UM DESASTRE CHAMADO CELSO.

UM DESASTRE  CHAMADO CELSO

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

De Mello, diga-se preventivamente, para não sacanear tantos “celsos”, que vivem austeramente, por esse Brasil de meu Deus.

Há tempos analiso os discursos empolados e enfadônicos desse ministro e sinto ser uma tentativa inútil de mostrar erudição e saber jurídico, mas isso não é relevante, afinal esse STF está longe de ter um Rui Barbosa, sequer.

Depois dessa salada de lambanças constitucionais dirigidas por Toffoli, Alexandre e Celso, amparados pelo menos por Lewandovski e Gilmar, pensei que o provecto ministro iria se recolher, em um silêncio franciscano. Puro engano.

Em uma nota, pedindo apoio aos colegas, já que o asfalto está ficando quente, deu uma aula de desinformação e desconhecimento da história e de sua correlação com a atualidade. Sabia ser um magistrado sem aréola, mas também um historiador sem mérito. Vejamos.

Comparou o bolsonarismo com o nazismo e deve não entender nem de um e nem de outro. Para Bolsonaro transformar-se em um Hitler verde-amarelo deveria, pelo menos, ter algumas   dessas características: antissemita, pregar, pelo menos uma vez, a defesa do totalitarismo, ser anticapitalista, inimigo do liberalismo e ser expansionista.

Mostre, senhor ministro, uma vírgula de Bolsonaro e de seu governo que possam afirmar qualquer dessas desqualidades. Nunca.

Ademais, senhor decano, para se comparar a Hitler, Bolsonaro teria que escolher uma raça para ser raça superior e, nessa multidão de etnias que formam o povo do Brasil, Bolsonaro fez  somente uma escolha, que deve incomodar a muitos, escolheu o POVO BRASILEIRO. Tem uma escolha melhor, para um presidente do Brasil?

Há pouco tempo, os bandalhas da esquerda escolheram Cuba e a Venezuela como pátrias a serem seguidas. Que lástima!

Onde está o nazismo, no executivo do Brasil? Um presidente esculhambado massacrantemente, em três turnos,  por um GLOBOLIXO e similares, pode ser um totalitário? Um presidente que tem, todos os dias, que enfrentar alfinetadas e pancadas legislativas e judiciária é ditador?

Essa nota do senhor Celso de Mello revela zero de conhecimento histórico e dez no seu temor frente ao pandemônio causado por suas atitudes inconstitucionais e irrefletidas.

Caso tivesse a têmpera dos fortes, jamais precisaria pedir espírito de corpo na instituição, papel e água sanitária, para ser dessa condição vexatória. E deve dar graças a Deus por o presidente Bolsonaro ser um democrata e ter a prudência de esperar a resolução do impasse, por mãos de outros ministros, que sejam de outro quilate.

Um cabra como eu, há muito teria dado o ultimato, mas Bolsonaro, apesar de parecer destrambelhado (e muitas vezes, de fato, é), dá uma aula de comedimento democrático, nessa celeuma criada pelo STF.

Paciência, um conforto e um alento, novembro está próximo e Celso vai, para nunca mais voltar.

Saudade não deixa, mas o alívio dos brasileiros é certo.

Vá e não voltes nunca mais.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *