A FALÁCIA DO “FIQUE EM CASA”.

A FALÁCIA DO “FIQUE EM CASA”.

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Nos últimos meses, a repetição do “fique em casa” deixou-me de saco cheio, tanto de ouvir, quanto de ficar e já se estabelece, em mim, um esforço para desobedecer. Claro, evidente, que sigo todas as regras sanitárias, mas o fique em casa é maroto e serve para muitas malandragens. Explico.

Começa com o percentual ideal. Exaustivamente aquela turma tétrica de São Paulo, GLOBOLIXO et caterva, apontava que o ideal era 70% em casa, inclusive nunca atingido. Por que esse número mágico de 70, não poderia ser 69, ou 71? Seriam estudos científicos da chinesa OMS que ditou o número 70?

Esse número mágico serviu para exacerbação da canalhice de tiranetes de plantão, agressão de trabalhadores, lockdowns indignos, ao arrepio da lei, da democracia e do bom senso.

E piora a canastrice, quando o sujeito diz, com a cara mais limpa, sem nenhum embasamento científico: nós evitamos a morte de 900 mil pessoas. Deve ser ideia do mesmo estatístico que fez, aquela coisa chamada Bruno Covas comprar 38.000 caixões e 15.000 sacos para encaçapar defuntos e queira Deus, como queremos nós, que ele não seja, nessa pandemia, usuário de um desses mimos comprados com o nosso dinheiro.

Porém a mágica do “fique em casa” começa a desmoronar, quando as estatísticas mostram que um dos melhores locais para se contaminar é dentro das residências, pois, dessa forma, o “fique em casa” se transforma em veneno.

A razão do “fique em casa” é fácil de ser entendida, inicialmente: diminuir os percentuais de contaminados, de tal maneira que não houvesse um colapso na rede SUS, enquanto o dinheirão do governo federal serviria para a melhora absoluta do pr´prio SUS. Quase tudo mentira. Aliás, as poucas verdades foram os óbitos e os desvios do dinheiro nos meandros de estados e municípios, ávidos por uma corrupção. Está no forno o irmão mais novo do MENSALÃO e PETROLÃO, o jovem COVIDÃO.

O tal achatamento, da tal curva, aconteceu em muitos locais, notadamente onde os governos não transformaram a pandemia em palanque eleitoral e ideológico, de certa forma, há uma conexão interessante, que até pode ser casual, entre oposicionista pandêmico e corrupção epidêmica. O COVIDÃO esclarecerá as dúvidas.

De repente, o povo resolve se insurgir, prefeitos reagem, entidades reclamam, as igrejas clamam e oram, tudo pensando no óbvio: o fim do “fique em casa”.

Os governadores e prefeitos, aprendizes de tiranetes, sabendo que não tem mais verbas para “mamata”, sorrateiramente mudam o discurso, de tal maneira, que aquele de São Paulo inventou um termo bandido: “isolamento inteligente”, há-há-há!

Como inteligente, agora? Então o isolamento era imbecil, burro? A hora da verdade está chegando, pois a mentira e hipocrisia não podem prevalecer. Bolsonaro, que nunca foi contra isolamento, desde o primeiro dia prega que ele não fosse radical, nas palavras atuais do senhor Dória, “inteligente”. Witzel, quase com um pé na cadeia, vai no mesmo caminho, Caiado é só sorrisos e os outros? Vão concordar com Bolsonaro?

Não precisa nem dizer, a verdade está clara. Vão e deverão inventar mais uma denominação. A língua portuguesa é fantástica, ajuda aos malandros.

A outra verdade trata-se de uma impossibilidade: a existência e resistência do Governo Bolsonaro. Há uma maquinação diabólica de tantas forças, mentiras durante 24 horas, em sete dias semanais, um congresso difícil, um STF traiçoeiro, tudo levaria a crer que esse homem não chegaria ao poder e não governaria. Do ponto de vista humano não há uma só explicação e os esquerdopatas do ateísmo estão sem entender, nunca irão entender.

Afirmo-lhes, porém que há uma explicação, não minha, mas foi dada, há muito tempo, em Tiago 5: 16: …a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos”.

São milhões de justos intercedendo, orando pelo Brasil e pelo governo Bolsonaro e se alguém entender que essa afirmação é religiosa, asseguro que não: justo não é sinônimo de evangélico, católico, ou religioso, a rigor, justo é somente justo, nada mais e a Bíblia fala de um, chamado Cornélio, que nem era cristão (Atos  10:2).

Força, Bolsonaro!

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

 

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