E PAPA COMUNISTA, PODE?

E PAPA COMUNISTA, PODE?.

(*) João Melo e Sousa Bentivi (**)

Há pouco tempo escrevi uma matéria, na qual provei que um sacerdote católico, ou um ministro evangélico possuíam uma absoluta incompatibilidade em ser ministro cristão e esquerdista. Provei, à luz da Bíblia, que a incompatibilidade  se dá, mesmo, entre Cristo e marxismo, os dois não podem conviver em uma mesma pessoa.

Quando criança, nas Assembleias de Deus, conheci  muito bem, um dos principais pontos de discórdia entre católicos e protestantes: São Pedro. Todo cristão sabe que Pedro foi o líder inicial da Igreja Primitiva, entretanto, à época, protestantes abominavam se dizer que Pedro fora o primeiro papa. Hoje essa questão não é relevante.

Mas o papado é o mais proeminente aspecto dogmático do catolicismo e nesses muitos anos a Igreja Católica teve ótimos papas e papas verdadeiramente diabólicos, assunto extenso, que nunca caberia nesse arrazoado.

Há papas exponenciais como Melquíades (311-314), primeiro papa africano, construtor da paz com o Império Romano; Silvestre I (314-335), que estabeleceu o acordo com Constantino e canonizado sem ser mártir; João XXIII (1958-1963), um curto papado e mudou a cara da Igreja, com ponto  alto no Concílio Vaticano II e, finalmente, o papa João Paulo II (1978-2005), que dispensa comentários.

Mas o número de papas diabólicos é grande, com pecados de várias matizes, inclusive a Igreja Católica nega, veementemente, a figura da papisa Joana ou João VIII (855-857), que pariu, afirmam, em uma procissão. Citam-se Sergio III (904-911), amante de prostitutas, assassino de Leão V, de quem se diziam “escravo de todos os vícios”; Bonifácio VIII (1294-1303), entre suas qualidades destacava-se a pedofilia e mereceu destaque no Inferno de Dante Alighieri; Júlio III (1550-1555), que nomeou um amante a cardeal e um bispo insatisfeito escreveu um poema “Elogio a Sodomia”.

Não tratarei, por controverso, o papel do papa Pio XII, que poderia ter sido cúmplice do nazismo ou, também, ter livrado milhares de judeus da morte. Tratarei, sim, de um tal de Jorge Mario Bergoglio, ou Chico, aliás, Francisco. Um mar de dúvidas e apreensões em quem conhece a Bíblia e os evangelhos.

Como professor de Bioética, em tantos anos, ensino aos meus alunos a importância ética do Vaticano e respeito tanto o Vaticano, que já o visitei várias vezes, inclusive em um momento exponencial, quando assisti uma missa rezada por Bento XVI, de quem sou admirador.

Classificava o Vaticano como âncora moral da vida, pois os seus dogmas repercutiam em católicos e não católicos, cristãos e não cristãos, de tal maneira que se concordava ou discordava, mas a âncora era cristã.

A mesma Bíblia que afirma que o amor é irrestrito é também a mesma Bíblia que garante a existência do pecado  e é a mesma Bíblia que não permite que creiamos em uma parte e abdiquemos da crença em outra. A ideologia de gênero, o materialismo e o marxismo não têm guarida no texto sagrado e o papa, por definição, deveria ser o maior defensor do texto santo.

As suas afirmações sobre o criacionismo são frágeis e inseguras e todos podem não acreditar no criacionismo, mas o verdadeiro cristão tem a obrigação de defendê-lo, pois sem a base do criacionismo, do jeito que está no Gênesis, a fé cristã é nula. (1 Cor 15:14)

Porém faltava o descortino da farsa papal, que já se mostrava no amor que esse tal Francisco nutre pelo lixo político mundial: Lula, Dilma, Maduro, os Castros, para ser exemplificativo. Veio a aprovação do aborto na Argentina, verdadeiro presente para os esquerdopatas de todas as etnias.

O farsante papal, que chorou pela queima de uma andiroba, na Amazônia, não dá um pio de inconformismo e reprovação pela morte de milhares de inocentes, na Argentina, sua pátria. Volto para a minha Bíblia, de novo, e vou até concordar que Pedro foi o primeiro papa, mas dizer que esse Chico, aliás, Francisco é um verdadeiro sucessor de São Pedro, vira um sacrilégio.

São Pedro, por exemplo, em momento de questionamento do próprio Jesus, foi taxativo na obediência:  Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna. (Jo 6: 69)

Esse Chico, aliás, Francisco está muito longe de São Pedro, mas semelhante a um tal Herodes. Herodes ordenou a morte dos inocentes, o tal Chico, aliás, Francisco aceita calado, em sua pátria, esse horrendo crime. Comparando os dois, Chico e Herodes, Herodes, por incrível que pareça, merece mais respeito: era enganador, mas não era hipócrita.

Chico é as duas coisas. Lamentável, um nojo. Sem julgamento, Chico, faça, a você mesmo, essa simples pergunta: EM MEU LUGAR, O QUE FARIA JESUS?

Jesus não faria quase nada do que Chico faz. Vade retro, Chico!

Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer      plataforma de comunicação.

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