A MINISTRA DAMARES

A MINISTRA DAMARES

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Nunca o Brasil viveu um momento como esse e não estou tratando de pandemia, estou falando, hoje, de uma guerra espiritual travada no mundo, com vários epicentros, destacando-se um, chamado Brasil. Explico. As ações do homem são sempre vistas na ótica da matéria,porém, para nós, espiritualistas e, muito mais ainda, cristãos verdadeiros, acreditamos no texto de Mt. 18:18, no qual o próprio Jesus afirma: Em verdade vos digo que tudo que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo que desligardes na terra será desligado no céu.

Essa afirmação não deixa dúvidas, apesar da Bíblia mostrar que o verdadeiro destino dos fiéis é morar eternamente na glória celestial, o caminho para os céus está na terra e a Igreja tem que se posicionar como “sal da terra” (Mt. 5:13). Nem sempre foi assim, infelizmente.

Todo crente (sentido diverso da religiosidade) sabe que a maior guerra não é travada no campo material, mas no espiritual (Ef. 6: 10-18), assim, durante anos, a Igreja, por falta de discernimento espiritual, foi um joguete, acreditando nas mentiras de satanás e posso afirmar isso com a autoridade de ter nascido na Igreja, terceira geração de assembleianos, ter sido um dos primeiros universitários crente e primeiro médico das Assembleia de Deus, do Maranhão.

A primeira mensagem diabólica que a Igreja acreditou foi: política não é para crente. Essa afirmação estava consoante com outra igualmente obtusa: política não é coisa de homem sério. Era tudo que o capeta queria: os bons se afastam e os vagabundos se aproveitam. Quem sabe se nesses conceitos não estejam muitos dos nossos males, de agora.

De repente, alguns políticos evangélicos começaram a descobrir a política e a maior parte entrou pelo lado errado e de modo errado. Havia uma cartilha cretina, que elegeu muito espertalhão, cujo título era: IRMÃO VOTA EM IRMÃO.  Sim, até concordo, desde que o irmão mereça o meu voto e esse irmão esteja preparado para a missão política. Dentro desse raciocínio, bíblica e ideologicamente corrompido, vicejaram vários espertalhões com a Bíblia na mão e comportamento inaceitável.

Enquanto isso, as forças do mal articulavam-se de maneira organizada, sorrateira, desde o Governo Militar, para abocanhar, como a serpente do Éden, os corações daqueles que, primariamente, tinha sido criados para a adoração a Deus.

Conquistaram a vida sindical, conquistaram as escolas, conquistaram as universidades, imiscuíram-se em todos os segmentos, inclusive com apoio de uma parte barulhenta e altamente ativa do clero, na tal Teologia da Libertação. Vontade de rir, ou chorar, pois quando alguém abandona a verdadeira liberdade em Cristo e assume que a liberdade é Marx, ou não entende de Marx, ou jamais conheceu a Cristo. Um sacrilégio!

O que poderia piorar, piorou. O clímax do desastre se iniciou com o disfarce cretino-liberal do FHC e consolidou-se com a sanha corrupto-ideológica do PT, com outros signatários, tão nefastos como, que promoveram o desmonte moral da nação, a morte dos valores familiares e morais, bem como o maior esquema corruptivo da história do homem, chamado PETROLÃO.

Aí aparece o impossível, mais ou menos como uma voz que clama no deserto: Jair Messias Bolsonaro. Uma contraposição a tudo que estava posto pelas esquerdas. Pregava honestidade, valores cristãos, familiares, respeito e amor à pátria, culminando com o slogan: BRASIL ACIMA DE TUDO E DEUS ACIMA DE TODOS. Muita gente não gostou, odiou e não posso nominar essa turma, mas nomino o grande inspirador e chefe dessa gentalha: satanás.

Dentro desse contexto, de verdadeira guerra espiritual,  Bolsonaro não poderia prosseguir sozinho e, entre outros nomes, surge um nome que a tal grande mídia não conhecia: Damares Regina Alves, em um ministério menina dos olhos da esquerdopatia – Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. A sanha esquerdopata ficou furiosa e partiu para o renhido embate. Era inaceitável a presença de Deus numa cadeira habitada, historicamente, por belzebu!!!

A vida pessoal da ministra é inatacável, mas o inimigo mentiroso e homicida, desde o início (Jo 8: 44), partiu para agredi-la e tratou de agir, para destruí-la. Foi achincalhada por afirmar que Jesus falou com ela, em momento difícil de sua vida e somente quem não tem experiência com Cristo pode tentar ridicularizar, algo tão comum na vida de um crente: ouvir a voz do Senhor. Só seremos salvos se “ouvirmos a Sua voz”. Foram muitas as armadilhas.

“Menino veste azul, menina veste rosa”. Não é preciso ser gênio para reconhecer que essa afirmação é divina, é bíblica: macho e fêmea os criou (Gn. 1:27). A afirmação não desrespeita a escolha sexual de ninguém, na Bíblia não há lugar para discriminação, mas as olimpíadas, que não são ideológicas, que não são religiosas, seguem a Bíblia: mostra provas masculinas e femininas. Pronto, poderiam ser chamadas de provas azuis e róseas.

A suposta adoção irregular de sua filha, uma criança de origem indígena, foi a denúncia mais cretina, mais vil, que alguém poderia engendrar. O ato humano e de amor da ministra, por sua filha, servir para uma acusação tão indigna. Não prosperou, bastava olhar a moça e a sua felicidade, para a mentira desfazer-se.

Mas tinha mais, a vagabundagem esquerdopata partiu, com crítica até internacional, chamando-a de negacionista científica, por a ministra defender o criacionismo bíblico. Esse episódio merece uma análise mais efetiva.

Fui professor de Biologia por décadas e, sem nenhuma modéstia, um bom professor. Sempre ensinei a tal evolução e, sempre, ao final das aulas, dizia aos meus alunos: tudo o que vos ensinei é uma decorrência e exigência do vestibular, não acredito em nada disso, sou por fé, pela Bíblia e pela CIÊNCIA, criacionista.

O evolucionismo tem tantas lacunas, tantas inexplicações, tantas dúvidas, que após tanto tempo não passa de uma “teoria”. Aquele jargão iluminista, raiz teórica do evolucionismo, que contrapunha a ciência contra a fé, é o maior engodo e enganação da filosofia, pois colocou-se a fé como se fosse a mesma coisa que os dogmas romanos e a fé nada tem a ver com os dogmas terrenos, de Roma ou não. A fé é descrita por São Paulo, como “a certeza das coisas que se esperam e a prova das que não se veem” (Hb. 11:1).

A fé, que é dom de Deus, jamais seria contrária à ciência, que é uma decorrência do dono de tudo que é Deus, a questão é que satanás, que não é dono de nada, quer se apropriar daquilo que não lhe pertence, a ciência. Aos cristãos sem discernimento espiritual, adianto que ir para os céus depende somente de aceitar Jesus como Salvador e isso é, no dizer bíblico, muito bom, entretanto para ser um  verdadeiro cristão há algumas premissas inarredáveis: acreditar na criação divina, no Jardim do Éden, na queda do homem, na proposta de redenção ainda no Jardim, na existência de um povo escolhido, nos milagres que contrariam a lógica humana, no nascimento e sacrifício de Jesus Cristo, no poder remidor do Seu sangue, na ressurreição e volta aos céus, na volta de Jesus para buscar a sua Igreja e no juízo final, quando satanás e seus anjos serão finalmente aprisionados.

Quem crê nessas premissas é cristão, quem nelas não acredita, pode ser tudo, exceto cristão. Não perca tempo, procure outro caminho, Deus respeita o livre arbítrio, até de quem deseja os infernos.

Por último, lembro a participação da ministra Damares Alves na tal reunião ministerial, que o vetusto ministro Celso de Melo, vergonhosamente expôs ao mundo, por motivos injustificáveis. Na reunião, a ministra posicionou-se a favor dos direitos humanos, contra a opressão dos governadores, tiranetes de quinta categoria, numa atitude que mereceu aplausos de homens e mulheres de boa índole, mas deixou a esquerdopatia furiosa. É, essa ministra incomoda demais e não é sem razão e uma razão é a principal.

São muitas, reitero, mas a principal razão da guerra da esquerda contra ela é fácil de se entender: é uma serva do Senhor. Como serva do Senhor não é corrupta, vai defender os princípios bíblicos, vai defender a liberdade, mesmo de seus adversários, vai defender os conceitos de pátria e da família, coisas impossíveis de serem defendidas por um esquerdopata.

A propósito, esse ministério já foi ocupado por nomes como Ideli Salvati e Maria do Rosário: há comparação? Seria como comparar, na linguagem bolsonariana, a ministra Damares Alves com algo em nível de Doria, Witzel, Alexandre, Gilmar, et caterva. A comparação não existe porque a “substância Damares” não pode ser comparada com substâncias do destino final do metabolismo.

Não sei se a ministra lerá esse insosso repto, mas, se o fizer, asseguro: a senhora só está firme porque há uma verdadeira corrente de oração em seu favor, no Brasil inteiro.  Lembre-se do texto de Efésios, aqui citado, na sua luta contra as “potestades do mal”, e é Jesus quem lhe dá a receita da vitória: “Eu disse essas coisas para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16: 33).

Tenho dito!

 

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

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