ACABOU A FARSA E RESTOU A TRAGÉDIA

ACABOU A FARSA E RESTOU A TRAGÉDIA

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Entendo que o substantivo tragédia está indevido, pois tragédia poderia se referir a uma das veias da arte cênica e melhor seria usar a instrutiva palavra SACANAGEM.

Quando nominei o conjunto de candidatos, com origem palaciana, de CONSÓRCIO SERPENTÁRIO DOS LEÕES, o próprio governador se apressou em negar, mas a negativa dele tem a mesma veracidade de uma nota de três reais e como a minha Bíblia diz que quem não é fiel no pouco, não o será no muito (Lc 16:10), posso dizer, ao senhor governador, que quem mente uma vez já passa a ter o título de mentiroso.

A grande dúvida era saber quem enveredaria por essa tragédia, desculpem, por essa sacanagem leonina, quem formaria, com a regência tosca do governador, O CORAL DOS MENTIROSOS DOS LEÕES? Para a alegria da decência e da seriedade, o coral sonhado por seu Dino se resumirá a um dueto ou, no máximo, um trio desafinado com a seriedade, mas experiente em sacanitudes políticas.

Para a minha alegria, o primeiro a se insurgir foi o meu amigo Yglésio Moysés. Não poderia ser diferente, a genética não diz tudo, mas muito fala e falou. A genética e o nome do deputado Yglésio carimbam a palavra seriedade. Parece que a minha alegria poderá se tornar maior: o deputado Neto Evangelista, por notícias que recebi, também não caminhara na senda do pecado do marxista de plantão. Espero que isso seja verdade.

Como tudo que é ruim pode deixar uma lição, esse episódio, pelo menos clareia muita coisa. Primeiro, o verdadeiro candidato a prefeito, pelas forças da malignidade esquerdista, é o governador Flávio Dino.

Segundo, esse governador deveria aprender com e ter a decência do presidente Bolsonaro. Bolsonaro deu apoio a alguns candidatos, em sua live semanal, mas sem meter nenhuma estrutura do governo, em qualquer candidatura. Um governo em campanha descarada para um candidato é uma atitude criminosa.

Tem explicação. Pelas palavras de um ex-candidato a prefeito, de apelido Júnior, ele e o governador são discípulos de Lula. Desejo ardentemente que esse larápio, de nome Lula, não tenha grande eficiência com seus alunos. Aluno de Lula, se aprender a lição, pode terminar na cadeia. Não desejo isso para ninguém.

Finalmente registrar uma tragédia, que talvez explique as atitudes do senhor Dino: ele vive um inferno astral. O Maranhão, após seis anos de comunismo, caminha impoluto para ser o estado mais miserável do Brasil. O sonho presidencial do governador caminha junto com Marina Silva, um pesadelo e o resultado das eleições municipais, até agora, foi uma sova de galho de goiabeira, nas ancas governamentais. E tudo está muito claro.

Os prefeitos eleitos carregam alguns carimbos: Maranhãozinho, Wewerton Rocha, Juscelino, Fufuca e. principalmente, Carlos Brandão. Quase não se vê alguém com o carimbo Flávio Dino. Caso tire a bunda da cadeira do poder, corre o risco de ficar do tamanho do PC do B. Quase nada!

A situação política do governador é, sem dúvida, desesperadora. Perder em São Luís será a pá de cal e estamos trabalhando para que não falte cal.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

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