OS BANDIDOS DE BOLSONARO – VOL VII

OS BANDIDOS DE BOLSONARO – VOL VII
(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)
Nessa série dos “bandidos” volto, mais uma vez, ao tal STF. Não é sem razão, pois esse STF é tão deprimente, que poderíamos passar horas a fio dissecando as suas incongruências e incoerências e ainda sobraria assunto, mas tratarei da nomeação do novo ministro do STF, o desembargador Kassio Nunes Marques.
Não foi uma escolha que agradou aos bolsonaristas raiz, aqueles que sofrem com as diabruras de um STF, de um Alcolumbre ou de um torcedor do “botafogo”, segundo as planilhas da Odebrecth, Rodrigo Maia.
Bolsonaro tem incontáveis méritos, porém comete muitos defeitos políticos e o maior deles é, não sendo versado nas aulas de hipocrisia, falar todas as verdades sem titubeios. O segundo defeito político é ter feito algumas escolhas desastrosas, como Moro e Mandeta, os dois maiores desastres éticos, da política brasileira e o que nós, bolsonaristas, sonhamos é que esse novo ministro não se infeccione por duas patologias escabrosas: morosite ou mandetite.
O desembargador Kassio tem, sobre ele, uma exponencial facilidade e dificuldades incontáveis. A facilidade é o óbvio ululante: é impossível ser pior que o decano-decrépito ou decrépito-decano, Celso de Mello.
As dificuldades são muitas, mas a maior de todas é não se contaminar e o risco de contaminação vem de todos os lados. Deveria, o futuro ministro, ler e obedecer a Bíblia, exatamente com o exemplo em Daniel 1: 8: “E Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção de iguarias do rei, e nem com o vinho que ele bebia”.
Infelizmente a contaminação desse STF não diz respeito a comidas e bebidas, é mais grave. É contaminação em condutas e comportamentos. Não pode o futuro ministro ser um adversário da Lava Jato, todo juiz que se preze e preste para alguma coisa, nunca poderá ser garantista de marginais.
Não pode o futuro ministro ser participante de lives com pessoas pouco recomendáveis, tampouco falar às escancaras sobre processos sob julgamentos, nunca fazer acertos, às caladas, sobre votos e julgamentos.
Não poderá o futuro ministro ser um aprendiz de Gilmar e danar-se a ser o maior produtor de habeas corpus da história da justiça brasileira e mais, deveria deixar claro, para todos os brasileiros sérios, ser a favor da prisão de marginais, como um tal Luiz Inácio, após a condenação em segunda instância.
O futuro ministro não pediu o meu conselho, mas o darei. Veja nos evangelhos (Mt 7: 13, 14), que a vida nos apresenta dois caminhos, um do bem e um do mal e para não ficar em dúvida, vou ajudá-lo.
É quase impossível elogiar esse STF, porém há indicadores expressivos e indubitáveis. Em qualquer votação, tente divergir de Tofoli, Lewandovski, Alexandre e Gilmar. A chance de acertar é pule de dez.
Tenho dito.
(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.
(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer plataforma de comunicação.

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