ANALISANDO O STF

ANALISANDO O STF?

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Vivemos tempos difíceis para a democracia brasileira: perdedores que não sabem perder, contaminação ideológica das escolas e universidades, pandemia, classe política repleta de senões, um executivo sem experiência e se atropelando em palavras fora do contexto, etc.

Mas nada é tão horripilante, grotesco, inominável, quanto a postura do STF e quando você pensa que o cardápio de desconformidades está completo, descobre que foi só uma simples entrada, o banquete ainda se aproxima.

Um tribunal, defensor da constituição, última palavra nas lides, tem a obrigação de ser claro, em nome de vários princípios, incluindo a segurança jurídica: nenhuma nação será respeitada, plenamente democrática, se não houver segurança jurídica. O Brasil não tem.

Basta olhar o STF.

A maiores dúvidas o próprio STF trata de não esclarecer: o que é realmente agressão ao STF? Criticar a atuação do STF e de seus ministros é agressão ao STF? Entender que um ministro não tem conteúdo jurídico é agressão ao STF? Criticar aquele acordo espúrio e antijurídico de Lewandovsk e Renan, que garantiu os direitos eleitorais de Dilma, é agressão ao STF?  Reclamar que os processos de Renan Calheiros dormem e são candidatos a uma prescrição espúria é agressão ao STF? Perguntar se Aécio Neves um dia será julgado é agressão ao STF?

Já que o STF não explica o que é “agressão ao STF”, deveria explicar o que é, constitucionalmente, “liberdade de expressão”.  Esclarecer os limites da liberdade de expressão e até onde esse limite é democrático, aliás, como essa limitação pode ser, pelo menos, apelidada de democrática. Limite  na liberdade de expressão  não seria uma pura e simples censura a crítica? Uma sociedade que não pode exercer o direito de crítica pode ser apelidada de democracia? Caso o cerceamento do direito de crítica parta, exatamente, do STF, para que recorreremos por essa agressão à democracia?

Duvido que um único brasileiro tenha essas respostas.

Como o leitor pode observar, se alguém procurar, no Brasil, um poder que atenta contra o regime democrático, encontrará, facilmente, na Praça dos Três Poderes e, seguramente, não é o Executivo.

O que o STF, pelo distanciamento do povo, não entendeu é que  o STF é a instituição que mais fortalece o presidente Bolsonaro com o povo, notadamente nas classes populares. O povão não é versado em leis e princípios constitucionais, mas tem algo chamado de bom senso e sensibilidade dos simples. Já ouvi dezenas de pessoas simples dizerem: o presidente fala muita besteira, mas está sendo perseguido. Perseguido é sempre vítima e as vítimas recebem adesão e solidariedade.

Pensem bem, ministros, quase dois anos pegando bordoadas em 3 turnos, dia sim e dia sim e esse homem, o presidente Bolsonaro, tem sempre mais de 30% de eleitores convictos. É um milagre e nada mudará mais esse contexto. A parcela intermediária, de não bolsonaristas, certamente não é esquerdopata e há muito entendeu a diferença moral e espiritual do governo atual, com os ladrões de outrora.

Na decisão da escolha, a turma do espectro intermediário irá com o presidente e a esquerdopatia sabe disso, muito bem. Tremem ante a possibilidade de ser derrotada, de novo, pelo Bozo.

Hoje, a postura do STF é o principal cabo eleitoral do bolsonarismo.

Só há uma solução para  os esquerdopatas, com derrota garantida em 2022: apear Bolsonaro do poder e isso é que é GOLPE. Uma questão, porém, é irrespondível: quem terá peito e coragem de tentar desapear o Bolsonaro do poder? É um lance arriscadíssimo, alguém quer arriscar?

Eu não arrisco nada

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

O MILAGRE BOLSONARO (I)

O MILAGRE BOLSONARO (I)

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

“Mas Deus escolheu as coisas loucas para confundir as sábias: e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes”. (I Coríntios 1: 27)

Caso você tenha um mínimo de neurônios funcionantes, a personalidade que melhor se enquadra nesse versículo paulino é, exatamente, Jair Messias Bolsonaro. Essa afirmação não está ligada a simples religiosidade, mas com a mais estrita realidade, conforme disporemos a seguir.

Jair Bolsonaro, em sua longa trajetória política teve todas as desqualidades para um político profissional e, muito mais ainda, para um simples postulante a cadeira presidencial: pouco eloquente, sem traquejo acadêmico, sanguíneo, sem conchavos, sem grupos, sem cultura humanística e sem o polimento da tão notória hipocrisia política, muito e muito mais evidente, no submundo dos políticos vagabundos. Não era, portanto, um dos vagabundos.

Quando começou a falar na candidatura presidencial, estava em uma condição inferior a João Batista, pois esse “era a voz que clama do deserto”, nesse caso, deserto da incredulidade, Bolsonaro também “clamava no deserto”, um deserto pior, o da imoralidade.

Ninguém lhe dava bolas, a ponta de, em um aeroporto, tentar cumprimentar o “big star” Sérgio Moro, esse não lhe deu bolas, no estilo, como se dizia na minha Pedreiras: deu o “fiofó” por resposta. Aliás, esse episódio desmoraliza a cantilena esquerdista safada, de que Moro condenou Lula, em troca de um ministério.

Jair Messias teria que ter um partido e isso não é um probleminha, mas um baita problema. No Brasil, o quadro partidário é um horror moral. As grandes legendas são dominadas por caciques, alguns com tez duvidosa e as pequenas legendas, antigamente ditas “nanicas”, em regra, moeda fétidas, no câmbio de Ali Babá. Tudo indicava que Jair não conseguiria uma legenda.

De repente, conseguiu, mas isso, naquele momento, era irrelevante. O que uma legenda insignificante, sem tempo de televisão, sem dinheiro, sem militância poderia fazer frente aos gigantes políticos. Resposta:  nada. É exatamente essa resposta o grande fator que permitiu a eleição de Bolsonaro. Ninguém lhe dava a mínima atenção. Ninguém lhe deu atenção.

Segue a campanha, sem nenhum grupo empresarial, partido sem recurso, apoio político zero e dois candidatos previamente consagrados para a disputa, seguindo a cartilha de quase 30 anos: PT x PSDB. Em realidade um engodo de disputa ideológica, pois o PSDB, principalmente os seguidores de FHC, seriam petistas envergonhados de assim se apresentar, os males a serem causados seriam os mesmos, a diferença de sabor estaria somente na marca do vinagre. Nenhuma.

O povo, não se sabe o porquê, de maneira espontânea assume a luta bolsonarista e, de repente, a luz vermelha acende: esse doido pode ganhar, isso não pode acontecer! Então uma ordem, do fundo dos infernos, brada: vamos matar o Bolsonaro. O plano foi urdido para perfeição. Atentado preparado, arma branca, bem executado, em uma cidade fora dos mais importantes centros de medicina do Brasil.

Algo fugiu do plano diabólico, a mesma hemorragia brutal que era para matá-lo, tamponou  a ferida, permitindo que ele chegasse ao hospital e, graças a Deus, encontrou uma equipe médica absolutamente competente.

Nesse momento, o agressor, antes mesmo de chegar à Delegacia Policial, já tinha uma banca de advogados de alto coturno, caros, que chegaram em táxi aéreo, para defender alguém simples, débil mental, pobre, que sem nenhuma articulação, resolveu matar o presidente.

Essa conclusão não é minha, mas da investigação policial e da justiça brasileira, em meu ponto de vista essa investigação é tão verdadeira, quanto uma nota de 3 reais.

Jair Messias não morreu e o atentado que o eliminaria consolidou a sua vitória, não necessitou ir aos debates, nos quais todos os outros estavam preparados para alfinetá-lo e agredi-lo e a contragosto tiveram que se enfrentar e valeram pelo clima de picadeiro de circo, afinal, um pleito com o poste Haddad, o simpático e      educado Ciro Gomes,  o mistificador Guilherme Boulos, o notável Eymael, o profético cabo Daciolo e a insignificância eleitoral de Vera Lúcia, por   exemplo, tanto poderia ser comédia, como tragédia e não o é, por carência absoluta de talento.

Agora seria empossado, foi. Deveria fazer um governo em bases diferentes do mensalão e petrolão, fez. Deveria pregar, novamente, respeito à pátria e a dependência a Deus, pregou. Tudo isso incomodou a muitos, mas principalmente aos corruptos, aos vendilhões ideológicos, aos pregadores de bandeiras não bíblicas, aos defensores de conceitos destruidores da família, etc.

Em resumo, Bolsonaro não agradou e não agrada a satanás.

(Voltamos ao assunto em outra oportunidade).

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

A MINISTRA DAMARES

A MINISTRA DAMARES

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Nunca o Brasil viveu um momento como esse e não estou tratando de pandemia, estou falando, hoje, de uma guerra espiritual travada no mundo, com vários epicentros, destacando-se um, chamado Brasil. Explico. As ações do homem são sempre vistas na ótica da matéria,porém, para nós, espiritualistas e, muito mais ainda, cristãos verdadeiros, acreditamos no texto de Mt. 18:18, no qual o próprio Jesus afirma: Em verdade vos digo que tudo que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo que desligardes na terra será desligado no céu.

Essa afirmação não deixa dúvidas, apesar da Bíblia mostrar que o verdadeiro destino dos fiéis é morar eternamente na glória celestial, o caminho para os céus está na terra e a Igreja tem que se posicionar como “sal da terra” (Mt. 5:13). Nem sempre foi assim, infelizmente.

Todo crente (sentido diverso da religiosidade) sabe que a maior guerra não é travada no campo material, mas no espiritual (Ef. 6: 10-18), assim, durante anos, a Igreja, por falta de discernimento espiritual, foi um joguete, acreditando nas mentiras de satanás e posso afirmar isso com a autoridade de ter nascido na Igreja, terceira geração de assembleianos, ter sido um dos primeiros universitários crente e primeiro médico das Assembleia de Deus, do Maranhão.

A primeira mensagem diabólica que a Igreja acreditou foi: política não é para crente. Essa afirmação estava consoante com outra igualmente obtusa: política não é coisa de homem sério. Era tudo que o capeta queria: os bons se afastam e os vagabundos se aproveitam. Quem sabe se nesses conceitos não estejam muitos dos nossos males, de agora.

De repente, alguns políticos evangélicos começaram a descobrir a política e a maior parte entrou pelo lado errado e de modo errado. Havia uma cartilha cretina, que elegeu muito espertalhão, cujo título era: IRMÃO VOTA EM IRMÃO.  Sim, até concordo, desde que o irmão mereça o meu voto e esse irmão esteja preparado para a missão política. Dentro desse raciocínio, bíblica e ideologicamente corrompido, vicejaram vários espertalhões com a Bíblia na mão e comportamento inaceitável.

Enquanto isso, as forças do mal articulavam-se de maneira organizada, sorrateira, desde o Governo Militar, para abocanhar, como a serpente do Éden, os corações daqueles que, primariamente, tinha sido criados para a adoração a Deus.

Conquistaram a vida sindical, conquistaram as escolas, conquistaram as universidades, imiscuíram-se em todos os segmentos, inclusive com apoio de uma parte barulhenta e altamente ativa do clero, na tal Teologia da Libertação. Vontade de rir, ou chorar, pois quando alguém abandona a verdadeira liberdade em Cristo e assume que a liberdade é Marx, ou não entende de Marx, ou jamais conheceu a Cristo. Um sacrilégio!

O que poderia piorar, piorou. O clímax do desastre se iniciou com o disfarce cretino-liberal do FHC e consolidou-se com a sanha corrupto-ideológica do PT, com outros signatários, tão nefastos como, que promoveram o desmonte moral da nação, a morte dos valores familiares e morais, bem como o maior esquema corruptivo da história do homem, chamado PETROLÃO.

Aí aparece o impossível, mais ou menos como uma voz que clama no deserto: Jair Messias Bolsonaro. Uma contraposição a tudo que estava posto pelas esquerdas. Pregava honestidade, valores cristãos, familiares, respeito e amor à pátria, culminando com o slogan: BRASIL ACIMA DE TUDO E DEUS ACIMA DE TODOS. Muita gente não gostou, odiou e não posso nominar essa turma, mas nomino o grande inspirador e chefe dessa gentalha: satanás.

Dentro desse contexto, de verdadeira guerra espiritual,  Bolsonaro não poderia prosseguir sozinho e, entre outros nomes, surge um nome que a tal grande mídia não conhecia: Damares Regina Alves, em um ministério menina dos olhos da esquerdopatia – Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. A sanha esquerdopata ficou furiosa e partiu para o renhido embate. Era inaceitável a presença de Deus numa cadeira habitada, historicamente, por belzebu!!!

A vida pessoal da ministra é inatacável, mas o inimigo mentiroso e homicida, desde o início (Jo 8: 44), partiu para agredi-la e tratou de agir, para destruí-la. Foi achincalhada por afirmar que Jesus falou com ela, em momento difícil de sua vida e somente quem não tem experiência com Cristo pode tentar ridicularizar, algo tão comum na vida de um crente: ouvir a voz do Senhor. Só seremos salvos se “ouvirmos a Sua voz”. Foram muitas as armadilhas.

“Menino veste azul, menina veste rosa”. Não é preciso ser gênio para reconhecer que essa afirmação é divina, é bíblica: macho e fêmea os criou (Gn. 1:27). A afirmação não desrespeita a escolha sexual de ninguém, na Bíblia não há lugar para discriminação, mas as olimpíadas, que não são ideológicas, que não são religiosas, seguem a Bíblia: mostra provas masculinas e femininas. Pronto, poderiam ser chamadas de provas azuis e róseas.

A suposta adoção irregular de sua filha, uma criança de origem indígena, foi a denúncia mais cretina, mais vil, que alguém poderia engendrar. O ato humano e de amor da ministra, por sua filha, servir para uma acusação tão indigna. Não prosperou, bastava olhar a moça e a sua felicidade, para a mentira desfazer-se.

Mas tinha mais, a vagabundagem esquerdopata partiu, com crítica até internacional, chamando-a de negacionista científica, por a ministra defender o criacionismo bíblico. Esse episódio merece uma análise mais efetiva.

Fui professor de Biologia por décadas e, sem nenhuma modéstia, um bom professor. Sempre ensinei a tal evolução e, sempre, ao final das aulas, dizia aos meus alunos: tudo o que vos ensinei é uma decorrência e exigência do vestibular, não acredito em nada disso, sou por fé, pela Bíblia e pela CIÊNCIA, criacionista.

O evolucionismo tem tantas lacunas, tantas inexplicações, tantas dúvidas, que após tanto tempo não passa de uma “teoria”. Aquele jargão iluminista, raiz teórica do evolucionismo, que contrapunha a ciência contra a fé, é o maior engodo e enganação da filosofia, pois colocou-se a fé como se fosse a mesma coisa que os dogmas romanos e a fé nada tem a ver com os dogmas terrenos, de Roma ou não. A fé é descrita por São Paulo, como “a certeza das coisas que se esperam e a prova das que não se veem” (Hb. 11:1).

A fé, que é dom de Deus, jamais seria contrária à ciência, que é uma decorrência do dono de tudo que é Deus, a questão é que satanás, que não é dono de nada, quer se apropriar daquilo que não lhe pertence, a ciência. Aos cristãos sem discernimento espiritual, adianto que ir para os céus depende somente de aceitar Jesus como Salvador e isso é, no dizer bíblico, muito bom, entretanto para ser um  verdadeiro cristão há algumas premissas inarredáveis: acreditar na criação divina, no Jardim do Éden, na queda do homem, na proposta de redenção ainda no Jardim, na existência de um povo escolhido, nos milagres que contrariam a lógica humana, no nascimento e sacrifício de Jesus Cristo, no poder remidor do Seu sangue, na ressurreição e volta aos céus, na volta de Jesus para buscar a sua Igreja e no juízo final, quando satanás e seus anjos serão finalmente aprisionados.

Quem crê nessas premissas é cristão, quem nelas não acredita, pode ser tudo, exceto cristão. Não perca tempo, procure outro caminho, Deus respeita o livre arbítrio, até de quem deseja os infernos.

Por último, lembro a participação da ministra Damares Alves na tal reunião ministerial, que o vetusto ministro Celso de Melo, vergonhosamente expôs ao mundo, por motivos injustificáveis. Na reunião, a ministra posicionou-se a favor dos direitos humanos, contra a opressão dos governadores, tiranetes de quinta categoria, numa atitude que mereceu aplausos de homens e mulheres de boa índole, mas deixou a esquerdopatia furiosa. É, essa ministra incomoda demais e não é sem razão e uma razão é a principal.

São muitas, reitero, mas a principal razão da guerra da esquerda contra ela é fácil de se entender: é uma serva do Senhor. Como serva do Senhor não é corrupta, vai defender os princípios bíblicos, vai defender a liberdade, mesmo de seus adversários, vai defender os conceitos de pátria e da família, coisas impossíveis de serem defendidas por um esquerdopata.

A propósito, esse ministério já foi ocupado por nomes como Ideli Salvati e Maria do Rosário: há comparação? Seria como comparar, na linguagem bolsonariana, a ministra Damares Alves com algo em nível de Doria, Witzel, Alexandre, Gilmar, et caterva. A comparação não existe porque a “substância Damares” não pode ser comparada com substâncias do destino final do metabolismo.

Não sei se a ministra lerá esse insosso repto, mas, se o fizer, asseguro: a senhora só está firme porque há uma verdadeira corrente de oração em seu favor, no Brasil inteiro.  Lembre-se do texto de Efésios, aqui citado, na sua luta contra as “potestades do mal”, e é Jesus quem lhe dá a receita da vitória: “Eu disse essas coisas para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16: 33).

Tenho dito!

 

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

HISTÓRIA DA ACADEMIA

 

ACADEMIA ATHENIENSE DE LETRAS E ARTES (ATHEART)

PATRONO: ALUISIO TANCREDO GONÇALVES DE AZEVEDO

01 – HISTÓRICO:

A ACADEMIA ATHENIENSE DE LETRAS  ARTES (ATHEART)  foi fundada em 27 de novembro de 2002, por iniciativa pioneira, com o objetivo primordial de resgatar as tradições culturais da ilha de São Luís, culturalmente e orgulhosamente  denominada , ATHENAS BRASILEIRAS.

Naquele momento era evidente que alguma coisa deveria ser feita em favor da cultura de nossa cidade e a única arma que estava disponível era a vontade de realizar algo em favor das letras e artes.

Realizamos: fundamos a ATHEART.

As reuniões preparatórias se realizaram nas dependências da antiga UNIMED de São Luís, capitaneadas por doutor João Melo e Sousa Bentivi, então Diretor Comercial daquela instituição.

Após muitas reuniões e debates foi determinada a sua instalação e eleita a diretoria, evidentemente composta pelos membros, doravante denominados FUNDADORES e eram em número de sete, decidindo-se, também, que lhes seria facultado a prerrogativa de serem os patronos de suas respectivas cadeiras e, na ocasião, determinado que o número de cadeiras seria de 40 (quarenta), seguindo as tradições acadêmicas.

A ordem das cadeiras dos patronos foi assim determinada, na cerimônia de instalação da ATHEART:

  • CADEIRA 01 – JOÃO MELO E SOUSA BENTIVÍ
  • CADEIRA 02 – CARLOS ALBERTO LIMA COELHO
  • CADEIRA O3 – LUIZ FERNANDO CARVALHO NOVAES
  • CADEIRA 04 – MARIA INEZ SILVA QUEIROZ
  • CADEIRA 05 -JOSEFA MELO E SOUSA BENTIVI ANDRADE (ZEFINHA BENTIVI)
  • CADEIRA 06 – JOSÉ MARIA NASCIMENTO
  • CADEIRA 07 – JOSÉ RAIMUNDO GONÇALVES

A diretoria da ATHEART foi assim constituída:

  • Presidente: João Melo e Sousa Bentivi
  • Vice-presidente: Carlos Alberto Lima Coelho
  • Secretário-Geral: Luiz Fernando Carvalho Novaes
  • 1º Secretário: Josefa Melo e Sousa Bentivi Andrade
  • 2º Secretário: José Raimundo Gonçalves
  • 1º Tesoureiro: maria Inez Silva Queiroz
  • 2º Tesoureiro: José Maria Nascimento

Em 16 de abril de 2010, em resolução de diretoria, foi determinado os patronos das cadeiras de número 08 (oito) a 20 (vinte), assim nominados:

  • Cadeira 08: Catulo da Paixão Cearense
  • Cadeira 09: Antonio Almeida
  • Cadeira 10: Humberto de Campos
  • Cadeira 11: Vespasiano Ramos
  • Cadeira 12: Maestro Nonato (Raimundo Nonato Rodrigues Araújo)
  • Cadeira 13: Raimundo Nina Rodrigues
  • Cadeira 14: João do Vale
  • Cadeira 15: Rosa Mochel
  • Cadeira 16: Luiz Carlos Cunha
  • Cadeira 17: Erasmo Dias
  • Cadeira 18: Amaral Raposo
  • Cadeira 19: Bernardo Coelho de Almeida
  • Cadeira 20: Rubem Almeida

Os atuais membros da ATHEART, além dos fundadores, são:

  • Cadeira 08 – Luiz Régis Furtado
  • Cadeira 09 – José Eduardo Sereno
  • Cadeira 10 – Josimael Pinheiro Caldas
  • Cadeira 11 – Moisés Raimundo Lobato Nobre
  • Cadeira 12: Paulo Cézar Felizardo da Silva (Paulo Piratta)
  • Cadeira 13: Moisés Abílio Costa
  • Cadeira 14: Hilmar Ribeiro Hortegal
  • Cadeira 15: Márcia da Silva Sousa
  • Cadeira 16: Érico Brito Cantanhede
  • Cadeira 17: Eloy Melônio do Nascimento
  • Cadeira 18: Maria das Neves Oliveira e Silva Azevedo

Algumas observações por justiça histórica.

O poeta Moisés Abilio foi o primeiro imortal da ATHEART a saltar do plano material, para o divino, mas no pouco tempo de convivência nos deixou saudades e fez, aos seus familiares, um pedido solene e cumprido: desejava ser inumado com a roupa e o brasão da academia. O foi.

A segunda refere-se ao imortal Hilmar Hortegal. Ele participou da reunião inicial da academia, mas por motivos decorrentes de sua labuta médica, não pode comparecer nas reuniões de efetiva instalação do sodalício. Pode e deve ser considerado, por justiça, com o título de FUNDADOR HONORÁRIO da ATHEART.

Finalmente, um adendo ao hoje, da ATHEART.

É evidente que a fundação da ATHEART impactou não somente nos domínios da ilha, mas todo Maranhão: proliferaram as academias algures e alhures.

A tradição dos “saraus literários” estava perdida nas brumas diabólicas do esquecimento e da ignorância. Começamos a fazê-los, maioria das vezes sem a menor estrutura, incluindo mesa de bar e associações da periferia. Deu resultado, muito além de nossa perspectiva e sem similaridade em qualquer congênere, pois uma de nossas marcas já está na história literária do Maranhão: SARAU DE ATHENAS.

Estamos chegando ao “SARAU JUBILEU DE OURO”, marca inimaginável para muitos, mas o que mais alegra e ver que resgatamos a tradição dos “saraus literários” e o Maranhão literário segue o nosso exemplo.

Dois fatos estão a nos preocupar.

Estamos, nos últimos tempos, nos acostumando com o ambiente maravilhoso e requintado da AMEI /Livraria do Escritor Maranhense. Precisamos, com urgência, voltar à periferia, aos mais carentes, às escolas, associações, para mostrar o belo, para mostrar os sentimentos, para mostrar a nossa arte.

A ATHEART é uma inovação quase única e, em nossas plagas, deveras única. Hoje, congregamos poetas, contistas, ensaístas, teatrólogos, pintores, escultores, cantores, atores e músicos. Essa diversidade de talentos é a maior razão do sucesso de nossa empreitado.

O segundo fato se relaciona com o mundo pós-pandemia, cuja única certeza é a dúvida. Sem pressa, mas com a ansiedade própria dos que dedilham as cordoalhas sensíveis do coração, queremos imaginar que o culto da arte, do belo, do amor e dos sentimentos são maiores que qualquer covid. Temos esperança alicerçada na fé.

Finalmente, dizer que somos felizes, orgulhosos por possuirmos o honroso título de IMORTAL ATHENIENSE e pela certeza de que São Luís não foi a mesma, depois da fundação da ATHEART e a sua história cultural, queira-se ou não, pode e será grafada em dois tempos: antes e depois da ATHEART. Isso não é uma vaidade de tolos, mas um simples orgulho literário canônico.

São Luís, 10/06/20

João Melo e Sousa Bentivi

Presidente da ATHEART

A FALÁCIA DO “FIQUE EM CASA”.

A FALÁCIA DO “FIQUE EM CASA”.

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Nos últimos meses, a repetição do “fique em casa” deixou-me de saco cheio, tanto de ouvir, quanto de ficar e já se estabelece, em mim, um esforço para desobedecer. Claro, evidente, que sigo todas as regras sanitárias, mas o fique em casa é maroto e serve para muitas malandragens. Explico.

Começa com o percentual ideal. Exaustivamente aquela turma tétrica de São Paulo, GLOBOLIXO et caterva, apontava que o ideal era 70% em casa, inclusive nunca atingido. Por que esse número mágico de 70, não poderia ser 69, ou 71? Seriam estudos científicos da chinesa OMS que ditou o número 70?

Esse número mágico serviu para exacerbação da canalhice de tiranetes de plantão, agressão de trabalhadores, lockdowns indignos, ao arrepio da lei, da democracia e do bom senso.

E piora a canastrice, quando o sujeito diz, com a cara mais limpa, sem nenhum embasamento científico: nós evitamos a morte de 900 mil pessoas. Deve ser ideia do mesmo estatístico que fez, aquela coisa chamada Bruno Covas comprar 38.000 caixões e 15.000 sacos para encaçapar defuntos e queira Deus, como queremos nós, que ele não seja, nessa pandemia, usuário de um desses mimos comprados com o nosso dinheiro.

Porém a mágica do “fique em casa” começa a desmoronar, quando as estatísticas mostram que um dos melhores locais para se contaminar é dentro das residências, pois, dessa forma, o “fique em casa” se transforma em veneno.

A razão do “fique em casa” é fácil de ser entendida, inicialmente: diminuir os percentuais de contaminados, de tal maneira que não houvesse um colapso na rede SUS, enquanto o dinheirão do governo federal serviria para a melhora absoluta do pr´prio SUS. Quase tudo mentira. Aliás, as poucas verdades foram os óbitos e os desvios do dinheiro nos meandros de estados e municípios, ávidos por uma corrupção. Está no forno o irmão mais novo do MENSALÃO e PETROLÃO, o jovem COVIDÃO.

O tal achatamento, da tal curva, aconteceu em muitos locais, notadamente onde os governos não transformaram a pandemia em palanque eleitoral e ideológico, de certa forma, há uma conexão interessante, que até pode ser casual, entre oposicionista pandêmico e corrupção epidêmica. O COVIDÃO esclarecerá as dúvidas.

De repente, o povo resolve se insurgir, prefeitos reagem, entidades reclamam, as igrejas clamam e oram, tudo pensando no óbvio: o fim do “fique em casa”.

Os governadores e prefeitos, aprendizes de tiranetes, sabendo que não tem mais verbas para “mamata”, sorrateiramente mudam o discurso, de tal maneira, que aquele de São Paulo inventou um termo bandido: “isolamento inteligente”, há-há-há!

Como inteligente, agora? Então o isolamento era imbecil, burro? A hora da verdade está chegando, pois a mentira e hipocrisia não podem prevalecer. Bolsonaro, que nunca foi contra isolamento, desde o primeiro dia prega que ele não fosse radical, nas palavras atuais do senhor Dória, “inteligente”. Witzel, quase com um pé na cadeia, vai no mesmo caminho, Caiado é só sorrisos e os outros? Vão concordar com Bolsonaro?

Não precisa nem dizer, a verdade está clara. Vão e deverão inventar mais uma denominação. A língua portuguesa é fantástica, ajuda aos malandros.

A outra verdade trata-se de uma impossibilidade: a existência e resistência do Governo Bolsonaro. Há uma maquinação diabólica de tantas forças, mentiras durante 24 horas, em sete dias semanais, um congresso difícil, um STF traiçoeiro, tudo levaria a crer que esse homem não chegaria ao poder e não governaria. Do ponto de vista humano não há uma só explicação e os esquerdopatas do ateísmo estão sem entender, nunca irão entender.

Afirmo-lhes, porém que há uma explicação, não minha, mas foi dada, há muito tempo, em Tiago 5: 16: …a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos”.

São milhões de justos intercedendo, orando pelo Brasil e pelo governo Bolsonaro e se alguém entender que essa afirmação é religiosa, asseguro que não: justo não é sinônimo de evangélico, católico, ou religioso, a rigor, justo é somente justo, nada mais e a Bíblia fala de um, chamado Cornélio, que nem era cristão (Atos  10:2).

Força, Bolsonaro!

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

 

O NAZISTA BOLSONARO.

O NAZISTA BOLSONARO.

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Um bom esquerdopata deve ter algumas características fundamentais: falador, mentiroso, especialista em ONG de fachada, assessoria de PN, materialista e desonesto intelectualmente. Evidente que nem todas as pessoas poderão ter tudo isso ao mesmo tempo, mas sem essas características, você jamais adquirirá essa posição de membro da esquerdopatia.

Uma das táticas dos canastrões é dar títulos infames aos outros, repeti-los como se fossem verdades, até que você aceite a mentira como algo natural. Hoje, um exemplo acabado, é denominar o Bolsonaro de nazista. Ou os cretinos não sabem o que é nazismo (sabem, sim), ou não conhecem o Bolsonaro (conhecem, sim). Dessa forma, como tanto conhecem o Bozo, como sabem o que é nazismo (inclusive por praticarem-no), confirma-se: são mentirosos.

Voltemos ao nazismo, não para defini-lo, mas para uma simples consideração, sobre o extermínio de inocentes nos campos de concentrações nazistas. O alvo eram os judeus e, não esqueçamos, judeus, mas cidadãos da Alemanha.

Hitler não construiu um só campo de concentração no território alemão, e para os que não estudaram (e falam bobagem demais), a razão é que Hitler jamais poderia executar um cidadão alemão, dentro da Alemanha. Às vezes a desonestidade adquire cara de obediência às leis.

Mas no Brasil há nazistas, ou, pelo menos, condutas assemelhadas e o exemplo acabado é o uso ou não da hidroxocloroquina.

Tudo começou, quando os esquerdopatas, no poder em estados e municípios, acolitados por cientistas de ocasião, médicos irresponsáveis, baseados em falsas premissas, incluindo a agência chinesa OMS e publicações pseudocientíficas esquerdistas, tipo The Lancet, demonizaram a droga, usando fraudes de dados, entre outras coisas.

Aqui no Brasil, choveram de entidades safadas, incluindo decisões de promotores, juízes e ministros contra o uso da droga, enquanto isso, os ricos e classe média usando e os pobres impedidos de fazê-lo, com o exemplo mais marcante, chamado de safado UIP, que pregava a negação da droga, mais quando dona Lucrécia coçou o seu fiofó, o filho da puta tomou-a e vivo está, para comprovar que a hiroxicloroquina salva também cientistas desonestos  e oportunistas ideológicos. O consolo que não o é, é que esse UIP tem ao seu lado, incontáveis comparsas de mesma safadeza.

Imaginem a cena de terror, que se repetiu milhares e milhares de vezes, Brasil afora. O simples e humilde cidadão brasileiro procura um posto de saúde ou similar e esse homem sabe, claro, que está com os sintomas típicos do covid. A resposta do profissional é, foi, milhares de vezes: VÁ PARA CASA, FIQUE EM ISOLAMENTO E TOME PARACETAMOL.

Qual estudo científico determinou que paracetamol cura covid? Aí, o enredo nem Nelson Rodrigues seria capaz de fazer. O cara vai definhando, até o momento que será necessário internação e ventilação por aparelhos. Alguns sobrevivem, milhares se foram impunemente.

Quem morreu por não ter usado a hidroxicloroquina, foi morte natural? Morte no seu devido tempo? Exerceu o seu poder constitucional de autonomia? O profissional da saúde exerceu o princípio da beneficência? O médico que não prescreveu a hidroxicloroquina para o humilde e prescreveu para os seus amigos de mesma classe social, merece  aplauso, ou condenação? O médico que não prescreveu a droga para pessoas humildes e a tomou será um ser humano de respeito, ou melhor, será mesmo um ser humano?

A proibição política da hidroxicloroquina é um dos episódios mais nefastos que eu já assisti em minha longa vida de médico. Fez-me  abrir os olhos e ver com nojo muitos colegas, que eu considerava vestais e, hoje, sou convicto do tamanho do meu engano.

Algum repto me diria: você comprova a eficácia no covid? Responderia: não e adiantaria, não haverá em curto tempo nenhuma droga específica, mas se houver uma só dúvida que me leve a cura, usarei essa dúvida para a proteção do meu paciente.

Qual o médico que trabalha com certezas? A dúvida é própria da medicina, o tratar é uma obrigação e o cuidar uma determinação peremptória. Os médicos que negaram aos mais humildes o uso da hidroxicloroquina e os governantes que determinaram essa ignomínia foram piores que os nazistas. Muito piores.

Os nazistas alemães exterminaram os seus patrícios na Polônia, Bielorússia, Croácia e Ucrânia os nazistas brasileiros (esquerdopatas, todos) exterminaram aqui mesmo, nesse solo, que juramos amar e defender.

Será se serão chamados pela justiça para responderem por isso? Não. A garantia da impunidade é plena e irretocável. O STF é vigilante em defesa do mal, o organismo social judiciário impregnado por ideologismos, os meios de comunicação infestados, uma parte já com uma simpatia demoníaca com o regime chinês e as universidades absolutamente perdidas ideologicamente.

Porém o fator mais preponderante para tudo isso ser esquecido é um fato mais grotesco, mais triste, mais deprimente: esses mortos são pobres, negros, minorias, vulneráveis. Não têm voz. A esquerda que afirma defendê-los é a mesma esquerda que usa as estatísticas de seus óbitos, para tentar solapar e derrubar um governo democraticamente eleito e aumentar o recebimento de verbas públicas, uma parte previamente acertada para a corrupção.

Em outra oportunidade, analisarei, à luz do Direito Penal, a matança desses inocentes, e adianto que é crime hediondo.

Ah, sim, uma pergunta: quem é mesmo nazista, a esquerda ou Bolsonaro?

Preciso responder?

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

UM DESASTRE CHAMADO CELSO.

UM DESASTRE  CHAMADO CELSO

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

De Mello, diga-se preventivamente, para não sacanear tantos “celsos”, que vivem austeramente, por esse Brasil de meu Deus.

Há tempos analiso os discursos empolados e enfadônicos desse ministro e sinto ser uma tentativa inútil de mostrar erudição e saber jurídico, mas isso não é relevante, afinal esse STF está longe de ter um Rui Barbosa, sequer.

Depois dessa salada de lambanças constitucionais dirigidas por Toffoli, Alexandre e Celso, amparados pelo menos por Lewandovski e Gilmar, pensei que o provecto ministro iria se recolher, em um silêncio franciscano. Puro engano.

Em uma nota, pedindo apoio aos colegas, já que o asfalto está ficando quente, deu uma aula de desinformação e desconhecimento da história e de sua correlação com a atualidade. Sabia ser um magistrado sem aréola, mas também um historiador sem mérito. Vejamos.

Comparou o bolsonarismo com o nazismo e deve não entender nem de um e nem de outro. Para Bolsonaro transformar-se em um Hitler verde-amarelo deveria, pelo menos, ter algumas   dessas características: antissemita, pregar, pelo menos uma vez, a defesa do totalitarismo, ser anticapitalista, inimigo do liberalismo e ser expansionista.

Mostre, senhor ministro, uma vírgula de Bolsonaro e de seu governo que possam afirmar qualquer dessas desqualidades. Nunca.

Ademais, senhor decano, para se comparar a Hitler, Bolsonaro teria que escolher uma raça para ser raça superior e, nessa multidão de etnias que formam o povo do Brasil, Bolsonaro fez  somente uma escolha, que deve incomodar a muitos, escolheu o POVO BRASILEIRO. Tem uma escolha melhor, para um presidente do Brasil?

Há pouco tempo, os bandalhas da esquerda escolheram Cuba e a Venezuela como pátrias a serem seguidas. Que lástima!

Onde está o nazismo, no executivo do Brasil? Um presidente esculhambado massacrantemente, em três turnos,  por um GLOBOLIXO e similares, pode ser um totalitário? Um presidente que tem, todos os dias, que enfrentar alfinetadas e pancadas legislativas e judiciária é ditador?

Essa nota do senhor Celso de Mello revela zero de conhecimento histórico e dez no seu temor frente ao pandemônio causado por suas atitudes inconstitucionais e irrefletidas.

Caso tivesse a têmpera dos fortes, jamais precisaria pedir espírito de corpo na instituição, papel e água sanitária, para ser dessa condição vexatória. E deve dar graças a Deus por o presidente Bolsonaro ser um democrata e ter a prudência de esperar a resolução do impasse, por mãos de outros ministros, que sejam de outro quilate.

Um cabra como eu, há muito teria dado o ultimato, mas Bolsonaro, apesar de parecer destrambelhado (e muitas vezes, de fato, é), dá uma aula de comedimento democrático, nessa celeuma criada pelo STF.

Paciência, um conforto e um alento, novembro está próximo e Celso vai, para nunca mais voltar.

Saudade não deixa, mas o alívio dos brasileiros é certo.

Vá e não voltes nunca mais.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.