DINO É MAU, CONSTRUIU MAIS UM CADÁVER POLÍTICO

DINO É MAU, CONSTRUIU MAIS UM CADÁVER POLÍTICO

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

O segundo turno da eleição de São Luís está interessante e um personagem se destaca, e tem o nome Dino. Conheço dezenas de Dinos, mas esse é diferente e exuberante em uma qualidade (desqualidade?): é mau, muito mau e não é bom tê-lo como amigo.

Pela Bíblia, há amigo que é mais apegado que irmão (Pv 18:24), mas o amigo Renato Souza (in memoriam) dizia que tem o amigo, o amigo da onça e a própria onça. Nesse particular o Dino é a onça.

O seu candidato in pectoris, do seu partido, vergonhosamente derrotado, fez uma campanha corajosa: despersonalizou-se e assumiu que era uma marionete de uma dupla, não sertaneja, que nada canta, mas farfalha, chamada Lula/Dino. Recebeu a devida reprovação nas urnas.

Mas durante a campanha, esse candidato recebeu acusações violentas, de outro candidato, também da trupe, que resumirei, em palavras mais educadas: você é um bandido sem recuperação, deveria ser retirado do convívio social, pois além de você ser bandido, o seu pai também é bandido. Essa afirmação atinge requintes de crueldade, quando o pai, do então candidato, se encontrava entre a vida e a morte, assestado pelo famoso vírus comunista.

O acusador se chama Duarte Júnior e o bandido, pelas palavras do acusador (e eu não concordo com uma grosseria dessas) é nada mais, nada menos, que o ex-postulante, deputado Rubens Júnior.

Os homens dignos carregam muitas qualidades, porém algumas se destacam: a capacidade de indignação e a defesa dos valores familiares. Eu tive somente uma mãe e somente um pai e nunca fui dado a violências, mas em duas oportunidades tentei fazê-la com as próprias mãos e Deus me livrou de consumar o meu desiderato: um gaiato que se insurgiu contra a minha irmã Zefinha Bentivi e um outro debochado que teve a infeliz ideia de pilheriar com dona Zima Bentivi, a minha santa mãe.

Coisa de homem e os homens não se constroem, eles nascem prontos.

Quando vi a ode de amor e carinho do ex-agredido (sim, o perdão promove esquecimento e o esquecimento anula a agressão kkkkk), para o agressor, tive dúvidas para explicar: submissão humana rasteira ou um milagre de conversão em nome de Cristo?

Logo retirei o nome de Cristo dessa balbúrdia, até porque para alguém ser comunista, mesmo, Cristo não tem a menor importância. FOI SUBMISSÃO! E a pessoa a quem prestam essa obediência tem nome e sobrenome: Flavio Dino.

Agora vocês entenderam quando afirmei que DINO É MAU, repito MUITO MAU.

O episódio a que esse jovem deputado foi submetido enodoa a sua carreira definitivamente, pois se alguém lhe chama de bandido (creio que não o é) e ele não reage, mesmo não o sendo, passa a impressão de que a acusação é verdadeira, mas pode piorar.

Chamar um enfermo grave, em UTI, de bandido, sem que ele possa se defender com um simples monossílabo, é uma crueldade diabólica. Será que o enfermo perdoaria essa agressão? Pelo que o conheço, jamais. Será que o enfermo, ao se recuperar (eu estou orando para isso, por minha amizade com ele), perdoaria ao agressor?

A rigor, estou sendo até injusto com o jovem deputado, que seguramente está sofrendo. A minha inconformação é com esse governador, que deve ter obrigado ao jovem parlamentar a se submeter a tamanha esbórnia. Tudo correlato com o DNA dinista: sacaneou e traiu um Tema, um Zé Reinaldo e, principalmente ao Jackson Lago.

Rubens Júnior foi somente mais um e eu, como analista político já estou fazendo um bolão, para a próxima vítima. Tem uma legião de candidatos a vítima, de relance alguns com muita chance: Brandão, Wewerton, Elisiane, Juscelino, Neto Evangelista, Yglésio, etc. Mais que o amor, a traição não tem limites.

Assim, qualquer pedido eleitoral do deputado Rubens Júnior, nesse segundo turno, carece de seriedade. São Paulo ensinou que as coisas boas se iniciam em casa, com os “domésticos da fé” (Gal 610). A defesa do povo de São Luís se inicia com a defesa do povo de São Luís que mora junto comigo.

Querido deputado Rubens Júnior, não tenho nenhuma convivência com você, mas tenho amizade e respeito por seu pai e, repito, rogo a Deus para que ele se restabeleça, porém aceite um conselho: aprenda a escolher os seus amigos, com cuidado para não optar por amigos da onça, se bem que, a bem da verdade, nesse caso, você escolheu a PRÓPRIA ONÇA.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

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