DINO, QUE RIDÍCULO!

 

DINO, QUE RIDÍCULO!

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Passei muito tempo sem me posicionar sobre o governador Dino, mas confesso ter perdido a paciência, o cabra está cada vez mais insuperável: no mal e no mau.

O cidadão tem méritos, passou em concurso, deu aulas e se elegeu deputado, caindo de helicóptero no Congresso Nacional e eu, na minha ignorância, não tenho a menor ideia da qualidade do combustível dessa nave, cujo comandante foi o ex-governador José Reinaldo.

Com ajuda da história e da falta de administração da Roseana, associadas com golpes sujos assestados contra o doutor Jackson Lago, chegou ao governo e nos encheu de esperanças, inclusive a mim, o guerreiro mais representativo do antisarneisismo.

Foram muitas promessas e a mais expressiva era tirar as cidades maranhenses do mapa da fome, falhou em todas e nessa promessa atingiu, diabolicamente, o ápice: piorou a fome nos lares maranhenses. E não está pior por conta da ação destemida de um tal de Bolsonaro.

Inocentemente sonhei que a sova desmedida que ele pegou, nesse pleito municipal, o teria levado a, pelo menos, a  uma reflexão: dei com os burros n’água, o cara piorou. Fez discursos desconexos, contou basófias desqualificadas, ameaçou antigos aliados e atingiu o clímax da temeridade/burrice: é o ventríloquo de uma outra coisa espúria, chamado de João Doria (que merda, o estrupício é também João).

A questão é a tal vacina chinesa. Claro que a vacina chinesa tem uma qualidade que nenhuma outra vacina tem: a mesma nacionalidade do vírus. Isso pode ser vantagem ou desvantagem, dependendo da ótica do observador. Na minha ótica é desvantagem.

Os países que estão testando essa vacina são China, Turquia, Indonésia e Brasil. Você, caro leitor, sem prejulgamentos ideológicos, acredita em seriedade de dados oriundos da China e da Turquia?  Qual a expertise científica da Turquia e Indonésia, para eu arriscar introduzir, em meu corpo meigo e sem veneno, uma vacina nessas condições?

Esse Doria, está se avacalhando e as pessoas de bom senso, que são a maioria, já estão entendendo que mais que politicagem, pode haver outros interesses subalternos, na postura do infame governador. Alguém poderia informar para essa pústula que vacinação é política nacional, com mais de 40 anos de experiência e que sem o aval da ANVISA torna-se crime.

A Bíblia mostra que às vezes o mal é ação de um só demônio, mas em outras eles se juntam e formam legiões. Dória não ficou só, apareceram cupinchas vários, mas o mais visível e serelepe, até pela protrusidade lipídica, foi o tal Dino.

Lá em Pedreiras, o Dino seria chamado, por dona Varinha, de um “sujeito sem noção”. Ela teria razões. Já é, de longe, o mais achincalhado governador do Brasil, nas redes sociais, a tal ponto que eu mesmo me incomodo, não por ele, mas pelo respeito que tenho, como maranhense, com a instituição GOVERNO DO MARANHÃO.

Chego a formular a hipótese da falta de conselheiros eficientes. O Jackson se acompanhava de um Mauro Bezerra, Aziz Santos e, também, Aderson Lago. João Castelo tinha José Maria de Jesus e Silva e José Burnett. Flávio Dino tem … (que desgrota, diria seu Varão, marido de dona Varinha).

Terminada a reunião do governo com os governadores, Caiado, Casagrande e outros, sem subserviência ao Bolsonaro, diga-se, entenderam os fatos, outros, mesmo inconformados, se calaram. Doria descabelou-se e quase desfigurou o botox, horrível.

Flávio Dino não perdeu tempo, foi hors concours: transformou-se no Doria Júnior e, como toda sacanagem deve ter parceria, adivinhem o parceiro chamado? Não poderia ser outro, o STF. Mas não precisa ser sábio para entender que nem o STF vai entrar nessa bola dividida.

Aí está o fundo do poço para o Dino e eu desejaria evitar isso, pelo amor e respeito que nutro pela a instituição GOVERNO DO MARANHÃO.

O Doria é um fiasco absoluto, mas o governador Dino, por essas atitudes impensadas (alguém lembra do episódio Cola Jesus?), ficará pior que o Doria, será a corruptela do fiasco, um final desmoralizante para quem foi, em um passado distante, um príncipe da Justiça.

O que seria ser a “corruptela de um fiasco”? Deixo a resposta para os universitários.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

BRAIDE, UMA SAÍDA PARA DINO

BRAIDE, UMA SAÍDA PARA DINO

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

A política é sinônimo de guerra, de luta e pode até dar empates, mas a regra é vencidos e vencedores. As eleições desse ano não fugiram a regra.

No Maranhão, não posso qualificar todos os vencedores e nem todos os vencidos, mas há nomes que se destacam, nos dois grupos: Eduardo Braide e Flávio Dino.

No começo da campanha, quando pairavam muitas dúvidas, vaticinei que o Eduardo Braide caminhava para ser um líder popular, em São Luís, nas estaturas comparativas de Cafeteira, João Castelo e Jackson Lago. Fui até criticado por um desses trânsfugas de nenhuma importância, com a caneta a soldo de algumas moedas de prata, tal qual Iscariotes. Não respondo a trânsfugas.

Até agora acertei e está nas mãos de Deus e do próprio Eduardo fazer essa previsão verdadeira e, quem sabe, chegar mais longe que os personagens citados.

Entretanto o governador Dino, nesse momento, transita pelo espinhoso caminho dos derrotados, aliás, o maior derrotado das eleições maranhenses. Nem sei mesmo se ele é o culpado do vexame, mas poderia estar bem melhor, caso tivesse me ouvido. Não ouviu.

O primeiro grande erro do governador foi trazer para a província um aliado desastroso e um inimigo inexistente. O aliado desastroso é Lula. Como alguém de juízo pode, nesse momento, colocar um bandido ao seu lado. Nem ou tronchas de comportamento, tipo Ciro, Manuela, Boulos e outros asnos semelhantes, vinculam suas vidas com esse marginal. Dino e um dos seus acólitos, talvez o mais bobão, o fizeram e se … (mamãe Zima diz: controle essa língua!)

O segundo erro foi querer transformar o presidente Bolsonaro  em um adversário municipal: ou loucura ou burrice. Bolsonaro quando pensa em Dino, pensa no maranhão e em Guaraná Jesus, a nossa mais popular bebida. Nunca pensa em Dino como adversário de coisa alguma, pois para ser adversário do presidente, Dino teria que tirar o Maranhão da miséria (aliás, afundou mais o estado), adquirir estatura de estadista, ter um partido que preste e pelo menos assessores, com inteligência e neurônios funcionantes.

Pelo visto, há carência de neurônios funcionantes em muitas cabeças.

O que eu desejo e estou orando é para Deus influenciar o coração do governador e que ele não cometa um terceiro grande erro: TRANSFORMAR O PREFEITO EDUARDO BRAIDE EM INIMIGO POLÍTICO.

Caso isso aconteça, asseguro que não foi por conta do prefeito Braide. Conheço o prefeito e sei que, pelo bem de São Luís, ele nem tem amores e nem ódios de quem quer que seja e, dentro desse quem quer que seja está o governador Dino. Aproveite, governador, o Braide é uma grande saída. Não para ser um “holandinha” de maior estatura, mas para fazer coisas por São Luís, que melhorarão a sua desgastada imagem, com o povo dessa ilha.

O seu sonhado “serpentário” para 2022 ruiu em 2020. O seu “poder de convencimento” sobre Maranhãozinho, Wewerton, Brandão e outros atores diminui a cada dia, até o dia que não mais existirá. Não perca tempo, telefone para o Braide, seja o estadista, pelo menos tupiniquim, e a sua imagem fisicamente rombuda adquirirá alguma beleza.

Apesar de não nutrir grandes amores por vossa pessoa, também não tenho nenhuma desavença ou querela e o meu espírito direitista, conservador e cristão me manda desejar o bem de todos, mesmo se esse todo é comunista, esquerdista ou qualquer outro desses istas.

Aproveite a chance, ligue e parabenize o prefeito Braide, pois nesse momento é uma das suas poucas saídas. Na pior das hipóteses, diminuirá o vexame da derrota, que está corroendo a sua alma.

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.