UM CISNE PODE VIRAR SAPO

UM CISNE PODE VIRAR SAPO

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Sou insuspeito em assuntos relativos ao doutor Moro, para mim, o mais importante juiz da história brasileira. A sua escolha para o ministério foi saudada por todos os homens de bem da pátria, evidente que os que não aplaudiram estavam nas hostes esquerdopatas. A sua saída do ministério e o modo como saiu entristeceram-me. Mais ainda, a motivação baseada em uma suposta interferência na Polícia Federal.

Mas o doutor Moro parece estar escrevendo um Lago dos Cisnes em versão tupiniquim. Não é uma boa versão.

A obra original, data  de 1876, da lavra de P. I. Tchaikovsky, trata do encantamento de uma linda jovem, Odete, por um feiticeiro malvado, Von Rothbart, que transformou-a em um cisne, o qual nadava em um lago, oriundo das lágrimas de sua mãe. Somente a noite a jovem deixava a condição de cisne e, para quebrar o encanto, seria necessário aparecer um jovem virgem, que lhe declarasse amor eterno. Tudo terminou em happy end.

Não parece a mesma coisa com doutor Moro.

Por sua ação inconteste na Lava Jato, Moro tornou-se o cisne encantado de milhões de brasileiros sérios, evidente que odiado por toda horda de lulistas e assemelhados e precisava sair do lago (Justiça Federal), para  transformar-se em algo maior, tal como ministro do STF, ou, quem sabe, a presidência da república. O príncipe virgem também apareceu e a virgindade não era sexual, era moral: Jair Bolsonaro.

O diabo é que, diferente da obra original, o feiticeiro não morreu e são muitos feiticeiros: a esquerda toda, a bandalha podre do congresso, a imprensa bandida e desonesta, a maioria desse tal STF e milhares de disfarçados sob a capa hipócrita da ciência. Tem demônio demais no terreiro!

O final é futuro, mas posso fazer previsões. A primeira, é um desejo do fundo do coração: desejo mil felicidades ao doutor Moro. Agora, a parte lamentável: temo pelo futuro público do doutor Moro.

Pelo andar da carruagem, todas as alegações do ex-ministro contra o presidente, viraram menos que pó, viraram nada e num novo fim para o nosso hipotético Lago dos Cisnes: o cisne não virou princesa, no máximo, um sapo, sapo cururu.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *