelo ministério não tem nenhum item de religiosidade, não trata de pecado ou não pecado, mas está recheada de bom senso. Como se entender a razoabilidade de uma criança de 12 anos ser mãe? Quer dizer que não tem idade para dirigir um quiosque, mas tem idade para dirigir outra vida?

A esquerdalha bandida toma um projeto de tamanho alcance e relevância, acima de tudo em favor da saúde pública, e o apelida de “lei da abstinência sexual” exatamente para criar um clima de rejeição de todos e muito mais dos desavisados.

É hora do povo de Deus agir, não com religiosidade tola, mas com as armas mais salutares de reação de um crente: oração e intercessão. Essa ministra, boa ministra, precisa de nós. Não podemos falhar.

Tenho dito.